google.com, pub-3521758178363208, DIRECT, f08c47fec0942fa0 AUTOentusiastas Classic (2008-2014)


Ao que parece, dia 7 de janeiro é o novo deadline da GM para resolver o assunto Saab.
Como discutimos nos bastidores anteriormente, a Spyker remeteu uma nova oferta. Porém, de acordo com amigos na GM, Merbanco é a favorita.
Merbanco é um grupo de investidores baseados em Wyoming nos Estados Unidos. Merbanco já estava envolvida antes apoiando a Koenigsegg que era considerada a principal potencial compradora.
O problema com a Saab é simples: A GM quer uma garantia de 600 milhões de dólares do novo comprador a ser investido em desenvolvimento da marca. Porém há também uma condição especial nessa quantia de garantia: O governo sueco precisa garantir esse empréstimo.
Christopher Johnston é o executivo-chefe da Merbanco Inc Merchant Banking, cuja sede se encontra em Wilson Wyoming. Johnston tem se manifestado com relação à necessidade do governo sueco apoiar o futuro comprador da Saab dizendo o quão importante a Saab é para a Suécia.
Ao que parece Johnston não está sozinho: do seu lado há um grupo investidor sueco além dos altoa executivos da Saab com interesse em salvar a empresa.
A briga agora é Spyker versus Merbanco porém o segundo grupo parece estar mais forte.
A conclusão está próxima mas eu acredito que a empresa será salva. Os únicos empecilhos no momento são políticos e tenho a certeza que um acordo será fechado.


O Saab 9-5 modelo 2010 aguarda decisão política para chegar ao mercado.



Roger Moore vivendo Harold Pelham ao volante de seu Islero S 1969
Quando era adolescente, uma de minhas diversões (além de colecionar livros de carros, dirigir tudo que pudesse colocar minhas mãos e andar de moto) era assistir filmes que envolvessem algum automóvel exótico ou alguma máquina extrema que excedesse o aceitável em performance ou que explodisse majestosamente.
Na época (década de 80), a grande maioria dos filmes disponíveis nas poucas locadoras que existiam eram cópias piratas (devidamente apresentadas com o logo da locadora) e em uma visita à uma locadora, por falta de opção, escolhi um filme do Roger Moore (pré-007) de 1971 chamado “The man who haunted himself”.Traduzindo seria, o Homem que assombrava a si mesmo. Bem, não havia o título em português e o filme nem legendado era: perfeito! Eu mal sabia que iria ser apresentado para um dos Grand Tourers mais bonitos que vi até hoje: O Lamborghini Islero. No filme, Moore dirige um belo exemplar na cor prata e interior cinza claro, versão exportação inglesa com volante de direção ao lado direito. As cenas do filme me deixaram com água na boca, apesar da parte em que ele brinca de chicken em cima de uma ponte ter seus defeitos. O Islero é um perfeito exemplo da filosofia : Menos é mais.

Traseira do Islero S de Moore. Notem os faróis Alfa Romeo e os slots do S nos para-lamas dianteiros.
Ferruccio Lamborghini era um magnata industrial, apaixonado por mecânica, rebelde, sangue quente e italiano. Precisa dizer mais? Começou a fabricar tratores e equipamentos agrícolas em 1948, época do Plano Marshal (uma iniciativa americana de ajudar a Europa Industrial pós-guerra). Uma curiosidade, dos fabricantes italianos a única empresa que nao recebeu nenhum auxílio americano foi a Lancia. Qual o motivo? Bem, Vicenzo Lancia era um sujeito de ideias socialistas e, por ser também italiano e ter sangue quente, acabou metendo bala no próprio pé, aborrecendo os americanos que não lhe deram nenhum tostão. Mas isso é motivo para outro texto.

