google.com, pub-3521758178363208, DIRECT, f08c47fec0942fa0 AUTOentusiastas Classic (2008-2014)

Como não é novidade para ninguém, o automobilismo brasileiro vai cada vez mais para o buraco. Os motivos são vários, como a famosa culpa do custo de categoria e o número cada vez menor de participantes, blá blá blá...

Mas uma coisa não deveria ser tão afetada diretamente, que é o público. Interlagos vive às moscas, salvo F-Truck (que eu acho um absurdo), Stock Car e F-1. Eventos do Campeonato Paulista são uma vergonha de público, é possível contar nos dedos de uma mão quantas pessoas estão nas arquibancadas. O Brasileiro de GT3 não está muito atrás, com cada vez menos gente também, e estou falando de público e competidores agora.


O motivo de não haver ninguém nas arquibancadas é o custo de ingresso e acesso. É realmente ridículo o preço mais que abusivo dos eventos, que facilmente passam dos R$ 50,00, R$ 60,00 para ficar na arquibancada da reta dos boxes, que não se vê quase nada da pista. Obviamente, é uma questão simples de conta, com pouco patrocinadores no evento, o custo de ingresso tende a aumentar mesmo, mas é para tudo isso? Isso sem falar de valores para F-1, que são simplesmente patéticos.


Sempre detestei isso por aqui, e depois de ver como funciona o esquema da F-Indy nos Estados Unidos, piorou e muito. Na corrida de Sonoma (circuito misto, bem interessante por sinal), o custo para entrar é de US$ 10,00 ou R$ 18,50 arredondando para mais. Por menos de R$ 20,00 entra-se com o carro no autódromo direto para o estacionamento e acesso a qualquer arquibancada que se consiga chegar andando, acesso ao paddock (onde ficam os caminhões e carros de outras categorias que andam no mesmo fim de semana, no caso foi a F1 Historics americana). Coisa que aqui em Interlagos só o estacionamento, quando liberado, é esse preço. Por mais US$ 10,00, acesso à área de boxes dos Indy (tudo menos dentro das garagens onde os carros são montados, mas é bem perto e dá pra ver tudo), que mais parece etapa do Paulista mesmo, boxes e caminhões das equipes uma ao lado da outra, bom humor entre todos e não o clima de guerra da F-1.


Resumindo, por menos de R$ 40,00 pode-se ver bem de perto o trabalho dos mecânicos e os carros, com uma infraestrutura excelente, coisa que seria mais que impossível por aqui. Por R$ 40,00 em Interlagos dá pra ficar lá no meio do nada em uma arquibancada suja e fria, vendo de longe um carro passar. E olha que um Indy não é pouca porcaria não, tudo bem que não é um carro tão moderno quanto um F-1, mas é uma bela máquina. E ainda me pergunto, como tem gente que paga caro por isso e sente orgulho de falar "eu fui lá na pista ver F-1"?

A foto acima foi tirada na semana passada e foi enviada pelo meu amigo Mark Lawrence Smith. Parece que é mesmo o fim dos tempos. Segue o comentário:

"Bitu

Engraçado cara, ano passado estive em Dallas, Toyota Prius pra todos os lados, com a gasolina custando US$ 3,75 o galão. Semana passada estive em Orlando, o galão custando US$ 2,30. Não vi um Prius na rua!!! Absolutamente nenhum!

Alugamos uma Chevrolet Suburban flex, mas me pergunta se tinha E85 em algum posto para abastecer. Simplesmente não havia."

A pergunta que fica é: quem leva a sério o Sr. Obama?

FB

Hoje de manhã fui arrumar a mesa da sala, que usei para fazer o post do 2000GT, e que estava cheia de livros e revistas . Achei tão legal a cena que tirei esta foto.

Quando a gente escreve, aprende sempre mais que ensina. Esta é que é a beleza do negócio.

MAO

Eu só havia andado com o Peugeot 207 Passion na apresentação em junho do ano passado, quando a fábrica resolveu mostrá-lo aproveitando o lançamento do 207 hatchback. O modelo só passaria a ser comercializado após o Salão do Automóvel de São Paulo, em outubro, sua aparição pública oficial. A oportunidade veio quando a fábrica me convidou para acompanhar a etapa de Ribeirão Preto da Copa Peugeot de Rali, em Ribeirão Preto, 15 e 16 de agosto, ocasião em que viajei com um Passion XS manual e depois fiquei com ele uns dias rodando por São Paulo.

O Passion deixou-me logo a impressão de um sedâ compacto agradável e eficiente, na medida para tempos de trânsito denso. Comprimento de 4.235 mm, entre-eixos, 2.443 mm, largura, 1.669 mm e altura, apenas 1.447 mm -- é baixo, como gosto. O espaço no banco traseiro, se não é enorme como no Renault Logan, acomoda bem duas pessoas e, com alguma boa vontade, três. O porta-malas de 420 litros não é recordista na categoria mas é adequado, e com estepe guardando lá dentro. Os encostos dos bancos rebatem-se 1/3-2/3.

