google.com, pub-3521758178363208, DIRECT, f08c47fec0942fa0 AUTOentusiastas Classic (2008-2014)
Em uma recente visita a Brasília, folheando uma revista local ví o anúncio abaixo.

Great Wall Hover a 69 mil reais. Uma tal de Alexandros Motors, além de ser a primeira concessionária da marca no, também é a importadora e distribuidora oficial no Brasil.

O Hover CUV (de crossover utility vehicle) usa um motor Mitsubishi 2.4 a gasolina que é usado em tudo que é SUV e picape na China. Dei uma "googlada" no código do motor (4g64s4m) e fiquei assustado com o comércio de veículos e acessórios chineses. Tem um modelo de uma empresa genérica, que é cópia do Toyota Prado, e pode ser pedido com 5 opções de motores de terceiros, entre eles esse Mitsubishi.

O Hover até tem um desenho simpático. Mas facilmente podemos identificar elementos copiados de modelos Toyota e Nissan. Pelo menos esse não ficou uma aberração.

Curioso é que muito pouco se falou sobre esse importador e sobre esse modelo. No site da Great Wall ainda mostram uma versão limusine do Hover!

Tem empresários que são visionários demais!

Nos comentários dos posts FOX = YARIS e NASCE MAIS UM AUTOENTUSIASTA alguns leitores mencionaram os modelos que fizeram despertar o seu entusiasmo por automóveis.

Pois então eu vou contar como aconteceu comigo.

Nasci em 1970 e desde pequeno fui incentivado a gostar de carros devido a uma grande coleção de miniaturas. Meus pais e minha avó sempre me davam muitos carrinhos. Os que eu mais gostava eram os que vinham na caixinha, os Matchbox.

Lembro-me de certa vez ter sonhado que eu coloquei toda minha coleção lado a lado no piso da casa de meus pais, que era grande. No final a coleção recobria todo o chão não sobrando nenhum espaço para andar sem pisar nos carrinhos. Acho que durante um certo tempo eu acreditava que esse sonho era possível de tão grande que eu achava que era minha coleção.

Aqui vale um adendo e uma pergunta já confirmada entre os colunistas desse blog. Não gosto de futebol. Meu pais nunca me incentivaram. E tenho uma teoria de que quem gosta muito de carros quase não gosta de futebol. Confirmam isso?

Brincadeira frequente com o meu pai quando estávamos no carro era a de procurar carros diferentes, na maioria das vezes importados, e falar seus nomes. Aprendi muito com meu pai, mesmo ele não sendo um especialista. Lembro que os modelos que eu mais gostava eram os raros Pontiacs Firebird Trans-Am, Camaros e Mustangs.

Tudo estava indo normalmente, quando numa certa manhã ensolarada de sábado, em 1979, olhei pela janela do carro do meu pai e vi um carro muito diferente de todos. Comprido, com um capô enorme. Para-lamas salientes e curvos, traseira curta. Musculoso. Uma escultura. Azul metálico e com alguns cromados que brilhavam ao sol. Um logotipo na lateral com uma palavra muito estranha, Stingray. Fiquei meio abobado, como o garoto da propaganda da SSR.

Naquele momento o entusiasmo se consolidou em mim.

Trinta anos depois, ao selecionar a foto para o logo do blog, escolhi justamente a foto de um Stingray. O curioso é que até agora eu nunca tinha ligado um fato ao outro.

Qual modelo fez você se tornar um entusiastas por automóveis?

As competições de drift estão se popularizando há algum tempo. Já há campeonato nos Estados Unidos, com a participação maciça dos japoneses, os criadores da categoria. No Brasil também já começam a aparecer e a divulgação ainda está devagar.
Muitos anos antes, porém, o Autocross, categoria do norte europeu, Finlândia, Noruega, Suécia, já colocava seus competidores bem de lado, misturando asfalto e terra, com carros de rua e de rali.
É uma corrida feroz, onde ninguém tem receio de empurrar o adversário, como podemos ver nessas fotos.



