google.com, pub-3521758178363208, DIRECT, f08c47fec0942fa0 AUTOentusiastas Classic (2008-2014)
As barcas americanas têm o seu charme. Muitas delas são desajeitadas e muito quadradonas, principalmente as que vieram depois de meados dos anos 1970. Mas algumas têm o que o Juvenal Jorge definiu como carronalidade, curiosamente utilizando um Buick para ilustrar o termo.


Uma das barcas bacanas para mim é o Buick Riviera de terceira geração, entre 1971 e 1973, o chamado boat-tail, ou traseira de barco. O modelo das fotos é um 1973 que foi exibido no último encontro de Águas de Lindoia. Foi um dos meus preferidos do evento.


O Riviera teve uma grande longevidade, com oito gerações, nascendo com tração traseira e morrendo em 1999 com tração dianteira. Apesar das duas portas o Riviera era um carro mais formal e com um apelo mais luxuoso. Tal formalidade foi quebrada nessa terceira geração com a carroceria estilo cupê. Sua traseira em "V" e com o vidro abraçado às laterais teve clara inspiração no Corvette Sting Ray, só que no modelo 1964 sem a coluna central.

Os para-lamas traseiros, musculosos, delineiam os contornos dos vidros traseiros, contribuindo para o visual único do Riviera. Mas esses grandes para-lamas e a traseira superalongada seriam um problema para passar por valetas e desníveis aqui no Brasil. O carro tem 5,5 metros de comprimento, 3,1 metros de entre-eixos e deve ter perto de um metro de balanço traseiro!


Uma curiosidade do Riviera era um sistema de controle de tração que era oferecido como opcional. O Max-Trac, um dispositivo eletrônico, comparava a rotação das rodas dianteiras (na realidade, tinha um sensor apenas no cubo da roda dianteira esquerda) com a rotação na saída da caixa de câmbio. Quando a rotação de saída excedia em 10% a rotação equivalente das rodas dianteiras a ignicião era cortada para evitar a perda de aderênccia - patinagem - das rodas traseiras.

Esse visual único, meio esporte-fino, combinou muito bem com o seu nome. Imagino muitos americanos puxando seus barcos com o Riviera para praias ou lagos. Pensando nisso vasculhei minha coleção de Hot Wheels e encontrei o meu Riviera 1971. Coincidentemente fui para a praia nesse final de semana e consegui fazer umas fotos num cenário apropriado.


Nessa foto por cima podemos ver que o "V" se repete na frente também.


Em 1973 houve mudanças significativas na frente e na traseira devido a novas normas de impacto. O para-choque traseiro perdeu o bico e a placa, antes deslocada para o lado esquerdo, ficou no meio.

O modelo original de 1971 era muito mais bonito. 


PK

Hoje em dia estão voltando a moda peruas com uma terceira fileira de bancos, normalmente rebatível, lá no porta-malas. Na Europa este tipo de carro sempre esteve na moda, e aqui temos o Chevrolet Zafira e o Nissan Grand Livina, por exemplo. É também comum por aqui em carros importados como os Pajeros e similares.
Mas sem dúvida nenhuma a maneira mais sensacional de carregar uma família de sete pessoas ainda permanece sendo o carro que vocês podem ver nas fotos abaixo, tiradas pelo Juvenal Jorge em Lindoia este ano. Um belíssimo Packard seven-seat Tourer.
Esta coisa maravilhosamente bela e elegante deixou a fábrica de East Grand Boulevard em Detroit ao redor de 1930 equipado com um oito em linha de válvulas laterais, capaz de impulsioná-lo até honestos 160 km/h. Agora imaginem o que não deveria ser levar um leviatã desses, que hoje quase se enquadra na categoria de caminhão, a estas velocidades. Imaginem o vento nos sete ocupantes, todos sem cinto. Imagine, se você puder, pneus diagonais e freios a tambor, que apesar de ótimos para a época, hoje seriam considerados ridiculamente inadequados para tais velocidades. Agora imagine que, com a ajuda de uma boa descida, esses 160 podem facilmente se transformar em quase 200 km/h...
OK, para que isso pudesse ser feito num tourer desses, o teto devia ficar baixado, o para-brisas rebatido para frente e travado, e toda a família abaixadinha para se proteger do vento... Muito improvável, mas de qualquer forma, com certeza as pessoas eram mais corajosas nos anos 20/30. E eles realmente sabiam viver com estilo e graça. Sem falar que um Packard desses é de uma sofisticação mecânica incrível, todo projetado para que o rodar seja algo suave e tranquilo. Motor liso, com torque para andar a vida toda em segunda marcha, conforto de suspensão impecável. Garanto que seria uma experiência memorável mesmo hoje, 80 anos depois de sua fase áurea.
Mas é claro que hoje vivemos melhor; um Packard como este era coisa de milionário, e hoje grande parte da população pode comprar carros até mais confortáveis e rápidos que ele, apesar deste conforto vir mais da proteção dos elementos e dos sistemas de ventilação e ar condicionado do que da sofisticação e suavidade mecânica.
Mas eu não posso deixar de suspirar profundamente ao ver um carro desses. O Paulo Keller que me desculpe, mas Maserati nenhum consegue ser mais belo que este Packard! Vejam como as proporções são perfeitas, fazendo o comprido capô parecer não tão comprido assim, e como o longo habitáculo não parece maior, de longe, que o de um Ford modelo A, por exemplo. Os conjuntos roda-pneu também estão no diâmetro perfeito para o carro, o conjunto todo parecendo uma lição de design rolante. Um carro simplesmente enorme, um brutamontes de oito cilindros em linha, com pneus de medidas apropriadas apenas para caminhões hoje, que apesar disso nos parece algo delicado, leve, suave ao olhar. Isso é que eu chamo de desenho bem feito.
Sempre achei que proporções corretas são de longe o mais importante no desenho de um carro. Mas a execução cuidadosa vem em segundo lugar, e o Packard também é incrível nisso: Rodas tipo disco de aço pintadas da cor do carro, e com linhas pintadas a mão também combinando, teto esticadinho e de desenho perfeito, faróis, grade do radiador e capô perfeitamente coesos. Simplesmente uma festa para os olhos, elegante, bem feito, uma máquina tão bela e eficiente a seu tempo que ainda hoje faz marmanjos suspirarem. Dá vontade de alisá-lo suavemente uma tarde inteira.
De longe, o carro que mais me impressionou em Lindoia este ano...
MAO