Mas o bom mesmo é conjunto mecânico, a começar pelo motor flex 1,6-litro 16-válvulas de 113 cv a 5.600 rpm (etanol), mas que vai feliz até 6.400 rpm. Um destaque, mesmo que muitos colegas de imprensa torçam o nariz pelo torque máximo de 15,5 mkgf se dar a 4.000 rpm, pois o fato é que a pegada de baixa rotação é ótima, sinal de curva de torque bem plana -- como deve ser num carro de rua. A caixa de cinco marchas está de acordo e em quinta a 120 km/h são 3.500 rpm. Podia ser umas 300 rotações menos, porém a fábrica decidiu pela quinta plena: a 195 km/h de velocidade máxima o motor está giranto exatamente à rotação de maior potência. Por pouco o Passion não entra de sócio no seleto "Clube dos 200 km/h".

Anda muito bem, vai de 0 a 100 km/h em 9,5 s e a posição de guiar não tem restrições, ajudado pelo ajuste do volante em altura (direção assistida hidráulica). Na viagem a Ribeirão Preto o computador de bordo indicava consistentemente 10~10,5 km/l com álcool a 15% de gasolina (E85) em regime de 120 km/h indicados. O comando de câmbio passou a ser a cabos no 207, eliminando as antigas deficiências do comando por varão do 206: imprecisão e oscilações longitudinais, que por isso já é praticamente história.

Estabilidade direcional e em curva perfeitas, mesmo sem apelar para "patas" exageradas, as quais condeno sempre. O Passion vem com pneus 185/60-15, o que garante flanco de 11,1 cm, suficiente para o nosso esburacado solo não obrigar a uma troca de pneus por corte na lateral. A largura da seção se mostra mais do que adequada para gerar forças laterais convincentes.

A suspensão de binômio McPherson-braço arrastado, dianteira e traseira, é outro destaque. Suspensão independente nas quatro rodas bem feita sempre é bem-vinda. A traseira usa barra de torção como meio elástico e tem barra estabilizadora também. Os freios disco-tambor não têm ABS nem como opcional (o que para mim vem a calhar), um item restrito, e de série, ao Passion XS com câmbio automático de quatro marchas, o único do segmento dos sedãs compactos a oferecê-lo, além de permitir trocas manuais sequenciais. Mas freios airbag frontal duplo, só nesta versão, e assim mesmo como opcional.

O carro traz de detalhes que cativam -- falando por mim, claro. Espelho esquerdo convexo, acendimento automático de faróis, sensor de chuva para ligar o limpador de para-brisa, computador de bordo, conta-giros à esquerda (e iluminação vermelho-alaranjada de todos os instrumentos, a melhor de todas) e, aprendi a gostar há algum tempo, velocímetro grafado com velocidades ímpares em destaque, não as pares. Há ainda faróis e luz traseira de neblina, terceira luz de freio, repetidoras dos piscas nas laterais, acionamento elétrico de todos os vidros e do espelhos externos, faróis que só ligam em facho baixo (típico da marca, exemplo a ser imitado). E o ar condicionado é automático a partir da temperatura selecionada.
Resumindo, um sedã familiar compacto que serve ao seu propósito com louvor. Custa R$ 43.800 e a a única cor sólida é a branco Banquise. As demais, todas metálicas, custam R$ 900 e são o único item opcional de fábrica. Há os opcionais de concessionária como auxílio a estacionamento traseiro, Bluetooth, comando de rádio na coluna de direção, GPS Airis T940 com Bluetooth, rádio/toca-CD com MP3, manopla de câmbio em couro e tampa do tanque tipo aviação, cujos preços são negociados no local.

Seus concorrentes são o VW Voyage e Polo sedã, Fiat Siena, Chevrolet Prisma, e Corsa sedã, Fiesta Sedã e Renault Logan. Nenhum oferece suspensão traseira independente, embora seus eixos de torção funcionem bem.

Mas será que não há nada que mereça crítica no Passion? Pouco, mas há: o tanque é pequeno, só 50 litros; a manopla do câmbio, cromada, fica impossível de ser tocada após o carro ficar algum tempo sob sol (o acessório em couro é mandatório); a moldura cromada no painel reflete no parabrisa a qualquer hora do dia ou da noite (se eu comprasse o modelo, mandaria pintá-la de preto); e faz falta a faixa degradê no parabrisa. E não gosto do "bocão" do 207, é exagerado para mim, mas não preciso ficar olhando-o sentado ao banco do motorista.

Mas são detalhes que não perturbam a paixão pelo Passion.