google.com, pub-3521758178363208, DIRECT, f08c47fec0942fa0 AUTOentusiastas Classic (2008-2014)
O MAO foi falar logo do Buick Grand National, um carro que está entre meus preferidos. Mas conseguir um não é tarefa fácil, aqui nunca vi um rodando e mesmo no ebay não se acha esses carros a preços baixos. Nesse caso, quando me ofereceram um carro nacional que, guardadas as devidas proporções, tem um pouco a ver com o Buick turbo, não pensei duas vezes. Arrumei um carnezinho e coloquei mais um carrinho na garagem.

O Uno Turbo foi em sua época o protótipo do baixinho abusado, que não leva desaforo pra casa. Não era o mais veloz nem o mais rápido, mas se você estivesse num Omega 3.0, num Tempra Stile ou mesmo num BMW 325i e provocasse um, ia se assustar com o carrinho, irmão mais forte e bom de briga do popular mais barato. O valente motorzinho 1,4-litro com turbocompressor rendia 118 cv e, num carro de pouco mais de 900 kg, era a certeza de poder andar junto de carros maiores e mais potentes.

Durou pouco, três anos-modelos, mas não três anos inteiros de produção. Restam poucos em bom estado, pois a maioria foi usado e abusado. E ainda que carros mais rápidos e melhores de "handling" tenham surgido depois dele, acho que nenhum (nacional, pelo menos) representa o que ele representou em sua época.


Que notícia mais desagradável e sobretudo triste não termos mais a Honda na F-1, conforme anunciado anteontem. Eu podia esperar que um fabricante-concorrente europeu o fizesse em razão da crise sistêmica que estamos vivendo, jamais um asiático. Muito menos a Honda.
Há menos de um mês o Milton Belli falou da Honda na F-1 neste blog e as lembranças do filme Grand Prix logo vieram-me à mente. Na história, a marca Honda era Yamura e seu todo-poderoso chefe, Yzo Yamura, magistralmente interpretado por Toshiro Mifune (1920-1997). Mas o fato é que guardo pela Honda uma profunda admiração e essa decisão de sair da F-1 me deixou muito triste.
Cinco fatos explicam essa minha admiração.

Há algum tempo atrás escrevi uma história sobre o motor V8 Chevrolet bloco-pequeno para uma revista eletrônica. Para isso, saquei da estante a Hot Rod comemorativa de 75 anos da Chevrolet e traduzi a famosa carta de Zora Arkus-Duntov "Thoughts pertaining Youth, Hot Rods and Chevrolet", que saiu publicada lá. O resultado pode ser visto aqui:

http://www2.uol.com.br/bestcars/cpassado2/chevy-v8-3.htm

Muito tempo depois fiquei sabendo que aquela revista foi o único lugar onde a carta foi publicada, e que a revista hoje é item de colecionador... Acredito que minha tradução, então, seja a única já feita para o português. E na época não achei na web o texto, mesmo que fosse em inglês! Pensava que algo tão legal e conhecido fosse mais fácil de se obter.

Será que isto mudou? Alguém conhece um lugar na net com o texto em inglês?

MAO

Os Beach Boys fizeram várias músicas sobre automóveis.

Como porta-vozes da juventude californiana do final dos anos 50 e início dos 60, não podiam falar de outra coisa a não ser hot-rods, surfe e romancezinhos inocentes.

“Little Deuce coupe” conta as peripécias de um cupê Ford 32 equipado com um V8 Flathead que “ultrapassa um Thunderbird como se ele estivesse parado”, e que se “tivesse um par de asas com certeza voaria”.

“409” é uma ode ao Chevrolet equipado com o primeiro big-block Chevy de alto desempenho, este ainda baseado num motor de caminhão e com o ineficiente “W-Head”. E há também a história da menina que só queria se divertir, mas ao contrário de Cindy Lauper, a diversão vinha dos passeios com o “T-bird” de seu pai, em “Fun, fun, fun”.

Em “Shut down”, os Beach Boys descrevem uma competição de rua em detalhes, dos pneus slick do Corvette perdendo tração no início da arrancada em relação ao Dodge “Superstock” 413 e posterior recuperação e vitória do Chevy, graças aos “power shifts” e o correto uso da embreagem pelo motorista do Stingray e, é claro, ao motor injetado debaixo de seu capô. Na verdade, é muito difícil que um Corvette ganhasse no quarto-de-milha, visto que o Dodge era uma homologação especial para competição, mas podemos nos dar o direito de uma certa licença poética dos meninos praianos em favor do belíssimo Stingray.

Nada mais anos 60 do que isso:
Tach it up, tach it up
Buddy gonna shut you down.
It happened on the strip where the road is wide
Two cool SHORTS standin' side by side
Yeah, my fuel injected Stingray and a four-thirteen
Were revvin' up our engines and it sounds real mean.
Tach it up, tach it up
Buddy gonna shut you down.
Declinin' numbers at an even rate
At the count of one we both accelerate
My Stingray is light, the slicks are startin' to spin
But the four-thirteen's really diggen' in.
Gotta be cool now power shift, here we go...
Superstock Dodge is winding out in low
But my fuel injected Stingray's really startin' to go
TO GET the traction I'm ridin' the clutch
My pressure plate's burnin' THAT machine's too much.
Pedal's to the floor hear his dual quads drink
And now the four-thirteen's lead is startin' to shrink
He's HOT WITH ram induction but it's understood
I got a fuel injected engine sittin' under my hood.
Shut it off, shut it off buddy now I shut you down
Shut it off, shut it off buddy now I shut you down
Shut it off, shut it off buddy now I shut you down
Shut it off, shut it off buddy now I shut you down.
MAO