JJ
A empresa Alpina é a modificadora "oficial" dos BMW.
O emblema deles é muito legal. Um carburador duplo e um virabrequim.

JJ

A Pixar fez um curta-metragem onde os personagens de Carros atuam na cena de carros modificados japoneses.
Carros + Fast & Furious Tokyo Drift = Veja o vídeo

Bem divertido. Aproveitem.

VR
Foto Gazeta Online

Gostaria de comentar o grave acidente que comoveu e ao mesmo tempo gerou revolta no país, no qual dois jovens perderam a vida e o motorista do outro carro, um deputado estadual, feriu-se gravemente.
Pelo que li e vi, o carro do parlamentar, uma VW Variant, seguia muito rápido por uma avenida de Curitiba, muito acima do limite, que deve ser de, no máximo, 70 km/h. Na sua frente surgiu um Honda Fit, saído de uma transversal, acabando por colhê-lo pela traseira.
O que se pode depreender, sem medo de errar, é que o motorista do Fit não viu que havia um carro se aproximando velozmente. Por que não viu? Ou não olhou, ou teve a visibilidade prejudicada pelos vidros com película escuredora, facilmente notada num vídeo que circula pela internet e que permite afirmar que era de transparência muito baixa, G5, eu diria.
Mas suponhamos que tenha visto a Variant: por estar muito mais rápida do que seria normal se esperar, o seu julgamento falhou -- tinha mesmo que falhar. É essa a razão de nas zonas de trevos rodoviários a velocidade regulamentar baixar drasticamente, de 100 ou 110 km/h para 60 km/h. Só com velocidade baixa pode-se calcular, com segurança, a distância para o tráfego que está vindo e saber se dá ou não tempo de cruzar a estrada.
Na minha visão, não foi o fato de o deputado estar alcoolizado que contribuiu para o acidente. Alcoolizado, diga-se, pela lei brasileira, porque com 0,78 grama de álcool por litro de sangue pode-se dirigir em países como Estados Unidos, Inglaterra e vários outros, cujo limite de alcoolemia é 0,8 grama por litro de sangue. Para comparação, no Brasil pré-lei seca era 0,6 e agora é 0,2 (na realidade a lei diz zero, mas criou-se uma tolerância legal). Portanto, o motorista da Variant não pode ser considerado bêbado à luz da razão.
Em que ele errou flagrantemente, isso sim, foi andar em velocidade incompatível com a segurança e com o bom senso e, claro, excedendo o limite da via.
De tudo o que aconteceu naquela madrugada de 7 de maio em Curitiba, ficam duas lições. Uma, não se deve nunca andar em alta velocidade na cidade e nas estradas que tenham acessos de vias transversais, independentemente do limite de velocidade estabelecido (pode-se estar com muita pressa, por qualquer motivo).
Outra, não se pode menosprezar a visibilidade plena pelos vidros de comando em nome da segurança pessoal ou mesmo do visual do veículo.
Pelo que já experimentei de carros "filmados", minha intuição diz que se o Fit não tivesse vidros escurecidos, talvez seu motorista percebesse a Variant chegando.
Eu disse talvez.
BS
Na época em que o Fox foi lançado me disseram (um insider) que o novo VW fora "inspirado" no Yaris da Toyota. Inclusive que a VW teria comprado alguns Yaris para avaliação. Quando eu vi o Fox e seu "inovador" banco traseiro deslizante, similar ao do Yaris lançado anos antes, logo entendi a "inspiração".
Recentemente um amigo viajou para o Chile, onde existem Toyotinhas importados, e tirou essas fotos. Julgue por você mesmo o quão inovador foi o Fox.

Certas ou erradas, lucrativas ou à beira da falência; com qualidade ou não; arrogantes ou não; poucas empresas são capazes de fazer algo assim.


