google.com, pub-3521758178363208, DIRECT, f08c47fec0942fa0 AUTOentusiastas Classic (2008-2014)
Tem um assunto que eu acho muito bacana e tem muito a ver com a forma com qual vejo a vida. Sempre tem um jeito mais fácil de fazermos as coisas. Tipo você tem um carro. E o desempenho dele não lhe agrada. Você quer ele mais rápido, mais esperto. Tem o problema de preparar o motor e o fato que nem todo motor é facilmente envenenável ou tem material de performance disponível com facilidade. Ou mesmo que tenha, o que pode ser feito de antemão não vai atender o que voce antecipadamente deseja.

Claro, tem outro jeito mais fácil. Troque seu motor pequeno por outro maior. Viu? É a isso que me refiro. E é o que funciona.

Essa é a base de toda a indústria de preparação americana. E tudo deles felizmente rola assim. O 4-cilindrinhos paia não resolve o problema e é caro de mexer? Aquele Cosworth Vega é bacana para mostrar para os amigos e falar de tecnologia, mas não acelera aquilo que você quer? Mete um small-block Chevy V8 nele e seja feliz.

A frase acima, copiada de uma ótima revista americana (talk about braggin´rights, esses caras podem...) começa, a partir de hoje, a ilustrar uma série de passeios feitos por alguns colunistas e amigos deste blog.

O propósito dos passeios? Simples, retornar ao endereço de nascimento (ou criação, ou crescimento) velhos personagens automobilísticos.

E como tudo deve ter um começo, por que não pelo começo de nossa indústria do automóvel?
Enjoy!





Da mesma forma que o Porsche 917 de 16 cilindros nunca participou de uma prova oficial, Colin Chapman desenvolveu um modelo que também não correu. Nomeado Lotus 64, era mais uma tentativa da Lotus participar com um carro competitivo na 500 Milhas de Indianápolis.

Anos anteriores foram marcados por sucessos, com vitória de Jim Clark em um Lotus 38 em 1965 e o revolucionário Lotus 56 STP de 1968, movido por uma turbina Pratt & Whitney e tração nas quatro rodas. Como sempre no mundo do automobilismo, as novidades que dão muito certo são banidas, e não foi diferente com carros movidos a turbina e tração integral.

Em 1969, a restrição na tração integral foi alterada, dizendo que se os carros utilizassem rodas mais estreitas, poderiam correr, e foi o incentivo que Chapman precisava. Com base no chassi do modelo 56, Colin criou o modelo 64, agora movido por um propulsor Ford V8 DOHC turboalimentado gerando 700 cv, acoplado à transmissão e caixa de transferência utilizadas no Lotus 56.

Três carros foram inscritos na prova de 1969. Durante os treinos, uma quebra na manga traseira do carro de Mario Andretti causou um grande acidente e destruiu o carro. Após análise, foi constatado que a quebra ocorrera por erro de projeto, caso insolúvel em tempo hábil para corrida e os três carros foram retirados da prova. Andretti correu com um Hawk-Ford e venceu a prova.

Foi um duro golpe para Colin, afirmando ainda que pessoalmente iria mandar os carros de volta para a fábrica, cortá-los e enterrá-los para serem esquecidos para sempre. Ainda bem que não foi exatamente o que ocorreu, os carros foram apenas trancados em um galpão da Lotus, onde ficaram por muitos anos esquecidos. Após o fracasso do 64, Chapman nunca mais trabalhou em carros para Indianápolis.