google.com, pub-3521758178363208, DIRECT, f08c47fec0942fa0 AUTOentusiastas Classic (2008-2014)
A gente vai lendo os posts dos colegas blogueiros e coisas antigas vão sendo lembradas. Caso do Chevette, cujo tanque coloquei num Passat – na verdade, passou a ser o segundo tanque, de maneira a eu ter mais autonomia num dos períodos mais ridículos da nossa história, quando os postos passaram a fechar das 20 às 6 horas e aos sábados e domingos. Não tínhamos que economizar gasolina, mas diesel! 
E tivemos que agüentar anos a gozação do Cid Moreira no "Jornal Nacional", quando ele anunciava, sem conseguir esconder um leve sorriso, "Subiu o preço da gasolina" – isso às 20 horas, quando os postos fechavam. 
Naquela época, 1976, o tanque do Passat era de 45 litros, o mesmo que no Chevette. Se eu colocasse esse no Passat, em acréscimo ao original, eu teria 90 litros. Parti para a modificação. Era fácil, pois eu era sócio de uma pequena concessionária Volkswagen na época. 

Para demonstrar o potencial de seu novo modelo de alto desempenho, a Jaguar levou um modelo do seu novo XFR para um dos templos sagrados da Velocidade, as planícies de sal de Bonneville, em Utah, nos EUA. O lançamento do carro foi marcado também pela nova geração do V8 de alumínio com injeção direta, que produz 517 cv, consideravelmente mais potente que seus concorrentes alemães, perdendo apenas para o Cadillac CTS-V (557 cv).

O XFR em questão foi levemente modificado, com remapeamento do sistema de injeção e modificações no sistema de admissão, menos restritivo mas ainda adequado para poder suportar a salinidade corrosiva do ambiente, além de um escape de menor restrição. Nenhuma peça mecânica do motor foi alterada, bem como da caixa de seis marchas, com o escalonamento original de fábrica.

Com algumas modificações aerodinâmicas e adoção de sistemas de segurança adequados, o Jaguar passou pela cronometragem mais rápido do que qualquer outro modelo da marca inglesa, quebrando o recorde anterior (349,4 km/h) que durou muitos anos, do então carro mais rápido do mundo, o XJ220 com seu V6 biturbo, com a nova marca de 363,3 km/h.

Abaixo temos o vídeo do acontecimento, mais artístico do que informativo, mas ainda interessante.



Acontecia regularmente naquela época, fim dos anos 80. Para sair da FEI em direção a São Paulo, o caminho ideal passava pela estradinha deserta que ligava o bairro à Rodovia dos Imigrantes. De noite, era tão remota que se podia andar mais rápido que o normal, arriscando somente a minha própria saúde, tanto física quanto financeira.

A estrada descia um morro. Do topo, podia-se ver a Imigrantes ao longe. Com o pé no fundo, o motorzinho com escapamento aberto gritava com vontade. Não era muito forte, mas o seu ronco áspero e entusiasmado sempre me dizia, mesmo acordando numa fria manhã, que estava lá para o que desse e viesse.

Logo no começo da descida, um “S”, longo e tranquilo, aparecia após algumas imperfeições no piso, as quais eram seguidas fielmente pela direção rápida, fazendo o volante de pequeno diâmetro dançar controlavelmente debaixo de minhas mãos. Com o "S" despachado, uma longa reta restava até a entrada da pista.

Lendo o post do MAO sobre Nürburgring, lembrei-me de um fato. Sempre se disse que Niki Lauda era o Rei de Nürburgring e há uma historieta que comprova isso.

Houve um tempo, lá pelos anos 1970, em que os pilotos, na Europa, faziam a seguinte brincadeira. Sentados em uma cadeira e imaginando-se ao volante de um carro de corrida conhecido, fechavam os olhos e se transpunham para uma pista qualquer, também conhecida. Um sinal com a cabeça e alguém abria um cronômetro no momento em que cruzavam, lançados — na imaginação — a linha de partida/chegada.

Assim, sentados, imóveis na cadeira, imaginavam-se dando a volta na pista baseando-se apenas na memória -- aproximação de curva, frenagem, eventual troca de marcha, fazer a curva, acelerar, empilhar marchas. Completada a volta, outro sinal com a cabeça e o cronômetro era fechado.