google.com, pub-3521758178363208, DIRECT, f08c47fec0942fa0 AUTOentusiastas Classic (2008-2014)
Foto: www.carmagazine.co.uk

A foto acima chegou ontem ao AE pelo boletim da revista inglesa Car e se refere ao BMW Z2 (primeiro plano) e Série 1 GT, ambos ainda distantes, 2016 e 2014, respectivamente. A novidade é algo temido pelos admiradores da marca bávara, entre os quais me incluo, mas sem nenhum temor de minha parte: tração dianteira. Esse assunto vem ao encontro do que o MAO escreveu sobre a vinda dos motores BMW 4-cilindros de alta eficiência, qual seja, novos tempos de parcimônia no uso dos combustíveis, embora eu já tenha manifestado estarmos diante de uma verdadeira histeria, a carbônica.

Por que não temo um BMW de tração dianteira? Simplesmente porque o comportamento dinâmico dos carros converge de maneira impressionante, pouco interessando quais são as rodas motrizes. Aquilo que o experiente jornalista automobilistico canadense Jim Kenzie disse há coisa de dez anos, "A tração é nas rodas que Deus quis que fossem motrizes", referido-as às rodas traseiras de um Cadillac que testou, perde sentido cada vez mais. Mesmo dirigido com máximo vigor, um carro de tração dianteira bem-feito nada deixa a desejar em relação a um tração-traseira projetado e fabricado com esmero.


Lendo um excelente livro emprestado por meu amigo JJ esta semana (“Life is a Highway” – A Vida é Uma Estrada, uma coletânea de grandes textos sobre automóvel), achei um ótimo exemplo de algo que sempre tive para mim como uma verdade absoluta. E esta é o fato de que tudo que se vale a pena saber está escrito em algum lugar.

A foto acima foi cedida a mim em 2002, época em que eu era funcionário da Prefeitura de São Bernardo do Campo. A memória me trai, mas acredito que foi presente de algum integrante do setor responsável pelas relações governamentais da VW do Brasil, ciente de que eu gostava muito de Santanas.


Outro dia alguns amigos aqui do blog entraram numa discussão sobre a iminente substituição dos motores de seis cilindros em linha de pequena capacidade da BMW por motores de quatro cilindros em linha turbocomprimidos, especialmente nos BMW Série 3. Muitos dos meus amigos reclamaram, acharam um grande sacrilégio, dizendo que o seis em linha faz parte indivisível da personalidade de um BMW. Já este colunista achou algo muito normal. E o por que disso merece uma explicação mais longa, que acaba por passar sobre passado e presente da famosa marca de luxo alemã do título. Mais que isso, requer uma reflexão sobre o significado da marca, o que ela representa e sua relevância passada e atual. Como precisei de muitas linhas para explicar meu ponto de vista, resolvi dividir a discussão com os amigos leitores.