google.com, pub-3521758178363208, DIRECT, f08c47fec0942fa0 AUTOentusiastas Classic (2008-2014)
Fotos: autor


O Mercedes-Benz C180 CGI (charged gasoline injection, superalimentado de injeção direta de gasolina) é uma prova do quanto as corridas podem ajudar no desenvolvimento dos carros de passeio. A fábrica sempre competiu na categoria DTM (antes Deutsche Tourenwagen Meisterschaft, até 1995, agora, desde 2000, Deutsche Tourenwagen Masters – Campeonato Alemão de Carros de Turismo, Série Alemã de Carros de Turismo, respectivamente) e nela a briga é feia entre Mercedes, Audi e BMW.  No DTM as fábricas investem todo o seu potencial para vencer e assim desenvolvem tecnologia para seus carros de rua.

Um dos resultados de todo esse esforço é o sedã C180, um automóvel que fornece um conforto ímpar aos passageiros e uma dinâmica muito prazerosa e segura ao condutor. A direção, de assistência hidráulica, tem boa calibração indexada à velocidade, é firme, sensível e rápida com 2 e 3/4 voltas de batente a batente. Simplesmente perfeita. 


Motor turbo 1,8-litro de injeção direta é bastante elástico

Fotos e vídeo: Arnaldo Keller



Depois de quatro anos, o câmbio robotizado da Fiat, denominado Dualogic, passa por notável evolução e agora se chama Dualogic Plus. Recentemente, em novembro, por ocasião do lançamento do novo Palio, já se havia notado melhor no funcionamento do câmbio, especialmente na operação automática. Agora ficou ainda melhor, mas por enquanto só o Bravo modelo 2013 recebeu a novidade. Claudio Demaria, o italiano engenheiro-chefe da Fiat brasileira, garante que o Dualogic Plus será estendido paulatinamente ao resto da linha.

A mudança mais notável é passar a haver o avanço lento, o chamado creeping, ao levantar o pé do freio, como acontece em todos os câmbios automáticos, como os epicíclicos, CVT e até o Hondamatic, e além dos robotizados de dupla embreagem. Ficou incomparavelmente mais fácil efetuar manobras como estacionar e muito mais cômodo andar lentamente no tráfego anda e  pára. Não é mais necessário controlar a aceleração nessas situações, ela é dada pelo próprio sistema.

Foto: fenabrave.com.br



Desde que o Brasil se lançou – ou foi lançado – nessa aventura maluca do exagero de etanol na gasolina (20% a 25%),  só houve prejuízo para quem é o principal interessado: o cidadão-consumidor. Pensei nisso mais uma vez estando aqui em Araxá, MG, palco do 20º Encontro Nacional de Carros Antigos, por motivos óbvios: as preciosidades aqui expostas não foram feitas para funcionar com tamanho porcentual de etanol na gasolina, tanto com relação aos materiais, quanto à calibração do motor. 

Nunca poderia ter deixado de existir gasolina pura, sem etanol, ou pelo menos com no máximo 10%, o que teria sido um exemplo perfeito de respeito. Mas o problema do excesso de etanol na gasolina não fica só nisso.


Foto; Edmunds.com


Countach – Forma e Som
por Juvenal Jorge

Essa comparação de gostos está cada vez mais interessante. Miura e Daytona, Corcel II e Passat, e agora, Lamborghini Countach e Ferrari Berlinetta Boxer.

Conheço bem só os nacionais, mas claro, tenho meus preferidos mesmo assim. O Countach é um sonho de criança, de um monte de crianças que tiveram pôsteres nas paredes de seus quartos e miniaturas dessa máquina, em vários cantos do mundo. Tenho certeza que há fotos desse carro em lugares que nem sequer imaginamos existir. Há vários brinquedos que tem um Countach como inspiração. Mesmo que caricatos, é possível identificar a obra de Marcello Gandini, o criador do estilo inconfundível.


O Countach é a correção das falhas do Miura do ponto de vista de engenharia, e a fábrica não poderia deixar barato. Tinham que fazer algo chocante, que foi apresentado em Genebra em 1971. O desenho geral foi inspirado pelo Alfa Carabo, de onde veio a principal característica e novidade absoluta, as portas abrindo para cima, articuladas na coluna A (dianteira).