google.com, pub-3521758178363208, DIRECT, f08c47fec0942fa0 AUTOentusiastas Classic (2008-2014)
Conforme esperado no começo da semana, o Departamento de Justiça dos Estados Unidos confirmou acordo com a Toyota para pôr fim a investigação criminal de quatro anos de acusações de ter enganado as autoridades no caso da aceleração não intencional dos automóveis Toyota e subseqüentes convocações. A multa de US$ 1,2 bilhão (R$ 2,8 bilhões) é parte de um acordo com o órgão que impõe a mais pesada penalidade até hoje para uma fabricante de veículos.

A investigação daquele departamento ocorreu devido aos problemas de tapetes prenderem o pedal do acelerador e este ficar agarrado e à atitude da empresa diante das reclamações de aceleração repentina. O departamento disse que quando a Toyota garantiu ao público que a “causa principal” da aceleração fora “resolvida” nos oito modelos 2009 com a convocação dos tapetes, estava escondendo da NHTSA a segunda causa da indesejada aceleração nos veículos: o pedal que prendia sozinho.

“Em vez de prontamente tornar claro e corrigir problemas de segurança de que estavam cientes, a Toyota fez declarações públicas incompletas aos consumidores e forneceu fatos imprecisos a membros do Congresso,” disse o Promotor-Geral Eric Holder.

“Quando os proprietários de automóveis pegam o volante, eles têm o direito de esperar que o veículo seja seguro. Se qualquer peça do carro apresenta problemas de segurança, a fabricante tem o dever de antecipar a eles, a repará-los rapidamente e dizer logo a verdade sobre o problema e suas implicações. A Toyota violou este conceito básico. Que outras fabricantes não repitam o erro da Toyota: uma convocação pode prejudicar a reputação da empresa, mas decepcionar os clientes tem efeito bem mais duradouro.”

A Toyota deixou claro que agora tomou medidas para “se tornar mais ágil” e redirecionou esforços para recuperar a confiança dos clientes. “Na época dessas convocações, assumimos total responsabilidade por quaisquer preocupações que nossas ações possam ter causado aos clientes e nos redirecionamos nós mesmos para ganhar sua confiança,” disse Christopher P. Reynolds, chefe do departamento jurídico da Toyota Motor North America. “Em mais de quatro anos desde aquelas convocações, voltamos aos básicos da Toyota de colocar o cliente em primeiro lugar.”

Continuou Reynolds: “Fizemos mudanças fundamentais em todas as nossas operações globais para sermos uma empresa mais ágil — ouvindo melhor as necessidades dos nossos clientes e proativamente tomando ações para servi-los. Especificamente, demos uma série de passos que nos permitiram melhorar o controle de qualidade, responder mais rapidamente às preocupações dos nossos clientes, reforçar nossa autonomia regional e acelerar as tomadas de decisão. E estamos comprometidos com a melhoria contínua de tudo o que fazemos para manter crescente a confiança na nossa companhia, em nossos funcionários, em nossos produtos. Mais importante, a Toyota resolveu os problemas de pedal de acelerador prendendo e interferência dos tapetes com soluções efetivas e duráveis, e estamos atentos à segurança e qualidade dos nossos veículos. Fechar esse acordo, mesmo que tenha sido difícil, é um passo importante para deixar esse desafortunado capítulo para trás. Permanecemos muito gratos aos nossos clientes que continuaram a prestigiar a Toyota. Andando para frente, eles podem ficar confiantes de que continuaremos com nossa responsabilidade com relação a eles muito seriamente, “ concluiu. (Just-auto/Dave Legget)
Belo pôster com todos os Honda F-1

 
Sábado à tarde. Da janela da sala vejo um Honda branco estacionado do outro lado da rua. É um Fit Twist, e acaba de ser incorporado à frotinha da família. Bonitinho, competente, prático, moderno. Nosso primeiro Honda. Primeiro, e não “primeira”: as motocicletas da marca há muito freqüentam a garagem da casa. Pequenas ou nem tanto, mas todas com um ponto em comum, quase uma mania melhor dizendo. Qual? A de serem tremendamente competentes, funcionando dia após dia, ano após ano, década após década, e sempre muito bem.




Um comichão cerebral me acomete enquanto olho o Fit: Honda branco? Sim, eu já tive um! Em 1969 ou 1970 ganhei — nada mais, nada menos — o estupendo RA 273, o terceiro carro de fórmula 1 construído integralmente pela marca japonesa. O modelinho, escala 1/32 da italiana Politoys (marca que patrocinava o Williams pilotado por José Carlos Pace em seu ano de estréia na F-1) era um dos favoritos da coleção.


José Carlos Pace no Williams-Ford, um dos patrocinadores a Politoys

As vendas de automóveis na Europa cresceram cerca de 8% em fevereiro, o sexto ganho mensal consecutivo, ajudadas pela gradual recuperação econômica do sul da região e redução de preços para incentivar a procura por novos modelos.

Licenciamentos na União Européia e nos mercados de livre comércio europeu subiram de 831.371 há um ano para 894.730, informou hoje a ACEA, a associação européia de fabricantes de automóveis. As vendas no primeiro bimestre cresceram 6,3%, atingindo 1,86 milhão de carros.
Foto: www.asme.org


Acho que todos concordam que o som é uma das coisas mais importantes na nossa vida. Todos temos sons guardados na memória que remontam aos nossos primeiros anos de consciência do mundo ao redor. É som que nos deixa em contato com o mundo quando não vemos ou avistamos alguma coisa, por exemplo, um barulho estranho na casa ou no carro.

Compartilho com o leitor alguns sons que marcaram nesses meus 71 anos, com os quais, estou certo muitos irão se identificar. Dado o tipo de blog que o AUTOentusiastas é, sons ligados ao automóvel, claro.

Um dos primeiros sons marcantes, ou o primeiro, foi de carro de corrida. Em 1946 a família se mudou de um apartamento em Copacabana para uma casa na Gávea. Eu tinha quatro anos. Em 1949, com em todos os anos, houve a corrida no Circuito da Gávea, o Grande Prêmio Cidade do Rio de Janeiro, em março. Acho que foi a primeira corrida que assisti (houve Gáveas em 1947 e 1948, mas não lembro se as assisti). Nossa casa ficava numa transversal da rua Marquês de São Vicente e ficava a 100 metros dela, que era parte do circuito. Eu tinha 6 anos, completados em novembro.

Pois bem, o berro do motor do Maserati do italiano Luigi Villoresi, que hoje sei se tratar de um 4CLT San Remo, 8 cilindros em linha de 1.490 cm³ com dois compressores, quatro válvulas por cilindro, 290 cv, até hoje está indelével na minha memória, guardado junto com o odor do escapamento, que trazia do motor uma mistura queimada de gasolina, álcool e benzeno impregnada com o óleo lubrificante à base de óleo de rícino que era alucinante. Villoresi venceu, com Giuseppe Farina, Ferrari, em segundo.

O Maserati 4CLT de Villoresi na curva da rua João Borges; note o calçamento de paralelepípedos e os trilhos do bonde (foto do meu irmão)