Não só de VW e Porsche lembramos quando falamos de motores automotivos refrigerados a ar. Tivemos também o Tatra, o Corvair, Citroën e até Honda nos anos 70. E claro, não podemos esquecer dos Franklin, oriundos de uma empresa novaiorquina que sobreviveu de 1902 a 1934. Após isso, a marca foi vendida e a linha de produção dos motores foi adaptada para uso aeronáutico, inclusive sendo comprada pela Tucker anos depois.

As inovações tecnológicas dos motores Franklin sempre foram um dos destaques da marca, que desde os primórdios vem sendo utilizados até hoje em muitos casos. Em 1904, Franklin lançou um motor com um recurso no mínimo curioso.


Pelos seus estudos, o motor refrigerado a ar precisava ser muito bem resolvido no quesito troca de calor entre a temperatura gerada pela combustão no cilindro, e suas paredes metálicas. O gás queimado, em alta temperatura, deveria ser rapidamente eliminado logo após sua geração, assim evitando que ficasse muito tempo dentro do cilindro, aquecendo todo o bloco. Com esse raciocínio, o motor OHV criado (um grande feito para a época) possuia um came de acionamento de válvula extra, para comandar diretamente uma terceira válvula (montada de baixo para cima) no bloco.

Esta válvula ficava funcional com o pistão na posição de ponto morto inferior, e liberava a passagem para um pequeno coletor de escape. Assim que o pistão chegasse no PMI no ciclo de queima, esta válvula abria e a alta pressão expelia boa parte do gás quente por esta passagem, regulada por válvulas esféricas, que mais adiante podia juntar-se com o coletor de escape principal das válvulas do cabeçote. Outras vantagens vieram com isso, como uma válvula de escape e velas de ignição mais limpas.

Esse motor começou com a configuração de quatro cilindros, mas depois passou a seis cilindros em linha. Ao longos dos anos, o motor recebeu outros aprimoramentos e foi utilizado em corridas, inclusive obtendo o segundo lugar na prova através do deserto de Los Angeles a Phoenix de 1911, com um modelo D e motor de 302 pol³, o último ano da utilização desta terceira válvula, quando esta não era mais necessária por conta de outras tantas melhorias.

Soluções engenhosas sempre foram o forte da Franklin, e esta eu acho uma das mais curiosas.