Com o frio do inverno se aproximando, inevitavelmente reviramos nossos armários para achar aquela jaqueta quentinha para sair com nossos carros no final de semana; nesse processo, volta e meia vemos aquela blusa velha que já não usamos há tempos e pensamos que é hora de doar algumas roupas...
E que tal doá-las vendo um belo desfile de carros antigos?
Essa é parte da proposta da já famosa "Carreata da Solidariedade" de Moema, organizada por um amigo dos AUTOentusiastas, Alexandre Murad. Já na oitava edição, que ocorrerá no dia 31 de maio próximo, a concentração acontece na Al. Jauaperi, esquina com a Av. dos Eucaliptos, em frente à Igreja Nossa Senhora da Esperança, de onde os carros partem para duas carreatas distintas pelo bairro, uma seguindo pelo lado conhecido como "Pássaros", a outra, pelo lado conhecido como "Índios" da Av. Ibirapuera.
Os carros e os voluntários seguem pelas ruas colhendo doações, sejam entregues pelas pessoas nas ruas, pelos porteiros de prédios que já separaram suas doações, ou até mesmo jogadas pelas janela.
Se você tem um carro antigo, ou simplesmente quer ajudar, encontre-nos lá na concentração, a partir das 9h30 da manhã do dia 31 de maio; Se quiser fazer sua doação de roupas ou de alimentos não perecíveis, vá à concentração, ou nos aguarde pelas ruas do bairro. As entidades ajudadas agradecem.
Participe! Ajude! Leve calor humano a quem precisa!
Post revisto em 19/5/2009, com o panfleto referente ao ano de 2009 cedido pelos organizadores. Os AUTOentusiastas estarão lá. Tente ir você também!


Notícia publicada hoje no jornal O Estado de S. Paulo mostrou o resultado resumido de um trabalho do urbanista Valério Medeiros, da Universidade de Brasília. Valério usou um programa de computador para criar uma medida que se chama "grau de integração".
Essa grandeza adimensional mostra o quanto as cidades são mais ou menos difíceis no quesito circulação de veículos, o quanto as diversas rotas e regiões estão conectadas.
É fácil entender isso quando se conhece vários bairros ou cidades diferentes. Há lugares em São Paulo em que só há um ou dois caminhos lógicos, descontadas as rotas absurdas.
Pois bem, São Paulo é a quinta pior do Brasil, a campeã nessa infelicidade é Florianópolis. Quem já passou um final de ano por lá sabe o que estou falando.
As melhores cidades são Nova York, Los Angeles e Cidade do México. Das 164 pesquisadas, São Paulo é a 156ª do ranking.
Complementando esse excepcional trabalho, a urbanista Silvana Zioni, especialista na cidade paulista, afirma que o pior aqui é a falta de avenidas perimetrais, ou anéis viários.
Tudo muito bom, e muito bem trabalhado.
Mas o Juvenal Jorge, tendo visitado Los Angeles em 1997, época que nosso trânsito local era até que bonzinho, já havia notado a quase inacreditável malha de avenidas expressas por lá, as freeways existentes há décadas. Há uma interligação enorme entre todas as estradas que servem Los Angeles, com essas freeways cortando a cidade em todas as direções e se interligando. Uma autêntica malha viária, em forma de trama cruzada, como um tecido.
Vejam a imagem do Google Maps. São todas as avenidas amarelas em tom mais forte. Veja quantas, o quão abrangente são e a escala do mapa. Imagine tudo isso sem semáforos. E imagine que há parte delas suspensa e parte ao nível do solo.
É possível assim, chegar pelo sul, atravessar a cidade sem parar em nenhum semáforo ou cruzamento, e sair no leste, por exemplo.
Óbvio que isso poderia ser feito por aqui, bastaria que os impostos que todos pagamos (e não estou falando só de São Paulo, vale para qualquer cidade) fosse decentemente destinado à circulação de todos. Democraticamente.
Para os que dizem que quero priorizar os carros pois sou entusiasta, respondo que ambulância não anda na linha do trem nem do metrô. Basta precisar de socorro uma vez na vida para se perceber o quanto é politicagem barata e popularesca dizer que só o transporte coletivo interessa.
Bastava ter ido à Califórnia há algumas décadas atrás, ser humilde para copiar e honesto para usar o dinheiro público.


