google.com, pub-3521758178363208, DIRECT, f08c47fec0942fa0 AUTOentusiastas Classic (2008-2014)
Andar com pessoas como o BS, o AK, o MAO e outros colunistas do AE é muito bom. Mas também aumenta muito minha responsabilidade. Estar entre eles nos eleva, nos faz querer fazer as coisas de um jeito melhor, principalmente com relação aos posts. Ultimamente, a rotina mais agitada que o normal tem me impedido de fazer algo mais elaborado ou que eu julgue à altura do que essa responsabilidade pede.

Mas hoje, ao ver algumas fotos minhas, o MAO me estimulou a fazer esse post. Confesso que até agora não tenho nenhuma ideia de como ele será feito. Então, como eu mesmo já disse várias vezes para outros colunistas, sentei aqui na frente do teclado e estou começando.

Sábado passado a VW comemorou os 30 anos do Gol num grande evento lá no Sambódromo de São Paulo. Peguei minha Nikon e fui lá simplesmente para refrescar a cabeça fazendo fotos casuais e sem nenhum compromisso. Nem com esse post.

Queria simplesmente distrair a cabeça de outros pensamentos. Certa vez li algo sobre um grande fotógrafos, Henri Cartier Bresson, que me marcou muito. Ele disse: “minha paixão nunca foi a fotografia em si”. E descreveu essa paixão como “a possibilidade de esquecer de si mesmo capturando a emoção de um objeto e a beleza de sua forma numa fração de segundo”.

Então fui sozinho, sem horário, sem compromissos, sem expectativas... não é sempre que conseguimos isso.
Mas essa introdução foi apenas um exercício inspirado pela introdução de um post feito pelo MAO, Quando os mamutes andavam sobre a terra.

Bem, agora vamos ao Gol. Não vou ficar aqui descrevendo o evento em detalhes, muito menos falar sobre a história do Gol e sua evolução. Acho que o Gol ganhou um status muito maior que isso e falar de sua história seria uma chata repetição.

Primeiro pensamento: Gol 30 anos, eu vi o primeiro Gol, logo tenho mais que 30 anos, 40, então já tenho histórias pra contar.

Segundo pensamento: o Gol teve alguma importância na minha vida, boas passagens por ela, e ajudou a formar uma parcela do meu entusiasmo.

Com esses dois pensamentos já dá pra começar.

Aprendi a dirigir em um Chevette 81, com 11 anos de idade. Até os meus 16 anos meu pai era só GM. Primeiro Opalas, depois Chevettes para minha mãe e em 1986 um Monza. Esse Monza foi o primeiro carro que um pai “liberou”. Mas não era meu. Mais tarde com o falecimento de meu avô, passei a usar um Fusca 1500 1971. Foi um período maravilhoso. Eu nunca tive o menor problema em andar com ele, e inclusive comecei a namorar minha mulher nessa fase.

Junto com o Monza tivemos uma Parati 84, preta, que nas férias na praia eu podia usar. Sucesso total com as garotas! Quando por aí a VW lançou o Gol GT, com aqueles faróis de longo alcance e neblina, as rodas em estrela, cromadas e pintadas, os bancos Recaro, a suspensão mais firme, e aquele escapamento com duas saídas que fazia um som bem encorpado, eu achei que aquele seria o meu carro. Até hoje tenho uma grande paixão por pocket rockets. Acredito que o GT tenha contribuído muito para a solidificação do meu autoentusiasmo.

Nessa época meu pai mudou de emprego e tinha um carro bacana da firma. Um Passat GTS Pointer, branco. Nem posso contar tudo que fiz com o Passatinho. Mas foi com ele que descobri o real prazer de dirigir. Até que em 92 meu paizão me deu um carro.

Ele disse:
- Esse aí é seu. Cuide bem dele que é o primeiro e único que vou te dar.

E então ganhei um Gol GL 1.8 1991! Nessa época eu estava bem comportado, querendo me formar logo e juntar dinheiro para casar, enquanto alguns colegas trocavam o comando e equipavam seus Gols com rodas e pneus maiores. Usava o Gol para ir para a faculdade e viajar nos finais de semana. Aprendi boas lições de direção após algumas batidas leves. Em 94, depois do carro ter sido roubado e recuperado, vendi o Gol para comprar um apartamento. Perdi uma grande chance de fazer muitas experiências mecânicas com esse carro.

Depois disso nunca mais tive um VW. Mas a percepção de que o Gol é um carro durável e robusto, confiável e de manutenção extremamente fácil e barata, e de fácil revenda, sempre me acompanhou. Mas junto com essa percepção também vem a ideia de preço mais alto que os concorrentes, seguro caro e grande possibilidade de roubo ou assalto. Por esses motivos e por facilidades em adquirir carros de outras marcas o Gol não voltou a habitar minha garagem.

Agora alguns breves comentários gerais sobre minhas impressões sobre o Gol G5.