MB
O Comandante Celso Franco, velho amigo do Bob, foi diretor do trânsito carioca em duas oportunidades, décadas de 60 e 70. É uma das nossas maiores autoridades neste assunto -- e leitor do AUTOentusiastas. Como ele costuma ler os posts do seu amigo de Cidade Maravilhosa, resolveu nos mandar esse texto de sua autoria e publicado no Jornal do Brasil recentemente. Achamos que vale a pena oferecê-los aos leitores: o "dilema" em questão é aquele em que o motorista está na zona de cruzamento de um semáforo e a luz vira para amarelo (ou verde mais vermelho). O que fazer?  Para-se ou prossegue-se? Leia o que diz Celso Franco.
AE
"Está em discussão, incentivada por um veículo da mídia de grande circulação, a duração da luz amarela, intervalo de segurança entre o verde e o vermelho, nos semáforos. A duração desta fase intermediária, para alguns motoristas a “prorrogação da luz verde”, para outros o “início da luz vermelha”, dependendo da sua posição na, do que, em engenharia de tráfego, se denomina “Zona do dilema”. Sua dimensão depende, evidentemente, da velocidade com que trafega o motorista e de sua distância até a barra de retenção pintada no asfalto que antecede a faixa de travessia dos pedestres.O livro-texto "Traffic Control  -- Theory and Instrumentation”, editado por Thomas R. Horton, discute de maneira cristalina o dilema que envolve não apenas os motoristas, mas também as autoridades que devem administrar o trânsito da cidade. Graças à omissão ou ao desconhecimento do assunto, caminha-se, perigosamente, para a decisão judicial, onde se apela para os direitos do cidadão em face da lei, que o está punindo nas fotos dos “pardais", colocados nas intercessões, para flagrar o desrespeito ao sinal vermelho. No texto que discute o assunto é apresentado um desenho de uma intercessão onde estão marcadas a “barra de retenção”, a “zona de dilema” e a localização de dois veículos, o “A” no início da zona de dilema e o “B”, no final do primeiro terço da mesma zona, com a seguinte observação, junto ao desenho: “O B não pode seguir e o A não pode parar”. Como fator básico, a velocidade limite da via. A regra dos “dois segundos” obriga o motorista a manter uma distância mínima, de um carro para o que vai à sua frente, para cada 16 km/h de velocidade. Então para a velocidade máxima padrão, tanto aqui, como na Europa, para uma via sinalizada, sendo de 60 km/h, temos uma “zona de dilema” de 48 metros gerada pelo tempo do sinal amarelo, padronizado na Europa e, creio que no Rio também, de três segundos. Com esta velocidade, considerando o exemplo do desenho citado, ambos os motoristas teriam espaço e tempo para cumprir o que devem fazer: o B pararia e o A passaria. Para que tal raciocínio lógico funcione é preciso que os motoristas conservem as suas distâncias de segurança para o veículo que vai à sua frente e, a autoridade de trânsito estabeleça corretamente a velocidade máxima na via sinalizada. O que não pode e, infelizmente acontece, é se sinalizar uma via de trânsito rápido, com a zona de dilema estabelecida pelo tempo de três segundos e se estabelecer, contrariando o que determina o Código de Trânsito, a velocidade máxima de 80 km/h. Esta velocidade só é admitida em vias expressas, sem cruzamentos, segundo o mesmo diploma legal. Na base de todo este dilema, a sinalização do “sinal burro” de tempo fixo, desatualizado ao “perfil do tráfego” existente e, para piorar as coisas, com a fiscalização fotográfica dos “pardais”. Este é o quadro que ensejou a discussão que se está travando entre as autoridades e os contribuintes. Exerçam aqueles, com competência, a operação da malha viária, modernizando e tornando lógico o seu controle, “respeitando o espírito da lei”, como chamam os advogados, “a arquitetura do projeto” como chamam os engenheiros, ou “a lógica da filosofia que preside todos os sistemas de trânsito”, como eu sempre chamei a atenção, destacando o fato de que “a filosofia deve preceder à ciência.” Infelizmente, no Rio, não temos nem uma, nem outra."
Uma das atrações do encontro de antigos de Águas de Lindoia é a enorme feira de peças, antiguidades, livros, revistas e tudo que se pode imaginar relacionado ao mundo do automóvel. Inclusive brinquedos antigos. Uma visita à feira é um programa à parte e algo imperdível para todos os entusiastas.
No último encontro, em abril desse ano (estou devendo muitas fotos), eu, o MAO e o JJ descobrimos coisas interessantíssimas. O MAO nos contou a rica história da moto FN que achamos nessa feira.
Como muitos gostaram de relembrar o Super Trunfo, acho que vale a pena lembrar de outro brinquedo que com certeza também contribuiu para a solidificação do autoentusiasmo em muitos de nós. A jamanta comando eletrônico, ou simplesmente jamanta eletrônica, como eu a chamava. Encontramos duas, uma novinha e na caixa original e uma usada. Além da jamanta em si, os quatro carrinhos que vinham com ela, um Maverick, um Passat um Puma e um Chevette, eram muito legais e ampliavam muito as brincadeiras. O "Puminha" era legal de "ter", e o Chevette branquinho nos parece um Envemo - que o MAO sonha em ter.
Eu gostaria de ter guardado a minha!



PK

Não, o título não é um nome de banda. Acontece que, navegando pela internet outro dia me deparei com a foto acima, no site ultimate car page. Incrível como certos carros, coisa de 80 anos depois de serem construídos em um barracão qualquer no meio da Inglaterra, ainda hoje são conduzidos com vontade por seus donos, e contam com uma legião de fãs mundo afora. Como me considero um desses fãs, resolvi falar um pouco deste carrinho aí, que mesmo com 80 anos nas costas ainda faz curvas completamente de lado, frente apontando para a reta, traseira deslizando, seu motorzinho Meadows urrando tudo que pode através de dois carburadores SU.