JJ
Esse post na verdade é um adendo ao post do André Dantas PRIMEIRO FÓRUM DE AUTOMOBILISMO – FEI
A palestra do Bird Clemente foi fantástica. Ele me pareceu ser muito bacana e bem-humorado. Contou a história dos primórdios das corridas no Brasil com sinceridade, romantismo e sempre tirando uma lasquinha dos superpilotos de hoje em que os carros andam em verdadeiros trilhos (grudados no chão), não andam de lado e quase não fazem ultrapassagens.
Depois da palestra fiquei com muita vontade de comprar o livro Entre Ases e Reis de Interlagos, que conta a história do próprio Bird redigida pelo Bob Sharp. Esse livro já foi indicado pelo Bob em um post anterior.
Ainda aproveito para indicar o site do Museu do Automobilismo Brasileiro, em Passo Fundo, RS. Lá o Paulo Trevisan fez uma coleção de muitos carros históricos de nosso automobilismo. No site tem muitas fotos e textos muito ricos.
O Carcará exibido no Fórum pertence ao museu e na realidade é uma recriação feita pelo Toni Bianco para comemoração aos 40 anos do recorde brasileiro e sul-americando de velocidade (212,903 km/h) estabelecido em 29 de junho de 1966. Vale a visita tanto ao museu como ao site.
Esse fim de semana, na corrida de rua na França do World Touring Car Championship (WTCC), o piloto da BMW Franz Engstler teve um infeliz encontro com o safety car na saída do box.



Agora, a pergunta que não quer calar, de quem foi a culpa? Oras, dos dois. O piloto do safety car simplesmente sai do box e vai para o meio da pista, sem olhar, e o piloto do BMW vem acelerando na reta com bandeira amarela e ainda tenta passar do lado do carro de serviço. Será que ninguém passou um alerta pelo rádio??

Relembrando, no Grande Prêmio do Brasil de 2002, Nick Heidfeld levou a porta do carro médico no "S" do Senna.

Cada uma...


Foi realizado nos dias 13 e 14 deste mês o I Fórum de Automobilismo, promovido pela FEI (Fundação Educacional Inaciana), em seu campus de São Bernardo do Campo.

Lá estiveram expostos alguns dos mais importantes carros da história do automobilismo nacional, além da maravilhosa palestra proferida pelo ex-piloto Bird Clemente (Equipe Vemag e Equipe Willys) seguida de um bate-papo com comentários pelos convidados jornalistas Lito Cavalcanti (Rede Globo) e Flávio Gomes (ESPN). O mediador foi o Prof. Eng° Ricardo Bock, da instituição.

Bird Clemente na sua palestra na FEI

Entre os carros, oito estiveram expostos.

O primeiro foi a carretera 18 do piloto Camillo Christófaro (também conhecido como “Lobo do Canindé”).

As carreteras vem de uma longa história originada na Argentina, nas décadas de 30 e 40, onde provas eram disputadas em estrada aberta, muitas vezes de terra, recebendo carros sem grandes refinamentos técnicos, mas com motores de grande cilindrada e potência.



A carreteira 18 participou de provas durante muitos anos, recebendo aprimoramentos ao longo desse tempo. Ela conta com motor e suspensão dianteira de Corvette e suspensão traseira De Dion retirada de um Ferrari Testarossa que se acidentou em Interlagos.

Reparem no detalhe do freio a disco deste carro. Há um espaçador que afasta a roda do cubo, mantendo o disco descoberto. Pinça e disco são avantajados, porém não possuem qualquer refinamento de refrigeração. O disco é sólido. Não é ventilado, não possui furos ou ranhuras, tornando-se bastante sensível à temperatura.


O segundo carro é uma réplica da carretera DKW-Vemag, derivada do Belcar, participante da Mil Milhas de 1961.

Reparem que este carro teve o teto rebaixado, e a traseira modificada, eliminando-se as portas traseiras para aliviar peso.


O próximo carro é o Willys Interlagos berlineta.

Derivado do Alpine Renault A-108 (importante carro de rali e pista da época, na Europa), foi o primeiro carro esportivo de linha a ser fabricado no Brasil e o primeiro de carroceria de compósito plástico-fibra de vidro.



