google.com, pub-3521758178363208, DIRECT, f08c47fec0942fa0 AUTOentusiastas Classic (2008-2014)
Já perceberam como não existe lógica na escolha do consumidor entre modelos da mesma família? Me lembro que há anos atrás o Gol quadrado já era um campeão de vendas, mesmo com pouco espaço no banco traseiro (graças ao teto baixo) e um pífio porta-malas, atrapalhado por um estepe mal ajeitado. Já o Voyage custava quase a mesma coisa, com porta-malas muito melhor e um desenho até simpático, mas vendia uma micharia se comparado ao seu irmão.
Anos depois tivemos o Corsa, com resultado contrário. O hatchezinho simpático vendeu bem no começo, mas foi perdendo o encanto e acabou dando lugar ao Celta. Já seu irmão sedan foi ganhando a simpatia da galera e até hoje é um sucesso de vendas, tendo recebido um face-lift recentemente. Com a dupla Celta/Prisma é o oposto, o sedanzinho vende menos da metade em relação ao hatch.
Palio e Siena vendem volumes parecidos, demonstrando alguma lógica na escolha. Nem sempre foi assim, o Siena de primeira geração não agradava e vendia mal, mas bastou reformularem o visual para as vendas aumentarem. Por esse exemplo, concluiríamos que a estética define a escolha, e o fato do Sandero vender bem mais que o Logan reforçaria a hipótese.
Ainda assim, fico sem entender o enorme sucesso de Gol I e Corsa Sedan.
AC
Foto: www.chevrolet.com.br
A exemplo do EB-110, o Veyron finalmente recebe o pacote especial Super Sport, que designa o modelo mais potente e obviamente mais caro da linhagem dos Bugatti. Quando lançado no outono do Hemisfério Norte de 2005, o Veyron veio para ser coroado o melhor, mais rápido, mais potente, mais caro e mais desejado carro do mundo. Agora há uma versão nova para reanimar as vendas e os sonhos.

Para que se justifique o maior preço (ainda a ser divulgado) e atributos que mereçam a sigla SS na carroceria, o motor W-16 de 8 litros e quatro turbocompressores foi revisado. Agora com 1.200 hp (1.217 cv) e monstruosos 1.500 Nm (153 mkgf) de torque, o Veyron acelera livremente até os 434 km/h, voltando a ser o carro de produção mais rápido do mundo.
Além do motor, a carroceria sofreu diversas modificações aerodinâmicas para permitir que o carro de mais de duas toneladas de puro luxo e materiais exóticos fosse ainda mais rápido. A grande modificação foi na região posterior da cabine, onde antes o motor era exposto e os dutos de captação de ar para o motor e intercoolers eram expostos. Agora, para aprimorar a aerodinâmica e reduzir o arrasto, os dutos saltados foram eliminados e tomadas de ar NACA foram utilizadas, bem como uma cobertura parcial do motor.
Na dianteira, as entradas de ar foram aumentadas para melhor refrigeração dos sistemas de troca de calor, ainda mais exigidos pela potência extra. O chassi foi revisado para elevar a rigidez torcional e adequar a estrutura à nova potência do motor.
A Bugatti deve apresentar o carro em Pebble Beach este ano, em agosto, para seu lançamento oficial. Os cinco primeiros exemplares, nomeados World Record Edition (alusão ao modelo de teste que estabeleceu o recorde de velocidade, com média de 431 km/h) serão como o carro das fotos, na combinação laranja e fibra de carbono exposta, e aparentemente já foram vendidos.
Um viva à mais nova versão de um dos grandes carros já fabricados, uma verdadeira obra de engenharia e materialização de sonhos.
MB
O Bob anda segurando a onda sozinho! Não tenho conseguido escrever mas estou levando muita coisa na bagagem. Logo apareço com as novidades.


PK
Foto: www.morimotors.com.br
Quando o post "Mau exemplo da líder" falando do comercial da Fiat do novo Uno que faz apologia dos vidros escurecidos por películas foi publicado anteontem (6/7), eu já sabia que no dia 30 último o Departamento Nacional de Trânsito (Denatran) havia baixado a Portaria n° 391 homologando o medidor de transmitância luminosa Translux II, produzido pela Ricci Eletrônica Ltda, do Paraná.
O colega e amigo Fernando Calmon foi quem me contou e pediu reserva, pois queria ele dar a notícia em primeira mão na sua coluna "Alta Roda", publicada em mais de 60 veículos de comunicação país afora toda terça-feira.
Com o medidor, agentes da autoridade de trânsito finalmente terão a ferramenta para proceder às autuações de quem insistir em fazer do seu carro um esconderijo sobre rodas e perturbar o trânsito como um todo, sem contar acidentes provocados por visibilidade precária.
Será possível, assim, verificar a transmitância luminosa dos vidros conforme estabelece a resolução n° 253 Contran, de 26/10/2007. Os valores de medição para efeito de autuação serão aqueles inferiores a 70% onde o limite for 75% (para-brisa), 65% onde for 70% (vidros laterais dianteiros) e 26% onde for 28% (demais vidros).
Diz ainda a resolução que a transmitância considerada para efeito de aplicação da penalidade é aquela medida pelo instrumento subtraída de três unidades percentuais. Desse modo será possível o para-brisa ter 67% de transmitância luminosa, os vidros laterais dianteiros, 62% e o resto, 23%.
De qualquer maneira, a possibilidade de ter o carro retido no meio de uma viagem e poder prosseguir somente se as películas forem retiradas já deverá fazer muitos pensarem duas vezes antes de mandar pôr ou continuar com vidros "filmados"
O Brasil, teoricamente, tem tudo para se livrar da epidemia do carro-esconderijo. Mas conhecendo a  terrinha sei que o Congresso pode a qualquer momento votar lei que altere os mínimos de transmitância luminosa (há projeto de lei nesse sentido) ou, ainda fresquinho, o STJ agir como na Lei de Ficha Limpa, derrubando-a em alguns casos.
É esperar para ver se é mesmo o fim da farra. E torcer para que seja.
BS