Trata-se de um Frazer Nash TT Replica. Os Frazer Nash de antes da Segunda Guerra Mundial são conhecidos como “Chain Gang” por um motivo simples: a transmissão final era por meio da arcaica corrente. Transmissão por corrente já era coisa ultrapassada na década de 1910, mas os carros desta empresa ainda os usariam até 1939.

Comprados quase que exclusivamente para uso em competições, caríssimos pelo seu tamanho e cilindrada, mas baratos pela diversão que ofereciam, os carros de Archibald Frazer Nash alcançaram uma fama única entre os entusiastas do automóvel. Meio como faria anos depois Colin Chapman com seu Seven, um Frazer Nash era um carro esporte puro, destilado a sua mais pura essência, criado para quem queria apenas e tão somente dirigir. Os carros então são barulhentos, vibradores, sem finesse alguma, apertados, mas em compensação tem tudo aquilo que você gosta: direção direta e precisa, suspensão dura mas quase nenhuma rolagem em curvas, cambio de trocas rápidas, motor entusiasmado. Como deve ser em um carro esporte, um carro de competição disfarçado de carro de rua, ou um carro de corrida que foi colocado em uso diário, meio a contragosto.

É necessário um tipo especial de pessoa para admirar algo assim, ou mesmo entender algo assim. Como um Lotus/Caterham Seven, somente as pessoas “iniciadas” captam a mensagem, e veem algo perfeito num carro que a maioria da população acha antiquado, feio, pequeno e ridiculamente desconfortável.

Uma breve história

Tudo começou em 1910, quando Archibald “Archie” Frazer Nash (acima) e seu amigo de escola Harry Godfrey resolvem começar a fabricar Cycle-Cars (ciclocarros, carros baratos, muito simples, com componentes de motocicletas) com a marca GN (Godfrey & Nash), usando motores V-twin de motocicleta e transmissão por corrente. Os carros tiveram algum sucesso de vendas, mas como todos os outros do gênero, acabaram por desaparecer com o aparecimento do Austin 7, um carro  "de verdade" pelo mesmo preço.

Mas o que aconteceu de interessante foi que Archie Frazer Nash desenvolveu um sistema de transmissão final por correntes que se tornou o favorito de alguns pilotos de provas de subida de montanha. Bastava pegar um leve GN e colocar um motor mais potente, e pronto, tinha-se um vencedor. Archie decidiu que havia um bom negócio em um carro deste tipo, e partiu para fazer o seu primeiro Frazer Nash. Seu parceiro Godfrey também acabou fazendo carros esporte, se tornando a letra “G” da não menos famosa HRG.


A primeira casa da empresa foi em Kingston-upon-Thames, mas a empresa somente firmou sua personalidade quando se juntou a ela HJ “Aldy” Aldington (acima) e sua posterior mudança para Isleworth, num prédio que ficaria conhecido como “The Falcon Works” (abaixo). Aldington era um vendedor de carros esporte usados, um habitué do circuito de Brooklands, e portanto bem familiarizado com as pessoas que compravam Frazer Nashes. Em 1928, Aldy já era o acionista majoritário da empresa, e logo traria seus irmãos Donald e Bill para trabalhar com ele. Achibald Frazer Nash lentamente perdia qualquer influência na empresa, apesar de manter participação acionária até sua morte, e ser o mentor e pai espiritual de todo Frazer Nash com transmissão por corrente.



Era um negócio bem pequeno, quase uma loja de carros com uma oficina de tamanho generoso. Os carros eram fabricados, vendidos e mantidos em ordem pelas mesmas pessoas, no mesmo lugar. A produção era baixíssima: Foram fabricados apenas 323 carros de 1924 a 1939, em sete carrocerias e seis tipos de motor básico. É impossível achar um carro exatamente igual ao outro, bem como é impossível definir uma configuração “básica”, original de fábrica, num Frazer Nash. Seus clientes, todos eles fidelíssimos a seus carros e a empresa dos Aldington, quando não pediam modificações ou combinações únicas em seus carros, voltavam ao Falcon Works para terem seus carros preparados para certo evento, ou mesmo para modificar algo. Os carros eram intimamente ligados a seus donos, e estes se sentiam ligados a empresa, como uma grande família.

Não demora para este povo se unir num clube, e o clima era tão agradável entre todos que a empresa começa a realizar jantares de fim de ano com donos e funcionários. Esses jantares da Frazer Nash, no salão de baile do hotel Mayfair, ficaram famosos na Londres do pré-guerra, como ilustra esta charge abaixo publicada na Autocar.



A partir de 1934, porém, Aldy percebe que, por mais que seus fanáticos clientes negassem isso, seus carros estavam ficando ultrapassados, principalmente ao participar em provas no continente. Após uma destas provas, em que perdeu para um Roadster BMW 319, contata a empresa da Bavária, e logo se torna exclusivo representante da marca para as ilhas britânicas. E mais: os carros vendidos por ele teriam um nome diferente e um logotipo diferente: Frazer Nash-BMW.