Ferrari 1958 250GT Lusso desenhada por Pininfarina e de propriedade de Ferruccio Lamborghini.
Voltando ao Ferruccio, esse adorava carros e possuia um belíssimo Ferrari 250GT Lusso 1958 desenhado por Pininfarina. Porém, seu 250GT tinha problemas crônicos de embreagem, algo não muito difícil de consertar mas que enfureceu Ferruccio, que disse a Enzo Ferrari que seus carros eram barulhentos (já que quase não tinham acabamento interno, como um carro de corrida), ruins e inpróprios para se dirigir nas ruas. Essa briga resultou nos clássicos GTs e super-carros que Lamborghini iria construir. Já pensaram se o Ferrari de Ferruccio tivesse uma embreagem perfeita ou revestimento para diminuir ruídos? O mundo nunca teria o Islero ou o Miura, Countach, Diablo, Murciélago, para citar alguns. O raciocínio de Ferruccio era: Se Ferrari não pode construir um carro para o meu gosto, construo eu então.

Protótipo do primeiro Lamborghini: O 350GTV.
Mas retomando o assunto Islero: Lamborghini estava querendo fazer um sucessor para o 400GT que assim, como o 350GTV, tinha um design de gosto duvidoso.Em particular, o 400GT parecia um Morgan que foi tratado à base de esteróides. Apesar disso, o interior dos 350GT e 400GT eram muito superiores ao dos Ferrari. Ao mesmo tempo, queria que o novo carro fosse um carro usável no dia a dia e também fosse o entry level, ou seja o carro mais acessível da marca. Tanto o 350GT quanto o 400GT de Lamborghini não impolgaram muito com seu desenho duvidoso e viraram gozação por parte de Enzo. Ainda Ferruccio queria aproveitar o que de bom o 400GT tinha, praticamente alterando seu design e fazendo alguns melhoramentos técnicos. Era uma boa época para Lamborghini, dois anos antes com o lançamento do Miura, os pedidos não paravam de chegar de todo o tipo de playboy, novo rico, artista ou celebridades como Dean Martin e Frank Sinatra querendo um Miura.

O Islero 400GT série 1. Notem as diferenças na carroceira para o Islero S de Moore.
Para desenhar e construir chassis e carroceria do novo carro, Carrozzeria Touring seria a escolha natural, já que tinham trabalhado no primeiro Lamborghini, o 350GTV (protótipo) 350GT (carro de série) e 400GT versão melhorada. Porém, devido à falência da empresa, Ferruccio empregou Carrozzeria Marazzi que era uma nova empresa fundada por Mario Marazzi, um antigo funcionário da Touring. Marazzi deu um desenho moderno, simples e ,ao mesmo tempo, agressivo ao novo carro: fez escola.

O painel e interior puro do Islero série 1
Os carros eram entregues, chassis mais carroceria pintada, por Marazzi para as instalações da Lamborghini em Sant’Agata Bolognese. Lá, eram instalados motor, câmbio, suspensão, interior, parte elétrica etc. Com o objetivo de economizar recursos, o novo carro seria basicamente uma nova interpretação do 400GT com nova carroceria mais atraente porém com maior largura para acomodar pneus maiores e mais modernos.

Painel do Islero S, maior e com botões como no E-Type III series.
Dentro da tradição Lamborghini (iniciada com o Miura e o Espada) um feroz touro iria batizar o carro. O nome escolhido foi Islero, um touro feroz e mortífero. Islero foi o touro que matou o Jim Clark de todos os matadores: Manuel Rodriguez em 1947. O interessante era a raça do Islero: um Miura. Manolete, como Rodriguez era chamado, criou uma nova técnica de tourada. Basicamente, ficava parado e enganava o touro que passava a centímetros do seu corpo por quatro ou cinco vezes sem se mexer do lugar utlizando um pano vermelho para enganar o bicho. Porém, Islero era mais esperto e aprendeu já na segunda passada onde direcionar seu chifre. A pancada foi tão forte que Manolete morreu imediatamente com uma chifrada fatal. Manolete é retratado no cinema pelo ganhador do Oscar, Adrien Brody no filme de 2007 de Menno Meyjes.

