google.com, pub-3521758178363208, DIRECT, f08c47fec0942fa0 AUTOentusiastas Classic (2008-2014)

Já falei um pouco sobre Dubai em posts anteriores, mas agora tenho um bom material ilustrativo sobre os carros que vi por lá (veja as fotos no final).

Nessa região do Oriente Médio há muita riqueza e um bom jeito de ostentá-la por onde quer que se vá é através dos carros. Não tenho dados, mas posso apostar que o Oriente Médio é um dos maiores mercados da Rolls-Royce, Bentley, Porsche, Ferrari e outras marcas de luxo e de esportivos.

No intuito de fomentar discussão sobre a conveniência e oportunidade do etanol para o Brasil, deixo uma pergunta aos leitores: quanto se gasta de petróleo para se produzir etanol?

Implementos agrícolas (tratores, colheitadeiras e outros veículos de mecanização) são movidos a diesel, bem como os famosos "treminhões" que carregam a cana cortada para cima e para baixo. Nem mesmo as picapes das usinas são movidas a álcool, o que me parece um grande contra-senso.

eFoto: UOL Carros

Slim Kallas( foto), comissário de Transportes da União Europeia, foi o porta-voz do bloco para anunciar  ontem as estratégias para conter as emissões de CO2, fazendo assim pleno coro a histeria carbônica que tomou conta do mundo. Pelo que foi anunciado, a União Europeia quer que carros a gasolina (subentende-se ciclo Otto) ou a diesel não possam mais circular nas cidades da UE em 2050. Os carros com o formato que tanto apreciamos teriam, assim, apenas mais trinta e nove anos de vida livre nessa parte do mundo.

O comissário de Transportes do bloco anunciou ainda que metade dos deslocamentos por distâncias a partir trezentos quilômetros seja feita por trens. Quem conheceu o mundo até aqui, pode ir se preparando para dias de Grande Irmão ainda mais rigorosos que no famoso filme "1984", de 1947.
Foto: trt23.jus.br

O post de ontem do Alexandre Cruvinel me levou a refletir, mais uma vez, sobre a questão do álcool. Será que valeu a pena o Brasil se embrenhar no que chamo uma aventura sem que houvesse real necessidade?

Os mais velhos, como eu, se lembram que tudo começou quando veio a crise do petróleo em 1973, quadruplicando os preços internacionais do produto em três meses, de dois para 12 dólares o barril, o que impôs ao país uma despesa para a qual não estava preparado, já só produzíamos 20% do petróleo que precisávamos. Foi quando se pensou no álcool. Nada havia de “ecológico” na questão, era assunto apenas econômico.

Entretanto, poucos se deram conta de que o problema não estava na gasolina, mas no diesel, que na época já tinha consumo superior ao da gasolina em razão do nosso ímpar modal de transporte predominantemente rodoviário, resultado da implantação da indústria automobilística paralelamente à eliminação gradual das ferrovias.