google.com, pub-3521758178363208, DIRECT, f08c47fec0942fa0 AUTOentusiastas Classic (2008-2014)
Foto: acdesterro.blogspot.com


É talvez a situação mais perigosa que existe para o motorista e seus passageiros. Já tive duas experiências dessas e é algo que não desejo nem a um inimigo – modo de falar, não tenho nenhum. O impacto contra um animal de grande porte como boi ou cavalo tem conseqüências as piores possíveis.

A primeira vez foi em 1971. Eu e meu sócio Eduardo estávamos vindo a São Paulo, de noite, no Karmann-Ghia dele, motor um pouco mexido, dois carburadores 40, comando P2, taxa mais alta etc., estimo uns 80 cv (originalmente 50 cv). Andava bem.

Vinhamos a cerca de 140 km/h no retão de Lorena quando vimos (ele dirigindo) o asfalto mudar de preto para vermelho de repente. Começou a frear mas não deu: acertamos um boi, já morto. Com a batida, o KG decolou de lado, andou um tempo em duas rodas mas voltou para quatro rodas. Tremendo susto.

Fotos: autor



Particularmente, considero os Citroën chiques. As linhas, as cores, os detalhes de acabamento, a harmonia, o cuidado com o conforto etc, formam um conjunto chique. O design da marca também costuma ser moderno e inovador, seguindo a tradição iniciada pelo revolucionário DS 19, de 1955, um carro bem no estilo Flash Gordon.

A minivan C4 Picasso não foge à regra. Sua frente, segundo a Citroën, foi inspirada no TGV, o trem-bala francês. Parece com a frente dele, mesmo, e acredito que isso lhe traz benefícios aerodinâmicos, pois, apesar da relativamente grande área frontal, na estrada a minivan flui com facilidade. A 120 km/h – o velocímetro digital é exato, conferi –, e estando em 4a e última marcha, o giro está em baixas 3.200 rpm. E note que o motor não é nenhum V-6 ou V-8, motores que a essa rotação já geram grande potência. O motor é um 4-cilindros de 2 litros, com 143 cv de potência máxima. 





A maioria das pessoas julga carros pelo exterior, mas para mim parece claro que o interior é o que interessa. Afinal de contas, a gente passa muito mais tempo olhando para ele depois de comprar um carro.

Mas recentemente, principalmente nos países do primeiro mundo, o interior ganhou o foco da indústria. Bob Lutz, quando voltou para a GM em 2001, começou por onde a empresa estava pior: no interior. Cada vez mais, o habitáculo recebe a atenção que merece, e hoje em dia não se deve subestimar sua importância.

Pessoalmente, faz algum tempo que percebi que para realmente gostar de um carro, tenho que me sentir bem ao volante. Bancos, volantes, câmbio e pedais tem que fazer um conjunto coeso. A visibilidade tem que ser boa. E as superfícies devem ser agradáveis ao tato, sempre. Se não me sentir bem com isso, pode ter 2325 cv e pneus revestidos de super-bonder, que não vou realmente gostar. Sim, vou me divertir pacas, mas sem ter aquela conexão perfeita com a máquina que reputo essencial para o prazer ao volante. É o real Santo Graal da excelência automotiva.

Acho tão importante este assunto, que simplesmente tive que fazer uma lista de 20 e não a usual de 10. Muita coisa legal ainda assim ficou de fora, portanto os amigos leitores estão convidados, novamente, a me ajudar e eleger mais alguns. Design, ergonomia, utilidade, tudo conta, e como sempre a lista é extremamente pessoal, o único critério básico é eu achar muito legal, e desejar estar lá dentro do carro ao invés de aqui escrevendo em minha sala sem graça! A ela então, em ordem cronológica:

A partir de hoje o AUTOentusiastas terá uma postagem diária, ao meio-dia. Circunstâncias momentâneas nos levam a adotar esse regime, mas estamos nos reestruturando para voltarmos logo ao padrão habitual de duas postagens, às 9h00 e às 16h00.

Todavia, sempre que houver assunto relevante haverá postagens extras.

Leia logo mais, às 12h00, mais um texto do Marco Antônio Oliveira.

Bob Sharp
Editor