Os protótipos Mark I e Mark II (Bino), também presentes, foram evoluções da berlineta que serviram à Equipe Willys.




O Carcará, com motor central-traseiro de 1.089 cm³ e transeixo DKW-Vemag, foi um protótipo feito especificamente para bater o recorde nacional e sul-americano de velocidade. Este é uma recriação feita por Toni Bianco sob encomenda de Paulo Trevisan, que tem um museu de carros de corrida em Passo Fundo, RS.

A marca estabelecida por este carro, de 212,903 km/h, ainda está de pé para carros com motor de até 1,1 litro.

Nosso colega Bob Sharp é testemunha ocular da história deste carro.


Já este Maverick dos anos 70 recebeu preparação de Oreste Berta (tradicional oficina de preparação argentina) para enfrentar os Opalas.



O Copersucar Fittipaldi FD01 foi o primeiro carro projetado no Brasil para a Fórmula Um.

O projeto é do engenheiro Ricardo Divila, ex-aluno da FEI. Foi um carro inovador em muitos aspectos na categoria, numa época em que a corrida tecnológica e a disparada de custos da categoria ainda não haviam ocorrido.




Em 2008 passei minhas férias na Califórnia e tive um Mustang por quase 20 dias. Saí de San Diego mais ao sul e subi pela costa até São Francisco. Aí vale uma dica que o Marco Molazzano só me deu depois de eu já ter feito todo o planejamento da viagem e reservado os hotéis: é melhor descer pela costa, pois assim se trafega pelo lado da costa o tempo todo o que melhora a visibilidade e facilita as paradas.

Na época, enquanto estava lá, enviei minhas impressões sobre o carro para os colegas AUTOentusiastas, antes da existência desse blog. Trata-se do modelo 2009. O modelo 2010 sofreu uma reestilização e algumas melhorias.





Aqui vai um belo vídeo com alguns bons momentos do Campeonato Alemão de Turismo (DTM) dos anos 90. Enjoy!

Hyundai Tucson

Para mim não há nada mais irritante do que ouvir ou ler a expressão-título deste post. Em inglês, pior ainda: commanding view of the road, prova de que lá fora também se fala besteira.

Quer dizer que o sujeito, só porque está sentado mais alto, tem visão de comando? A Caoa tem martelado comerciais de tevê do Tucson e um dos tópicos realçados é justamente esse, ver o trânsito de cima como uma coisa formidável, um atributo. E tem gente que, se não acredita, acaba acreditando nessa bobagem.

A visão de comando é tão "boa" que não dá enxergar cerca de 1 ou 2 metros adiante, onde pode estar uma criança. Loucura total. E, mais, se sentar alto proporciona visão de comando, a turma que dirige carro esporte ou de competição está numa autêntica roubada.
Nesse mundo do automóvel tem mesmo cada uma...
BS


Para quem ainda não viu (existe um post antigo sobre o Mr. V8), aí está a Caravan "CADEIRA ELÉTRICA" 350 do AG.

Como ele mesmo descreveu:

"Eu tenho uma Caravan, com cerca de 320/330 cv, que usa um comando antigo, bem old school, um Isky Z25 mecânico, com tuchos sólidos de 278° de duração teórica, 248° a .050" com pistões forjados, Holley quadrijet mecânico de 700 cfm, eixo 3,07:1 e câmbio com apenas 4 marchas e faço tranquilamente 5,5 km/l no trânsito normal aqui em Brasilia e durante muito tempo aqui usei ela todo dia. Refaça suas contas. Esse mesmo carro faz 0 a 100 em 6 segundos ou pouco mais que isso, mas sempre abaixo de 7 segundos nos 1.000/1.100 metros de altitude que temos aqui sem dificuldade. Para que vou esquentar a cabeça com motor pequeno que, se a álcool, nem 9 por litro vai fazer? E para ficar em carros normais, acabei de viajar com a Ram, que é apenas 8,0-L e fiz com folga pouco mais de 5 quilômetros por litro com ela em média por toda a viagem."