Motor do Islero S. O V-12 que equipava Miura e Espada.
Para o Islero, Marazzi deu uma frente em cunha, com faróis escamoteáveis como no protótipo 350GTV, pequenos para-choques cromados, e uma área envridaçada enorme com pequena colunas A, algo impensável para os padrões atuais de segurança mas de extrema elegância e perfeitas proporções. Por ser o automóvel entry level da marca, alguns itens seriam aproveitados de automóveis de série com o objetivo de economizar custos. Para os mais atentos fãs da Alfa Romeo, as lanternas traseiras, elegantemente posicionadas abaixo dos pequenos para-choques, eram lanternas Alfa montadas ao contrário. O trinco das portas também foram emprestados da Fiat. No interior, um volante de madeira de bom gosto foi empregado, a alavanca do freio de estacionamento era posicionada embaixo do banco do lado do túnel da transmissão sendo à direita para carros com direção à esquerda e à esquerda para os carros direcionados ao mercado inglês. Claro, couro de alta qualidade em todo lugar possível e uma ergonomia bem funcional, apesar da simplicidade do interior que, talvez por isso mesmo, tenha contribuido para torná-lo tão elegante e prazeroso aos olhos. Claro, o interior era muito confortável e espaçoso e por isso o Islero se tornou o carro preferido de uso de Ferruccio além do seu preferido.

Foram feitas duas versões do Islero, a 400GT, que foi de 1968 a 1969, e a 400GTS (também conhecido como Islero S) que somente foi produzida em 1969 em pouquíssimos 100 exemplares. No total, foram produzidos 225 carros entre Islero e Islero S. A primeira vez que o Islero foi apresentado ao público foi durante o Salão de Genebra em 1968. O carro foi mostrado discretamente entre o Miura e o Espada, o último que seria um best seller com quase seis vezes mais vendas que o Islero. A casa Lamborghini estava sendo representada por três carros no salão: o Miura (primeiro supercarro do mundo), o Espada, que era o seu flagship GT e o Islero seu entry level GT.
A pureza do Islero 400GT.
Em termos mecânicos, o Islero não fazia feio. Vinha equipado com um V-12 de 3.929 cm³ (mesmo bloco do Miura e Espada), daí o nome 400, com câmbio todo sincronizado de 5 marchas, como no Miura. O carro era montado em cima de um chassis de aço com panéis de alumínio rebitados para compôr a carroceria. Aliás, o único problema do carro era justamente com o alinhamento dos painéis, que hoje é uma das grandes dores de cabeça também dos colecionadores. Não é incomum ver painéis desalinhados dos Isleros em fotos atuais. Porém, uma grande coisa para o carro foram os esforços de dimunir os ruídos internos do feroz V-12 que tornaram o carro um Grand Tourer bem mais confortável e amigável que o Espada ou o seu predecessor 400GT do qual emprestava o chassis com pequenas modificações.

A performance do Islero também não fazia feio. O carro pesava apenas 1.315 kg a seco e tinha 325 cv de potência para a primeira série, sendo aumentado para 350 cv na GTS. O Islero fazia 260 km/h fácil e tinha uma vantagem com relação ao Miura: não tinha a tendência de levantar a frente como o Miura fazia em alta velocidade. O proprietário de um Islero tinha um ótimo GT e também um carro de alta performance totalmente previsível a um custo bem inferior comparado ao do Miura.

Na minha opinião, o Islero 400GT tem a carroceria mais pura e bonita. É facil diferenciar um Islero de primeira geração para o Islero S. No S há um slot de ar nos para-lamas, uma entrada de ar discreta atrás da janela traseira, a abertura de ar do motor abaixo do para-choque é maior, os arcos das rodas são mais arqueados em relação ao 400GT, há vidros mais escuros e também desembaçador traseiro que nao existia na série 1. Em termos de interior, a posição dos mostradores foi rearranjada, um aplique de madeira foi usado no painel (que era maior) e os botões do painel foram mordenizados e eram semelhantes ao Jaguar E-Type series III. Além disso, o Islero S foi beneficiado de uma suspensão traseira melhorada baseada no Espada. O carro de Moore era um Islero S, o que é fácil de perceber pelo abertura lateral nos para-lamas. O interessante é que era um carro 1969 num filme de 1971 e mesmo assim poucas pessoas sabiam que carro era aquele, cujo papel coadjuvante foi muito significante, para a personalidade dark de Harold Pelham vivida por Moore com autoridade.

