google.com, pub-3521758178363208, DIRECT, f08c47fec0942fa0 AUTOentusiastas Classic (2008-2014)

Eu sempre tive orgulho de nunca ter gostado de um carro somente pela aparência. Sempre releguei isso ao segundo plano, e fatalmente, carros bons para dirigir acabavam por parecer lindos para mim. Quantas vezes, depois de um memorável rolê com meu Chevette preto, fiquei a observá-lo languidamente enquanto abria a porta da garagem de casa, ao suave som dos estalinhos que emitia enquanto esfriava lentamente. Um Chevette não é um carro bonito, mas para mim era maravilhoso; igual àquela menina que, surpreendentemente, cria uma ligação sensacional contigo durante o ato, a ponto de te deixar bobo observando-a em seu sereno sono por horas....

Não, carro tem que ser bom, sempre foi esse o meu lema. Se perguntar a alguém o que acha de um carro, e me responderem "é lindo!", já mudo o rumo do papo para algo diferente, pois sei que não vou gostar. Lógico, ainda fico pasmo com coisas realmente belas de uma forma pura, como por exemplo um cupê Jaguar XK-E de primeira série. Coisas desse tipo são impossíveis de ignorar, e, como todo mundo, abro exceção para elas.

Mas certa vez, tenho que confessar, eu comprei um carro pela aparência. E não era um Jaguar XK-E ou similar, e sim uma reles Parati com um monte de cromados pendurados.

Tudo aconteceu no final do ano de 2002, quando, na verdade, estava decidido a comprar um Ford Focus. Já tinha dirigido o Focus algumas vezes, e sabia que era um carro sensacional. Mas aí, a VW apareceu com a Parati Crossover, uma versão mais alta, e com detalhes cromados como a grade e alguns frisos extras, que estranhamente (odeio versões mais altas de qualquer coisa, e até o nome Crossover me provocava ojeriza) me chamou, e muito, a atenção. Uma coisa era clara: ficava maravilhosa em preto.


Naqueles dias, tinha também um Opala 74, preto, com detalhes cromados como a Parati. Existe algo em carros profundamente negros, decorados com cromados bem colocados e discretos, que toca em todos os centros de prazer de meu pequenino cérebro perturbado. Quando estava negociando o Focus, numa concessionária Ford na Avenida Ibirapuera, em São Paulo, resolvi dar um pulinho na VW, do outro lado da rua, para ver se eles tinham uma lá para eu ver.

Para sorte da VW, bem no meio da loja, lá estava ela: uma Crossover no mais escuro preto perolizado já saído da planta de São Bernardo do Campo, sua grade e discretos frisos cromados quase me cegando ao refletir o sol forte do domingo. Dei uma volta nela, olhando com cuidado, e quando cheguei na traseira, parei: além das lanternas traseiras " em pé", novas naquele ano, a combinação do spoiler traseiro e os novos emblemas e frisos cromados com o preto era sensacional. Um sorriso apareceu no meu rosto, e decidi mandar o feio Focus às favas: desejo emocional, visceral, ilógico, não deve ser negado.



Ajudava que a Parati podia ser comprada então com o melhor motor já projetado e construído no Brasil para Brasileiros: o 1.0 Turbo da VW. Até o emblema também era lindo e evocativo: 16VT, cromado, mas com o “T” vermelho, tal e qual os "I" vermelhos dos Golf GTI quando tinham 180 cv. O interior do carro também era maravilhoso. Os bancos tinham "bananas" pronunciadas, anunciando que me segurariam em curvas, e um tecido vermelho clarinho combinando com cinza, lindo de morrer. E ainda, gatilhos de porta e outros detalhes também cromados, criando uma aura de algo diferente e agradável, bem longe do Gol normal.

Até o aumento de altura da Crossover, e seus enormes pneus 195/55 R15, algo que normalmente abomino, foi totalmente irrelevante: ela era perfeita de se ver, e não consegui me imaginar me resignando com a mais simples, mas teoricamente melhor Parati Turbo "básica", com suas rodas de 14 polegadas. Hoje em dia não faria mais isso, mas apenas porque um dia, já fiz.


Sabia também que seria veloz. O motor se revelou uma jóia, potente, suave e girador. Mas também, inesperadamente para um motor tão pequeno com turbocompressor, ótimo também em baixas rotações: a partir dos 2.000 rpm já se sentia a turbina empurrar, e a 3.000, já puxava feito um motor de duas vezes o seu tamanho. Um verdadeiro rato que ruge!


E como um bônus, era extremamente econômico. Lendo uma extensa matéria que our own Bob Sharp tinha publicado na revista da SAE sobre o motor, sabia que a partir dos 4.000 rpm, o motor começava a refrigerar a cabeça do pistão por sobrealimentação. Ou seja, jogava mais combustível dentro da câmara para refrigerar o pistão, mais do que o necessário para fazer o bicho andar. Sabendo disso, em viagens com a família, mantinha-me abaixo dessa rotação (que ainda assim permitia ótimos 140 km/h no velocímetro em quinta marcha) e, mesmo com ar condcionado ligado o tempo todo e a família toda no carro (naquele tempo, três pessoas e a nossa dachshund, a Salsicha) carregado, conseguia médias acima de 14 km/l de gasolina, e certa vez cheguei aos 15.

