google.com, pub-3521758178363208, DIRECT, f08c47fec0942fa0 AUTOentusiastas Classic (2008-2014)
Nesta semana dos feriados de Tiradentes e Paixão haverá um post por dia apenas, entrando às 13 horas.

Na segunda-feira 25 de abril o AUTOentusiastas volta à frequência de dois posts diários, às 9h00 e 16h00.

Feliz Páscoa a todos!

Bob Sharp
Editor
Holden GTR-X

Os australianos sempre foram criativos em se tratando de carros. Imaginem que, antes de transporte por aviões a jato e internet existirem, eles estavam há alguns dias de distância dos principais centros civilizados do mundo.

Mesmo assim, conseguiram proezas como construir motores campeões na Fórmula 1, os Repco, usados por Jack Brabham, que formou sua própria equipe, e foi o único piloto até hoje a ser campeão com o próprio carro. Essa mesma mentalidade criativa e de relativa independência fez os entusiastas daquela grande ilha,trazer à vida alguns carros especiais interessantes.
 
Alguns dos melhores modelos desenvolvidos por lá estão nessa pequena lista, encontrada em uma perdida revista australiana que ganhei há muito tempo.

Holden GTR-X





A Holden é a General Motors australiana. Em um tempo recente, 1970, foi mostrado esse cupê com carroceria em plástio reforçado com fibra de vidro, motor seis-cilindros de 3,1 litros e 164 cv do Torana, velocidade máxima de 210 km/h e 0-100 km/h em 8,5 segundos.

Foi um sucesso, e a GM aprovou o carro para produção. Veio, porém, a ADR (Australian Design Rules), as normas para construção de veículos, que abrangem segurança, emissões e outros, o que faria o GTR-X inviável.

Fotos: autor


Não estou brincando. Acho mesmo que todos os fabricantes de carros médios e grandes deveriam copiar a modulação dos comandos dos modelos da Mercedes. Muitos se restringem a copiar suas linhas, enquanto que, para mim, o que os modelos da marca têm de melhor é a sensação de prazer que temos ao dirigi-los.

A direção tem o peso e a resposta corretos. O pedal do freio tem peso e progressividade corretos. O pedal do acelerador tem a progressividade correta. Não posso falar sobre o pedal de embreagem nem sobre o trambulador de câmbio dos Mercedes modernos, pois todos os modernos que guiei eram automáticos, porém os antigos os tinham dentre os melhores de suas respectivas épocas. Os caras são mestres nisso.

Comandos perfeitos, leves e precisos
Isso significa que logo na primeira saída com o carro sentimos que ele responderá sem surpresas desagradáveis aos nossos comandos. Não temos que ir gravando pequenos alarmes em nosso subconsciente, do tipo “fique alerta com os freios, eles são muito repentinos, pise maciozinho senão ele estanca”, “fique alerta com a resposta do volante, ela é muito lenta”, ou “ela é muito rápida”, “muito leve”etc. Com os Mercedes tudo acontece como naturalmente esperamos. Então, esse acerto perfeito imediatamente nos deixa à vontade para guiarmos sem incômodos, sem pedrinhas no sapato.

Os quadranes do seletor de marchas, Dualogic (esquerda) e Easytronic (direita)
A tecnologia dos câmbios com trocas de marcha automatizadas está se expandindo para o mercado dos carros de grande produção, já com volumes de vendas representativos. A vantagem do sistema ser cerca de 40 por cento mais barato que uma caixa automática favorece bem a imagem do sistema.

O sistema é simples em teoria. No lugar da alavanca de trocas de marcha e dos cabos de acionamento, há um sistema controlado por computador que aciona as hastes de engate e seleção das marchas. no interior do câmbio. A caixa é a mesma de um sistema manual convencional, com o mesmo tipo de engrenagens, garfos, seus eixos e sincronizadores. A embreagem existe, e no lugar do pedal acionar mecânica ou hidraulicamente o atuador, outro sistema computadorizado faz este papel.