Não, não errei o nome da revista. Foi apenas para dramatizar uma questão de que me dei conta ontem, assim, do nada. Há muitas décadas que escrevo (e leio) 'pinhão e cremalheira' para descrever esse tipo de caixa direção muito utilizada hoje, bem como 'setor e sem-fim' para as mais antigas. Ainda, 'pinhão e coroa', no caso das engrenagens de eixo motriz.
Os nomes desse três itens, em inglês, são, na ordem, rack and pinion, worm and sector e crown wheel and pinion. Em português, portanto, só pode ser cremalheira e pinhão, sem-fim e setor e coroa e pinhão, respectivamente.
Lembro-me que a Volkswagen sempre escreveu nessa ordem ao informar os dentes da coroa e do pinhão, por exemplo, 37/9. Só que não me toquei do detalhe. Aliás, na especificação dos dentes da marchas também: 40/11, 37/30 etc. Sempre número de dentes da engrenagem movida pelo número de dentes da engrenagem motora.
Se alguém fosse explicar o que significa Car and Driver em português, diria simplesmente Carro e Motorista, nunca Motorista e Carro.
Ouvi de um amigo e experiente jornalista, também preocupado com questões vernáculas, que a ordem do adjetivo e do substantivo se inverte ao passar do inglês para o português, como compact car virar carro compacto. Só que não se trata da mesma coisa.
Puxando bem pela memória, a origem de dessa inversão deve ser dos anos 1920 com o "O Gordo e o Magro", "Laurel and Hardy" no original. Oliver Hardy era...o Gordo.
De qualquer maneira, nunca é tarde para corrigir e partir de agora só escrevo "cremalheira e pinhão".
Que isso de nunca ser tarde sirva de exemplo para quem acha legal, charmoso chamar Ferrari e Alfa Romeo pelo feminino, fora que há um velho ditado que diz: "Ninguém é tão burro que não possa ensinar, ninguém é tão sábio que não possa aprender"...
BS

.jpg)
.jpg)



