google.com, pub-3521758178363208, DIRECT, f08c47fec0942fa0 AUTOentusiastas Classic (2008-2014)

Finalmente aconteceu. Depois de cinco vitórias seguidas da Audi, o Peugeot 908 HDi de número 9 conseguiu vencer em casa depois de 24 horas, 382 voltas e 5.206 km do circuito de Le Mans.


A última vitória da Peugeot aconteceu em 1993 com o modelo 905 Evo 1B, e curiosamente, como aconteceu este ano, pilotado por um dos filhos de Jack Brabham. Em 1993 foi Geoff Brabham, e este ano foi a vez de David, juntamente com Marc Gené e Alexander Wurz, todos ex-F1. Para completar a noite francesa, o segundo lugar ficou com outro 908 de número 8, em uma dobradinha histórica.


O R15 alemão mostrou-se ainda vulnerável e sem a máxima eficiência aerodinâmica, pois os pilotos reclamaram muito durante a corrida de falta de downforce na frente do carro. Tom Kristensen, com o Audi número 1, teve que se contentar com o terceiro lugar, sendo o único Audi em condições de disputar a corrida, uma vez que o carro número 2 sofreu um forte acidente após uma falha mecânica e o carro número 3 teve muitos problemas e terminou em 17°.

Ótimo resultado para o Lola-Aston Martin número 007 que terminou em quarto lugar, o primeiro carro movido a gasolina da classificação final. Durante toda a corrida os Aston estiveram entre os primeiros colocados, mas problemas com o carro 008 e 009 os colocaram mais atrás no resultado final.


Pela LMP2, vitória do Porsche RS Spyder da equipe Essex, que disputou a primeira metade da corrida a liderança na categoria com o outro RS Spyder, mas teve dificuldades e o Lola-Judd terminou em segundo.


Foi triste ver o grid da GT1, com apenas seis carros, sendo quatro Corvettes C6R, um Aston Martin DBR9 e um Lamborghini Murcielago que nem largou. Como era de se esperar, Corvette venceu absoluta na categoria, ainda indefinida para o próximo ano, por conta do ridículo número de participantes.


Pela GT2, festa brasileira com Jaime Melo Jr. no F430 de número 82 da equipe Risi Competizione. É a segunda vitória seguida de Melo na categoria GT2 das 24 Horas. Os 911 não mostraram a resistência que é a marca registrada da Porsche, e foram vencidos por nove Ferraris na classificação final.



O resultado completo pode ser visto aqui.










De vez em quando eles voltam a aparecer como assombrações benéficas. Há umas 3 semanas, no mesmo dia, vi dois deles, sendo um branco, e perfeito.
Agora, depois de vários dias sem nem mesmo lembrar desse carro que me atormenta, aparece essa foto, mostrando que também na terra essa beleza magistral já fez suas estrepolias, sem sucesso digno de nota.
Mas que ele é belo, disso eu não duvido.

JJ
Sexta-feira fui conhecer a LAN montada pelo pessoal da GPLBR no Hotel Novo Mundo, no Rio. A GPLBR é uma liga de pilotos virtuais que correm regularmente on-line usando o simulador rFactor (http://www.rfactor.net/), um dos preferidos pelo pessoal, pois permite usar modificações feitas por terceiros, ou seja, novas pistas, novos carros.


Aproveitando o feriado, reservaram um salão no hotel e montaram a LAN, em comemoração ao 11° aniversário da liga. Veio gente de tudo quanto é canto do Brasil, e até do exterior. Uma profusão de telas de LCD dos mais diversos tamanhos, vários bancos concha montados em cockpits especialmente fabricados para corridas em simuladores, volantes e pedais das mais diversas marcas, acho que todos com 'force feedback', que transmite ao piloto parte do que acontece na pista. Sentei no cockpit do Lotfi (que tive o prazer de conhecer momentos antes, num almoço com o pessoal) para experimentar. O dele é o que aparece na foto com 3 telas, que dá um campo visual sensacional.


Ouço de muitos entusiastas que simulador não tem graça porque a gente não sente as forças atuando. É uma meia verdade, nada como sentir a aceleração em um carro forte, as curvas, a freiada. Mas acreditem, é uma diversão e tanto. O grau de realismo é grande, as velocidades em curvas, o jeito que o carro desgarra, tudo muito parecido com a vida real. Junte a possibilidade de mexer em vários acertos do carro (ou seja, podemos brincar de mecânico também) e o recurso de jogar conectado pela internet e o circo está armado. Já participei de algumas corridas usando outro simulador e me diverti bastante, agora não vejo a hora de instalar o tal simulador e começar a correr com o pessoal. Eles mantém um servidor para corridas, e, segundo amigos, praticamente todo dia à noite tem gente disposta a um pega.



