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| O Peugeot 208 será fabricado no Brasil, em Porto Real (RJ) |
A notícia de unir as operações da Opel com as da PSA
Peugeot Citroën vem ocupando as manchetes do setor na Europa esta semana. Num
mercado difícil como o atual, espera-se que o volume de vendas de automóveis e
comerciais leves na Zona do Euro, até dezembro, seja similar ao de 1993 e sem sinais
de retomada firme para 2013 ou 2014. Uma fusão desses dois fabricantes europeus
para muitos seria como a luz no fim do túnel, mas de um lado um trem de alta
velocidade TGV francês ao encontro de um ICE alemão, em sentido contrário.
O mundo anda maluco. Até há pouco, as fusões entre tradicionais
fabricantes de automóveis tinham entre os objetivos resultados já no curto
prazo. Para tanto, buscavam-se o máximo de sinergias, complementaridade de
produtos e/ou mercados com um mínimo de sobreposição, no caso de ambos terem
produtos concorrentes diretos. Se houvesse concorrência em mais de um segmento
ou nos mais importantes, menos viável seria a fusão, e é exatamente esse o "case
Opel–PSA". Para cada produto alemão, há seu equivalente francês, ou
vice-versa. Ambos concorrem em todos segmentos num mercado em contração. Qual
dos trens tem bolsa inflável mesmo?