Em minha próxima visita ao AG pretendo fazer umas fotos da Cadeira Elétrica em ação, se possível com um belo burnout.

Depois de ver as aberrações feitas com Omegas aqui por esses dias, recebi hoje as fotos abaixo de um carro que um amigo meu está fazendo. Ao invés de molestar um Omega com a instalação de um motor japa, adaptando portas de Lamborghini ou outras coisas inúteis e ridículas, o cara simplesmente está trazendo uma penca de coisas de fora, originais dos Opel Lotus Omega e fazendo um clone aqui. Quando escrevi sobre o Uno Turbo, que não se consegue mais mas ainda é possível clonar um em cima de um Uno comum, era exatamente isso o que pensava.

Está aí prova de que quando queremos mesmo alguma coisa, tudo é possível. Muito provavelmente este carro termina com um bom e forte small block Chevy debaixo do capô, rendendo praticamente os mesmos 377 cv do Opel original biturbo 3600.



Observando outros carros que o amigo tem, fica fácil de entender o mundo de diferença que cultura automotiva e bom gosto fazem na hora de prepararmos um carro, com modificações estéticas e mecânicas que tornam nossas máquinas muito mais agradáveis aos olhos e nos proporcionam muito mais prazer ao dirigir.


Moderno? Sim. Tunadinho? Sim. De mau gosto? Absolutamente. Conseguiu fazer algo bem diferente do que é normalmente feito, bem fora do lugar comum, sem descaracterizar os carros e, de quebra, muito bacana. E ainda tem outros carros igualmente legais, mas é para outro post.

AG


Parte da Zona Sul de São Paulo viveu horas de trânsito praticamente parado ontem devido a um problema no controle dos semáforos. Segundo a autoridade de trânsito da cidade, a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) -- uma autarquia municipal, portanto não ligada à Secretaria de Segurança do Estado -- explicou o problema como decorrente da "queima de uma peça do sistema de controle", que deixou os semáforos descontrolados.
Explicação mais lacônica, impossível. Deveriam ser dados detalhes. Cadê a transparência dos tempos modernos? O fato é que foram seis horas de ruas entupidas e aproveito esse lamentável fato para uma ponderação.
Com o que ocorreu ontem, fica mais do que evidente que é possível criar congestionamentos onde não existem. Como a Prefeitura de São Paulo não abre mão do rodízio de veículos pelo final da placa, uma operação vergonhosa que este ano completa 12 anos -- que lhe dá um bela fonte de renda com as multas por desrespeito ao rodízio -- permito-me especular se não estaria havendo sabotagem sistemática da fluidez para justificar a medida que reputo a mais completa aberração.
Os paulistanos mais atentos sabem que há alguns dias em que, sem explicação, o trânsito está normal, fluido, chegando-se mesmo a estranhar. Todos sabem que uma frota de seis milhões de veículos não some de um dia para outro. Por isso, quem garante que não estamos sendo alvo de uma "amarração" intencional do trânsito?
Tem coisa aí.
BS

A categoria Trans-Am colocava nas pistas americanas os pony cars, que eram os muscle cars pequenos para alguns, ou apenas pony, sem serem considerados muscle.
Isso pouco importa, já que eram todos V-8 e muito legais. Camaro, Mustang, Javelin, diversão pura.
Vejam mais lá no site do Top Gear, de onde puxei essa foto.
JJ
Sábado passado retornei de uma viagenzinha básica de 3 mil quilômetros para entregar uns motores de uns amigos e pegar mais alguns outros e mais umas pecinhas. A segunda que faço esse ano. Numa viagem dessas, longas, o que mais sobra é tempo e espaço para a imaginação viajar junto conosco. Fiz essa (e todas as outras viagens do gênero) na minha picape Dodge Ram. Uma das coisas que me vieram à mente é que como, sem obedecer a nenhuma estratégia ou planejamento prévio, em mais de uma vez acabei comprando e usando veículos Dodge, que sempre me serviram muito bem.
O primeiro e inesquecivel carro, que tenho até hoje, quase 27 anos depois da compra, meu Dart cupê 76 está da forma que eu sempre quis e sonhei. O velho e cansado 318 que me aturou por mais de 100 mil quilometros foi trocado por um 360, o câmbio original close ratio foi trocado por um cambio híbrido, carcaça de Dart e miolo de F-1000, e o eixo traseiro Braseixos original foi trocado por um Dana 44, mais longo e com um blocante. Instalei subframe connectors e o motor foi carinhosamente preparado.
Hoje é o que sempre sonhei em ter no início, quando o comprei. Pela sempre incômoda falta de tempo, tem ficado muito mais parado que andando, mas é sempre um prazer tirar ele do galpão e, numa manhã ensolarada de domingo, esticar até à cidade mais próxima e retornar, sem muita pressa, sem muito compromisso, apenas pelo prazer de dirigir meu velho carro. No interior, nada modificado, exceto o conta-giros Autometer Monster de 5 polegadas de diâmetro pendurado na coluna esquerda do para-brisa.



