google.com, pub-3521758178363208, DIRECT, f08c47fec0942fa0 AUTOentusiastas Classic (2008-2014)
Outro dia desses, meu irmão Eduardo pegou emprestado o Fox 1-litro do meu outro irmão, Gustavo, para uma viagem de uns 250 km. Achou o desempenho do carro sofrível, disse que nunca teria um carro assim. Já andei no carro, porém somente no trânsito, e não achei tão fraco. A julgar pela ficha técnica, teria que ser até razoável, já que pesa 1.000 kg e o motor desenvolve 76 cv (com álcool) a relativamente baixos 5.250 rpm.

Me lembro de uma viagem BH-Rio que fiz com o amigo AG, no Uno Mille Brio que tive, com seus 54 cv encarando diversas subidas. Concluímos a viagem, se não me falha a memória, em 4 horas e meia, um tempo bem razoável para os 400 e poucos km da BR-040, com a maior parte do trajeto em mão-dupla e relevo bem acidentado.

A comparação que mais me chamou a atenção foi a do trecho Miguel Pereira-Rio, de aproximadamente 120 km, com uma serrinha apertada no começo. Andando bem rápido de carro, dá para fazer em 1h30, mas fiz com o caminhãozinho Agrale de parcos 65 cv em 1h45. E olha que 95 km/h nele era só de morro abaixo e com vento a favor !

Evidente que é mais agradável ter sobra de potência, viajar a baixos giros e poder retomar rápido apenas apertando um pouco mais o pedal direito. Mas mesmo com uma relação peso-potência menos favorável, é possível conseguir bons tempos de viagem. Acho uma tremenda bobagem quando ouço por aí que viajar de carro 1-litro é um sofrimento. Subidas são vencidas um pouco mais devagar, mas no final das contas a diferença é pequena. Diferença mesmo, só em viagens longas onde um carro mais possante possa manter médias realmente altas, coisa que não temos aqui no Brasil.

AC



Na verdade, poucos são os compradores de réplicas de esportivos clássicos que realmente sabem escolher seu carro. Poucos sabem se o carro se comporta bem ou mal. Na verdade, poucos estão ligando mesmo pra isso. No máximo pensam um pouco sobre o motor.

E é duro de doer quando se vê como muitos os “decoram”. É crime atrás de crime. Por exemplo, já vi réplica de Cobra com luz de neon por baixo, outra com alavanca de câmbio com uma cabeça de serpente naja, fora as barbaridades de rodas de aro imenso e pneu fita, além de painel de madeira, uma coisa que o original nunca teve.

É de lascar.



Quantas vezes você já teve a oportunidade de dirigir um carro único aqui no Brasil?

Quase um ano atrás, finalmente consegui passar um dia com o meu amigo Valter e seu Saab 900 Turbo S 16 Aero, o carro preto nas fotos deste post. O Valter é um velho colega de faculdade, e o seu carro, por sair pouco da garagem, chega a ser piada entre a turma aqui do Blog. Costumamos dizer que o Valter já deixou de pagar IPVA para pagar IPTU. Mas na verdade, estamos apenas sendo maldosos com o amigo, pois o carro se exercita mais do que a maioria dos carros antigos ou de interesse especial que conheço.



Mas o interessante aqui é que o carro é simplesmente único no país. Não se tem notícia de nenhum outro 900 deste tipo importado, e mesmo de outros tipos, só sabemos de mais dois, um conversível vermelho do mesmo ano (importado junto com o do Valter), e um outro fechado de 1983, vermelho. O carro do Valter foi importado pela GM, para avaliação, naqueles tempos de recente liberação de importações. O conversível, vermelho, importado junto, tem paradeiro desconhecido. Depois da GM, a história do carro se torna nebulosa, até que nossos amigos FM e B o encontraram à venda em uma lojinha de carros usados em São Paulo, em 2004. O Valter, que desde as reportagens da Motor3 nos anos 80 era vidrado no modelo, imediatamente aproveitou a chance e comprou ele. Desde então, tem cuidado carinhosamente do carro, e mantido esse pedaço da história com o cuidado que ele merece.




Está sendo veiculado um comercial de televisão onde a Nissan ataca o Ford Focus. Pessoalmente, eu gosto de informações transparentes, e tudo que escrevo aqui é opinião apenas minha, não do blog, como fica claro nos textos que escrevo.

Dito isso, me agrada deixar minha opinião sobre esse comercial do tipo Pepsi, que quando gastava dinheiro em publicidade, várias vezes atacava a Coca-Cola.