google.com, pub-3521758178363208, DIRECT, f08c47fec0942fa0 AUTOentusiastas Classic (2008-2014)
Allard J2

No sábado passado publicamos a  parte 1, onde fiz uma descrição geral desse evento anual, em Lakeland , Flórida. Agora, mais  fotos dos carros que não mostrei semana passada.

Não foi possível fotografar tudo, portanto procurei captar os mais significativos e os que nunca havia visto a não ser em fotos. Espero ter atendido os desejos da maioria.

Começando pelo Allard da foto de abertura, esse tinha motor Ford, mas existem os com mecânica Cadillac também. Apesar de não serem extremamente raros, como eram carros feitos para corridas e por isso mesmo bastante abusados, encontrar qualquer um no estado desse significa presenciar um trabalho de restauração extenso.

O grande Zora Arkus-Duntov foi um criadores desse carro, e ambos estão bem explicados aqui nesse maravilhoso texto.


Por José Rezende Mahar, enviado especial ao Uruguai


Fomos a Punta Del Leste para o lançamento um pouco tardio da versão hatch do Fiesta mexicano. Gostamos do carro, mas ele tem problemas curiosos. O maior deles se chama Focus Hatch. Com o mesmo motor e câmbio, o Focus tem uma coisa que é meio limitada no Fiesta, que é o espaço interno. 

Não se engane o leitor, este carro não é pequeno, mas algo limitado, até pelo estilo moderno, o chamado Kinetic – cinético em inglês, relativo a movimento, o que as linhas pretendem sugerir Mas o compartimento de bagagem é menor que o Fiesta antigo, pouca coisa, é verdade: 287 contra 305 litros, 5.9% menos. Isso em um carro grande pode ser desprezível, mas no reduzido Fiesta pode ser um problema. 

Outra característica limitadora do apelo desse carro é o espaço reduzido no banco traseiro, acentuado pelo caimento natural do teto em um hatch quase fastback. E o maravilhoso Focus com sua suspensão traseira independente que nos torna dependentes dele, custa uma merreca a mais, do tipo que leva a pensar seriamente na alternativa maior: a da diferença do preço é largamente compensada pela qualidade adicional do comportamento dinâmico do carro.

Espaço atrás é bem menor do que aparenta na foto


Hoje em dia, a pressão por menor consumo vem de todos os lados. Seja por causa do crescente preço do petróleo nos últimos anos, seja por causa de ambientalistas alarmados com o aquecimento global, seja pelas ameaças do fim do petróleo, a ordem do dia é reduzir o consumo dos veículos.

A Europa está encontrando a sua solução no diesel e, para os carros a gasolina, na utilização de motores menores equipados com turbocompressores, chamado de "downsizing". A idéia no primeiro caso é aproveitar o melhor rendimento térmico inerente ao ciclo Diesel, enquanto que no segundo é aumentar o rendimento térmico fazendo o motor trabalhar em cargas mais altas por ter menor deslocamento volumétrico mantendo a reserva de torque e potência através do turbocompressor. Na prática, troca-se um motor de 2 litros de aspiração natural por um de 1,4 litro turbocomprimido. Durante o uso normal ele será econômico como um 1,4 litro, mas na hora de "chamar no pé" o turbocompressor lhe dá o desempenho digno de um 2 litros.

Talvez convenha aqui uma pequena explicação sobre a expressão "rendimento térmico": Motores a combustão interna, como é o caso dos nossos conhecidos motores ciclo Otto (ignição por centelha, que caracteriza os atuais motores 4-tempos movidos a gasolina e/ou etanol), são máquinas térmicas que extraem energia do calor e da expansão de gases produzidos pela queima do combustível. Ao queimar gasolina ou etanol, as moléculas são quebradas e uma grande quantidade de energia é liberada com esta queima, sobrando assim compostos de menor energia (gás carbônico e água). Grande parte desta energia é liberada sob a forma de calor, (óbvio, a queima de qualquer coisa gera calor) por isso os motores esquentam e precisam ser arrefecidos. O fato de se necessitar arrefecer um motor demonstra que parte da energia do combustível teve que ser jogada fora sob a forma de calor.
 Foto: bicicleteiros.com.br


Ativista adj 2 gên 1. Que participa de ações políticas em defesa de um ideal. • subst. 2 gên. 2. Pessoa ativista (Dicionário Aurélio).

Há ativistas e ativistas, ideais e ideais. Lutar por transporte de massa sobre trilhos que parisienses, londrinos e bonaerenses têm há mais de um século; por redução da carga tributária; por alterar leis em favor da segurança no trânsito, como acabar com a heresia constitucional de que "ningúem é obrigado a produzir provas contra si próprio" e com isso se recusar, rir da lei, ao não se submeter à verificação de alcoolemia por meio do etilômetro; por salários dignos para professores e acabar com essa vergonha nacional; por um sistema hospitalar público decente; por um judiciário que seja impiedoso com criminosos, políticos corruptos e outroas transgressores da lei – em especial e no caso, motoristas que não respeitam veículos menores e frágeis como bicicletas;  enfim, ideais que visem o benefício coletivo.

Mas, cicloativista? Lutar por vias exclusivas para bicicletas que tirem espaço dos outros meios de transporte, em favor do transporte para fins pacíficos mais individual que existe? Um meio de transporte inviável quando chove, a não ser para quem é masoquista? Desculpem, "cicloativistas", nada a ver. Vocês estào lutando por um ideal que não é de mais ninguém, é só de vocês, dentro do mais absoluto conceito de egoísmo.