google.com, pub-3521758178363208, DIRECT, f08c47fec0942fa0 AUTOentusiastas Classic (2008-2014)
Foto: radiodeverdade.com


O automobilismo de competição está mesmo um saco. Falo isso de cátedra porque corri durante 24 anos e trabalhei muito para Confederação Brasileira de Automobilismo (CBA) em diversas oportunidades, como colaborador. Sou do meio, como se diz. O que vem acontecendo nesses últimos anos está transformando o automobilismo numa coisa estranha, enfadonha, algo que eu nunca podia esperar que fosse acontecer.

Fórmula 1 não pode mais treinar livremente, tem regra. Foi para baixar custos, dizem, mas equipes poderosas podem dar um jeito de desenvolver os carros  em testes de túnel de vento. As menos favorecidas não têm recursos para isso. Não adiantou nada.

Imagem de computador do fluzo de ar no túnel de vento (lotusenthusiast.net)

Esse ano asa traseira pode variar ângulo de ataque quando o carro de trás estiver dentro de 1 segundo do carro da frente para ganhar velocidade e facilitar a ultrapassagem – lembrando que 1 segundo a 300 km/h  significa 83,3 metros de separação. É chamado pomposamente de Sistema de  Redução de Arrasto (Drag Reduction System). Em 2009 já havia passado a ser permitido variar o bordo de fuga da asa dianteira.

Fotos: Hemmings.com


Um anúncio de carro usado no Hemmings, um dos sites mais importantes sobre carros antigos, me chamou atenção há alguns dias. Por US$ 17.500,00, preço nos Estados Unidos, pode-se levar para casa um Buick Electra sedã, fabricado em 1968. Um carro do final dos melhores e mais empolgantes anos para entusiastas automobilísticos, essa raça que está sempre procurando sarna para se coçar.

Os anos 60 viram carros esplêndidos sendo lançados em várias partes do mundo. Nos EUA, eram quase sempre com tecnologias antigas e confiáveis, mas com uma grande dose de estilos interessantes. Já não eram mais tão chamativos pelas ornamentações como havia sido na década de 50. Era algo mais discreto, marcado pelas dimensões generosas.


Quem me acompanha nesses anos na imprensa automobilística e mais recentemente no AUTOentusiastas, sabe que sempre fui e continuo a ser contra o etanol como combustível de veículos automotores. As razões são várias, uma delas ser um combustível de baixo poder calorífico em relação à gasolina, o consumo é maior e até lança mais CO2 na atmosfera do que gasolina enquanto o carro anda, embora se argumente que no ciclo completo do crescimento da cana de açúcar o carbono é retirado do ar.

Aliás, sobre isso há um ponto interessante. Enquanto a frota queima etanol e emite o CO2  durante o ano inteiro, o sequestro do carbono ocorre durante apenas seis meses, enquanto a cana cresce. Então, teórica e minimamente, a temperatura do planeta aumenta e diminui, aumenta e diminui. Será que a mãe Terra gosta  mesmo desse vai e vem de temperatura?
Fotos: Motor Trend e Quatro Rodas
No domingo de Páscoa, ao ler o caderno de veículos de um importante periódico, me deparei com a seguinte informação: "As medições de frenagem não foram realizadas, pois o veículo avaliado não contava com freios ABS".

Custei a acreditar no que estava lendo. Há cerca de dois anos, o MAO postou o que ele definiu como "ABS blues", a estranha (e triste) sensação de que há um duende eletrônico fazendo o que você, simples mortal, só é capaz de fazer depois de anos e mais anos de experiência.

Principalmente hoje, considerando o fato de que a vasta maioria dos automóveis disponíveis no mercado oferecem freios com boa modulação, possibilitando um controle muito preciso nas situações ideais em que são efetuados os testes, ou seja, asfalto uniforme e seco.