Depois disso, os Frazer Nash tradicionais perderiam ímpeto: em 1934 foram feitos 39 carros, em 1935, apenas dezoito. Em 1936 apenas quatro carros foram feitos, e no ano de 1938, apenas dois. Até que, em 1939, apenas um derradeiro carro foi construído: um Colmore com motor Meadows.

No pós-guerra, Aldy ainda produziu 85 carros esporte sensacionais com a marca Frazer Nash, antes de parar definitivamente a produção de carros no Falcon Works para se tornar o representante da Porsche para o Reino Unido. Mas esses 85 carros eram outros bichos, completamente diferentes. Falo sobre eles outro dia.

Por dentro de um Frazer Nash pré-guerra

Os Frazer Nash eram carros que seguiam as proporções tradicionais de um carro esporte dos anos 20/30. O eixo dianteiro é o último componente lá na frente, atrás dele está o radiador, depois o motor. O motorista senta praticamente em cima do eixo traseiro.


Os dois eixos em si são rígidos, tubulares, pendurados nas extremidades do chassi (tradicional tipo escada, com longarinas fechadas) por molas de um quarto de elipse extremamente rígida. Diz a lenda que Archie Frazer Nash ficava extremamente irritado se visse alguma deflexão nelas... Mesmo sendo duras e com curso pequeno, ainda contavam com amortecedores de fricção nos quatro cantos.

A traseira é mais baixa, e a bitola traseira é bem estreita (bem menor que a dianteira), para compensar um pouco o fato de que não há diferencial. Pode parecer estranho hoje um carro sem diferencial, mas nos Frazer Nash sua ausência era totalmente proposital. Naquele tempo, antes do uso disseminado dos diferenciais autobloqueantes, ter um eixo traseiro “blocado” dava uma vantagem palpável em tração frente seus oponentes, principalmente em provas de subida de montanha. A solução de eixo de tração sem diferencial é relativamente comum em competição, um exemplo bom sendo o Porsche 917/30 de Mark Donohue, nos anos 70, com mais de 1.000 cv.

Junte esta capacidade de tração uma bela distribuição de massas, e um câmbio de trocas rápidas, que já explica metade do sucesso dos carrinhos entre os entusiastas. Mas uma coisa não pode ser deixada sem falar: os carros eram extremamente simples em construção, e seus donos se tornaram aptos a montá-los e desmontá-los de olhos fechados, como um soldado é capaz de fazer com seu rifle. Não há forma maior de integração do homem com sua máquina.

E como funciona a transmissão por corrente? Na verdade, o câmbio em si era por meio de correntes, integrado à relação final. Um carro de quatro marchas tem quatro correntes ligadas ao eixo traseiro, cada uma fazendo uma velocidade. As coroas estão em uma mesma árvore, alinhada com o ponto de pivotamento do eixo traseiro, para que as correntes fiquem razoavelmente esticadas, como vocês podem ver nas fotos abaixo:



O acoplamento é feito por meio de luvas nesta árvore de coroas, que acoplam e desacoplam as correntes. Um sistema de came por cima das luvas, ligando-as entre si, impede que duas ou mais correntes se acoplem ao mesmo tempo. O sistema é simples como um mineiro mascando mato, e eficiente, mas a manutenção é intensa, e quebras (principalmente correntes arrebentando) eram frequentes. Mas os donos destes carros aceitavam alegremente poder mexer em relações e fazer consertos extremamente rápidos em seus carros em troca desta fragilidade, e a transmissão por corrente acabou sendo a mais marcante característica dos veículos.


O carro era oferecido em sete carrocerias básicas, todas na realidade muito parecidas. Os nomes refletiam a vocação de competição da marca, todas elas nomes de provas onde o carro vencera. Antes de “Replica” ganhar a conotação de uma cópia em plástico reforçado com fibra de vidro em cima de um chassi VW, a palavra ainda mantinha seu significado original: Uma cópia do original, feita pelo fabricante original. Desta forma, o TT Replica, por exemplo, era uma cópia do carro que vencera o Tourist Trophy na Ilha de Man, e assim por diante, com o Boulogne, o Shelsley, o Colmore, e o Ulster. Além destes cinco tipos básicos, havia ainda o raríssimo “Falcon” (somente um carro construído), com estepe na traseira ao invés de ao lado do capô (como em todos os outros) e o monoposto de competição. Para aumentar ainda mais a quantidade de combinações possíveis, duas distâncias entre eixos eram oferecidas, 2.565 e 2.743 mm.



A carroceria em si era como seguia a prática da época: estrutura de madeira coberta com folhas de alumínio formadas à mão, a base de muito suor e martelinho. Os freios eram sempre tambores de alumínio aletados, acionados por cabo, mas seu diâmetro e especificação variavam enormemente de carro a carro. A direção era um sistema de setor e rosca sem fim.

Uma característica marcante dos carros era também, de novo como o Seven, o baixo peso. Não se tem notícia de um Frazer Nash com muito mais de 800 kg.

