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O automobilismo de competição está mesmo um saco. Falo isso de cátedra porque corri durante 24 anos e trabalhei muito para Confederação Brasileira de Automobilismo (CBA) em diversas oportunidades, como colaborador. Sou do meio, como se diz. O que vem acontecendo nesses últimos anos está transformando o automobilismo numa coisa estranha, enfadonha, algo que eu nunca podia esperar que fosse acontecer.
Fórmula 1 não pode mais treinar livremente, tem regra. Foi para baixar custos, dizem, mas equipes poderosas podem dar um jeito de desenvolver os carros em testes de túnel de vento. As menos favorecidas não têm recursos para isso. Não adiantou nada.
Esse ano asa traseira pode variar ângulo de ataque quando o carro de trás estiver dentro de 1 segundo do carro da frente para ganhar velocidade e facilitar a ultrapassagem – lembrando que 1 segundo a 300 km/h significa 83,3 metros de separação. É chamado pomposamente de Sistema de Redução de Arrasto (Drag Reduction System). Em 2009 já havia passado a ser permitido variar o bordo de fuga da asa dianteira.




