google.com, pub-3521758178363208, DIRECT, f08c47fec0942fa0 AUTOentusiastas Classic (2008-2014)
Fotos: Autor

Faz tempo que é comuim, nos lançamentos, fabricantes e importadores oferecerem aos jornalistas uma miniatura do carro-objeto do evento. Na apresentação do JAC J3/J3 Turin à imprensa semana passada, em Campinas, SP, foi igual. Apenas vi que dentro da sacola com o material de divulgação havia uma caixa grande, de papelão, que na hora nem me preocupei em saber o que era exatamente, muito menos o que tinha dentro. Só em casa examinei o brinde, a caixa da foto acima.

Ao abri-la vi no seu interior uma caixa de Isopor, que pouca gente sabe ser uma marca antes pertencente à BASF e que hoje é propriedade da Knauf Isopor Ltda.. É um material derivado do petróleo e se chama poliestireno expandido. Por ser leve e relativamente resistente, é bastante utilizado como embalagem. Por ser um excelente isolante térmico, presta-se muito bem para carregar gelo ou bebidas geladas.





Em 1998 viajei com o amigo AG para os EUA, mais precisamente para New Jersey, ao encontro de um outro amigo, o Paulo, que lá morava, e também para visitar um grande swap meet que acontecia na pista de arrancadas de Old Bridge Township, em Englishtown, NJ.

Em tempos pré eBay, os swap meets (encontros de trocas) eram comuns por todo o país, era onde rolava o troca-troca de peças de carros, além de eventos durante a semana na pista de arrancadas. Arrematei um jogo de pistões sobremedida novos para 318 Dodge, por 60 dólares, e o AG conseguiu encontrar a grade dianteira do ‘Cuda que ele tanto precisava. No último dia tivemos que ir à locadora e pedir para trocar o Dodge Stratus por uma minivan, para conseguir transportar tudo em uma só viagem até o aeroporto. Nem precisa dizer que ainda rolou muito papo (e grana) para conseguir embarcar tudo no voo.

Foto: scuderiabrazil.blospot.com

Antônio Castro Prado Neto, "Pradinho" ou "Tom Jet". Nasceu no dia 24 de julho de 1948 em Ribeirão Preto e nos deixou no dia 3 de outrubro de 1981. Tinha 33 anos. Grande amigo. E grande piloto! Pilotava totalmente à vontade, andar num carro de corrida era a coisa mais natural do mundo para ele. Divertia-se, sobretudo. Foi amizade iniciada nos autódromos, tipo um vai com a cara do outro. Nossas mulheres ficaram logo amigas.

De acordo com o blog Sscuderia Brazil, de onde a foto acima foi pinçada no Google, foi seu conterrâneo Paulo Gomes que o incentivou a correr. Nosso primeiro contato foi na I 25 Horas de Interlagos, em agosto de 1973. O Ford Maverick estava sendo lançado e o Pradinho correu num com ninguém menos que Chico Landi, que tinha então 66 anos. Chegaram em terceiro, eu de Opala com Jan Balder e José Carlos Ramos em segundo e o trio Bird e Nilson Clemente, e o gaúcho Clóvis de Moraes, em primeiro.

No ano seguinte passei a correr para equipe oficial Ford, a Mercantil Finasa-Motorcraft, chefiada pelo experiente e astuto Luiz Antônio Greco. Quando cheguei à equipe, em  julho de 1974. o Pradinho já era piloto lá desde o começo da temporada, em dupla com Paulo Gomes. Eu e Marivaldo Fernandes dividiríamos o mesmo Maverick Quadrijet. Nesse ano ele e o Paulo Gomes sagraram-se Campeões Brasileiros de Turismo Divisão 1. Estávamos sempre juntos, quando eu vinha a São Paulo hospedava-me na casa dele.
Foto: Autor

Antes que venham dizer que tenho preconceitos com relação aos jipes, já que vivo criticando esses jipes metidos a donos das ruas e estradas, adianto que tive um Jeep Willys 1962, branco, e com ele viajei de São Paulo ao Espírito Santo. Fomos só pelo litoral, acampando e surfando, e toda a viagem de uns quinze dias foi feita com a capota arriada.

Éramos três amigos cucas-frescas e minha finada e amada cadela vira-latas Laika. Isso foi em 1976, faz tempo, e acho que as coisas eram ou me pareciam mais coloridas que hoje.

Não poderia haver veículo melhor que esse jipe para uma viagem dessas. Tudo nele era ruim para viajar, mas tudo era perfeito e conveniente.