Motores

A marca sempre usou motores ao redor dos 1,5 litro de cilindrada, principalmente para participar em competições nesta popular categoria. O primeiro motor a ser usado foi o “Power-Plus”, uma versão do excelente motor British Anzani de quatro cilindros em linha.


No Falcon Works, um TT Replica com motor Meadows

O motor original, o Anzani “11.9 hp”, era um minúsculo quatro em linha de cabeça plana (válvulas laterais, como um Ford T), que tinha exatamente 1.496 cm³, e fora desenhado pelo engenheiro da Rolls-Royce, Gustave McLure. McLure dizia que seu pequeno motor era um Rolls em miniatura, e parece que muita gente concordava com ele. Era leve, mas durável, fácil de preparar e ajustar a qualquer aplicação. Seu criador logo tinha ideias de vendê-lo ele mesmo para ficar com a parte maior dos lucros, e criava a “Power-Plus”, empresa que começou a produzir uma versão de válvulas no cabeçote do pequeno Anzani. Foi este o primeiro motor que nosso amigo Archibald usou em um carro com seu nome no radiador.

Mas logo a empresa de McLure ia à falência, e após apenas 8 carros vendidos com o “Power-Plus”, os Frazer Nash começaram a ser montados com o Anzani de válvulas laterais. Apesar de antigo em concepção, o motor era realmente muito bom, e eficiente em competições, principalmente quando equipado com compressor.

Mas a partir de 1929, já com “Aldy”Aldington no leme, a Frazer Nash passaria a utilizar o motor Meadows 4ED em seus carros, com exceção dos carros de corrida “oficiais” da empresa, que continuavam com seus Anzani superalimentados até um milímetro de seu fim. O Meadows era uma unidade OHV (válvulas no cabeçote), mas era bem mais pesado e menos receptivo a modificações que o Anzani. Por estes motivos, fora recusado anos antes por Archie Frazer Nash, mas como agora ele não mandava mais nada...

O Anzani tinha 52 cv a 4.200 rpm, a partir de um diâmetro e curso de 69 x 100 mm (1.496 cm³). Com um compressor de acionamento mecânico Cozette, chegava a 85 cv a 4.500 rpm. O Meadows, mais pesado, originalmente fornecia 53 cv a 4.000 rpm, praticamente o mesmo que o Anzani.


Durante os anos seguintes, o motor Meadows foi pacientemente desenvolvido pela pequena empresa, e se tornaria um motor de carro esporte eficiente. A empresa até desenvolveu um cabeçote (ainda OHV) melhorado, chamado de “deflector head”.

Tanto se aprendeu preparando o Meadows que em 1933 Aldy resolveu dar um passo definitivo: criou um motor Frazer Nash, baseado nele. Para isto, contratou o engenheiro Albert Gough, que criou um cabeçote OHC (comando no cabeçote) com 4 saídas de escape distintas, o que se tornou uma maneira fácil de distinguir um Frazer Nash equipado com este motor: quatro saídas de escape pela lateral do carro, ao invés de três do Meadows. O motor inteiro era exclusivo, sem peças em comum com o Meadows. Mas para desespero de Aldy, até hoje todo mundo chama este motor não de “Frazer Nash”, e sim de “Gough”, seu criador, de tal forma que muita gente boa ainda acredite que era comprado da tal firma inexistente...


Neste TT Replica, as quatro saídas de escape denunciam um motor Frazer Nash ("Gough")


Com um diâmetro e curso idênticos ao Anzani, o Meadows passaria de 52 para 64 cv em sua versão final  de aspiração natural, com o cabeçote especial Frazer Nash. Com o compressor Centric, chegava a nada menos que 122 cv a 5.000 rpm.

O primeiro “Gough”( Frazer Nash, abaixo) tinha o mesmo diâmetro, curso e cilindrada do Meadows, e fornecia 69 cv a 5.000 rpm, equipado com dois carburadores SU.


Mas ainda tem mais! A partir de 1933, você podia comprar seu gloriosamente belo Frazer Nash TT Replica com um motor Blackburne de seis cilindros em linha e 1.499 (57 x 98 mm) ou 1.660 cm³ (60 x 98 mm), duplo comando de válvulas no cabeçote, e 70 e 75 cv respectivamente. Apesar de ser muito caro, e não fornecer lá muito mais potência que um “Gough”, é certamente o mais desejável dos Frazer Nash pré-guerra, por sua beleza e sofisticação mecânica.

Dois motores mais foram montados originalmente em Frazer Nash com correntes, ainda que apenas em um carro cada. O primeiro foi o “Falcon” equipado com um motor BMW de seis cilindros em linha OHV de dois litros e 55 cv. O segundo foi um Ulster equipado com o sofisticadíssimo quatro em linha DOHC de alumínio criado pela British Anzani para a malfadada empresa de Adrian Squire. Ambos foram apenas experiências sem maiores consequências.