Hoje é possível comprar um Islero entre $ 60.000 a $ 180.000 dependendo do carro e condição (graças aos colecionadores). Existe muita desinformação com relação aos anos em que os Isleros foram produzidos. No que se diz respeito a Carrozeria Marazzi, os últimos chassis do 400GT foram entregues à Sant’Agata em 1968, sendo que os Islero S teriam sido entregues antes de novembro de 1969. Porém devido à natureza artesanal da Lamborghini, a demanda pelo Miura e, em especial, pelo Espada, o último Islero saiu da fábrica em 8 de janeiro de 1970. Porém em 1970 já estavam em rigor algumas leis anti-emissões e de segurança (que o Islero não passaria) e alguns de seus proprietários deram um jeito de registrar os últimos carros como sendo de 1969. Isso tornou a vida de alguns colecionadores e estudiosos da marca difícil.

Os últimos Islero S foam vendidos em 1970 por 10.000 dólares americanos o que, feita a devida conversão inflacionária em 40 anos, seria o equivamente a mais de 150.000 dólares hoje. Para a época, muito caro. Como comparação, um Jaguar E-Type custava 7.000 dólares. O Islero morreu não por ser um carro ruim, mas por ter sido desprezado em relação ao Miura e ao Espada (que vendeu 1.200 exemplares de 1968 a 1978 e era o GT mais luxuoso da marca). A maioria dos clientes Lamborghini não entendeu que o Islero captava a essência de carro GT perfeito que Ferruccio tanto perseguiu no 350GT e 400GT sem êxito.

A Lamborghini criou outros modelos entry level com o passar dos anos, mas nenhum modelo sequer foi tão harmonioso em termos de design e funcionalidade prática como o Islero foi. A citar, Jarama, o Urraco (concorrente do Dino) e o Jalpa (que aparece no filme Rocky III dirigido por Sylvester Stallone). Em geral, carros com participações importantes em filmes se tornam imortais, mas o Islero talvez seja exceção à regra. Talvez dentro de poucos anos receba o devido reconhecimento que merece, já que agora o filme de Moore, que era considerado ruim, tem uma diferente percepção, sendo elevado à categoria cult. Para quem não assistiu “The man who haunted himself”, fica a dica. Com certeza uma das melhores performances de Roger Moore como ator e, sem dúvida,o Islero é uma das melhores obras de arte da Lamborghini.


Vídeo da fábrica de Sant'Agata em 1968




Cenas do filme "The man who haunted himself" com Moore e o Islero.




Nota: Esse texto foi concluído em 14 de dezembro de 2009. Devido às festas de final de ano e vários compromissos não foi possível postar antes.

Ano passado descobri esse blog, que para minha surpresa tinha um integrante famoso, o Bob Sharp, quem eu tive a oportuniade de conhecer desde que era menino e morava no Brasil.

Logo contatei o Blog e fui apresentado à toda equipe. Ano passado também fui convidado para fazer contribuições e aqui estão duas delas:

CORVETTE C6 ZO6, O LEGADO DE DUNTOV AINDA VIVE

TUBARÃO! TUBARÃO!

O AUTOentuiastas se tornou leitura diária para mim. Através desse blog, pude fazer novas e interessantes amizades. Também através desse blog conheci o trabalho dos Keller que me abriram o olho para a quantidade de ótimos exemplares de Corvettes existentes no Brasil. Quem eu sou? Bem, eu sou apenas mais um AUTOentusiasta e tenho alguma experiência no assunto.

Adoro automóveis e tive uma educação particular em Jaguar enquanto crescia, tendo dirigido praticamente quase todos inclusive o SS-1, primeiro modelo fabricado. Porém minha paixão desde 1974 são Corvettes e tive a felicidade de possuir alguns bem como ser membro da NCRS. Isso me proporcionou com uma boa experiência em relação ao American Sports Car que eu gostaria de dividir com vocês.

