google.com, pub-3521758178363208, DIRECT, f08c47fec0942fa0 AUTOentusiastas Classic (2008-2014)
Fotos: autor


Um cavalo-vapor (cv) corresponde a 735,5 watts (W). O motor da Win Elektra desenvolve potência 1.000 watts (1 kW), o que corresponde a 1,36 cv. Pouco, não?

Sim, é pouco, mas o suficiente para levá-la a 60 km/h, segundo a Kasinski. De acordo com a fabricante, essa velocidade só é possível sob condições ideais, o que seria com um motociclista pesando 75 kg numa estrada plana e sem vento. Cheguei, eu pesando pouco menos que isso, a 58 km/h, pelo velocímetro.

A fabricante — que a monta em Manaus com parte das peças importadas e parte fabricadas aqui — também divulga que nessas mesmas condições ideais, e mantendo 30 km/h, é possível atingir uma autonomia de 80 quilômetros. Consegui 40 km no mundo real, e mesmo evitando solicitá-la muito, tocando, sempre que possível, na maciota, ao redor de 40 km/h, velocidade em que eu “temperava” entre o máximo de autonomia, mas mantendo um mínimo viável de velocidade. De vez em quando enrolei o cabo, sim, devido às necessidades do tráfego ou gradiente da via. 

Fotos: Autor, Thais Roland, Paulo Mondoni e arquivo pessoal.
Galaxata 2013: a nona edição do passeio que o Galaxie Clube do Brasil organiza sempre no final do ano.

O dia primeiro de dezembro, a organização por conta do Galaxie Clube do Brasil, o evento da Galaxata, o tradicional passeio de Galaxies que se realiza todos os anos, para encerrar o ano com chave de ouro. Como diretor da associação, sócio fundador e com uma paixão especial pelo maior automóvel fabricado em nosso país, é natural pensar que eu iria com um dos meus Galaxies. Pois é... também pensei que seria assim.

O sábado foi dedicado a cuidar dos Galaxies, o plano era simples, ir a Galaxata de Galaxie
Lavei o carro, "deixei o menino tinindo", com direito a um trato especial nos detalhes.

Estava escrito. O Departamento Nacional de Trânsito (Denatran), pelo seu órgão normativo Conselho Nacional de Trânsito (Contran), havia determinado que a partir de 1º de janeiro de 2014 a totalidade dos carros (veículos de passageiros de até oito lugares) e caminhonetes (veículos de carga até 3.500 kg de peso bruto total) teriam de ser dotados de bolsa infláveis frontais (airbags) e sistema de freio antitravamento (ABS). O Contran havia emitido a Resolução 311 em 3 de abril de 2009, pela qual a partir de 1/1/10 8% de produção (de cada fabricante) teria de ser dotada dos dois itens — 15%/1/1/11, 30%/1/1/12, 60%/1/1/13 e 100%/1/1/14. Logo se soube, pelos próprios fabricantes, que nem a Volkswagen Kombi nem o Fiat Uno Mille teriam como ser produzidos com essas especificações. Suas vidas chegariam ao fim.

Ficou acordado que carros sem os dois equipamentos poderiam ser licenciados até 31 de março de 2014, prazo estimado para se exaurirem eventuais estoques nos pátios das fábricas e das concessionárias. Depois disso, não poderiam mais circular nas vias públicas



Um mito que é muito arraigado em nossa cultura é que o melhor para um motor é trabalhar frio. Isto vem de longa data, quando os primeiros carros vendidos aqui não passavam por adaptação para uso no nosso país. Sendo assim, tinham tendência a superaquecer por terem um sistema de arrefecimento subdimensionado para as altas temperaturas comuns em nosso clima tropical.

Com a alta temperatura externa, o radiador subdimensionado era insuficiente para retirar a quantidade de calor necessária da água e, sendo assim, sua temperatura aumentava até ferver. Além disso, naquela época não era usado aditivo anticongelante e retardador de fervura (etilenoglicol), por isso a água fervia mais facilmente. Ao ferver, a água perde a capacidade de transportar o calor, o que faz com que a temperatura do motor continue aumentando. Isso era tão freqüente que até a VW usava em seu marketing a frase “o ar não ferve”, em alusão ao fato de seus motores serem arrefecidos a ar e, por isso, não sofrerem do problema da fervura do líquido de arrefecimento.