Sem dúvida a evolução dessa nova plataforma, com motor transversal, é mais do que bem-vinda e muito tardia. Mas entendo o dilema da VW em fazer uma grande alteração como essa no modelo mais vendido do país. Enquanto o povo compra, ou nenhum concorrente faz algo muito melhor, qual o argumento para mexer? De qualquer modo, para mim, esse Gol G5 na verdade é um G2.

O G5 para mim é o carro mais bonito entre os concorrentes. Tem uma esportividade natural dos hatches ressaltada pela frente mais em cunha e faróis afilados. Nada de mega-faróis como os do Agile ou desse novo Fiesta que está para sair. E justamente essa esportividade clama para que a VW lance um GTi! Bem que poderíamos fazer um abaixo-assinado para isso.

Mas acho que a VW perdeu a chance de fazer um carro um pouco maior, para atender a família moderna. O espaço interno do Gol continua crítico. Algo mais na direção do Sandero seria bem interessante.

Como já estiquei demais, vamos às fotos. Selecionei algumas onde realmente consegui esquecer de mim, e outras mais ilustrativas.

O primeiro pocket rocket (foguete de bolso) nacional e que com certeza despertou o autoentusiasmo em muitos garotos.

O G1 a ar, primeiro Gol placa preta do país, e seu tataraneto G5, um pouco tímido.


O Gol Vintage - com 30 anos já pode ser considerado antigo - feito pelo departamento de design da VW para comemorar o aniversário. Ficou muito bonito.


Carro do povo; do povão! Não acho demérito e sim que a VW sabe o que faz.


Criando autoentusiastinhas. Esses garotos nunca esquecerão do Gol!


Vermelho. Combina com esportividade. Combina com o Gol.

Pão e circo: é disso que o povo gosta. Os entusiastas querem algo mais...

Deficientes?

Vários GTS 1.8 e um GTi 2000 no canto direito. Nunca entendi esse GTS. Ser mais barato por ser 1.8?


Testando o ABS com uma das poucas unidades que devem sair da fábrica com esse equipamento. Afinal uma tunadinha é mais importante!


Tanta gente para ver um "simples" Gol 1.6. Sinal de sucesso!


Parabéns ao Gol por esse aniversário especial!

Tem mais algumas fotos disponíveis no álbum VW GOL 30 ANOS.

PK
A eletrônica é algo amedrontador para uma boa parte das pessoas, principalmente quando o assunto é automóvel. Não podemos imaginar que os problemas que temos hoje nos carros seriam menores se tivéssemos continuado a desenvolver os carburadores ou os distribuidores. Não seriam.

A eletrônica, principalmente pela gradual eliminação de partes móveis, trouxe uma maior confiabilidade a carros de todo nível de preço. O que acontece então, que continuamos a ver carros parados nas ruas e estradas? 

Toda pessoa com alguma noção sobre máquinas sabe a resposta: manutenção, é claro. A falta dela, para ser preciso. Ou, mais ainda,: falta de manutenção de boa qualidade.O maior problema da eletrônica não é ela existir. É ela proporcionar um funcionamento tão regular e constante que os donos ou os responsáveis pela manutenção simplesmente se esquecem que é necessário verificar a fundo se algo está errado.
Começou a temporada 2010 da PickUp Racing da Stock-Car, agora chamada Copa Chevrolet Montana, e junto com ela, uma nova parceria para nós do AUTOentusiastas.
Os carros são basicamente os mesmos do ano passado, uma vez que uniram a antiga Stock Light (Copa Vicar) com a PickUp Racing, que são um chassi tubular de aço, carroceria de fibra tipo silhouette da Montana, motor Chevy SBC 350 pol³ e câmbio sequencial Saenz (5 marchas) dos antigos Light-Vicar. Como sabemos, de "stock" estes carros não têm nada, assim como a Nascar (National Association for Stock Car Auto Racing) americana, que usa o nome apenas por tradição.
Com o patrocínio da General Motors, a carroceria da Montana foi a escolhida para substituir a S10 do ano passado e, devo dizer, ficou bem simpática.
Neste ano, o AUTOentusiastas vai acompanhar de perto um dos pilotos da categoria, o vice-campeão do ano passado, Thiago Riberi, representante paulista pela equipe J Star Racing. Ao longo da temporada, teremos a oportunidade de mostrar diversos pontos interessantes da categoria, desde análise técnica do carro até como é a rotina da equipe em um fim de semana de corrida.
A primeira etapa, realizada em Curitiba no dia 11, começou com um grid cheio. No total, 34 carros largaram, e Júlio Campos (atual campeão) venceu a prova. Nelsinho Piquet, convidado da organização da prova, correu e terminou em segundo.
Desde os treinos, Thiago Riberi teve problemas mecânicos no carro, o que o fez largar no final do grid. Na corrida, mais dificuldades e após um acidente, foi forçado a abandonar quando estava na 16ª posição.
Calendário 2010
11 de abril - Curitiba
02 de maio - Porto Alegre (Velopark)
23 de maio - Rio de Janeiro
06 de junho - Ribeirão Preto (circuito de rua)
05 de setembro - São Paulo
19 de setembro - Campo Grande
24 de outubro - Santa Cruz do Sul
21 de novembro - Brasília
05 de dezembro - Curitiba
A Copa Montana tem transmissão ao vivo pela Rede TV!, Speed Channel e cobertura também pelo site RaceTV.
MB
Ontem à tarde, trafegando pelo bairro Paraíso, em Santo André, SP, me deparei com quatro carcaças largadas na rua, provavelmente próximas de uma oficina mecânica ou alguma coisa do gênero.
Acompanhado de um não entusiasta, perguntei a ele o que ele achava daqueles escombros que (provavelmente) estiveram rodando por aí. A resposta foi a esperada: "Levaria para casa os dois Mavericks, mas não gosto de Corcel, ainda mais nessas cores..."
Mal sabia o não entusiasta que ao lado dos dois carros compactos americanos estava o primeiro projeto de um carro 100% nacional: o IBAP Democrata.