O meu intuito aqui é tentar contribuir com textos em portugues e informações sobre Corvette (que praticamente não existem na língua portuguesa) bem como outros automóveis que me foram significativos em algum momento da minha vida.
Abaixo uma pequena bio que já foi publicada aqui no blog:

Carlos, brasileiro radicado em Park City, Utah nos Estados Unidos, é engenheiro sênior e trabalha atualmente na Avocent Corporation, divisão LANDesk, em South Jordan, Utah. Possui mestrado e bachalerado em Engenharia de Computação pela Universidade de Utah, além de diplomas em inglês pelas Universidades de Cambridge e de Chicago. Cursou também Engenharia Mecânica na FEI, em São Bernardo do Campo. Entusiasta, ávido motociclista e connoiseur de Corvettes, já foi proprietário de quatro exemplares e é também membro da National Corvette Restorers Society, NCRS. Em seu estábulo há um BMW X5, um Corvette cupê 1992 todo original e um Z06 de última geração, além de uma Star Roadliner de 1.900 cm³. Carlos é regularmente visto trafegando a bordo de um Corvette por Utah.

Um abraço a todos,

Carlos Fernando Scheidecker Antunes
Este é um post mais sobre fotos do que sobre carros, mas acho que muitos vão gostar.
Antes de começar a fotografar eu via fotos nas revistas, daquelas superbacanas de carros em movimento com uma nitidez perfeita e o fundo todos borrado como se o carro estivesse a uma velocidade absurda, e ficava tentando imaginar como eram feitas.


Para fazê-las é necessário um equipamento próprio chamado rig. O rig é uma haste (ou mais) fixada em algum ponto do carro numa ponta e na outra é fixada a câmera. Também são necessários diversos dispositivos de fixação, para não perder a câmera, e um controle remoto para os diversos disparos sequenciais. Quanto mais disparos maior a chance de ter uma foto perfeita.


Dependendo do ângulo escolhido, quanto mais aberto, a haste sai na foto, o que requer o uso de photoshop para eliminá-la da cena.


Para ângulos mais fechados há também as fixações por ventosas direto na carroceria.



Com o ajuste correto de velocidade de disparo e um piso bem plano o carro não precisa ir a mais que 20 ou 30 km/h. Quanto maior a haste mais instável é a montagem e menos nítidas as fotos.

É um equipamento que gostaria muito de ter.

Veja mais detalhes nos links abaixo da Rig Shots na Austrália, que vende tudo que se pode imaginar para fazer esse tipo de fotos.

Galerias:
http://www.rigshots.com.au/gallery1m.htm
http://www.rigshots.com.au/gallery22m.htm

Como se faz:
http://www.rigshots.com.au/howto1.htm

Faça o seu pedido:
http://www.rigshots.com.au/index.htm

PK



Todo mundo que já tentou remover um filtro de óleo conhece a cena. A carcaça tem uma superfície lisa que escorrega na mão facilmente. Se houver um pouco de óleo e/ou sujeira, pior ainda.
Recorre-se então, àquelas ferramentas que nem são dignas desse nome, feitas de cintas ou correntes, que estrangulam o filtro quanto mais se faz força para vencer o torque de aperto. Já vi instaladores em postos que simplesmente ignoram a recomendação de todos os fabricantes de carros e de filtro de aperto apenas com a mão, e usam a ferramenta até mesmo para apertar o filtro novo, e não apenas para remover o velho.
Eis que encontro esse filtro no mercado americano, da linha normal da Fram, com uma pintura texturizada na área onde se segura o filtro para a remoção.
Não seria nada de outro mundo para o fabricante incluir essa pintura nos filtros para o mercado brasileiro, facilitando a vida de todos, sejam frentistas de postos, mecânicos ou simplesmente entusiastas.
Afinal, mesmo com a ferramenta para remover, há muitos carros em que esse expediente não pode ser usado, pois o espaço é muito restrito.
Fica a sugestão à Fram e aos outros fabricantes de filtros.
Fácil e pronto, basta copiar.
JJ
Gravura: www.artspace2000.com

 


Tem rodado pela internet esses dias um e-mail com reportagem mostrando que se forem comprados dois pneus novos, eles devem ser colocados na traseira.

Como muitos amigos e conhecidos têm me perguntado se a recomendação está certa, eis um post a respeito. De antemão, já digo: a recomendação é errada!

A aquaplanagem (perda de contato dos pneus com o solo devido à lâmina d'água na pista) sempre se dá pelas rodas dianteiras, pois as traseiras não encontrarão a mesma quantidade de água pela frente, que acabou de ser removida praticamente toda pelas rodas dianteiras. Isso por si só mostra que são os pneus dianteiros que devem ter a maior profundidade de sulco possível.