O canal Speed está transmitindo a 24 Horas de Le Mans, em trechos de cerca de 2 horas, intercalados por outros programas.
Depois de assistir bastante, me ocorreu de pensar nos motivos que fazem as equipes e fabricantes escolherem cockpit aberto ou fechado para seus carros. As vantagem de cada um são:
- intempéries. O fechado será sempre mais confortável.
- aerodinâmica. O aberto deve ter, de forma geral, uma maior turbulência na região do capacete do piloto. O fechado direciona melhor o ar para o aerofólio traseiro.
- visibilidade. O aberto é superior, lógico. Mas na condição de sol de frente atrapalha bastante.
- troca de pilotos. O aberto torna o trabalho mais simples. Mas isso não se trata de vantagem de tempo de parada, pois o abastecimento, troca de pneus, limpeza de vidro, faróis e dos números de inscrição são bem demorados, o que dá bastante tempo para afivelar os cintos, e trocar o banco no caso de pilotos de estatura e compleição física diferentes.
- acessibilidade a alguns sistemas dentro do cockpit. O aberto leva vantagem, desde que os pontos a serem verificados esterjam próximos das bordas do cockpit. No fechado, o mecânico precisa fazer a pose de cobra mergulhadora e esticar os braços para dentro.
- estilo. Pessoalmente, prefiro os fechados. Carro sem capota, nas pistas, só fórmula.
JJ

Quem disse que milagres não acontecem? Pois hoje vi um.

Fui de casa, em Moema, à Lapa (para um gostoso bate-papo de sábado no Club do MG), parando em semáforo só uma vez. Não pense que foi devido ao tráfego reduzido devido ao feriado perto de fim de semana, não foi isso.

Era facilmente perceptível como os sinais estavam sincronizados. E não apenas nos trechos retos. Por exemplo, ao sair de uma transversal da Av. Brasil e dobrar à esquerda nela, o sinal do próximo cruzamento estava verde. Sempre, há anos, encontrava este sinal fechado.

O mesmo aqui no reticulado de Moema sempre foi o padrão pegar uma rua e o próximo sinal estar fechado; agora, não.

É mais do que evidente que, fora o volume de carros aqui na capital (e em outras cidades brasileiras), as administrações não dão a devida atenção a trânsito. Falta software, como alguns poucos especialistas têm dito.

Pelo menos, pelo que presenciei hoje, alguma coisa mudou. Vamos torcer para que continue.

BS
Foto: Motorsport.com

O Peugeot 908 HDi conseguiu nos últimos instantes da classificatória tirar a pole position do Audi R15 de Tom Kristensen.

O carro de número 8 liderado pelo piloto Stephane Sarrazin, que fez sua terceira pole seguida na 24 Horas, foi 0,762 s mais rápido que o R15, e curiosamente, durante o final do segundo treino, que terminou perto da meia-noite, ou seja, na total escuridão, uma situação de maior dificuldade para os pilotos acharem a melhor trajetória pelos 13,65 km do circuito francês.

Dos brasileiros, Bruno Senna larga em 15°, Thomas Erdos em 24° e Jaime Melo Jr., em 40°.

Veja aqui o grid de largada para a corrida que começa no sábado, as 10 horas daqui do Brasil. Será possível acompanhar em tempo real a classificação da corrida por este link. Ainda não encontramos nenhum site que passará a corrida ao vivo por streaming de vídeo, mas estamos procurando.



PS: Tudo indica que este site irá transmitir a corrida. Vale a pena conferir amanha.
O Chevette é um dos carros preferidos de alguns dos participantes desse blog. Os motivos são vários. Tração traseira, a marca Chevrolet, a grande quantidade de carros disponíveis e peças para quem quer realizar modificações e transplantes de motores, a dinâmica superior da tração traseira, que realmente ensina a dirigir, e até o estilo "invisível".
Tudo isso é bem legal, e eu mesmo já tive dois deles, sendo que um foi o meu primeiro carro, só por isso, memorável.
Mas um outro pequeno de tração traseira que me atrai muito, cujo projeto é ainda um pouco mais antigo, é o Escort Mk1, de 1968.
Nos últimos dias, esse carro está aparecendo na minha frente de forma meio que sobrenatural ou premonitória, talvez provocado pela minha curiosidade sobre a sigla RS criada pela Ford para designar seus carros de rali. Não são carros de verdade, mas matérias em revistas, livros encontrados em buscas pela internet e outros assim.
Espero que as coincidências nos levem a ter algum desses aqui no Brasil, pois na Argentina e Uruguai sei que eles foram até populares. Na Europa foram muito utilizados em corridas no asfalto (primeiro lugar no European Touring Car Championship em 1974), ralis e até corridas de dragsters. Hoje são facilmente encontrados nas provas para antigos e clássicos.
Quem sabe alguém com uns trocos sobrando não se anime?




Muito interessante esses blueprints (na falta de nome melhor) com 5 vistas do site swaq valley.
Coloquei alguns dos meus preferidos para seus comentários.
Tem muito mais por lá, a maioria à venda. Esses aqui eram amostra grátis.
JJ
Do mesmo jeito que aprendemos no jardim de infância, tudo tem tamanho e proporcionalidade. Se tem um pequeno, logo deve ter um grande.

O laranja, para quem não conhece, é um Chevy 454 bloco grande e o vermelho, um Chevy 400 bloco pequeno. O 400 é idêntico externamente a um 350, mesmas dimensões, mesmas fixações.

A diferença de tamanho entre os blocos, como pode ser vista abaixo, por si só já elimina qualquer dúvida sobre dimensões e possibilidades.

Evidentemente, tem mais coisa além do tamanho do bloco. O pequeno tem cabeçotes com valvulas paralelas e o grande em ângulos compostos, que ajudam e muito o bom fluxo de gases, além evidentemente do diâmetro das válvulas. Enquanto o limite no pequeno é 2,02" e 1,60", no grande 2,25" e 2,06" são possíveis.