Com o passar do tempo e com mais alguns carros na garagem, descobri que não tinha mais como ficar sem uma picape. Isso em 1991, grana meio curta, e nada de picape que coubesse no bolso. Até que eu achei uma D100 abandonada. Olha a estrelinha de 5 pontas brilhando de novo. Lá fui eu embarcar de novo na canoa Mopar. Catei a D100 e depois de uns tempos no estaleiro, estava andando de nova, como nunca deveria ter parado de andar. Mesmos toques pessoais de sempre, mas nada que alterasse demais a velha picape. Companheira de muitas viagens, me ajudando a carregar muita coisa pelo país afora.
Na rígida aplicação do termo, uma picape de homem. Eixo rígido atrás e na frente, 4 feixes de molas, freio sem servo, direção mecânica. Nada que lembrasse finesse, conforto ou facilidade de dirigir. Mas confiável ao extremo. Uma boa compania de viagem. Mas de preferência em viagens não muito longas, mais de 400 quilômetros é algo impossível de se fazer de uma só vez.



Então, minha atual viatura. Outro daqueles acasos que eu não consigo acreditar que tenha sido assim tão fácil quanto pareceu. Teve alguma ajuda de alguém em algum lugar. Em 1994 eu estava viajando em férias didáticas aos Estados Unidos para aprender um pouco mais com os caras lá de cima e por acaso entrei em uma concessionária Dodge e vi pela primeira vez ao vivo uma Dodge Ram das mais modernas.
Era o ano do lançamento, o carro era zero, novo e deslumbrante e tudo, motor, câmbio e carroceria eram novidades absolutas naquele ano. Ao ver uma modelo 2500 V10 pirei. Pensei o quão legal seria ter uma aqui e poder rodar com ela país afora. Poder levar e trazer coisas legais e que me agradam sem me preocupar com distâncias, falta de conforto e outras coisas no gênero.
Logo depois de um breve devaneio, me belisquei para acordar e voltar à minha realidade, porque sabia melhor que aquilo tudo era caminhão demais pro meu montinho de areia. A espera só foi de 6 anos e meio. Nem senti o tempo passar e tinha uma minha, só minha, 2500, V-10, automática e 4x2. Do jeito que eu queria (ou quase, se pudesse escolher, queria com câmbio manual de 5 velocidades). Como foi o primeiro carro realmente moderno que comprei, me fez rever muitos conceitos. E apesar de não ser nova, zero-km, era praticamente idêntica ao modelo à venda no ano da compra, início de 2001.
Já estava morando em Brasilia e sabia da impossibilidade de fazer longas viagens na D100 e já procurava uma substituta que coubesse no bolso e pudesse manter bem. De uma só vez, todos os problemas resolvidos. Nesses anos, já rodei algo próximo a 65 mil quilômetros nela, grande parte disso em estrada, passeando daqui para lá e de lá para cá. Incrível como o conjunto é legal, como o veículo passa tranquilidade e segurança em uso normal, quer vazio, quer carregado.


