google.com, pub-3521758178363208, DIRECT, f08c47fec0942fa0 AUTOentusiastas Classic (2008-2014)
Tem muita gente que pensa que é purismo ou implicância minha criticar quem fala ou escreve 'montadora' para descrever fábrica (de automóveis). Não é.

A pior coisa que pode acontecer a uma pessoa, a um povo, é não conseguir verbalizar corretamente os pensamentos. Isso vai produzindo um estado de confusão tal que torna a vida mais difícil.

Dia desses deu na televisão que uma árvore havia despencado num bairro de São Paulo. Como assim, despencou? -- pensei. Teria se soltado de algum lugar? Nada disso, caiu, tombou sobre um veiculo ao não resistir a força do vento.

Tem outra: inventou-se no Brasil, não faz muito tempo, uma condição meteorológica, o tempo "abafado". Invariavelmente, nessa época do ano, as "moças do tempo" nos dão essa preciosa informação. O que será que isso significa? Pouco quente, quente, muito quente, quentíssimo? Fica para imaginação de cada um.

Ou quando uma jornalista da CBN ou Eldorado descreveu o dirigível da Goodyear como "uma espécie de avião com um balão em cima".

Nesses três exemplos a informação veio distorcida, e isso faz mal, leva a pessoa a imaginar algo que não corresponde à realidade. Como dizer que "caiu um avião", pois aviões não caem, se acidentam.

Mesma coisa resgate, a troca de uma pessoa ou um título financeiro por dinheiro. Agora virou salvamento, "equipe de resgate", em vez de 'salvamento', rescue em inglês. O outro resgate, o verdadeiro, no caso de libertar pessoas, é ransom na língua de Shakespeare.

Nos aviões da Força Aérea vai escrito no ponto onde se abre a capota ou uma porta, com uma seta indicativa: Salvamento. Nesta Força existe o SAR, Serviço de Busca e Salvamento (Search and Rescue). Não é busca e resgate.

No Rio costumo ver alguns carros do corpo de bombeiros com a palavra salvamento em vez de resgate.

Por isso a minha cruzada contra 'montadora': as pessoas precisam entender que se trata de fábricas de automóveis, com toda a sua complexidade.

Aos poucos vou conseguindo. As revistas Carro e AutoData já abandonaram o impróprio termo, bem como o site Carro Online. Mas falta muito mais.
BS
(Ampliado pelo autor em 21/02/09)
Grifos são criaturas com corpo de leão e asas e cabeça de águia. Considerando-se o leão o maior predador da terra e a águia o maior do ar, a gente consegue entender como ele foi criado: para ser o mais temível dos animais. Mais terrível até que a popular cobra com asas.

Mas eu acho que o famoso Iso homônimo, considerando a literatura mítica apenas, e não a sonoridade do nome em si, devia ter outro nome.

Quando se cruzava um grifo com uma égua (isso é que eu chamo de sexo selvagem. O nosso amigo Arnaldo Keller já vai ficar com dó da égua...), o resultado, diz a lenda, era um animal metade águia, metade cavalo, conhecido como hipogrifo.

Dizem que o hipogrifo é ótima montaria, e o mais rápido no céu e na terra. Como não compará-lo ao famoso e belíssimo Iso?

Sempre fui doente por esse híbrido italiano e por isso resolvi colocar algumas fotos aqui, algumas delas que ajudaram a piorar esse meu estado, vários anos atrás.

Começo por uma do poderoso “7 litri”, que ficou famoso por atingir 300 km/h em uma autostrada italiana. Um casal enamorado, numa campina verdejante, ao amanhecer. Uma sutil sugestão do que acontecera na noite passada...

Dois esboços da casa Bertone mostram como seria o então futuro mítico animal alado da cidade de Bresso:
As suspensões do Grifo, dianteira de duplo "A" sobreposto e traseira com ponte De Dion e freios inboard:
E finalmente, a foto que mais me perturba, até hoje:

Aqui o convite e a conotação não é nada sutil. Um Iso Grifo, uma bella donna e um Marlboro aceso. Até hoje, desperta meus desejos mais íntimos...

MAO

Esta lista é para meu amigo Alexandre Garcia, engine swapper emérito e o sumo sacerdote das trocas de motor.

1) Chevette AP turbo do Eber

O motor VW AP parece que nasceu para o Chevette. Extremamente fácil: basta um espaçador de 1 polegada de espessura, e dois coxins híbridos, basicamente. O AP gira e tem potência e torque em rotações parecidas às motor original do carro, e portanto todaa transmissão original funciona muito bem obrigado. É mais leve e mais potente e até o escapamento desce pelo lado certo. Um Chevette com um 2.0 a álcool de Santana é extremamente apaixonante e barato.