Uma parte muito legal da brincadeira é fazer coisas minimamente sensatas, para evitar resultados não muito práticos. E alguma coisa que se possa dirigir é também algo de algum valor.
O Chevette V-6 é um exemplo que voces já conhecem bem. É legal, é divertido e é relativamente simples e barato de se fazer, e as peças, ou a grande maioria delas. se pode obter aqui sem muito trabalho ou despesa.

O Opaloito, um pouco mais complicadinho por conta de não termos Chevys V-8 bloco pequeno em abundância por aqui, mas ainda sim posivel e até digo nem tão dificil assim de se fazer.

Mas se um pouco, no caso o Chevette V-6 é bom, e se mais é muito melhor, como o Opaloito, por que não tentar ainda mais, ir logo ao exagero, ao excesso, ao absurdo?

Talvez algumas pessoas aqui venham a passar mal com a próxima informação, mas é mais fácil - por favor, eu disse mais fácil, mais abundante, não necessáriamente mais barato, ok?? - conseguir um 454 que um 350. Se isso é verdade, por que não? Como, aonde, de que jeito, para que e como fica.

Primeiro, não é assim lá uma boa ideia tentar enfiar um 454 num Opala. Não é bom conjunto, não fica confortável, nem muito legal dinamicamente. Palavra de honra.

Já num Camaro, Chevelle, C-10 ou Veraneio, bom, aí já muda e muito de figura. Claro que eu já naveguei por todas essas turvas águas, me sacrifiquei em prol de outros que vieram a tentar fazer o mesmo. Sempre nos carros de passeio, como Camaros, Chevelles e Corvettes, a guerra é com escapamento, cárter correto e a transmissão do receptor ser adequada ao 454.

Vejam que sempre cito 454 porque em 99% dos casos é o que aparece. Tá, o Camaro amarelo é 502, que é idêntico ao 454, mas é o 1%. No caso dele, troquei a capa seca original que apenas servia a volantes de 12 e 3/4" por uma nacional de C-10 com 250, que aceita volante de 14". Resolvido, o resto foi só fabricar umas coisinhas, fazer alguns furos e boa. Escapamento tubular é fortemente recomendado pelos ganhos dinâmicos e pelo fato que todos os motore sempre vem sem coletores de escape, pois não são usados em barcos. O Chevelle branco é meu. Como só instalar o motor era fácil demais, providenciei uma recuada básica no motor, para ajudar na distribuição de peso.


Já a Veraneio preta, essa de um amigão de São Paulo, deixei o câmbio Clark 260 original dela, de 4 marchas, na posição original, e instalei o motor. Usei os mesmos calços de motor que vêm nos 4100, só que aparafusados direto no bloco do motor, cabe sem nenhuma modificação, e reloquei os dois suportes originais de chapa do chassis onde eles normalmente se fixam. Só isso. Mais nada. É tira e põe. Tem um pedacinho de assoalho que fica perto do pedal do acelerador que deve ser amassado porque pega no cabeçote do lado esquerdo, mais nada. Neste carro, eu por acaso tinha 2 coletores de escape do lado direito, é tão espaçoso que mesmo assim foi possivel fazer a instalação em casa, com alguns retalhos de canos curvos de caminhão Mercedes. Acho que foi o engine swap mais ridículo de simples que fiz em toda minha vida, nem mesmo meter motor de Gol BX em BR-800 conseguiu ser mais simples.

Os comentários sobre o resultado, a baixaria que todos querem ler a respeito: a Veraneio, que depois da troca recebeu carinhosos apelidos de Veraneio vascaína ou camburalho, ficou excelente.
Um negócio. O diferencial dela originalmente é um 11/43, 3,92:1 e foi trocado por outro muito mais longo, 13/41, 3,15:1, original de Dodge antes da troca do motor e o 4100 sofria um pouquinho para fazer ela se mexer. Engraçado que com o 454 isso não acontecia. A jaca pesa quase 2 toneladas. mas o 0-a-100 em cerca de 8 segundos impressiona bem. De 120 a 160 em quarta mesmo é uma coisa que se passa tão rápido que é dificil de acreditar.

Surpreendentemente é boa de chão, ainda traciona bem e, por incrível que pareça, é agradavel e não é nem tão intimidante assim. pelo menos para quem já a conheça e saiba bem do que se trata. Já o Camaro e o Chevelle, bem, nesses aí não posso dizer o mesmo. Engrenado em marchas mais baixas, qualquer movimento mais brusco no acelerador, adeus tração. O carro risca furiosamente independente de eixo traseiro com blocante, pneus grandes, murchos e outras coisas na mesma linha. Fazer longos e fumacentos burnouts, para os apreciadores é uma tarefa simples demais. Se for automático, ele vai carregar todas as marchas do câmbio sem sair do lugar sem muita dificuldade, se não afrouxar o pé. É o exagero, o absurdo, a sobra, o desperdício elevado a sua última potência e em toda a plenitude do abundante e sobrepujante torque. Muito bom, muito legal, bacana demais mesmo.

Num outro extremo, tem outra bagunça que eu adoro fazer que é jogar dardos. dardos são muito legais. Alguns mais afiados, outros menos. Dardos são muito legais mesmo, minha grande paixão.
Nothing beats a dart! E, claro, como eu gosto tanto deles, não poderia deixar eles de fora de algumas fanfarras. Aqui a coisa é bem mais séria e difícil que com os Chevys, e tirar um small e pôr um bigblock no mesmo lugar não é assim uma tarefa menor. Nada é simples ou barato, e os motores são infinitamente mais difíceis de se obter. Tudo muda, calços, furação do motor ao câmbio, peso, escapamento e tamanho do motor em si. Vale lembrar que como tivemos Opels na alemanha com small block nos anos 70, também tivemos Darts 383 originais em 68 e 69. O que não facilita muita coisa além da certeza que se tem de antemão, ele cabe lá sim. O Dart verde é small block, um carro que gosto muito, um companheiro de longa data e tem um 360 bem feitinho, que, a meu ver, para uso normal, é A opção a ser feita e o melhor custo-beneficio. Muito bom conjunto, muito bom de usar e muito rápido se relativamente bem preparado.

