google.com, pub-3521758178363208, DIRECT, f08c47fec0942fa0 AUTOentusiastas Classic (2008-2014)


Já que estavamos falando de livros e conhecimento, lembrei-me de mais algumas coisas para indicar a vocês, queridos leitores desse blog:

Nos anos 60, iniciou-se nos EUA um forte movimento de preservação da história do automóvel, movido principalmente pelos colecionadores de automóveis "de primeira leva". Foi a época em que apareceram aqueles que hoje são considerados os maiores expoentes da matéria em questão; gente como Borgeson, Kimes, Ludvigsen.

Em 1962, toda essa gente se junta ao editor L. Scott Bailey e funda a Automobile Quarterly. Uma "revista" (na verdade um livro com média de 200 pág. e capa dura) trimestral que ainda é a maior fonte de conhecimento e o mais comum meio de publicação de novas descobertas históricas sobre o automóvel.

Além da revista, a Automobile Quarterly editou uma série de livros, pelos quais seremos gratos a ela por toda a eternidade. Lembrando só dos que estão na minha estante: A História Definitiva da Packard, editada por Beverly Rae Kimes (may the Lord keep her in a good place), A História da Buick (que estou relendo nesse instante e sobre o qual falarei mais em breve) e o excelente "Cars that Henry Ford Built", a história mais carinhosa que já li a respeito de Henry, escrito de novo pela saudosa Beverly Rae Kimes.

Tudo isso, incluindo a assinatura atual da revista, e muito mais, está disponível para vocês em http://www.autoquarterly.com/index.html

Assinem, acompanhem, comprem revistas antigas e livros de assuntos que lhes interesse. Cultura e conhecimento é o que este país precisa. Em todos os níveis e em todos os assuntos.

Outra dica: em 1969 foi fundada também nos EUA a "Society of Automotive Historians", que pode ser acessada hoje pela web: http://www.autohistory.org/

Visitem o sítio com carinho, a entidade mantém um interessante conteúdo online e lista os prêmios que já distribuiu.

O "Cugnot Award" é para o melhor livro do ano sobre história automobilística, vale como uma lista de indicações de coisas para ler no futuro.


MAO


www.vladimir-nikolic.com/

Ao contrário da opinião pública, as station wagons são carros com grande potencial entusiástico. Não são apenas carros de mãe que vai buscar os filhos na escola depois de passar no supermercado. As estates, como são chamadas em outras regiões do mundo, podem unir o útil ao agradável.

A praticidade, capacidade de carga e o conforto são pontos importantes para a decisão de compra de um automóvel familiar, ou mesmo para uso individual, caso o comprador seja alguém que carregue muitas tranqueiras para cima e para baixo. Unindo tudo isso a um bom desempenho, fazem delas uma grande opção que possa agradar tanto os práticos como os malucos.

A grande maioria dos fabricantes, principalmente os germânicos, possuem modelos estate de alto desempenho. Podemos dizer que a atual era começou quando a Audi apresentou ao mundo a RS2, a versão Porsche-powered da estate do Audi 80. Com nada menos que 315 cv, tração integral e um câmbio de seis marchas, era um monstro disfarçado de carro familiar. Uma das minhas favoritas neste quesito, ainda mais se for na cor azul Bugatti -- ou azul "Ruffles", como também poderia ser chamada.

Atualmente, o mercado está com grande leque de opções, a Audi possui a RS4 e RS6, a Mercedes com a C63 Estate e a E63 Estate, a BMW com a M5 e logo mais com a M3 e até a americana Chrysler com a 300C Touring HEMI. Até mesmo em competições já tivemos wagons correndo, como aconteceu no Campeonato Inglês de Turismo, com a Volvo 850 T5 Estate da equipe de Tom Walkinshaw. Foi uma grande jogada de marketing da Volvo e um belo trabalho de engenharia para modificar a 850 e deixá-la competitiva.

Estates esportivas são, sim, carros para entusiastas, o que poderia ser mais prático do que ir com o carro cheio de equipamentos até um circuito, andar na frente de Lotus e Porsche, ou uma pista de arrancada, descarregar tudo, fazer o quarto de milha em menos de 13 segundos, carregar tudo de novo e ainda passar no supermercado e fazer umas comprinhas? Way cool.


Rio de janeiro, 1984. Era do Loy Damásio e eu vi esse carro acelerando. Muito bacana. Motor GM 350, de Corvette, com direito a angle plug heads e tudo mais, caixa automática, eixo Dana 44 de Maverick. Na época era um carro novo, normal, devidamente preparado para arrancadas. Muito legal, muito bacana. Bons tempos.