Empreendimento de Nélson Fernandes, a IBAP (Indústria Brasileira de Automóveis Presidente) foi instalada em São Bernardo do Campo em meados dos anos 1960, entre a Via Anchieta e a Estrada Velha de Santos. É difícil acreditar que onde hoje só há mato existiu um dia uma fábrica de aproximadamente 300.000 m² de área construída.
Vi o Democrata ao vivo (e inteiro) há cerca de 8 anos, quando fui a uma exposição de veículos antigos em São Bernardo do Campo, cidade que se diz a "capital do automóvel", mas que pouco faz de concreto para merecer tal título. O carro provavelmente pertencia aos irmãos Finardi, proprietários da tradicional oficina homônima da cidade.
Poucos anos depois visitei os Finardi e vi um monte de carcaças de Democratas empilhadas nos fundos da oficina. Perguntei ao José Carlos Finardi o que ele faria com aquilo e ele disse com aquele riso bonachão característico: "Sei lá o que vou fazer com elas. Por enquanto vão ficar aí".
 Talvez alguns desses Democratas tenham ido parar em Santo André, outros tenham ido parar sabe-se lá onde. O engraçado foi encontrar essas carcaças uma semana depois do assunto ter sido amplamente discutido pelo grupo.
Muito se falou da Tucker, IBAP e Gurgel, da pressão que os grandes fabricantes supostamente fizeram para liquidar com estas iniciativas etc. Mas infelizmente pouco ou nada poderemos falar sobre o Democrata, o produto final.
Até onde sei, pouquíssimos tiveram a oportunidade de guiar o automóvel. José Luiz Vieira e Roberto Nasser estariam entre esses felizardos e parece que, para a época, estavam diante de um bom produto, de desempenho notável e comportamento dinâmico agradável.
FB

Foto: 500blog.blogspot.com
O post de ontem do MB sobre a vitória do Audi TDI R15 Plus diesel em Paul Ricard me pôs a pensar -- mais uma vez -- sobre uma questão que incomoda muita gente e, claro, a mim também: o brasileiro não poder ter carro a diesel. Tudo porque o governo não deixa. A alegação é que diesel é para transporte de passageiros e carga e fim de conversa. Que seu preço é bem menor que o da gasolina por isso mesmo.
Tenho dito que o Brasil, por definição, "é uma ilha cercada de diesel por todos os lados" -- bem, não a leste, onde há um oceano, mas o resto é tudo. Em todos os outros países pode-se ter carro a diesel à vontade.
O presidente da Delphi, Gábor Deák, disse num simpósio algo que nunca esqueci. A Declaração Universal dos Direitos do Homem, da ONU, da qual o Brasil é signatário, diz em seu art. 27 inciso I: "Todo homem tem o direito de participar livremente da vida cultural da comunidade, de fruir as artes e participar do progresso cientíico e de fruir de seus benefícios". Portanto, uma flagrande desobediência do Brasil a um princípio básico expresso num documento que assinou: o brasileiro não poder ter carro a diesel. Como um Fiat Cinquecento com o motor  1,3 de 90 cv da foto.  Consumo? 20 km/l na cidade e 30,3 km/l na estrada. Não pode fruir desse progresso, nem dos seus benefícios. Mas fruir do progresso do etanol, pode...
A coisa começou em 1976, quando o então Conselho Nacional do Petróleo, diante de crise do petróleo iniciada três anos antes, determinou a proibição por motivo do perfil de consumo do Brasil ser acentuado em diesel e ser preciso conter sua importação, pois o preço do petróleo quadruplicara em três meses e importávamos 80% do que consumíamos. Assim, diesel só em veículos com carga útil de 1.000 kg para cima ou então de tração 4x4 mais reduzida.
Só que a crise foi embora, veio a segunda em 1979, que se foi também, mas a proibição persistiu. Não por lei, mas por uma Portaria, a de n° 23/94, baixada por um órgão que não existe mais, o Departamento Nacional de Combustíveis, sucedido pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). Mas a portaria valendo...
Há os que alegam que o motor Diesel é sujo no sentido de poluir, que faz muita fumaça: tolice, é coisa do passado. Para isso existem os limites de emissões, aqui e em todo o mundo.
O governo dos EUA estabeleceu recentemente consumo médio de fabricante 16,6 km/l até o ano 2016 (hoje é de 11,7 km/l) e já se espera aumento da frota a diesel, apontada com uma das saídas para se chegar àquele consumo. Mas no Brasil não pode...
BS 