Desnecessário dizer que usar eixo traseiro algo mais longo, com autoblocante e uma caixa wide, relações de picape F-1000 na carcaça original de Dodge são coisas triviais e obrigatórias. O amarelinho, 383, tem ainda o câmbio close-ratio de 4 marchas e um eixo mais curto, 3,54:1, também com blocante de F-1000. Pensar em 0 a 100 é algo pouco ilustrativo, na medida em que apresentam números baixos e próximos, na casa dos 6 segundos, sem pneus especiais e com pressão normal de uso, mas a diferença de comportamento dinâmico é completa. O 360 é um motor feito com uso normal em mente, curva de torque mais plana, com bons valores em rotações mais baixas, e o 383 ve bem melhor altas rotações e muito mais apto e um uso mais esportivo, se o 0 a 100 é próximo, o 100 a 200 não é não.



Espero que a leitura tenha valido a pena.

AG
Deu agora há pouco no Jornal Nacional: ficou proibido comprar pneu no Paraguai. Tanto trazer como mercadoria quanto comprar lá e mandar montar no veículo. E depois ainda falam no tal do Mercado Comum do Cone Sul, ou Mercosul. É ou não piada?
E o que dizer de um mercado comum onde a gasolina é de um tipo num país e de outro, nos demais? Aqui a gasolina contém 25% de etanol; na Argentina, Paraguai e Uruguai, não.
Durma-se com um barulho desses...
BS
O carro tem 4 freios a tambor. Tem um motor de Fusca pendurado lá atrás do eixo traseiro. Seu desempenho não é grande coisa para os padrões modernos. É simples como um mineiro mascando mato, tecnologicamente um dinossauro sem sofisticação nenhuma.

Não é particularmente econômico em combustível também. É minúsculo, e meus 1,92 metro de altura só conseguem ser acomodados lá dentro adotando-se uma posição de dirigir extremamente deitada e com pouquíssimo espaço para se mover. Claustrofóbicos devem se manter a distância. A ergonomia é passável, mas para se ligar o carro, tem que se meter a chave pelo meio do volante, e por causa disso girá-la para ligar o motor é um movimento totalmente anti-natural: braço enfiado pelo volante, que por sua vez encontra-se na altura dos seus joelhos. É quase uma posição nova de Yoga!

Passa longe do que seria aceitável também em qualidade de construção. Peças pequenas emprestadas de Fusca, vidros difíceis de levantar, qualidade de materiais apenas um pouco melhor daquela presente no bugue que seu vizinho produzia no fundo do quintal.

Sabendo-se de tudo isso, alguém poderia por favor me explicar o porquê da inexplicável, mas completamente arrebatadora paixão que sinto pelo carrinho?

Hoje passei o dia todo pensando nisso, incapaz de tirar os olhos da foto abaixo, tirada terça passada no sambódromo.
O carro pertence a um grande amigo, que por algumas vezes deixou o carro comigo, e que portanto é um velho conhecido. Trata-se de um raríssimo Puma GT 1969, dos quais foram fabricados pouquíssimos, exatamente 272 deles.

O carrinho é a prova viva e mais exuberante da máxima de que um carro nunca é somente a soma de seus componentes. Ele pode ser melhor ou pior, mais belo ou menos atraente, mas nunca igual ao carro que lhe doou a mecânica. É sempre diferente porque quase sempre foi criado por outras pessoas, em outro tempo, e as vezes, como no caso da Puma, em outra empresa. Por consequência, a marca indelével do humano, um pequeno pedaço da alma de seus criadores se imprime na máquina de maneira clara e absoluta, tornando-a algo diferente e único. Inevitavelmente, para o bem ou para o mal.

É por isso que abomino a corrente fixação da imprensa em "plataforma", que quer simplificar a difícil tarefa de avaliar corretamente um automóvel, tornando-o uma mera derivação de algo já conhecido. Tal coisa pode ser um demérito para o antigo carro, bem como uma injustiça para o novo.

Este Puma, por exemplo, poderia ser desprezado como um reles Fusca travestido de Lamborghini Miura. Ou um Fusca piorado, se se considerar tudo o que eu disse nos primeiros parágrafos deste post. Mas nada podia estar mais longe da verdade...

E eu não consigo explicar totalmente o porquê. Talvez por, apesar de seu desenho ser inspirado pelo Lambo Miura, ter proporções e linhas perfeitas, tornando-se assim uma daquelas formas atemporais, belas mesmo se tivessem sido criadas ontem, e não 40 anos atrás.

Mas uma coisa é clara: por ser pequeno e leve, e ter um CG baixo, ele não se parece nada com um Fusca ao rodar. Senta-se baixíssimo, com a busanfa a milímetros do asfalto, e a sua comunicação com o veículo é total. A direção é direta, ajudando a ler o asfalto perfeitamente. Você praticamente veste o Puma, e embalado pelo valente ronco do motorzinho lá atrás tem a sensação exata de estar andando em Interlagos nos anos 60.