No vídeo é mostrado o carro rodando depois que foram colocados os pneus velhos atrás: claro, eram pneus praticamente carecas.

Para garantir a segurança no molhado, os pneus não devem ter profundidade de sulco inferior a 3 mm, sendo o ideal 4 mm, ou meia-vida do pneu. Esqueça a tal marca TWI, de 1,6 mm: com esta profundidade de sulco a aquaplanagem é certa.

Resumindo: pneus só devem ser usados até 3 mm de profundidade de sulco (recomendação da GM do Brasil, expressa nos manuais). Entretanto, minha recomendação é 4 mm. Se, por hipótese, os quatro chegaram a um desses limites, troque-os, mas os que forem para a traseira podem esperar um pouco, pois seu desgaste nos carros de tração dianteira, a maioria hoje, é bem lento. Mas faça um acompanhamento do desgaste a cada 2.000 km.

Fora a questão de segurança, os pneus novos na frente garantem um comportamento melhor da direção, evitando tendências para um dos lados ("puxada") e vibrações.

Também, os pneus novos têm exatamente o mesmo diâmetro, o que nas rodas motrizes é importante para que o sistema de diferencial (engrenagens planetárias e satélites) não precise ficar em funcionamento constante, desgastando-se à toa.

E a frenagem – sempre mais importante na dianteira que na traseira – também se beneficia dessa igualdade de diâmetro, sendo mais equilibrada.

Portanto, pneus novos na frente, sempre!

BS

Nota: link da reportatem fornecido pelo leitor Pedro Henrique, a quem agradeço (3/01/10, 15h15).
Após listar 3 vezes 10 carros que considero de uma beleza notável, surgem mais 10 para começar o ano de 2010. Não há como me limitar em 10. Invejo quem consegue essa proeza.
Confesso que estas listas me preocupam, pois se um dia puder tê-los, minha garagem terá que ser muito grande.
31- Ford Escort RS Cosworth.
Com todos os adendos de rali, o Escort se tornou um pequeno carro invocadíssimo, difícil de se tirar os olhos, principalmente para mim, que o vi pela primeira vez multiplicado por três, dois vermelhos e um azul, lado a lado, dentro da Ford Taboão. Não foram vendidos oficialmente como previa o estudo da filial brasileira. Uma pena.


32- Mercedes-Benz SLS.
O novo asa-de-gaivota, mais belo que o original. Modernidade sem design retrô forçado. Um novo clássico.


33- Volkswagen Touareg.
Quem me conhece sabe que é difícil eu apreciar o estilo de um VW. Mas o Touareg me convenceu, após alguns meses de sua apresentação. Um desenho tão simples que se torna forte e deve permanecer belo por muito tempo, mesmo depois que for mudado simplesmente por mudar, pois não há necessidade. Uma bela obra da marca do povo.


34- Citroën C5 Tourer.
O modelo anterior já era um carro da categoria dos legais, mas o modelo atual tem um desenho ainda melhor, podendo ser considerado esplêndido. Preciso de uma aqui em casa urgente. Doações para o e-mail no topo da nossa página. Obrigado.


35- Ford GT40.
Um massacrador de Ferraris nem precisava ser algo belo, mas é um dos melhores de todos os tempos.


36- Lola T70.
Não sei se é ou não melhor de se ver do que o GT40, para mim, empate técnico.
Fechado, claro.


37- Lamborghini Miura.
Junto com o Jaguar E-Type, também já foi eleito como o melhor design de todos. É um carro superlativo, um choque visual completo. Me lembro de um branco que havia em São Paulo, nunca mais ouvi falar dele. Acredito que tenha sido exportado, e o ex-dono deve viver até hoje com o lucro da venda.


38- Pontiac Bonneville 1960 coupe.
Pouco conhecido, esquecido por quase todo mundo que não tem um desses, é o melhor exemplo do carro full-size americano, com o volume do porta-malas mais longo que o cofre do motor. Exatamente como deve ser esse tipo de carro. Um cometa de quatro rodas, lindíssimo.


39- Buick Century 1958.
GM no auge, desenho eterno. Lei incontestável do universo automotivo.


