Outro dia desses, meu irmão Eduardo pegou emprestado o Fox 1-litro do meu outro irmão, Gustavo, para uma viagem de uns 250 km. Achou o desempenho do carro sofrível, disse que nunca teria um carro assim. Já andei no carro, porém somente no trânsito, e não achei tão fraco. A julgar pela ficha técnica, teria que ser até razoável, já que pesa 1.000 kg e o motor desenvolve 76 cv (com álcool) a relativamente baixos 5.250 rpm.Me lembro de uma viagem BH-Rio que fiz com o amigo AG, no Uno Mille Brio que tive, com seus 54 cv encarando diversas subidas. Concluímos a viagem, se não me falha a memória, em 4 horas e meia, um tempo bem razoável para os 400 e poucos km da BR-040, com a maior parte do trajeto em mão-dupla e relevo bem acidentado.
A comparação que mais me chamou a atenção foi a do trecho Miguel Pereira-Rio, de aproximadamente 120 km, com uma serrinha apertada no começo. Andando bem rápido de carro, dá para fazer em 1h30, mas fiz com o caminhãozinho Agrale de parcos 65 cv em 1h45. E olha que 95 km/h nele era só de morro abaixo e com vento a favor !
Evidente que é mais agradável ter sobra de potência, viajar a baixos giros e poder retomar rápido apenas apertando um pouco mais o pedal direito. Mas mesmo com uma relação peso-potência menos favorável, é possível conseguir bons tempos de viagem. Acho uma tremenda bobagem quando ouço por aí que viajar de carro 1-litro é um sofrimento. Subidas são vencidas um pouco mais devagar, mas no final das contas a diferença é pequena. Diferença mesmo, só em viagens longas onde um carro mais possante possa manter médias realmente altas, coisa que não temos aqui no Brasil.
AC