Ou seja, tudo o que eu sempre apreciei na D100, mas num pacote amigável ao motorista, que merece um mínimo de conforto durante longos trajetos, sem abrir mão de um bom desempenho e muito menos ainda da confiabilidade mecânica. O mesmo prazer, a mesma alegria que tinha ao começar a usar a D100 tenho nela, e da mesma forma que quando comprei a D100, lá em 1991, me sinto muito feliz e satisfeito com minha picapona, minha companheira de longas viagens.

Mas é uma picape, e picapes às vezes, especialmente as grandes, são algo incômodas, difíceis de estacionar em centros urbanos, shoppings centers, e só carregam eu e mais 2 pessoas, tendo em vista que tenho mulher e um casal de filhos, complica usar ela. Precisava de um carro normal para usar com a família. Especialmente para passear pelos bons e aprazíveis pontos de lazer e turismo que temos aqui no Planalto Central. Claro, eu queria um carro tão legal, que me motivasse e me alegrasse tanto quanto o velho Dart, mas sabia que isso não existia mais.

O carro, ainda que muito legal e em excelente estado, não se presta mais a uso normal até pela dificuldade de conseguir sempre peças necessárias à sua boa manutenção, e das inerentes limitações de um projeto de praticamente 40 anos. Algo tinha que ser feito, eu precisava mesmo de um carro novo. Tá, mas o que comprar? Ah, sim, tem que caber no bolso e o 300C Hemi não passava nesse quesito. Vamos pular esse. Mas qual? O quê? E em que estado, já que seria obrigatoriamente um veículo usado, e veículos malconservados costumam ser uma dor de cabeça eterna? O que fazer? E como evitar um carro prata, que tanto desgosto? Então, eis que do nada um amigo me oferece um carro que eu olhava até com uma boa dose de simpatia, mas nunca imaginava realmente ter.

E mais eu queria em algum sonho distante uma com motor 5.9, o maior disponível e não o tão mais comum 5.2. Tive que tomar uma decisão dificílima, a cor era um verde escuro maravilhoso, que, além de eu gostar muito, combinava com o patriot blue da Ram e era verde como o Dart. Inacreditavelmente não tinha as rodas e os filetes dourados comuns a quase todas, era nova, impecável, pouquíssimo uso e, o melhor, ainda cabia no meu bolso. Bom, nessa altura, por mais que eu quisesse e, claro que eu não queria nem um pouco resistir, catei o jipão. Peguei um avião, fui para São Paulo buscar ela, na confiança, sem nunca sequer ter dirigido uma antes, e de lá fui direto a Pindamonhangaba num bom encontro de velhos amigos e de lá iria ao Rio, e depois voltaria para o remanso do lar.

Tudo me pareceria possível, menos que o mesmo entusiasmo, o mesmo ronco e a mesma disposição de andar e de agradar o dono que eu via no velho Dart, vi de novo nessa Grand Cherokee. Evidentemente saber que basicamente o mesmo motor de tanto tempo estava ali na minha frente, me levando onde queria, era uma sensação fantástica. Claro, melhor, mais liso, muito mais confiável e econômico.


Nesse ponto, fico obrigado a comentar algo que me entristece, mas ao mesmo tempo não me soa como o fim de uma era. Essa semana sabemos sobre o estado real da Chrysler, concordatária e evidentemente em risco de ter viabilidade econômica futura para poder continuar operando e fazendo seus carros, sempre tão legais e tão emocionantes, e que sempre me foram tão caros e bem vistos.

Me lembro sempre do nosso grito de guerra, Mopar Rules! que sempre me soa tão real e tão pertinente pela minha grande ligação afetiva com seus carros. Hoje, vejo de novo um Challenger novo em produção, vejo que os 300 letter series voltaram a ser o que eram e, mesmo com 4 portas, posso ter um Charger novo com 425 hp e isso vindo de um motor chamado com uma palavra de quatro letras outra vez.

Por isso tudo e por muito mais, com participação da Fiat ou não, falida ou não, morta ou viva, Mopar Rules, Man! E como os gringos dizem, Thanks Ma Mopar!