40- Plymouth GTX 1970.
Todos os GTX são muito bons, mas o 70 é minha preferência. Tudo certo e amedrontador. Um carro de verdade.


JJ
Como sugerido pelo Juvenal, e aproveitando o começo de um novo ano, aqui vai uma pequena listinha de livros interessantes sobre alguns carros de corrida conhecidos e admirados por muitos. Uma boa leitura para 2010.

- Porsche 917: Estes dois livros são bem interessantes, contam a história do projeto e relatos dos pilotos sobre grandes corridas e vitórias da equipe.



- Esporte Protótipos: O livro "Spyders & Silhoettes: The World Manufacturers and Sports Car Championships in Photographs" é um grande livro com ótimas fotos sobre os principais carros da categoria principal do mundial de endurance dos anos 70.


O "Scarlet Passion" mostra os carros da Ferrari desenvolvidos para o campeonato mundial de Esporte Protótipo, o top da categoria nos anos 70, como o clássico 312PB.



- McLaren Can-Am: O "McLaren Sports Racing Cars" conta a história com muitas fotos dos carros que desafiaram e venceram os Porsche e Ferrari no campeonato norte-americano conhecido como Can-Am (Canadian-American), vale a pena ler.



- Chaparral: Um dos melhores livros sobre a história e os carros feitos por Jim Hall para desafiar os Porsche e os McLaren nos campeonatos de Can-Am.



- Motores: "Classic Racing Engines", escrito por Karl Ludvigsen, mostra mais de cinquenta grandes motores desde os primeiros carros de corrida no começo do século XX. Leitura obrigatória para os fanáticos.

Todos estes livros podem ser encontrados na Amazon e na Motorbooks. Mas cuidado, o prejuízo pode ser grande se muito tempo for gasto nestes sites.