O circuito de Paul Ricard foi o palco da primeira vitória, logo na sua estreia diga-se de passagem, do novo Audi TDi R15 Plus, carro que compete na categoria LMP1 da Le Mans Series.

O R15 atualizado sofreu modificações principalmente na parte aerodinâmica, com um novo bico que lembra uma arraia, e novos detalhes pouco visíveis mas muito importantes no assoalho e no fluxo de ar pelas passagens internas da carroceria.


Um único carro foi inscrito, pilotado por Allan McNish e "Dindo" Capello, e venceu com cinco voltas de vantagem sobre o Lola-Aston Martin 009.


O principal rival do R15 esperava-se ser o Peugeot 908 particular da equipe Oreca (nenhum carro foi inscrito pela equipe oficial da Peugeot), mas teve problemas nos macacos pneumáticos e perderam quase vinte minutos nos boxes.

Pela GT2, o Porsche 911 da equipe Felbermayr Proton venceu com certa folga.


Novamente parece que a briga na LMP1 vai ser boa entre Audi e Peugeot com os carros movidos a diesel, e o Lola-Aston Martin vem chegando junto na disputa. Quem será que leva a taça de Le Mans esse ano?

Após visitar a coleção de Og Pozzoli, mostrada pelo Paulo Keller em seu post, vários carros ficam em nossa cabeça, clamando para que busquemos mais informações.
Um dos que mais me chamou atenção foi o enorme Buick Century de 1941, preto e dourado, cujo modelo de carroceria duas portas é chamado de Sedanet ou Sedanette, de 6 lugares, ao passo que o habitual sedan, como estamos acostumados a falar, é o de quatro portas. O carro é esse da foto abaixo.
Pesquisando mais, encontramos que o modelo é o 66S, da série 60 Century. Como este de Og Pozzoli, foram feitos apenas 5.547 unidades, dos 374.196 veículos produzidos pelas fábricas Buick nesse ano.
Essa carroceria, com entre-eixos de 126 polegadas (3,20 m), e peso em ordem de marcha de 1.885 kg, é bastante impressionante, apesar de nem ser tão pesado assim, se compararmos com um SUV qualquer dos dias de hoje, e mesmo alguns sedãs grandes.
O motor é uma atração a parte, enorme, oito cilindros em linha, de 5,247 litros, dois carburadores, montagem chamada de Compound Carburetion, que funcionavam de forma progressiva, com o segundo sendo acionado apenas com o acelerador em fim de curso.
Com embreagem, pesava próximo de 400 kg, e entregava 165 hp a 3.800 rpm, com 38,4 kgfm de torque a 2.200 rpm, taxa de compressão de 7 para 1. Era o motor mais potente fabricado por uma empresa americana, neste ano.
Na terceira marcha direta, 1:1, alcançava pouco mais de 105 mph, uns 168 km/h no plano. Com as variações normais de produção, onde alguns carros sempre saíam melhores do que outros (como ocorre hoje), havia exemplares que chegavam bem próximo dos 200 km/h, em condições favoráveis. Era um canhão, acelerando dos 8 até os 96,5 km/h em 11,8 segundos. Tudo muito impressionante naquela época pré-guerra para os americanos.
Custava US$ 1.241 quando novo, e hoje valem muito mais, pela raridade principalmente, mas também pelo que representaram na época.
O mais curioso e desproporcional para nossa realidade de hoje é mesmo o motor, chamado de Fireball. Vejam na foto abaixo, um virabrequim deste ao lado de um cabeçote de motor Chevrolet V-8 small block. Mal dá para acreditar que é uma peça de um motor de carro, não de caminhão.
Nesse site, uma lista de todos os modelos da linha 1941 da Buick, composta por seis séries com cinco entreeixos diferentes, para um total de 26 modelos.
Fora as variações de cores, que eram 25 e mais 8 de dois tons (sem custo extra !), além de diferenças de acabamentos internos e externos.
Essas cores podem ser vistas aqui, para absoluto deleite de quem se entedia com o quase universal preto e prata que somos bombardeados a todo instante, e arrepios de quem trabalha em fábrica de carros, onde impera o mais profundo desejo de fazer tudo da forma mais simples e com as menores variações possíveis.
Há um site sobre restauração de um Century 1941 Sedanet. Vale a pena ver os detalhes da reforma do motor. O trabalho aparenta estar parado há um bom tempo, mas mesmo assim, as informações são interessantes para quem, como eu, sente necessidade de saber mais sobre carros que não conhecíamos, e de repente, se tornam uma imagem recorrente, após termos ficado frente a frente com eles.
JJ
"Os leitores mais atentos devem ter observado algumas histórias recentes nos jornais e revistas. Sim, a saga da Toyota continua. A mídia e conseqüentemente o público parecem estar histéricos com relação ao debacle provocado pelos recalls da Toyota, que têm dominado as manchetes. Mas recalls têm ocorrido o tempo todo ao longo dos anos. Realmente, se os alarmistas juntassem o número de recalls da Ford (acima de 14 milhões, catastróficos) e os da Ford e da GM ao longo dos anos, perceberiam que a Toyota não se encontraria num mero segundo ou terceiro lugar, mas sim no sexto lugar no ranking geral. Será que um pedal que trava acelerando ou um tapete que trava o pedal do acelerador seria capaz de gerar uma manchete mais emocionante do que uma anunciando risco de incêndio? Aparentemente, sim. E até mais. Eu não estou querendo minimizar a questão que envolve a Toyota, que sem dúvida é um sério problema de segurança, mas já tivemos coisas piores. Será que é a associação com o nome Toyota que está causando tanta polêmica? A velha e boa Toyota. Um nome sério no qual os consumidores podem confiar. Carros para muitos consumidores, sem loucuras, sem egos exacerbados, sem opiniões desencontradas de estilo, simplesmente bons, bem-projetados e impecavelmente engenheirados e manufaturados. Não pense em automóvel, mas voce deseja algo decente e confiável? Compre um Toyota. Eles não dão problemas. Para muitos proprietários de Toyota, o problema de segurança em seus meios de transporte transformou