Mas tem gente que quer mais. O Eber (www.eberturbo.com.br), que costumo chamar de "O Chevetteiro maluco de Pirassununga", cansou de perder transmissões em seu Chevette tubarão vermelho, equipado com seus APs turbinados de mais de 400 cv, resolveu radicalizar. Colocou uma tranmissão de Omega e montou o AP "em pé", sem sua tradicional inclinação. Enorme cirurgia necessária no túnel do carrinho. Vejam abaixo porque isto é uma insanidade divertidíssima: o câmbio é maior que o bloco do AP...


Essa é uma postagem não relacionada ao entusiasmo de que tanto falamos mas achei que caberia aqui no blog.

A crise está aí. É um fato.

Pois é, estou sofrendo na pele seus efeitos. E na alma também.

Empresas estão cometendo barbaridades em nome da crise. Algumas com algum motivo real e outras, por puro oportunismo e ganância.
Não é possível que todo o dinheiro ganho (lucro) no período da bonança tenha se perdido ou tenha sido gasto. Simplesmente não acredito nisso.

Eu tenho uma poupancinha, suada, guardada a sete chaves. Ela existe pra quê? Para momentos de aperto, para sair do sufoco. Para onde foi a grana dos lucros exorbitantes, dos carros que custam mais de 50 mil reais. Tava todo mundo operando no vermelho? Tenho certeza que vai aparecer uma miríade de explicações do pessoal de finanças para essa pergunta. Sabem de uma coisa? "I don't give a s..." para essas explicações.

Sinto a crise na pele devido à redução de benefícios e de ofertas de trabalho. Sinto na alma pelo temor de não ter mais trabalho e pela auto-estima e motivação abaladas.
Nas últimas semanas percebi que muitos amigos e conhecidos estão com o mesmo sentimento, mas nem todo mundo os coloca em palavras. Alguns estão com um mau humor fora do normal, outros estão com dificuldade para pegar no sono e eu não paro de pensar que os meus planos pessoais e profissionais serão retardados.

No trabalho as rodinhas só falam da crise. Basta um reclamar que todos vêm na onda e potencializam ao máximo as reclamações, os temores e as incertezas. Projetos e sonhos individuais estão sendo adiados; mais uma vez.

Então, na semana passada, resolvi quebrar essa espiral de pensamentos negativos. Pensei no que eu poderia fazer para restabelecer minha condição normal e comecei a agir. Depois notei mais alguns pontos que também estão ajudando. Aí vão eles:

1- Pare de se lamentar - lamentação não melhora nada, pelo contrário, só dificulta sairmos dessa situação. Não se deixe levar pelos noticiários, desligue o JN e assista somente o seu programa favorito.

2- Faça alguma coisa - ajuste seus planos e objetivos ao invés de abandoná-los, pense em planos alternativos, ocupe-se com algo produtivo (nem que seja um blog!), procure novos caminhos, reinvente-se, trabalhe em alguma coisa.

3- Motive todos ao seu redor - quando alguém reclamar, demonstrar que está triste, estiver de cabeça baixa, tente motivá-lo, sugira alternativas, mostre que outros caminhos são possíveis, demonstre confiança e nunca seja mais uma voz negativa. O motivação vinda de um amigo ou colega é muito valiosa. Percebi isso quando amigos me motivaram.

4- Seja otimista - crises sempre existirão, a única certeza que temos é que algum dia ela termina. Propague o otimismo e as notícias boas, passe a reparar que elas existem também.

De agora em diante, mesmo que eu pense na crise, vou me esforçar para seguir esses 4 pontos. Vou tentar motivar todos ao meu redor. Vou trabalhar em projetos pessoais. Vou procurar novas oportunidades. Vou parar de me lamentar.

Recebi o texto abaixo como sendo de Albert Einstein. Se é realmente dele, não sei. Mas a mensagem é excelente e me motivou a escrever essa postagem.

A crise segundo Einstein:

"Não pretendemos que as coisas mudem, se sempre fazemos o mesmo. A crise é a melhor benção que pode ocorrer com as pessoas e países, porque a crise traz progressos. A criatividade nasce da angústia, como o dia nasce da noite escura. É na crise que nascem as invenções, os descobrimentos e as grandes estratégias. Quem supera a crise, supera a si mesmo sem ficar "superado".

"Quem atribui à crise seus fracassos e penúrias, violenta seu próprio talento e respeita mais aos problemas do que às soluções. A verdadeira crise, é a crise da incompetência. O inconveniente das pessoas e dos países é a esperança de encontrar as saídas e soluções fáceis. Sem crise não há desafios, sem desafios, a vida é uma rotina, uma lenta agonia. Sem crise não há mérito. É na crise que se aflora o melhor de cada um. Falar de crise é promovê-la, e calar-se sobre ela é exaltar o conformismo. Em vez disso, trabalhemos duro. Acabemos de uma vez com a única crise ameaçadora, que é a tragédia de não querer lutar para superá-la."

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