O bicho rosna e berra com vontade. Sentado baixinho e bem no meio do carro, cada movimento dele é como se fosse seu, cada reação sua é diretamente transformada em ação, e você e sua montaria são como um só. Em pouco tempo, buracos doem em você como nele, e acelerar até o limite de giros parece um orgasmo, se não fosse a aterradora sensação de que você está muito rápido, muito baixo, com muito pouco carro entre você e o resto do mundo lá fora. Você tem certeza que vai morrer, mas adora cada minuto da experiência.

É indubitavelmente, um carro esporte. Algo que lhe chama a andar rápido, a acelerar sempre, a andar para diversão, e não somente com a finalidade de transporte. Você se surpreende indo mais vezes à padaria, ao mercado, se oferece para buscar um dos filhos na escola (mais de um não cabe). É um carro para qual se inventam motivos para sair de casa, e isso não tem preço.

Mesmo tendo que adotar a famosa posição de Hata-Yoga "Puma invertido para frente, reverso", ou, como se diz na versão original em sânscrito, "Hatagamanesh Pumaviradolajh", toda vez que entra-se nele...

MAO

Outro dia o Paulo Keller escreveu sobre revistas importadas, comparando o preço nas bancas e livrarias, com o preço das assinaturas, e isso me lembrou que está fazendo três anos que encontrei o que procurei por um bom tempo: a edição comemorativa de 100 anos da Autocar, a revista de automóveis mais antiga do mundo.
O slogan abaixo do título da primeira edição dizia:
" A Journal published in the interests of the Mechanically Propelled Road Carriage."
E não custou nem 50 reais....
JJ




É comum vermos carros antigos, alguns bem antigos, com aparência melhor do que eles originalmente tinham quando foram fabricados. Esse é um fenômeno basicamente iniciado nos Estados Unidos, mas se alastrou por todo o mundo. Essa foto, que achei sei lá onde, me parece o caso. Mas como não sou expert em Bentleys, deixo aos amigos o pedido de ajuda.
Esclareçam. Esse Bentley era assim mesmo?

JJ

... com chuva e discussões a 24 Horas de Le Mans de 2009.

Os primeiros treinos livres foram marcados pela chuva no circuito francês, que fez com que os tempos de volta fossem bem mais altos que o esperado. A liderança na tabela ficou com o R15 liderado pelo mais que veterano Tom Kristensen, que já venceu oito vezes a corrida.

O segundo tempo ficou com outro R15, seguido de perto pelos três Peugeot 908 HDi. Os Lola-Aston Martin ficaram em oitavo, nono, décimo primeiro e décimo quarto lugares.

Pela GT1, os Corvettes lideram os treinos, e na GT2 o Porsche RSR lidera.

O bate-boca do dia ficou entre a Peugeot, que entrou com recurso contra a legalidade da asa dianteira dos Audi R15. Na foto, onde vemos escrito Michelin, é um apêndice preso à asa dianteira, que de acordo com os técnicos da Peugeot é ilegal por ser "um elemento cuja única função é gerar downforce", o que é proibido pelo regulamento, uma vez que somente dois elementos aerodinâmicos são permitidos para tal função na dianteira do carro.

A Audi rebate afirmando que o carro foi homologado pela FIA de acordo com o regulamento, e não foi alterado em nada neste aspecto. A decisão agora fica entre os comissários da FIA e os requerentes da apelação da Peugeot.

Amanha é a classificação, aguardem!
A foto acima é de São Bernardo do Campo, no já longínquo ano de 1974, cidade que por muitos anos foi considerada a "Detroit Brasileira".

Cliquem na foto e reparem nos automóveis: tons de azul, laranja, amarelo, vermelho, verde, branco... Um ou outro carro preto, nenhum deles cinza.

Sem dúvida, uma paisagem totalmente diversa da que vemos hoje. Não seria muito mais legal ver o ambiente tomado por cores realmente coloridas?

Neste fim de semana de feriado acontece a mais importante corrida de endurance do mundo, a 24 Horas de Le Mans.

Este ano promete uma das maiores disputas de todos os tempos, entre os quatro carros da Peugeot com o 908, e os três Audis R15. Novamente, todos movidos a diesel. Este ano também haverá uma forte concorrência dos já vitoriosos Lola-Aston Martin.

Veja aqui a lista de inscritos das quatro categorias. A classificação acontece na quinta-feira, para a largada no sábado.

Este fim de semana promete. Mais a seguir, aguardem...
No post "NASCE MAIS UM AUTOENTUSIASTA II" levantei a tese de que quem gosta de carros não liga pra futebol. Vamos às estatísticas.
Dos 28 comentários no post:
10 foram claros que não há interesse por futebol,
7 não disseram nem que sim nem que não; deduzo que não ligam,
5 foram respostas e conversas sem relação com a pergunta,
2 ficaram em cima do muro; gostam um pouco,
e apenas 2 disseram que realmente gostam de futebol.
Acho que o mito foi confirmado!!!!
No entanto acabei de receber o vídeo abaixo de um leitor. Acho que esse futebol qualquer um de nós gostaria de jogar.


fonte: TOP GEAR

autor do post: Arnaldo Keller

Por coincidência fiquei uma semana com cada modelo de Sandero, um normal e, na semana seguinte, um "aventureiro", o Stepway. Ambos são muito bons para o propósito que foram feitos, com a clara vantagem do normal sobre o Stepway no quesito estabilidade, tanto direcional quanto em curvas.