seu anônimo carteiro num serial killer. Bem, o que pode ser feito? Claramente a Toyota está fazendo todo o possível para sanar o problema. Contudo, o altíssimo custo com que vem arcando por isso e o inestimável desgaste para a imagem de sua marca num curto período, demandará muito tempo para ser recuperado. Além disso, há um sentimento geral de traição (até mesmo a postura de reverência típica dos japoneses, tomada por Akio Toyoda, pedindo desculpas, tem sido criticada). Para que tudo isso seja esquecido, algo muito maior deverá ser feito. Talvez com maiores investimentos em procedimentos e instalações de testes para atender ao (até recente) crescimento de demanda? Talvez um acordo pró-ativo com o NHTSA, com esforços e sem rancores, para eliminar as preocupações com segurança? Ao mesmo tempo, um sem número de motoristas inescrupulosos, que têm nitidamente se envolvido em acidentes relacionados com o excesso de velocidade dirigindo Toyotas, encontram não somente uma desculpa, mas também um pretexto para culpar a rica Toyota. Tal comportamento é inadmissível, uma vez que somente poucso realmente sofreram danos em decorrência de falhas de engenharia. As únicas vantagens em tudo isto são o aumento de do interesse do público na qualidade e durabilidade dos veículos e um critério mais apurado na escolha de fornecedores de peças e componentes por parte dos fabricantes. Não devemos nos esquecer que a Toyota, na realidade, não fabrica os tapetes e os pedais de aceleradores em questão, mas admitidamente deve adotar procedimentos de testes mais rígidos para aprovação de peças e componentes, a fim de não estar mais presente em futuras manchetes desabonadoras. Dá mesma forma deverão proceder os demais fabricantes, pois mediante os interesses de público e mídia,a alguém mais poderá estar sob os refletores num futuro bem próximo."
Tudo que está escrito acima é tradução da nota do editor Adam Gavine, impresso na edição de março de 2010 da revista Automotive Testing, uma das mais, senão a mais conceituada revista que trata de assuntos relacionados a testes de desenvolvimento e validação de veículos no mundo.
Esse editorial coincide exatamente com a minha opinião sob vários aspectos. Primeiramente, que se está fazendo uma tempestade num copo d´água, pois já houve recalls muito mais sérios no passado, sem a repercussão destes. E em segundo lugar, porque a Toyota tem grande culpa nesses episódios, pois atirou-se de corpo e alma na missão de se tornar a maior fabricante de veículos do mundo, a custa de reduções de custo e lançamentos a curto prazo, queimando etapas de testes reais, acreditando em testes virtuais como sendo verdades absolutas, sem tomar o devido cuidado com as consequências.
Certamente, testes virtuais foram assumidos como de máxima credibilidade a fim de se ganhar tempo e dinheiro, evitando-se assim a necessidade de construção de mais protótipos. E aí está o resultado.
Há muito tempo me bato na necessidade de testes físicos, não acreditando que somente os testes virtuais são suficientes para se validar uma peça, um componente ou um veículo completo. Hardwares e softwares ajudam a abreviar tempos de projeto, desenvolvimento e validação, mas não os substituem por completo. E mais, devem ser utilizados com muito critério.
Sempre argumentei que se não conseguimos prever fisicamente todas as alternativas de uso de um produto, como podemos sonhar que virtualmente o conseguiremos? Testes físicos são indispensáveis para se validar um produto. Jamais podemos queimar etapas, assumindo riscos absurdos e desnecessários.
Espero que estes fatos sirvam de aprendizado para muitos daqueles big bosses da indústria automobilística que jamais poderiam entender de tudo, como muitas vezes pensam que entendem, para tomarem mais cuidado em suas decisões, não apostando todas as suas fichas em histórias mirabolantes de engenheiros e técnicos que muitas vezes nem experiência suficiente têm para garantir o resultado de seus experimentos milagrosos.
Que aqueles que, como eu, não concordam com essas decisões, carentes de base, gritem mais alto na hora de justificar o dinheiro a ser gasto em determinados testes. Para que desta forma tenhamos realmente veículos mais confiáveis à disposição dos consumidores.
Várias vezes ouvi que deveria assumir riscos para vencer, mas ainda prefiro assumir que automóvel é algo muito sério para ser projetado, desenvolvido, validado e manufaturado, pura e simplesmente através de algoritmos matemáticos. Automóvel é feito para o mundo real. Necessita de realidade para se tornar realidade.
Ao deixar o Fiat Cinquecento Dualogic, de teste, no estacionamento do Hotel Holiday Inn, que a Volkswagen providenciou para os jornalistas que fossem ao Gol Fest, no sambódromo paulistano, foi colocado o prisma de teto número 500.
O Gol Fest marcou a passagem do 30° aniversário do VW Gol e consistiu de animada festa para todas as idades na passarela do samba.
Não sou matemático, mas acho que as chances de um Fiat 500, no Brasil, receber o prisma n° 500 num dos milhares de estacionamentos em São Paulo, são as mesmas de acertar uma quina gorda na Mega Sena. Fica o registro.
BS
Impala 1963 sedã
Esse assunto é particularmente interessante para mim porque gosto muito do Impala. Meu avô, que sempre foi Mopar, adquiriu uma vez um Impala 4-portas 1963 hardtop na mesma cor e idêntico ao dessa foto. Ficou com esse Impala por vários anos.
Lembro que quando era menino, costumava andar com meu avô em seus Dodge.Muitas vezes, na região dos Jardins onde morava, meu avô costumava parar no começo de uma certa ladeira de paralelepipedos e dizia: "Vou te mostra o que é um Dodge", e subia ladeira acima com pé embaixo queimando os pneus.
