google.com, pub-3521758178363208, DIRECT, f08c47fec0942fa0 AUTOentusiastas Classic (2008-2014)
As autoridades estão sempre colocando o carro como o vilão dos problemas de trânsito, que tanto incomodam nas grandes cidades, e vivem pregando que a solução é o transporte coletivo, no que concordo, mas não no formato atual.

O argumento principal é que um ônibus ocupa o espaço de três carros mas leva 10 vezes mais passageiros. Se levassem 40 passageiros, todos viajariam sentados, mas nas linhas de maior demanda sabemos que a chance de viajar sentados é pequena. Por outro lado, é comum ver ônibus com 10 ou menos passageiros em linhas de maior lucratividade, com intensa sobreposição de itinerários. E aí começa o caos, porque quando um se prepara para deixar o ponto de parada, o outro o corta por fora e para na frente, impedindo que ele saia fácil, e o obriga a manobrar para sair de trás do que parou. Nessa manobra, não é raro que o ônibus, pelo seu comprimento, invada momentaneamente até a terceira faixa de rolamento à esquerda, causando retenções no fluxo. E isso acontece a todo minuto!

Foto: digilander.libero.it

O pneu da foto é o Pirelli CF67, o primeiro pneu radial fabricado no Brasil. O primeiro desse tipo da fábrica italiana surgiu em 1948, dois anos depois do primeiro radial do mundo, o Michelin, francês, batizado com o nome de Michelin X.

A construção do pneu radial, como o nome indica, consiste das lonas da carcaça dispostas radialmente, enquanto no diagonal as lonas são disposta em ângulos e se cruzam. A diferença a favor do radial é que a banda de rodagem se mantém estável, com contato com solo, em qualquer situação de esforço lateral, ao contrário do diagonal, em que a banda deixa de ter contato pleno nessa condição.

À esquerda, pneu radial; à direita, diagonal
Foto: Divulgação Citroën

Andei quinze dias com um Citroën C3 Exclusive automático, chamado de BVA (boîte de vitesses automatique) pela fábrica, que se revelou bem agradável. O C3, fabricado em Porto Real, RJ e lançado em 2003, carecia da "fórmula Brasil" na suspensão, que era áspera e ruidosa. Mas quando o ano-modelo 2009 foi apresentado, em agosto de 2008, era um carro completamente diferente nesse aspecto. A qualidade em absorção de irregularidades e baixa rumorosidade da suspensão logo se fez notar. Na ocasião foi também apresentada, para uma primeira impressão, a versão automática, experimentada num trajeto bem curto em torno da Granja Viana, em Cotia, na Grande São Paulo. Por isso resolvi andar com o C3 BVA.



Voltinha de final de semana para esticar as pernas. Aproveitei a bela reta sem movimento para encher terceira marcha. Reparem como a pressão do turbo enche de repente.

A reta onde acelerei, quase 1 km sem nada em volta. Movimento mínimo, dá para acelerar um pouco mais sem colocar nada em risco.

O carrinho nervoso, belo exemplar dos pocket rockets que já tivemos aqui. Menos de 1.000 kg e mais (algo mais) de 100 cv.

Mudei de casa recentemente e por isso o tempo anda mais escasso do que de costume. Mas em breve postarei algo mais consistente sobre esse carrinho e outros bem legais. Promessa é dívida !

AC