O Stepway, que tendo 4 cm a mais de altura -- altura essa conseguida com a elevação da suspensão -- é suficientemente estável para que rodemos com tranquilidade. O Stepway é bem mais estável que o Crossfox e também mais estável que o Ecosport e a Palio Adventure, seus concorrentes diretos, porém, fica longe do Sandero normal.

O Sandero normal enfrenta muito bem a buraqueira paulistana e viaja que é uma beleza, sempre estável e confiável, mesmo quando exigido ao limite de velocidade e aderência (estava com ótimos pneus Goodyear GPS 3).

Já o Stepway tem a suspensão mais firme e áspera na buraqueira, apesar de continuar a portar-se muito bem, porém, quando partimos com ele para a estrada já não temos a mesma tranquilidade que ao volante do normal. Ele é mais arisco nas retas e nas curvas temos mais dificuldade para fazermos bons traçados com ele, traçados mais limpos e redondinhos, daqueles que a gente gosta. Isso se deve à consequente mudança na geometria de suspensão, que, ao ser elevada, perde as boas características do projeto.

Tal como o Bob Sharp bem exemplificou em sua reportagem do Polo Bluemotion, que, este sim, sendo mais baixo que o Polo normal está com a suspensão na correta altura para a qual foi projetada -- e com isso tem melhor estabilidade --, o Sandero normal tem a suspensão trabalhando do jeito certo e o Stepway de um jeito um pouco estranho. Ao entrarmos na curva, ele entra forte demais com a frente. A reação ao volante não é linear. No começo do esterço ele tem uma certa reação, que fica mais rápida ao esterçarmos mais, e isso incomoda.

A não ser que o interessado tenha um sítio de difícil acesso, ou que ele seja um sujeito que realmente goste ou tenha de pegar estradas ruins de terra com facões que raspam no fundo do carro, não vejo explicação lógica para que ele prefira o Stepway ao normal. Em tudo este é melhor, além do que ele já tem um bom vão livre para topar as malditas lombadas, algumas das quais podemos passar meio lascado num vlup, vlup que ele nem se toca. E outra, sendo mais alto, disso ele não escapa, tem maior área frontal, o que acarreta pior aerodinâmica. Piorando a aerodinâmica, maior o consumo.

O motor de ambos era o delicioso 1,6-litro de 4 válvulas por cilindro. Suave e valente. Bom torque desde baixa rotação e, quando atinge umas 3.500 rpm, ele estilinga que é uma alegria. E ronca gostoso o 4-cilindros, um ronco grossinho e encorpado. Anda pra burro.

O galho é sua baixa taxa de compressão para um motor dito flex. A taxa é só de 10,5:1, o que o faz consumir álcool além da conta. A taxa é boa para a gasolina, mas é baixa demais para queimar corretamente o álcool, e não há eletrônica sofisticada que compense por completo ir contra as leis da termodinâmica. Esse motor, segundo li no manual, também pode rodar com gasolina pura. Não falo da nossa, que contém 25% de álcool, mas, por exemplo, da gasolina argentina, que é isenta de álcool. Em suma, esse motor foi feito para todo o Mercosul.
Se por um lado isso é bom, pois você pode viajar com ele por toda a América do Sul e ir colocando tudo quanto é combustível que aparecer pelo caminho, exceto diesel, por outro, como já disse, ele me pareceu que se entusiasma demais quando vê álcool pela frente. Seria melhor que deixassem de tentar ganhar com economia de escala e que fizessem um motor com a taxa mais adequada para os flex e outro direcionado ao mercado externo -- cada um com diferentes taxas de compressão, sendo que se a versão flex brasileira ficasse acima dos 12:1 ele seria mais econômico e ainda mais potente. O ideal mesmo seria que fizessem também um só para o álcool, agora chamado etanol, com taxa acima de 14 ou 15:1, que esse motor certamente renderia mais de 130 cv (em vez dos 112 cv que tem) e seria certamente muito, mas muito, mais econômico.

Não é frescura, não, mas bem que eu gostaria que o volante tivesse regulagem de altura e distância para que tivesse o volante mais próximo, na posição certa de guiada, sem que minhas pernas ficassem encolhidas e meu joelho direito ficasse roçando no bordo inferior do painel. Em tempo, sou uma pessoa de proporções normais. Como prova, digo que de pé, com os braços pendendo, as pontas dos dedos ficam sete centímetros acima das rótulas, e meus antepassados há muito desceram das árvores.

De qualquer modo, gostei bastante dos Sandero, de ambas as versões. Carro honesto, confortável, espaçoso, robusto, esperto e prazeroso de dirigir. Minha mulher adorou e também preferiu o normal -- o que vai de encontro ao que muitos apregoam, que mulher gosta de carro alto.

Resumindo: quem precisa de um carro com maior vão livre, tudo bem, que sacrifique a dirigibilidade e pegue um Stepway. Quem não precisa disso, que pegue um normal, que estará mais bem servido em tudo.

O normal tem mais a cara dos entusiastas.
AK
É, estive trabalhando no outro opaloito aqui e, olhando bem, acho que o MAO vai ficar feliz, porque depois de arrumar umas coisas nele, comecei a ver com muito carinho a ideia de pôr a bateria no porta-malas.
Assim, não vai ter nenhum aperto na hora de instalar a bateria no cofre tão limpinho e bacana.