Com o Impala, era diferente e tudo bem civilizado. Ele dizia que o carro seria meu quando crescesse, o que infelizmente não aconteceu. Mas eu tinha uma certa conexão até física com aquele carro. Certa vez, quando tinha bem pouca idade, sai com meu avô e seu chofer para ir ao supermercado. Fiquei no carro sozinho. Me encantei com o isqueiro do carro que eu apertei. Quando o isqueiro subiu, retirei-o e observei a bela cor alaranjada e resolvi colocar o meu dedo, que queimou bem forte. Até hoje não tenho digitais em um dedo indicador, apenas as marcas do isqueiro do Impala. Isso é uma verdadeira tatuagem de entusiasta.
Eis que recebo o relato do amigo Ricardo Monteiro de Castro Melo, aquele do Stingray 1973, sobre a lenda do Impala de Ituiutaba.
A história, divido aqui com vocês:
Nesta semana, uma lenda aqui da aldeia foi revelada.
Trata-se de um indivíduo que nos anos 60 comprou um Impala zero-km para impressionar uma garota com quem ele almejava se relacionar. Conseguiu atar namoro com a moça mas quis o destino que ela tivesse preferência por outro indivíduo e então após o término do relacionamento o sujeito, desiludido, guardou o carro na garagem (que cabia apenas o carro) e lacrou a porta, nunca mais usou o carro, não deixava ninguém vê-lo e nem sequer tocava no assunto.
Contam os mais velhos que ele conquistou muitos desafetos devidos aos rompantes de mau humor quando alguém lhe perguntava qualquer coisa a respeito do carro. O carro ficou guardado por pouco mais de 40 anos. O indivíduo, que se chamava Hélio Guimarães, morreu há poucos meses, doente e solteiro. Ao longo da sua vida solitária e de usurário (agiota e proprietário de vários imóveis comerciais na cidade e região) teve um caso com uma mulher e deste relacionamento corriqueiro nasceu uma filha que tardiamente foi reconhecida.
Nesta semana a moça mandou arrancar a porta da garagem, retirou o carro e mandou lavá-lo - e para surpresa geral o estado de conservação do carro está impecável, tudo original desde pneus e tudo o mais que puderem imaginar.
Após lavar o carro, a nova proprietária guardou-o num cômodo comercial que dista 50 metros do meu laboratório e por felicidade pude documentar a retirada do carro da plataforma (não funcionaram o motor) e ainda ajudei a empurrá-lo para manobrar. Vejam as fotos.
Em tempo, a lenda continua, já ouvi dizer que a filha não pretende vender o carro e que já recusou uma proposta de 100.000 reais.
Por definição, uma lenda é: uma narrativa fantasiosa transmitida pela tradição oral através dos tempos. Essas fotos, no entanto, não foram produzidas em Photoshop.
O fato é que talvez nada disso seja verdade, ainda que outro amigo, o Bruno Kussler Marques, tenha-me dito o seguinte:
Sou de Uberlândia (coisa de 140 km de distância de Ituiutaba) e já tinha ouvido falar da história desse carro, mas nunca tinha visto as fotos. Faz bastante sentido o estado de conservação do carro, afinal aqui é quente, seco e relativamente alto.
Alguém sabe mais sobre essa lenda?
De tanto ouvir a mentira "excesso de veículos" nos noticiários de trânsito acabamos achando que é verdade. No entanto, é uma deslavada mentira.
A grande prova de que essa mentira corre solta foi a inauguração do trecho sul  (em azul escuro) do Rodoanel Mário Covas, na região da Grande São Paulo, dia primeiro último, que tornou a problemática avenida dos Bandeirantes uma via para se passear despreocupadamente. Era tanto caminhão e carreta que mais parecia uma enorme composição ferroviária. Duas composições, lado a lado.
Quantos anos a população sofreu com os engarramentos-monstros causados pelo transporte de carga que tinha de passar pelo meio da cidade para chegar ao porto de Santos ou dele sair para distribuir as mercadorias! Tudo por inépcia de governantes.
A lentidão da obra é impressionente. O primeiro trecho (em amarelo) a ficar pronto foi o oeste, de 32 quilômetros, inaugurado em 11 de outubro de 2002. Seriam necessários pouco mais de sete anos para termos o segundo, o sul, de 61 quilômetros. O próximo trecho a ficar pronto é o leste (azul claro), de 45 km, que proporcionará ligação da Baixada Santista com as rodovias Dutra e Ayrton Senna, desafogando o trânsito da zona leste. Sua inaguração é prevista para fevereiro de 2011.
E o quarto e último trecho, o norte, em vermelho no mapa, de 44 km? Nem tem data nem para começar a ser construído. A quem devemos "agradecer"? Ao ambientalistas, ou ecochatos, seu nome mais apropriado, que temem a degradação da Mata Atlântica e têm feito de tudo para impedir que o trecho seja feito.
Somos mesmo um povo sui-generis ou não? Os ecochatos anteveem um adensamento populacional na região, como a que houve com a represa Billings. Pergunto: polícia existe para quê? Invadiu, tira, e ponto final.
Aliás, o mesmo medo de adensamento levou o Departamento de Estradas de Rodagem (DER) de São Paulo a proibir posto de abastecimento no rodoanel. Fim do mundo! É a falência  da capacidade do poder executivo de manter a ordem. No trecho sul são 61 km sem nenhum tipo de apoio, loucura total.
Mas pode esperar o leitor que o trecho sul seja a mais nova filial da fábrica de dinheiro chamada Multa S.A.: a velocidade máxima é de 100 km/h. Como pode? Ainda não há controle de velocidade, mas conhecendo a turminha é certo que não demorarão a aparecer por lá os radares e detectores.
Outra coisa foi afirmarem que ainda não será cobrado pedágio no trecho, mas para acessá-lo a partir da rodovia dos Imigrantes, "plin-plin", pedágio na saída: 4 reais. Esse pessoal perdeu mesmo o resquício de vergonha que tinha na cara.
Mas o que importa é que não existe essa coisa chamada excesso de veículos. O que há é falta de vias. Falta de hospitais? Tolice, é excesso de doentes...O metrô anda superlotado? Que é isso, gente, é excesso  de passageiros!
BS

