google.com, pub-3521758178363208, DIRECT, f08c47fec0942fa0 AUTOentusiastas Classic (2008-2014)


A foto acima causou acalorada discussão entre alguns amigos esta semana. E por incrível que pareça, não foi a respeito dos belíssimos Jaguar E-type em primeiro plano, nem muito menos o Gordini azul ao fundo. Foi a respeito de pneus faixa-branca.

A discussão girou em torno do fato de que, em seu primeiro ano de produção, o E-type teve pneus faixa branca opcionais. E por muito tempo ainda foram oferecidos como opção, principalmente nos EUA. Daí vem que alguns amigos acharam que uma obra-prima como o E-type deve ser preservada o mais original possível. Outros, como eu, acham puro sacrilégio.

Originalidade é mais importante? O amigo Juvenal Jorge disse: “Você pode até achar uma tela de Picasso feia, mas não pode corrigi-la... Tem que ficar original.” Inteligentíssimo argumento, mas que esquece uma coisa básica: carro não é algo estático feito pintura.

Foto: acronica.wordpress.com

Em nome do álcool, ou etanol, como é chamado oficialmente hoje, o Brasil se encalacra cada vez mais. Esse negócio de combustível de origem vegetal, biocombustível et cetera e tal, é muito bonito para ser discutido em seminários e congressos; na prática, não funciona.

Agora o culpado do aumento dos preços nas bombas é o aumento do preço nas usinas, que por sua vez responsabilizam o clima mais seco pela redução de 30% no volume de cana-de-açúcar.

Isso de aumentar preço devido à menor oferta do produto é o absurdo dos absurdos. Conversa para boi dormir. Ou conversa para encher o bolso dos usineiros. A lei da oferta e da procura existe, mas, vamos com calma. Estamos falando de combustível, que abastece grande parte do transporte na nação, não em quiabo ou vagem. É cara de pau demais para o meu gosto.


O amigo Carlo Gancia, filho de Piero Gancia, também grande amigo mas que se foi em novembro do ano passado, me mandou este artigo acima intitulado e publicado na revista alemã Stern em 16 de outubro de 1966. O artigo, de autoria do jornalista Jörg Andrees Elten com fotos de Fred Ihrt (que infelizmente não vieram) fala de Friedrich Wilhelm Schultz-Wenk, o alemão que convenceu Heinz Nordhoff, o diretor-superintendente da Volkswagen, a abrir uma filial no Brasil e construir uma portentosa fábrica em São Bernardo do Campo. 

Schultz-Wenk dirigiu a Volkswagen do Brasil de 1953, ano de fundação, a 1969, quando faleceu ainda jovem, aos 55 anos, vitimado por um câncer cerebral 

Pelo valor histórico, achei que deveria reproduzi-lo no AE. Espero que apreciem.

BS


HALLO, SENHOR VOLKSWAGEN

Ele parece exatamente o que a Metro-Goldwyn-Mayer quer em um astro de cinema: esbelto, alto, elegante, grisalho nas têmporas, olhar penetrante, sorriso de vencedor, dentes brancos e tudo isto envolto em uma colônia cara.  Esta foi minha impressão quando o conheci pessoalmente pela primeira vez no Hotel Vier Jahreszeiten (nota: Quatro Estações) em Hamburgo, onde estava recebendo amigos e parceiros de negócios. Ele tinha acabado de chegar do distante Brasil. onde ele é o CEO do maior empreendimento alemão no estrangeiro: a Volkswagen do Brasil. A recepção tinha realmente a atmosfera de filme, “Bobby” (assim os seus amigos chamam o nosso homem no Brasil) era o astro e desempenhava seu papel com maestria. As referências às damas eram do tipo “A senhora está de novo arrasadora”, e aos senhores, “Eu sei como o senhor anda ocupadíssimo e mesmo assim foi maravilhoso ter vindo”. Isto saía naturalmente de seus lábios, como se tivesse decorado as linhas com o diretor. E obviamente sua imagem junto ao seu público era, mais uma vez, excelente.

Enquanto garçons de fraque passavam caviar e as rolhas de champanhe francês espocavam, para o deleite dos convidados, o anfitrião era discretamente chamado ao telefone: Rio, Londres, Zurique.
Fotos: Divulgação VW


Depois do CrossFox lançado em novembro de 2009 e da Saveiro Cross, em fevereiro de 2010, e um ano depois do novo SpaceFox (o primeiro é de abril de 2006), chega o terceiro modelo aventureiro da Volkswagen, a Space Cross. Como na SpaceFox, há opção entre câmbio manual e robotizado e, ao contrário do Crossfox, o estepe não é externo, o que merece aplausos por não recorrer ao “exagero decorativo”, como fabrica mesma diz no material de divulgação à imprensa. Custam R$ 57.990 (manual) e R$ 60.690 (robotizado I-Motion), e compartilham o motor EA-111 de 1,6 litro VHT (Volkswagen High Torque) de 101/104 cv G/E. O Space Cross é produzido na fábrica VW em General Pacheco, na Grande Buenos Aires.

Nada de estepe externo: nota 10