Mas o mais potente Frazer Nash de correntes era o Shelsley: usando um “Gough” com dois compressores mecânicos Centric, o motorzinho de 1,5 litro fornecia 125 cv em regulagem de rua, mas vários rodavam regularmente com comandos e regulagens “de corrida”, para nada menos que 177 cv. Chega a ser assustador um carro de apenas 700 kg com toda esta potência em cima de seus dois eixos rígidos.


Um carro inesquecível

E assim que se faz um carro, num barracão qualquer inglês, sem sofisticação nenhuma, em quantidades pífias para qualquer fabricante de verdade, e ainda assim se é lembrado quase um século depois.

Ajuda para esta fama o grande sucesso em pistas na Europa, e o fato de que um Frazer Nash inevitavelmente atacará uma curva de lado, como a foto do começo deste post. A técnica correta para se curvar um carro destes era entrar rápido nela, e atravessá-lo na pista em sobresterço pronunciado, ajudado pela distribuição de peso. Daí para frente, bastava balanceá-lo no acelerador e na direção para terminar a curva. A velocidade era diminuída mais pela derrapagem que pelos freios. Um belo espetáculo para quem está assistindo, e garantia da criação de um monte de fãs instantâneos.

E, particularmente, acho reconfortante lembrar que fazer carros memoráveis costumava ser muito, mas muito mais simples do que hoje em dia.

MAO


Divertida foto publicitária do Chevrolet Opala 1971, sem se preocupar com a imagem da marca, ou com o politicamente correto. Pudera, há 39 anos atrás essa expressão nem existia.

As coisas do marketing são realmente incríveis.

Imaginem hoje, aquela noiva do comercial do Classic 2011, sentada no capô com uma arma na mão!

JJ

É um momento e um sentimento especial, se aproximar de um supercarro.
Um bicho baixo e largo, com um estilo longe dos carros comuns. Com um preço bem alto, lá no céu. As portas abertas apontam também para o céu. Como num Spyker.

Nunca vi um de perto antes e isso não é tão estranho. São apenas uns 30 a 40 produzidos cada ano desde 2000.
Mas agora está na minha frente, um Spyker de verdade.
Em alguns ângulos que eu vi o carro antes, em fotos, achei-o um pouco estranho, mas agora ao vivo andando uma volta a pé em torno dele, melhor. Ainda tudo muito doido com cinco entradas de ar feitas de alumínio, ou melhor, sem cor, visto que o carro inteiro é de alumínio.
Agora, a chave está comigo. Estou brincando não. Não comprei, mas posso pegar emprestado por algumas horas.
Ah, a chave... chave não é. É um disco de alumínio com quatro botões e um vidro no outro lado, por onde pode se ver o transponder. A chave normal já está no carro, no porta luvas. Não se precisa operar e tirar toda vez, só se você quer ter uma segurança melhor.
Então, abre-se a porta apontando ela para o céu, e pensa-se um pouco como se faz para entrar nele.

Os tanques de gasolina ficam embaixo das portas. Bunda primeiro, sim, tem que ser assim. E depois entrar com as pernas, ok, funcionou bem.
A cabine não é muito grande, mas mesmo com 1,80 m não tive problema para achar uma posição boa. O banco é bem esportivo com um conforto aceitável, até bom. O ajuste da inclinação das costas é elétrico, porque não há espaço para um comando manual para fazer isso. O ajuste longitudinal é manual. O volante tem ajuste de ângulo apenas. A visão dos instrumentos é muito boa, só que a cor é branca, e os mostradores digitais e as marcações são feitas apenas para serem bonitas, e não para melhor visibilidade.
O estilo do painel em geral provoca risos e opiniões variadas de cada pessoa que o vê. Algumas pessoas acham o painel esquisito e feio. Outras acham o painel totalmente maravilhoso. De uma forma ou outra, em 2010 o Spyker deve ser o único carro do mundo com painel de alumínio com acabamento virolado, brilhante.
Mas agora quero escutar o V-8 lá atrás. Tem uma tecla principal no painel que se coloca para cima e em baixo dela um outro botão para apertar.
Agora !
O motor tem um som bastante grave, som de V-8 mesmo. Não como algo americano velho, mais como um Audi RS4 com escape aberto. Nada estranho, visto que o motor é realmente um Audi.
É um S4 com modificações da Spyker para se obter 400 cv. Pode ser que a minha cabeça esteja meio ruim, mas eu pensei na hora: “só” 400… ok, 400 não é pouco. Só que hoje, em 2010, existem muitos carros com mais de 500.
Conversando com algumas pessoas da Spyker, depois, dá para entender que daqui a algum tempo vão aparecer mais deles… Bom, agora, vamos pela estrada, porque afinal de contas com 400 dá para brincar bastante, sem problema.
Tem que fechar a porta primeiro e isso se faz melhor com o cotovelo. Parece estranho mas funciona bem.
A embreagem é um pouco dura mas sem problema para controlar ou usar rápido. Um motivo para isso é que o motor fica muito baixo e não tem espaço para uma embreagem com diâmetro normal, então Spyker utiliza outra com diâmetro menor, mas com três discos.
Agora estamos andando. Na cidade a visibilidade para frente e para cima sofre bastante com o adesivo “Spyker” no para-brisa. Seria melhor tirar esse treco. Ver os semáforos é difícil, sorte que o teto é de plástico transparente. Fora este problema de fácil solução, a visibilidade é boa para um carro tão esportivo. Dar marcha à ré e olhar para trás é algo factível, coisa que não consegui fazer no Pagani Zonda ou no Lamborghini Murciélago.

