google.com, pub-3521758178363208, DIRECT, f08c47fec0942fa0 AUTOentusiastas Classic (2008-2014)
Foto: autor 



Berlim, 7/09/13 –  A Volkswagen do Brasil acabou de lançar para a imprensa brasileira o Golf de 7ª geração. Será importado da Alemanha, de fábrica 1 em Wolfsburg, e as vendas começam no dia 27 próximo.

Serão importadas duas versões, o Highline 1,4-litro turbo de 140 cv, preço básico R$ 67.990, podendo chegar a R$ 92.990, e o GTI 2,0-L turbo de 220 cv, R$ 94.990 a R$ 125.990.

Amanhã o AE vai andar com os dois num trajeto urbano e rodoviário, mais testes especiais na pista do Automóvel Clube da Alemanha (ADAC).

A lista de equipamentos de série é ampla, mas dois itens, o controle de cruzeiro adaptativo e a assistência dinâmica de iluminação, só estarão disponíveis no começo do ano que vem.

Informou Axel Schroeder, diretor de Vendas da Volkswagen do Brasil, que os planos da fabricante são assumir a liderança do segmento de hatchbacks 1,8~2 litros.

Mais notícias amanhã.

BS
Fotos: autor



Dos BMW que ultimamente dirigi, este aqui, o 125i M Sport, foi o que mais me agradou. Testei o M5, o X1, o 325i, o 750i e também o Série 5 com motor 2-litros turbo. Todos excelentes, sim, não há como fazer ressalvas técnicas, seria estupidez de minha parte, mas este aqui, pelo tamanho, praticidade, desempenho e comportamento foi o que particularmente mais gostei. O série 5 M, com mais de 560 cv, claro, é um sedã-demônio que anda junto com os superesportivos de 2 lugares; anda pacas e num instante simplesmente some de vista deste 125i M, que tem 218 cv, mas o M5 é um sedã grande, suspensão dura, muito chamativo e gasta uma barbaridade de gasolina, portanto, não é nada prático, é um carro para viagens, de uso mais específico. Já o 125i M Sport é um hatch de desempenho esportivo que também pode ser usado diariamente, mesmo no dia-a-dia caótico dos que circulam por uma descuidada cidade como São Paulo
 . 
Visual que sugere motor bem recuado

Sua suspensão é macia. Ela é firme, porém, macia, absorve bem os impactos e não nos transmite trancos agressivos. Nota-se alguma rispidez em seu rodar, quando em piso ruim, tipo craquento como costas de jacaré, porém, quando pegamos trechos de bom asfalto em algumas avenidas e estradas, parece que ele sobe sobre um tapete mágico, sobre numa nuvem, tal o silêncio e suavidade com que roda. E ele consegue ser assim suave sem que balance um nada, estando sempre na mão, sempre imediato, pronto a atender aos nossos comandos, seja mudar de direção, seja frear. Apontou, vai; freou, estanca com as quatro, alinhado, sempre estável, sério, obediente e gentil. Nos resta admirar o esmero, a perfeita sintonia fina que deram na suspensão e freios deste carro.

O 125i M Sport observando um Urraco

Inovador e pioneiro, Gran Touring Estate

Conhecida principalmente pelos seus polêmicos modelos de três rodas que promoveram e continuam gerando todo e qualquer tipo de comentário e piada,  a empresa Reliant, fundada em 1935 em Tamworth, bem no centro da Inglaterra, viu seu maior sucesso de imagem positiva com o Scimitar (Cimitarra, uma espada curva de combate da cultura muçulmana), mais especificamente  com o modelo GTE, sendo o E de estate, a perua na língua de Sheakespeare. 

Uma empresa que baseia seu negócio anos a fio em um carro de três rodas não pode ser muito padrão, muito dentro da caixa. Algo mais iria um dia aparecer das cabeças dirigentes, e esse algo a mais foi o Scimitar GTE.

Óbvio que muitos irão dizer que é um carro feio. Isso pouco importa se for verdade ou não. O fato é que outras marcas vieram depois da Reliant com seus estates de tendência esportiva, como a Volvo com o P1800ES em 1970, mais à frente a Lancia com o Beta HPE, o Lotus Elite de 1974 e a BMW com o Z3 Coupé. Nesse ponto fica fácil de confundir e misturar peruas com hatches, e devo dizer que essa classificação é difícil, principalmente porque há peruas duas-portas.



End. eletrônico: edita@rnasser.com.br           Fax: 55.61.3225.5511                Coluna 3613  5.setembro.2013

O Golf, de volta, em sétima geração.
Finalmente, após marchas e recuos, a administração local da Volkswagen conseguiu vender à matriz a imagem, os números, e as perspectivas da filial. Elevou-a a linha direta de contato e, melhor: parametrizar o Brasil com a VW no mundo. Na prática fazer aqui produtos idênticos aos que a marca produz, acabando com as particularidades dos produtos nacionais, melhor carimbo  do isolamento da operação sul-americana, facilitando negócios, exportações, trocas, sinergias. As famílias Gol e Fox existem apenas no Brasil, tipo excentricidade tropical.
O Golf VII substituirá a geração 4 e meia – outra peculiaridade nacional. Está sendo importado e, a partir de dezembro, produzido em São José dos Pinhais, beiradas de Curitiba. Interessantemente o gestor desta fábrica é Thomas Schmall, atual presidente, autor da promoção institucional do Brasil no organograma da VW AG.
Tudo, nada
Formular o Golf pode parecer fácil, pois o automóvel lidera vendas mundiais em seu segmento. Mas por isto é difícil. Daí o desafio é mudar tudo, mostrar evolução, conter o ímpeto de fazer revolução, manter o carro inequívoco. Olhou, pode ser novo, mas será um Golf. Curiosamente foi um jovem designer, Philip Röwers, o autor da proposta vencedora, aprovada em última instância por Giorgetto Giugiaro, criador do Golf I, e hoje associado e diretor da VW.