google.com, pub-3521758178363208, DIRECT, f08c47fec0942fa0 AUTOentusiastas Classic (2008-2014)
Tive seis tios, todos homens, quatro do lado paterno e dois, do materno. Todos, menos um, foram grandes tios, amigos, em muitos casos companheiros. O tio Paulo, do lado materno, foi o mais amigão deles e foi quem me introduziu ao mundo do automóvel sentado no banco do motorista de seu Citroën 11 L 1947. Eu tinha apenas 10 anos e mal enxergava por cima do grande volante. Com toda a paciência do mundo me ensinou os fundamentos dessa arte-técnica, que uso até hoje. Mas teve um, o tio Sidney, que era mesmo incrível. Na foto ele tinha cerca de 35 anos.  

Dentista, automobilista, era metido a inventor e gostava tanto de mecânica que fechou o consultório por um tempo e foi fazer um curso de mecânica de automóveis em Saint Louis, estado do Missouri, nos EUA, já que pretendia abrir uma oficina mecânica "de alto nível" no Rio, onde morávamos todos.

Na volta, depois de quase um ano fora, contou-nos suas experiências no tal curso. Uma foi logo nos primeiros dias do curso, o instrutor, ou professor, ter-lhe mandado varrer a sala de aula no fim do dia, ao que o tio retrucou: "Mas eu sou um doutor, um cirurgião-dentista, não é próprio eu fazer esse tipo de trabalho", no que ouviu simplesmente, "Right, doctor, but do what I am telling you to do, please" (certo, doutor, mas faça o que estou lhe dizendo para fazer, por favor). Não teve saída senão pegar a vassoura.

Automobilismo perde o genial e humano Brian Hart, “autoentusiasta” de carteirinha e verdadeiro hedonista do esporte. 

 

Dakar 2014 começa em Rosário; Michael Schumacher continua em estado de coma em Grenoble.




Brian Hart, 7/9/1936–5/1/2014 (foto Jordan Grand Prix

Não foi a melhor transição de calendário para o automobilismo de competição: no último domingo de 2013 Michael Schumacher sofreu lesões cerebrais em conseqüência de acidente enquanto esquiava em Meribel e no primeiro domingo de 2014 o inglês Brian Hart faleceu, aos 77 anos. Personagem dos mais tranqüilos nos paddocks da F-1, com ele desfrutei inúmeras oportunidades de aprendizado, bom papo e muito vinho, em particular durante a temporada em que ele cuidou dos motores da equipe Minardi, em 1997.

Apaixonado pelo automobilismo, Hart aprendeu engenharia durante o período em que trabalhou para a De Havilland, empresa aeronáutica britânica onde surgiram vários outros nomes de relevo para o automobilismo mundial, em particular o inglês. Entre eles Maurice Phillipe (que viria a participar do projeto Copersucar) e Mike Costin, o “Cos” da empresa Cosworth. Piloto com o pé direito pesado e de capacete recheado por inteligência e conhecimento mecânico acima da média, o esguio e calvo Brian se destacou na F-2 dos bons tempos tanto ao volante — venceu em Nürburgring, em 1969 —, quanto como fabricante de motores. Além de suas versões para os motores Ford BDA e FVA, ele construiu um modelo sob encomenda para Ted Toleman, motor que fez Brian Henton e Derek Warwick dominarem a temporada de 1980. Este resultado impulsionou Toleman — então proprietário da maior transportadora de carros novos da Inglaterra —, a embarcar num projeto mais ousado: uma equipe de F-1 mais tarde rebatizada em Benetton, Renault e, mais recentemente, Lotus.

Hart (esq.) ao lado de um TG184 usado por Senna durante evento em Donington (foto Google)

O amigo Carlo Gancia nos enviou um interessante filme promocional do Chrysler Airflow, de 1934, que o AUTOentusiastas compartilha com seus leitores. Infelizmente é narrado em inglês e não tem legendas. Mas mesmo assim é de fácil compreensão.

O carro, como se sabe, adotou princípios de aerodinâmica para diminuir o arrasto aerodinâmico que foram usados em alguns carros na década 1930, como o Volkswagen e o Peugeot 202. O veículo inovou também com sua carroceria monobloco.

Leia mais sobre o Chrysler Airflow no Wikipedia e também no AE, digitando Chrysler Airflow na ferramenta de busca.

Aprecie o didático filme de pouco mais de 13 minutos.

AE


A Fiat chegou a um acordo com o fundo de pensão VEBA, que detém 41% do Grupo Chrysler, no sentido de pagar as ações por US$ 3,65 bilhões, desse modo criando as condições para um fusão total entre a Fiat e a Chrysler. A transação, que possibilita à Chrysler evitar um oferta inicial de ações, deverá se concluir no dia 20 de janeiro ou mesmo antes. Disse o executivo-chefe Sergio Marchionne à imprensa: “Na vida de toda grande organização e seus funcionários, existem momentos de definição que passam aos livros de História. Para a Fiat e a Chrysler, o acordo que acabou de ser feito com o VEBA é claramente um desses momentos”. Acrescentou ele: “A estrutura unificada da propriedade nos permitirá agora executar a fundo nossa visão de criar uma fabricante de automóveis global que será verdadeiramente única em termos de combinação de experiência, perspectiva e know-how, uma organização sólida e aberta que garantirá a todos os funcionários um ambiente desafiador e recompensador”.

Segundo os termos do acordo:
           O preço de compra será dividido em duas vezes
           A Fiat diz que a importância será paga com dinheiro disponível em caixa
           A Chrysler dará contribuições adicionais ao VEBA
           Essas contribuições serão de quatro pagamentos anuais iguais de US$ 700 milhões

(Just-auto/Glenn Brooks)