O carro que estão vendo nas fotos pertence ao leitor e colecionador Sr. Ricardo Monteiro de Castro Melo. A história do carro é tão apaixonante quanto a aventura que os irmãos Monteiro de Castro Melo viveram à bordo do Stingray 1973 no melhor estilo Rota 66 (Route 66, série americana da aventura de dois amigos a bordo de um Corvette).
Com a palavra o Sr. Ricardo Monteiro de Castro Melo:
Carlos,
É um prazer receber sua mensagem, sou cadastrado no Corvette Brasil, e sinto como se já o conhecesse. Mesmo antes de meu cadastro, já acompanhava seus artigos no AUTOentusiastas, e devo dizer que gosto de seu texto e de seu assunto.
Este é meu primeiro Corvette, um L48 que não mais é matching #, pois seu atual motor é um 350 HN de 1969 oriundo de um Impala 69, de 300 cv declarados. O carro foi importado em 2009 aí dos EUA por um paranaense que morava em Orlando, Flórida, e o comprei no mês passado. Finalmente, após 2 anos tentando, eu consegui o meu Stingray.


The Art of Engineering. É como David Kirkham descreve seu mais ousado projeto.
A Kirkham Motorsports é um fabricante de réplicas americano, especialmente de Cobras do lendário Shelby. Seus carros são refinados e extremamente bem-acabados. As carrocerias utilizadas pela Kirkham são em alumínio muitas vezes apenas polido. Pude ver um carro destes em Bonneville (Utah) ano passado durante o Speedweek. Realmente é impressionante a qualidade.
Este carro das fotos, porém, é um caso a parte e que merece ser mostrado. Aparentemente apenas mais um dos lindos Cobra em alumínio da empresa. Este, entretanto, foi encomendado por Larry Ellison, o presidente executivo da Oracle. O carro foi encomendado com características únicas, e o preço não importava. Dois anos e meio de trabalho foram gastos para finalizar o projeto.
Toda a história do desenvolvimento e construção é contata em um livro feito pela Kirkham, impresso e vendido em edição limitadíssima direto da fábrica, ao custo de US$ 4.500,00 cada, com capa e contracapa em alumínio usidado.
O que este carro tem de tão especial? O jeito com o qual ele foi fabricado. Esqueçam o chassi tubular ou o monobloco de fibra de carbono, pois este carro não tem nada disso. Não vou falar exatamente o que, é mais interessante ver pelo livro. Mais "acreditável" por assim dizer, pois é um projeto que eu não conheço nenhum outro parecido.
Este livro pode ser visto na íntegra em PDF, direto no site da Kirkham por este link. Os capítulos estão divididos cada um em um arquivo, num total de 23 capítulos e uma introdução.
Vale a pela olhar, é uma obra de arte.

