google.com, pub-3521758178363208, DIRECT, f08c47fec0942fa0 AUTOentusiastas Classic (2008-2014)
Um dos nacionais mais lindos do evento! Modelo: ? Ano: ? 
Se tem uma coisa que eu admiro é a capacidade que algumas pessoas tem de simplesmente saber tudo sobre um determinado assunto. 

O AG por exemplo, sabe detalhes, ano de fabricação, modelos em que foram usados, carburação e até rosca de parafuso de tudo que é motor V-8. Tem gente que até escreve livros sobre um determinado modelo de tanta bagagem e informação que acumula. São verdadeiras enciclopédias ambulantes. 

Falando de Dodges nacionais, um carro que eu adoro e tenho vontade de ter um algum dia, tem gente que só de bater o olho na frente já sabe o modelo e o ano de fabricação. E mais, ainda te falam se tem alguma coisa misturada, tipo capô de um ano ou modelo que não reflete o ano daquele caro. Que inveja!

Eu sou muito mais generalista. Admiro o conjunto todo. Sei mais ou menos os modelos, os anos, os motores. Mas nunca discuto com ninguém porque meu foco não é saber tudo isso. Gosto dos Chargers em geral, amarelos ou laranjas, com aquela grade com filetes horizontais de fora a fora ou com filetes verticais repartida no meio. Pode parecer estranho, mas não sei exatamente qual os anos de fabricação desses modelos. Talvez, no dia em que eu realmente decidir comprar o meu, eu venha a saber ou me interessar mais. Mas por enquanto, só sei que desejo um Charger com essas características. E mais um motor recomendado e preparado pelo AG!

Por isso, nesse último Mopar Nationals, resolvi homenagear os especialistas em Dodge que sabem tudo com as fotos a seguir. Se você é um deles identificará ano e modelo de cada foto com muita facilidade.

Quem souber tudo passa a cola para os outros!

Ah, tem uns importados aí no meio.

PK


Fotos: Bultaco.es


Don Francisco Xavier “Paco” Bultó (abaixo) era um industrial de sucesso por profissão, mas com coração motociclista. Nascido em 1912, em Barcelona, Paco Bultó se tornou um grande empresário do ramo têxtil, químico-farmacêutico e de maquinário pesado, a ponto de se tornar em certo ponto de sua vida o maior empregador da Catalunha. Mas a parte que nos interessa aqui é que era um ávido motociclista, e se interessava muito pelos aspectos técnicos destas máquinas, demonstrando grande aptidão.



Não demora em, junto com o amigo empresário Pedro Permanyer, criar uma fábrica de motocicletas. Em 1944, nascia a Montesa. Inicialmente, Bultó desenhou uma motocicleta muito pequena e simples, de 95 cm³ e sem suspensão traseira, que se chamou Brio 100 (abaixo, numa versão de 1958). No primeiro ano, em meio a grandes dificuldades, se produziram apenas 22 motos, mas logo a Montesa se tornaria a marca mais popular da Espanha. Logo Paco Bultó descobriria o tipo de motocicleta que o faria famoso: eram muito populares em Barcelona as competições de motocicleta fora de estrada, que ocorriam nas montanhas perto da cidade. Era um tipo de competição diferente das de hoje, meio que um misto de enduro, cross e trail, e na verdade o embrião de todos estes tipos de competição. Logo, novas Montesa 125-cm³ dominavam este tipo de competição, freqüentemente com Bultó ao guidão.


Fotos: Audi do Brasil



Na nossa atividade há eventos e eventos, mas esse foi especial e talvez único: chegar à velocidade final do Audi R8 GT. Onde? Numa reta plana de 5 km. E o que é essa reta? A pista de ensaios de vôo da Embraer, em Gavião Peixoto, bem próximo a Araraquara, no interior paulista, a 310 km da capital. Claro, tratou-se de um evento para apresentar à imprensa e promover esse R8 de série limitada a 333 unidades, das quais apenas três foram destinadas ao Brasil, com preço de R$ 1 milhão.



Esse GT difere do R8 normal pelo aliviamento de peso em 100 kg, pesando agora 1.525 kg. Aliviaram onde possível, até nos bancos, 31,5 kg a menos nos dois. Até o vidro do pára-brisa é mais fino. Foi aplicado compósito de fibra de carbono em várias partes, como aerofólio traseiro e difusor.

Fotos: Bultaco.es e Kawasaki


Eu já falei sobre este assunto várias vezes por aqui, mas é algo que não me cansa repetir. Parece-me óbvio que toda máquina realmente especial tem uma história interessante por trás. Principalmente uma história humana, de superação e inspiração, algo que transcende não somente a engenharia envolvida, mas também o frio e insensível mundo dos negócios. Quando a máquina é a expressão máxima de uma pessoa, ela se torna algo especial. Realmente especial.

Pensei nisso recentemente quando vi a venda em um site americano uma motocicleta que sempre me fascinou, desde que, durante minha lua de mel em 1995, vi uma chegar ao café em que estávamos sossegadamente aproveitando uma ensolarada e fresca tarde de Barcelona. Ela chegou ocupada por um jovem e incrivelmente belo e bem vestido casal, e brilhando ali em todo o seu esplendor negro e cinza, me deixou de queixo caído, me imaginando aboletado nela com minha jovem esposa, subindo as montanhas ali perto, pelas belíssimas estradinhas que um dia fizeram parte do famoso circuito de Montjuic.