A maioria das pessoas julga carros pelo exterior, mas para mim parece claro que o interior é o que interessa. Afinal de contas, a gente passa muito mais tempo olhando para ele depois de comprar um carro.
Mas recentemente, principalmente nos países do primeiro mundo, o interior ganhou o foco da indústria. Bob Lutz, quando voltou para a GM em 2001, começou por onde a empresa estava pior: no interior. Cada vez mais, o habitáculo recebe a atenção que merece, e hoje em dia não se deve subestimar sua importância.
Pessoalmente, faz algum tempo que percebi que para realmente gostar de um carro, tenho que me sentir bem ao volante. Bancos, volantes, câmbio e pedais tem que fazer um conjunto coeso. A visibilidade tem que ser boa. E as superfícies devem ser agradáveis ao tato, sempre. Se não me sentir bem com isso, pode ter 2325 cv e pneus revestidos de super-bonder, que não vou realmente gostar. Sim, vou me divertir pacas, mas sem ter aquela conexão perfeita com a máquina que reputo essencial para o prazer ao volante. É o real Santo Graal da excelência automotiva.
Acho tão importante este assunto, que simplesmente tive que fazer uma lista de 20 e não a usual de 10. Muita coisa legal ainda assim ficou de fora, portanto os amigos leitores estão convidados, novamente, a me ajudar e eleger mais alguns. Design, ergonomia, utilidade, tudo conta, e como sempre a lista é extremamente pessoal, o único critério básico é eu achar muito legal, e desejar estar lá dentro do carro ao invés de aqui escrevendo em minha sala sem graça! A ela então, em ordem cronológica:



