google.com, pub-3521758178363208, DIRECT, f08c47fec0942fa0 AUTOentusiastas Classic (2008-2014)
Inovador e pioneiro, Gran Touring Estate

Conhecida principalmente pelos seus polêmicos modelos de três rodas que promoveram e continuam gerando todo e qualquer tipo de comentário e piada,  a empresa Reliant, fundada em 1935 em Tamworth, bem no centro da Inglaterra, viu seu maior sucesso de imagem positiva com o Scimitar (Cimitarra, uma espada curva de combate da cultura muçulmana), mais especificamente  com o modelo GTE, sendo o E de estate, a perua na língua de Sheakespeare. 

Uma empresa que baseia seu negócio anos a fio em um carro de três rodas não pode ser muito padrão, muito dentro da caixa. Algo mais iria um dia aparecer das cabeças dirigentes, e esse algo a mais foi o Scimitar GTE.

Óbvio que muitos irão dizer que é um carro feio. Isso pouco importa se for verdade ou não. O fato é que outras marcas vieram depois da Reliant com seus estates de tendência esportiva, como a Volvo com o P1800ES em 1970, mais à frente a Lancia com o Beta HPE, o Lotus Elite de 1974 e a BMW com o Z3 Coupé. Nesse ponto fica fácil de confundir e misturar peruas com hatches, e devo dizer que essa classificação é difícil, principalmente porque há peruas duas-portas.



End. eletrônico: edita@rnasser.com.br           Fax: 55.61.3225.5511                Coluna 3613  5.setembro.2013

O Golf, de volta, em sétima geração.
Finalmente, após marchas e recuos, a administração local da Volkswagen conseguiu vender à matriz a imagem, os números, e as perspectivas da filial. Elevou-a a linha direta de contato e, melhor: parametrizar o Brasil com a VW no mundo. Na prática fazer aqui produtos idênticos aos que a marca produz, acabando com as particularidades dos produtos nacionais, melhor carimbo  do isolamento da operação sul-americana, facilitando negócios, exportações, trocas, sinergias. As famílias Gol e Fox existem apenas no Brasil, tipo excentricidade tropical.
O Golf VII substituirá a geração 4 e meia – outra peculiaridade nacional. Está sendo importado e, a partir de dezembro, produzido em São José dos Pinhais, beiradas de Curitiba. Interessantemente o gestor desta fábrica é Thomas Schmall, atual presidente, autor da promoção institucional do Brasil no organograma da VW AG.
Tudo, nada
Formular o Golf pode parecer fácil, pois o automóvel lidera vendas mundiais em seu segmento. Mas por isto é difícil. Daí o desafio é mudar tudo, mostrar evolução, conter o ímpeto de fazer revolução, manter o carro inequívoco. Olhou, pode ser novo, mas será um Golf. Curiosamente foi um jovem designer, Philip Röwers, o autor da proposta vencedora, aprovada em última instância por Giorgetto Giugiaro, criador do Golf I, e hoje associado e diretor da VW.
Interlagos Berlinette com motor Simca Tufão V-8 de Ricardo Achcar (Ilustração de Maurício Moraes/forum-Simca.2308807.n4.nabble.com)


Vá atrás de toda informação sobre carros antigos. Em  99% das iniciativas você apenas fará novos conhecimentos e amigos. Em 1%, mais amigos – e achará o automóvel.” 
Conversa com Roberto Lee, 1969. 

Parece maluquice ou despropósito, pois todos sabemos e vivenciamos ouvir enorme quantidade de histórias que, espremidas, não produzem o sumo da verdade. Usualmente, dão em pouca objetividade, reduzida veracidade e, pior, porque às vezes verdadeiras, enormes erros em datas e prazos – uma vez fui atrás de um Alfa 2500 no Rio de Janeiro, indicação de amigo comum, especializado, com autorização de usar seu nome com o proprietário. Tudo certo, exceto pelo fato de, descortês, precipitado, o alfista ter morrido quase 20 anos antes da informação, a viúva idem, a casa se tornara um edifício, ninguém sabia de nada...Mas faz parte da Arqueologia Antigomobilística, e tenho seguido a orientação absorvida do Lee, um dos pais do antigomobilismo nacional. 

Entre 1971 e 1972, para constatar a existência do meu futuro primeiro antigo, um Ford Modelo T de 1926, mal descrito em inventário de 1928, fiz 52 – cinqüenta e duas! – viagens em estrada de terra, para desespero do meu negro JK – a uma cidade do interior, em poeirenta estrada de terra até ver, negociar e comprar. Idem, searas longas, ouvindo desincentivos, a pecha de maluco simpático e articulado, nos anos 1990 para localizar o FNM Onça – com fundamental ajuda do Mingo Jr –; descobrir o IBAP Democrata, empreendedor, história, resgatar a essência desta lenda; e, neste século, para desencavar a documentação do Capeta para, junto com outros Willys exumá-los em estado de abandono e saque no pilhado Museu do citado Lee, dar base a um projeto de resgate e impedir sumiço certo. 

Energia
Curiosidade e interesse sem fim, o ânimo antigomobilista é uma pilha bem carregada. Por isto, conto a mais recente história, como o fiz à minha mulher, quando avisei voaria a São Paulo para tentar fazer resgate de automóvel perdido na bruma do tempo. “Ok," – comentou ela, com insuportável prática feminina – que seja, pelo menos exemplar único para valer seu tempo em meio à sua única semana de férias.“ Era o caso. 

Foto:Quatro Rodas
O meu TS era igual, só que amarelo Imperial

Ainda morando no Rio, precisei vir a São Paulo. Tinha um Passat TS 1977, que já vinha com o comando de câmbio certo, estava com 24 mil e poucos quilômetros. Um grande amigo, desde a infância, estava passando uns dias conosco e resolvemos, eu e minha mulher, trazê-lo junto. Alguma coisa, porém, me disse que aquela viagem não seria normal: um copo que estava sobre a bancada da pia do banheiro estourou em mil pedaços, era de vidro temperado. Sozinho, nada de choque térmico tipo banho super-quente e golpe de ar. Não havia ninguém no banheiro. Simplesmente estourou. Muito estranho. Nessas horas pensa-se no sobrenatural.

Escolhi vir pela estrada litorânea, para espairecer um pouco. Estava com problemas com um dos sócios da concessionária e dirigir em estrada me é relaxante. Sempre foi assim. Mesmo de pé embaixo. Era como eu vinha nesse dia de primavera de 1977.

Rio-Santos, paisagem relaxante (aefetivagem.blogspot.com)