Para quem, como eu, andou (muito) às voltas com Lambrettas e Vespas nos anos 50 e 60, ter conhecido e andado no novo produto da Honda, o scooter Lead 110, foi duplamente gratificante. De um lado, a questão nostálgica, sempre presente em quem já passou dos 60 anos (tenho 66). De outro, saber que o que tanto apreciávamos na juventude transporta-se com louvor para este quase-final da primeira década do século 21.

Por R$ 6.250, mais frete, leva-se para casa um prático meio de transporte para duas pessoas, desde que respeitado o peso-limite de 140 kg de carga útil. Não só prático: inteligente também. O motor monocilíndrico na horizontal, quatro-tempos de 108 cm³ (50 x 55 mm) e comando no cabeçote, refrigerado a líquido e com injeção eletrônica, desenvolve 9,2 cv a 7.500 rpm e está casado com um câmbio automático de variação contínua (CVT) de controle puramente mecânico. É só acelerar, sem se preocupar em passar marchas.



A plataforma para os pés é lisa e possui um pequena tampa ocultando o bocal do tanque de combustível de 6,5 litros, com tampa a chave. De maneira astuta, o tanque "desceu" para a parte de baixo da plataforma e deixou um amplo compartimento de bagagem sob a sela (ao lado), tão grande que pode acomodar dois capacetes. Ou uma razoável compra de supermercado.



O passageiro conta com apoios de pé dedicados que são escamoteáveis em giro de 90 graus. Dessa forma não é preciso achar lugar para os pés na plataforma, o que muitas vezes incomoda o piloto. Uma boa solução que os concorrentes não têm.

Ao contrário dos dois famosos scooters italianos, não há o pedal de freio traseiro, que é a tambor. Este freio é acionado pelo manete esquerdo, sendo o direito para o freio dianteiro a disco. Mas o manete do outro lado do guidão aciona os dois freios simultaneamente por meio de um segundo cabo que aciona o freio da frente. Pode-se, assim, escolher entre freadas normais e mais vigorosas. Perfeito. E tem ainda freio de estacionamento. acionado pelo manete de freio traseiro.

Claro, a partida é elétrica mas, por segurança, um dos manetes de freio deve estar acionado. Como pesa pouco, 109 kg a seco, é bem fácil colocar o Lead 110 no cavalete central.

Há outro compartimento com tampa e fechadura para pequenos objetos no anteparo. A fechadura da sela sobre compartimento maior é elétrica e acionada a partir do interruptor de ignição e trava de direção, bastando premir a chave estando o motor desligado.

O Lead 110 é produzido na fábrica da Honda em Manaus, AM, mas o conjunto motor-transmissão vem de uma unidade da Honda na China. As peças da carroceria, de plástico injetado, são nacionais e feitas pela própria Honda. As vendas começam que vem e a fabricante objetiva vender 25 mil unidades por ano. Seus maiores concorrentes por aqui são o Suzuki Burgman AN 125 (R$ 5.990) e o Yamaha Neo AT 115 (R$ 5.543), ambos bem vendidos.

Não foi possível andar fora do circuito-escola do Centro de Pilotagem da Honda, em Indaiatuba, SP, palco da apresentação, mas a parte ciclística é toda coerente. A roda dianteira é de 12 polegadas e a traseira, de 10, com pneus de seção 90/90 e 100/90, respectivamente. Só resta ver como se comportará o Lead 110 em pisos mais para o irregular, uma vez que o conjunto motor-transmissão é não-suspenso e com um conjunto mola-amortecedor, como nas antigas Vespas, por exemplo. A maneabilidade é assegurada pela distância entre eixos de 1.274 mm e pelo comprimento total de 1.838 mm.

A história dos scooters Honda começou em 1981, que estão na quarta geração, com mais de um milhão de unidades comercializadas. O Spacy 125 foi vendido no Brasil de 1993 a 1995. Embora a Honda tradicionalmente não divulgue os números de desempenho e consumo, o Lead acelera bem e o câmbio CVT funciona de maneira impecável. Velocidade máxima de 100 km/h ou bem perto disso é uma expectativa realista, como é o consumo de 25 km/l em uso urbano, o que dá uma autonomia aproximada de 160 quilômetros.

O painel traz velocímetro com hodômetro, medidor de combustível e termômetro do líquido de arrefecimento, além da luz de eventual mau funcionamento do sistema de injeção/ignição e outras auxiliares de piscas e farol alto. Os dois espelhos convexos são eficientes.

Mas a modernidade liquidou dois itens que eu apreciava na Lambretta e na Vespa: estepe e a torneira de gasolina que permitia contar com combustível de reserva, impraticável com o sistema de injeção PGM - FI, feito pela Honda. Não se pode ter tudo.
Os leitores em geral e os apreciadordes do Chevette-Lotus em particular poderão ver agora as mesmas fotos postadas originalmente, só que digitalizadas por um profissional a partir de slides. Estão bem melhores. A iniciativa foi do próprio Luiz Dränger.
BS
Conversando com uns colegas notei que existem muitas dúvidas sobre o funcionamento de sistemas 4x4 em picapes e SUVs. Então preparei uma explicação simplificada sobre os 3 principais tipos de tração 4x4 usando modelos da Toyota (Hilux, SW4 e RAV4) como exemplo.

1- 4x4 part time - Hilux (e outras picapes)

É o sistema mais utilizado para aplicações fora de estrada e para transpor obstáculos sendo assim o preferido pelos "jipeiros".