Muito se fala sobre a "nova" Fórmula 1. O que vimos na Malásia?
Foi uma corrida lotérica a começar pelos treinos de classificação, mas isto a transformou em algo que compensou o despertador tocar às quatro e meia da manhã para assisti-la.
Realmente as corridas estão mais atraentes, com mais ultrapassagens, novas equipes surgindo, diferentes ganhadores a cada corrida, e três ganhadores diferentes nas três primeiras corridas de uma temporada, depois de vinte anos. Entretanto, para uma coisa não podemos fechar os olhos, sempre haverá uma equipe de ponta, mais de ponta do que as outras.
O que vimos no Grande Prêmio da Malásia, foi a vitória da melhor equipe atual, com um garoto espetacular sentado ao volante, largando na segunda posição, pulando para a primeira logo na largada e não dando chance para ninguém. Grande garoto esse Sebastian Vettel. Vejo um futuro difícil para o eu companheiro Mark Webber. A Red Bull Racing já havia fechado a temporada de 2009 demonstrando ser a melhor equipe. Só não ganhou os dois primeiros grandes prêmios de 2010 por muito azar. Desta vez, a justiça foi feita e deixou os chefões de Ferrari, McLaren e Mercedes muito, mas muito preocupados. Devem estar pensando: "Além de não termos o melhor carro, ainda tem aquele alemãozinho para estragar a nossa festa."
E os nossos pilotos?
Felipe Massa, correndo sob pressão de alguns orgãos de imprensa internacionais, principalmente a espanhola, que cá entre nós, só tem a herança de um campeão do mundo e chora demais cada vez que o Alonso não chega na frente do seu companheiro de equipe, mostrou que já está maduro o suficiente e que só não foi campeão do mundo há dois anos atrás por contingências. Fechou a boca de muita gente. Dirigiu "à lá" Emerson Fittipaldi, acelerou com o cérebro e não com o pé. Resultado: é lider do campeonato, mesmo sem ter obtido nenhuma vitória, ainda.
Rubinho, de quem sou fã apesar de ser criticado muitas vezes por isso, dessa vez, solto e cansado das cláusulas contratuais e dos azares que comumente o atingem, de maneira muito descontraída desceu o "cacete" no seu carro e nos dos outros dois brasileiros que andaram lá atrás. Talvez a declaração dada em tom de brincadeira de que seu carro está uma porcaria, venha a lhe trazer algum tipo de prejuizo, mas não deixa de ser uma grande verdade. Que saudade dos motores Cosworth da década de 1960 e 1970.
Mas, Rubinho, vou lhe fazer uma pergunta: "você tem certeza de que está correndo pra valer? Ou está na mesma de um certo alemão que já foi e sempre será o maior de todos e que hoje parece estar lá para se divertir somente?
Lucas Di Grassi e Bruno Senna: conseguiram terminar uma corrida. Porém com três e quatro voltas a menos do que o vencedor, respectivamente. Como está duro começar a carreira na Fórmula 1 atual!!!! E mais, estes dois carros vêm demonstrar que projetar um automóvel em computador sem testes de verdade e pensar que será no mínimo competitivo, ainda está muito longe de ser realidade.
Vamos para o próximo daqui a quinze dias, na China, o que nos reserva. Teremos mais uma madrugada de domingo acordados, torcendo pelos nossos pilotos.