google.com, pub-3521758178363208, DIRECT, f08c47fec0942fa0 AUTOentusiastas Classic (2008-2014)












End eletrônico: edita@rnasser.com.br                      Fax: +55.61.3225.5511           Coluna 3913  25.setembro.2013
O bem que a Toyota faz à Argentina
Com orgulho o governo argentino anunciou investimentos e planos não divulgados pela Toyota no Brasil. No parceiro do Mercosul, a japonesa investirá 800M de dólares para receber a nova geração IMV de seus picapes Hilux e o utilitário esporte SW4.
Festa argentina não é pelo aporte, mas por sua missão. A Toyota de lá quer fazer 140 mil destes veículos após as obras em sua fábrica em Zárate, beirada de Buenos Aires. O volume é assemelhado à capacidade da marca em suas duas fábricas brasileiras, onde faz Corolla e Etios, mas a diferença de propósitos é enorme. Num comparativo simploriamente numérico, o Brasil neste ano fará 143 mil veículos e exportará em torno de 26.500 — menos de 20% do total. No projeto argentino a relação é diferente. Das 140 mil unidades a ser produzidas, as exportações são projetadas em 110 mil, grosso modo 70%, destinando-se a suprir toda a América Latina, a começar pelo Brasil, cliente maior.
Ao tornar sua empresa base de abastecimento continental, a Toyota dá empregos diretos e indiretos. Seu projeto na Argentina é muito mais interessante para o país, relativamente à atuação da empresa no Brasil, mercado cinco vezes maior que o do vizinho. Projeta o governo de dona Cristina Kirchner, surfando na boa notícia em difícil época eleitoral, as exportações da Toyota em 2015 representarão 1,2B de dólares.
Registro de crescimento, em 2005 a Toyota fazia circa 15.000 unidades anuais, crescendo quase 1.000% num período aproximado de 10 anos.
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Cross, o próximo Etios
Tentando correr atrás do Hyundai HB20, sua referência de mercado, lançado em data próxima, mas de quem tomou surra desanimadora por má recepção, a Toyota insiste no Etios. Não pode desistir, não tem tempo hábil para mudanças externas. Ao lançamento, enquanto o HB20 escriturava filas, seu Etios sobrava na fábrica e nos revendedores, provocando crescentes descontos para desovar os imprevistos estoques, e um relançamento disfarçado, corrigindo as críticas da imprensa e reclamações dos compradores. Além destas alterações a Toyota criou novidade para aproveitar o 13º salário, as festas de final de ano e as férias, quando a razão é usualmente embaçada pela emoção, e pretende aumentar vendas com a versão Cross.
Nada novo ou criativo, segue o receituário criado pela Fiat, inventora do sub-segmento, seguido com amplidão, mesclando a fórmula aviada pela dita coreana em sua versão S do HB20, e busca socorro no VW CrossFox, situando o carro no topo da tabela, e aplicando pintura sólida, mais barata que a metálica oferecida pelo HB20.
Fórmula conhecida, pouco criativa, uma polegada a mais em distância livre ao solo, apliques de plástico nas laterais, revestimento no para-choque frontal para sugerir ser peça resistente, arcos no teto, adesivos, spoiler, rodas aro 15 pol., em liga leve. Função prática, nenhuma e tão desconhecido quanto improvável ganho em performance para o sugerido pelo nome.
Furo pelo sítio Autoblog.ar, autor das fotos.

Etios Cross. Mira o HB20, mas na decoração...

...copia o VW CrossFox

Fotos: Bill Egan, Rafael Tedesco, PK e MAO (AE)



Eu estava realmente me divertindo. Em qualquer marcha que estivesse, era só pisar para ouvir aquele sofisticado, discreto, mas rasgante berro do pequeno seis em linha, acompanhado de um empurrão gostoso nas costas. Com aquele câmbio de relações longas, a aceleração é comprida, esticada, um longo passeio até a faixa vermelha que é demais de bom, e extremamente viciante. E quase completamente livre de vibrações indesejadas, apenas o suficiente para se sentir aquela gostosa impressão de algo vivo, pulsante e real que só um motor de combustão interna nos dá. O oposto completo do tão falado motor elétrico, que de tão perfeito chega a ser inerte, insosso e virtual como um videogame.

O tráfego não deixava atingirmos as altas velocidades de cruzeiro nas quais a peruinha está feliz e em casa; mas mesmo assim, era uma delícia o modo com que, em qualquer marcha que estivesse, a resposta  satisfazia. O carro na estrada é simplesmente sensacional; a direção, pesada a baixas velocidades, fica perfeita, a estabilidade direcional é incrível, a aerodinâmica bem cuidada mantendo baixo ruído interno. O incrivelmente preciso e multifuncional computador de bordo, apelidado por meu amigo RT de HAL9000 (o computador inteligente que dizia "bom dia, Dave" mas secretamente plotava seu assassinato no famoso filme de Stanley Kubrick "2001, uma odisséia no espaço"), marcava bem razoáveis 10 l/100km, e agradáveis 24 graus Celsius de temperatura lá fora. A minha peruinha BMW 328i pode já ter passado dos 15 anos de idade (aos 17, está bem perto dos 20 na realidade), mas ainda tem uma saúde de ferro, e me deixa feliz como nenhum outro veículo que tive.  


 

Recentemente, numa viagem, aluguei um Celta por uma semana. Uma das coisas que estranhei bastante nele foi o seu marcador de temperatura. O marcador de temperatura do Celta é um mostrador dividido em quatro quartos. A primeira marcação dele é o motor frio e a última é o vermelho (superaquecimento). Pois bem, saindo com o carro, reparei que o ponteiro demorava para se mexer. Problema de termostática, imaginei. Porém, mesmo pegando pista expressa, o ponteiro não baixava, o que não condiz com uma situação de termostática defeituosa. Além disso, o carro alugado era novo demais para já estar com esse tipo de problema.

Outra coisa estranha: ao pegar trânsito com o carro, quando o marcador chegava um pouco antes de 3/8 (o meio do caminho entre ¼ e ½), entrava a ventoinha. Sabendo que a ventoinha entra por volta de 100 °C, concluí que o 3/8 da escala indicavam 100 °C. O ponteiro baixava até o pouco acima do ¼ novamente, que imaginei ser a marca de 90 °C. Quando pegava pista expressa, o ponteiro ali ficava, cravado na marca de ¼, condizente com a termostática do Celta, construída para manter o motor acima de 92 °C ± 2 °C. Ficando mais tempo com o carro, comecei a “sacar” mais o marcador e perceber o que eram suas marcações. A primeira marcação parecia ser 70 °C, porque o ponteiro demorava a se mexer.

Raio-x: carsinpedia.com
A lógica

“Cavalo que é muito manso, todo mundo monta e desce o relho”. Esse é um ditado da roça que recomenda que não sejamos sempre muito bonzinhos e calados, que é bom meter uns coices de vez em quando. É um ditado que serve para muita coisa, desde um povo explorado por governantes ladinos a uma esposa maltratada. No caso ele também serve para o Porsche 914. Explico.

O 914 não era lá muito potente, mesmo para a sua época, e já era um carro muito estável, seguro, de comportamento superior em curvas, ótimos freios, mesmo para os padrões de hoje. Em suma, no 914 sobrava carro para o motor. 

Equilíbrio (luiscezar.blogspot.com)