O André Dantas escreveu sobre a resolução do CONAMA, dos espertos fazedores de leis de nossa pobre Nação, que dá o pontapé final na absoluta inviabilização do uso do carro particular na cidade de São Paulo. O ótimo texto dele está aqui.
Essa inviabilização, entendam bem, é da liberdade de ir e vir em qualquer dia, hora e por qualquer caminho que o cidadão deseje, já aniquilada em parte pelo decreto do rodízio municipal de placas, uma pequena ditadura com a qual convivemos há muitos anos.
Há muito tempo venho observando tudo que me cerca, e as crescentes dificuldades em ser cidadão honesto e que faz tudo dentro dos ditos "conformes": condominio pago em dia, taxas e impostos sem problemas, carros com manutenção decente, filho em escola particular, compras pagas quase sempre à vista, limitando muito o que temos em casa, já que parcelas e financiamentos, além de discursos de gerentes de bancos, me dão arrepios.
Contra essa minha corrente, minoritária eu sei, está a maioria que troca seus bens a qualquer momento e por qualquer motivo. Carros mais novos, com novas cores e emblemas mais coloridos, a "vantagem" do motor flexível em combustível, a televisão de plasma, de LCD, de LED, o celular que fala, escuta, fotografa, filma, manda e-mail, faz o almoço, etc. e um sem número de etceteras.
Voltamos à inspeção veicular de emissões de poluentes.
Os números mostrados pelo André dizem muita coisa, e o advento do carro velho que anda de qualquer jeito já pode ser verificado há muitos anos na periferia da capital paulista. Há uma migração de carros usados que vão ficando baratos, para os bairros e cidades da Grande São Paulo. Um exemplo que tenho bem claro é Ferraz de Vasconcellos, local onde visitava frequentemente. Há cerca de 10 anos, contei num trecho de 8 km entre a casa de um familiar e a rodovia Ayrton Senna, mais de 60 Fuscas, carro que já era minoria em São Paulo. As lojas de usados eram um espetáculo a parte, com todos os modelos que usávamos na década de 80 e 90 à disposição, em vários estados de conservação.
O Plano Macabro.
Pela observação e conversa com pessoas de vários níveis econômicos e culturais, eu enxergo um plano dos governos (municipais, estaduais e federais), obviamente não divulgado, que tem os seguintes tópicos :
1- pão e circo ao povo, para que se alimente e se divirta o máximo possível, e não tenha vontade de se informar nem de estudar.
2- sem informação, permanece-se ignorante, e gera-se descendentes igualmente marginalizados na informação, e sem gosto para o estudo.
3- facilidade para financiamentos de qualquer produto, e temos os planos de dezenas de meses para se comprar um carro novo. Os governos lucram em todas as extremidades dessa cadeia de produção e vendas de carros, passando pelos licenciamentos, inspeções, seguros, multas e tudo mais. Sabe-se que o carro novo é o maior desejo imediato da mairoria das pessoas.
4- facilidade para se conseguir a Carteira Nacional de Habilitação sem saber dirigir, como todos aqui sabemos.
5- insegurança total para a população, através de polícias pequenas em tamanho e equipamento, o que gera mais lucros através de contratação de serviços de segurança para casa, para a rua em que se mora, para o local de trabalho, seguro para casa, para carros, para tudo que se imaginar. Mais lucros para os governos, já que todos esses serviços recolhem impostos.
6- falta de fiscalização completa de preços de serviços como estacionamento, oficinas e similares onde o dono do estabelecimento fatura o quanto quer, sem que ninguém controle ou limite o valor a ser pago.
7- propaganda massiva de aparência de carros, sem fundos de verdade ou explicações técnicas. Faz-se de tudo para despertar a ansiedade da compra baseada em botõezinhos e acessórios muitas vezes inúteis, além de posição de dirigir elevada, e nada é dito sobre qualidade de peças de desgaste, procedência de pneus, amortecedores, ou outros componentes que fazem a alma e a qualidade de um carro.
8- somado a todas essas desgraças, as já comentadas multas e impostos, além dos rastreadores obrigatórios por lei, que no futuro, deverão medir a sua velocidade média em trechos, acabando de vez com o gosto e necessidade de uma maior velocidade do que a imposta pela sinalização. Seja por prazer, ou por motivo de saúde.
O quadro que temos é de cidades grandes cada vez mais entulhadas de carros novos, que pouco poluem, dirigidos por pessoas que mal sabem andar a pé, de motos barulhentas e irresponsavelmente conduzidas, de caminhões fumacentos que não tem caminhos melhores do que cortar essas cidades, de ônibus que entram em espaços onde cabe apenas um carro, de corredores de ônibus que atravancam o deslocamento dos carros, e por aí vai o quadro de infelicidades.
E o povo, se diverte com o circo e come o pão, com seu carro novo na garagem para o vizinho invejar e seu carnezinho na gaveta para pagar.
O panorama do futuro é macabro para quem gosta de carro.
Ou você entra para o rebanho escravo, ou será pregado na cruz dos fiéis ao entusiasmo automotivo.
Que a luz se faça.
JJ
Foto: Tiago Queiroz/AE

A foto acima, publicada no jornal O Estado de S. Paulo, é de novembro do ano passado. Nas últimas semanas de dezembro o litro do álcool deu outra disparada e agora beira os R$ 2,00.
Duvido muito que esse último aumento tenha algo a ver com entressafra, com chuvas ou com a disparada do preço do açúcar no mercado internacional. Duvido de qualquer fator que não a ganância: em época de festas, quase todo mundo pega o carro para viajar e os donos de postos resolveram garantir seus panetones em cima do consumidor.
É a velha Lei de Gérson, já que ainda é possível encontrar álcool a preços decentes em alguns postos confiáveis da capital. Como ninguém trabalha para ter prejuízo, não resta outra alternativa senão concluir que alguns postos quiseram mesmo ganhar um extra.
Os consumidores donos de carros flex, também adeptos da Lei de Gérson, com certeza nem perceberam que o álcool deixou de ser vantajoso frente à gasolina aqui em São Paulo. Para eles, basta tomar ciência e completar o tanque de seus onívoros com gasolina na volta do feriado. Na próxima semana tudo se normaliza e logo terão a falsa impressão de que tudo vai bem nesse país.
Para os donos de carros movidos apenas a álcool (como eu), resta apenas aceitar o fato de que somos uma espécie em extinção. Ainda que nossos carros sejam mais eficientes, a indústria caminha sem volta para a produção de "onívoros" com taxa de compressão baixa demais para o máximo aproveitamento do álcool.
Afinal de contas, o que importa é levar vantagem.

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