O acionamento ou engate da tração 4x4 é feito numa caixa de transferência que na grande maioria das vezes também possui uma reduzida. Nesse sistema o 4x4 só deve ser utilizado em condições de piso com baixa aderência como terra, lama ou molhado. No asfalto seco deve-se usar sempre o 4x2, pois pela ausência de um diferencial central, apesar de robusto, o sistema pode ser danificado devido a diferença de rotação dos eixos dianteiro e traseiro.

Quando em 4x4, em situações mais extremas se usa a reduzida, que proporciona mais força ao veículo e deve ser utilizada em velocidades baixas (apenas para transpor algum obstáculo).

Na Hilux temos o seguinte:

4x2 - H2 (High 4x2) operação normal em asfalto seco, o H, de High, significa que a reduzida não está engatada
4x4 - H4 (High 4x4) para uso em piso com baixa aderência como terra, lama ou molhado
4x4 - L4 (Low 4x4) com engate da reduzida para uso em condições mais extremas como rampas com grande inclinação e transposição de obstáculos.

2 - 4x4 permanente - SW4 e outros SUVs com chassis (derivados de picapes)

Neste caso a tração 4x4 é permanente. Ou seja, o veículo está sempre na condição de 4x4. Isso é possível devido à adoção de um diferencial central que distribui a tração entre as rodas dianteiras e traseiras, evitando que o sistema seja danificado no caso de utilizações em asfalto seco.

Esse sistema possui um diferencial central com sistema de distribuição de torque ("torque sensing" - saiba mais) e deslizamento limitado (LSD - limited slip diferential). A função desse diferencial central é distribuir o torque entre as rodas dianteiras e traseiras de acordo com a condição de rodagem.

Os benefícios sãos:

> Melhor aderência em qualquer condição de piso, contribuindo para uma melhor estabilidade direcional
> Mais aderência nas entradas e saídas de curvas, contribuindo para uma melhor dirigibilidade
> Maior segurança ativa

Para uso off-road, em adição ao sistema de distribuição de torque e deslizamento limitado, o diferencial central ainda pode ser bloqueado. O bloqueio do diferencial central distribui o torque (força) entre os eixos dianteiro e traseiro na proporção de 50% para cada eixo, garantindo torque para os dois eixos independente da condição do piso.
Para situações mais extremas ainda existe a reduzida, que proporciona mais força ao veículo e deve ser utilizada em velocidades baixas.

Então na SW4 temos o seguinte:

4x4 - H (High 4x4) operação normal para uso em qualquer terreno incluindo asfalto seco, o H, de High, significa que a reduzida não está engatada.
4x4 - HL (High com Lock 4x4) bloqueio do diferencial acionado para uso off-road proporcionando um melhor capacidade de tração diante das variações constantes de aderência
4x4 - LL (Low com Lock 4x4) reduzida e bloqueio do diferencial acionados para uso em condições mais extremas como rampas com grande inclinação e transposição de obstáculo.

4x4 Integral vs 4x4 Permanente

O termo integral tem sido utilizado por muitos em referência a "tempo integral". Porém pode ser considerado como integral no sentido de tração por inteiro, ou nas quatro rodas. Daí dizer 4x4 integral fica redundante. O correto seria dizer tração integral. Portanto acredito que 4x4 permanente deixa mais claro que a tração é 4x4 sempre.

3- 4x4 on demand - RAV4 (e outros SUVs/crossovers derivados de carros de passeio)

Este sistema não tem o propósito de um uso off-road. Seu principal objetivo é aumentar segurança ativa em curvas ou vias escorregadias, caso de chuva, garoa, e neve/gelo. Mas também ajuda em estradas de terra molhada.

Neste caso o carro é um 4x2 de tração dianteira na maior parte do tempo. Em determinadas condições (que variam de modelo para modelo) a tração nas rodas traseiras é acionada através de um diferencial central com acoplamento gerenciado eletronicamente.

No caso do RAV4, nas acelerações o diferencial central reparte a tração deixando cada eixo com 50%. Na reta com aceleração constante, para melhorar o consumo de combustível, a tração é transferida 100% para o eixo dianteiro. E nas curvas a distribuição da tração se divide de acordo com a condição de aderência de cada eixo.
Ainda no caso do RAV4 pode-se fazer o bloqueio desse diferencial central para sair de alguma condição de piso escorregadio através de um botão no painel. Ao atingir a velocidade de 40 km/h o bloqueio é desativado automaticamente. O EcoSport 4WD (4 Wheel Drive) e outros carros de passeio (Fusion) utilizam um sistema similar.



A foto da viatura acima está rodando pela internet há alguns dias, mostrando uma VW Parati G4 da Polícia Militar do Paraná, "personalizada" com filme G5 nos vidros, suspensão rebaixada e rodas de liga leve Giovanna de aro 18, calçadas em pneus de perfil 35.

Perguntas que não querem calar:

- Quem financiou a personalização? Essas rodas (e pneus) não custam pouco. É dinheiro do contribuinte? Se não for, de onde veio?

- A polícia está acima da lei? Pode modificar/descaracterizar o carro da maneira que bem entende?

- E a conservação do patrimônio público, como fica? É sabido que essas rodas enormes costumam sacrificar bastante as suspensões, ainda mais em um carro cujo projeto prevê o uso de uma roda de aro 13, no máximo aro 15.

Curioso isso, mesmo sabendo que no Brasil existe uma cultura favorável à personalização de viaturas policiais. Quem é que banca essas viaturas "tunadas"?