É melhor sair da cidade.
Na estrada o Spyker é um grande divertimento. A aceleração é forte. Trocar marchas é fácil, a alavanca de câmbio parece estranha, mas funciona bem. A direção e bastante direta e gostosa. O chassi é bem calibrado para dirigir rápido e de modo esportivo nas estradas, e é duro de suspensão, mas não tão duro de modo que qualquer coisa no asfalto bata forte.
Nas estradas com muitas curvas eu me divirto pacas, a única coisa que se pode perturbar um pouco é que tem um pouquinho de bump steer, mas só se a estrada não é plana. Fora isso o Spyker é divertimento puro, eu poderia andar assim o dia inteiro, muito bacana.

Se o carro é barulhento? É. Bastante. Acho que só andei em dois carros “normais” que fazem mais barulho. Acelerando forte num Koenigsegg é uma sinfonia de gritos e barulhos. E o V-10 de um Lamborghini Gallardo às vezes atinge freqências onde o ruído é meio desagradável e alto. Mas estou reclamando? Não. No Spyker vem barulho de toda parte, um pouco do vento, um pouco das rodas, e uma parte do motor, e nenhuma destas partes é muito mais alta de que a outra.
No painel, meio escondido, tem um botão para o som do motor. Andando na estrada com 100 km/h sem acelerar se escuta um pouco de barulho V-8 do motor. Aperte o botão e o motor fica quase de todo silencioso. O escapamento tem válvulas que direcionam os gases de escape, ao toque deste botão, para um silenciador maior. Mas eu andei o tempo todo com o botão no modo barulhento, porque o som é muito bonito.
Desta versão LM85 foram feitas 24 unidades. LM vem de Le Mans, 85 é o número do carro que Spyker tem na corrida, e 24 unidades porque a corrida tem 24 horas. Parece que ainda existem dois deles à venda.
As diferenças em relação a um Laviolette normal são principalmente cosméticas. A única diferença técnica é nos freios, o LM85 tem freios AP com pinças de seis pistões na frente. Nas estradas normais não se sente diferença, mas devem ser muito úteis para um dia numa pista.
Eu conversei com o pessoal da Spyker sobre a corrida de Le Mans. A equipe vem melhorando ano a ano, e em 2009 chegaram em vigésimo quinto lugar (com quatro Ferrari 430 na frente, cinco atrás).
Interessante foi a relação com a Audi na prova. Quando a Spyker disse para a Audi que ia correr em Le Mans, ela respondeu: “Com aquele motor? O nosso motor não é feito para competição! Por exemplo, o virabrequim não é plano, os cabeçotes tem 40 válvulas… não é para corrida.”
A Spyker ficou preocupada, porque na classe GT o carro tem que ser o homologado, derivado do de rua. A empresa então conversou com a FIA, a Ferrari, a Porsche, e no final teve permissão de mudar algumas coisas do motor. E é por isso que o carro para a pista grita, e o carro de rua tem um som mais grave: o de corrida tem virabrequim plano.

Depois de dirigir, fiquei pensando: Quem compra um Spyker?
Um Gallardo ou um 458 são mais baratos, tem mais potência, e apesar de não serem mais fáceis de usar todo dia, o Gallardo se pode usar até na neve sem problema.
Ok, o Spyker é mais caro, mas para alguém que tem o dinheiro parece que isso não importa tanto.
Sobre a potência menor, em qualquer estrada 400 cv são mais que suficientes, com 0-100 abaixo de 5 segundos e velocidade máxima de 300 km/h. O carro definitivamente não é nada de vagaroso, nada.
É só na pista tentando baixar os tempos, ou no bar contando histórias, que uns 500 e pouco seria bom ter.
Humm, então, um Spyker se compra porque você gosta do estilo ou você quer algo diferente e raro.
Nos bairros mais chiques, Gallardos são até comuns. É a conseqüência de produzir 1.000 por ano e não só 30. E, na verdade, as pessoas que compram um Spyker já têm ou já tiveram algum carro italiano deste tipo nas suas garagens.
De qualquer forma, o Spyker é um brinquedo divertido. Já estou com saudades das horas que passei com ele.
HJ

Se alguém quiser saber mais sobre o carro, veja em http://www.spykercars.nl/