Pode não parecer muito em vista das médias que aparecem por aí na imprensa, mas eu simplesmente nunca, nem antes nem depois, gastei tão pouco. Hoje o Focus de 1,6 litro faz 12. Um amigo próximo da época, pé pesado, tinha uma Parati Turbo também, e só conseguia média de 8 por litro, antes de saber da dica mágica do Bob... Quase 200 km/h de final, e 14 km/l andando carregado a 140: quem honestamente pode pedir mais?


E me agradava o fato dele ser tão avançado. Para uma criança dos anos 70/80 como eu, era algo de sonho: todo em alumínio, duplo comando no cabeçote, variador de fase de comando, quatro válvulas por cilindro, turbocompressor com resfriador de ar... Uma verdadeira jóia mecânica.

O carro, apesar do aumento de altura, não devia nada em estabilidade. Na verdade, era excelente, o problema ficando mais no fato de que era dura como um carro esporte. Mas se percebia isso quando andava em outros carros apenas; a suspensão era mais para o lado do duro, mas não insuportavelmente. Imagino que o eixo de rolagem estava próximo em altura do ponto H do motorista, porque, da cadeira do motorista não rolava como um carro alto de forma alguma. Era realmente ótima, e excepcionalmente segura, às altas velocidades que tão facilmente alcançava. Era também um carro pequeno, mas com uma filha de três anos apenas na época, mais do que suficiente em espaço. Sendo uma perua, espaço para malas nunca faltava.

O câmbio ficaria melhor se a quinta fosse de efeito overdrive, mas na verdade, em vista da suavidade e baixo ruído do motor, não incomodava em viagens, e seu acionamento era ótimo, por meio daquela gostosa alavanca pequena da VW.

Comprei-a logo no lançamento, e portanto foi um grande sucesso de público na pequena cidade onde então morava, fazendo me sentir como um outdoor ambulante da revista Playboy: todo mundo olhava. Mas comprar ela tão cedo acabou sendo um problema: acertei um cachorro imenso na via Dutra certa vez, que me fez perder um para choque. Fiquei um mês esperando chegar o friso cromado na concessionária. E sim, o pobre animal veio a falecer, mas provavelmente passou um tempinho no purgatório canino pelos problemas que me causou...

Como vocês podem ver, o carro tinha tudo para ser algo memorável, se não fossem alguns problemas impossíveis de resolver. O primeiro deles era a guarnição de borracha da porta traseira esquerda: sem motivo aparente, rasgava-se em poucos meses. Troca-se guarnição, regula-se porta, rasga de novo. Passei por três guarnições novas, e vendi o carro com ela rasgada. O segundo foi o fato do tal tecido vermelho dos bancos, que perdeu a cor e ficou com cara de coisa velha em pouco tempo.

Ambos os problemas são extremamente irritantes, mas empalidecem em face do pior deles: a polia de comando com variador de fase, a famosa VVT. Um barulho enorme começou a aparecer dela, um cléc-cléc-cléc alto e sonoro. O carro funcionava ainda aparentemente bem, mas mesmo para o mais relaxado dos motoristas, era impossível de conviver com tal barulho. Era claramente o som de dinheiro sendo moído. O pior foi quando, saindo da casa de um amigo, ao ouvir o barulho, ele mete a cabeça dentro e pergunta, todo contente: "é Diesel?!?!"...Eu mereço!

Na segunda vez que troquei a polia, já no fim da garantia, adivinha o que fiz? Coloquei o carro a venda.

Uma pena, seria um carro realmente memorável, mas foi estragado por problemas do pior tipo: aqueles que não têm solução. Muita gente viu o problema da polia como um fato inevitável para um motor avançado tecnologicamente; obviamente isto é ridículo. O que é imperdoável é colocar carro em produção sem testes suficientes que previnam problemas recorrentes deste tipo.

Mais inacreditável é que, mesmo tendo deixado escapar um problema tão grave como este, a empresa simplesmente não tenha desenvolvido uma solução de campo para ele! Parece que preferiu apenas tirar o motor de linha. E o sujeito que comprou um carro da VW com seu suado dinheirinho? Ah, coitado...

Meu atual Focus (5 anos, 80 mil km e sem problemas) me provou que a escolha cerebral pode ser menos emocionante que as feitas em impulso, mas com certeza é a melhor na maioria das vezes. Hoje tento ignorar essas futilidades todas quando escolho um carro para mim. Mas não posso dizer que me arrependo da Crossover preta; nem muito menos que acho que as pessoas não devam comprar carros por impulso. É na verdade necessário fazê-lo pelo menos uma vez a cada dez anos, para manter a sanidade e nos fazer sentir vivos. E, olhado com as lentes róseas da memória, a minha Parati foi ainda assim um grande carro.

E fazia um par perfeito com meu Opala 74 na garagem...

MAO

PS: Este post só existe pela insistência do leitor Marlos Dantas, que ficou curioso quando falei que tive uma Parati. Nunca pensei em falar sobre ela, e portanto, para o bem ou para o mal, a culpa é dele! E as fotos são do MAO, o pior fotógrafo conhecido pela humanidade, e portanto não fazem jus à beleza do carro.

Foto: iznovidade.wordpress.com

É uma questão simples. Só quem paga  é que deve poder exigir. Caso do governo americano impor meta de consumo para os carros comercializados lá. Ela é de 15,1 km/l já para 2016. É total interferência nos direitos do cidadão, justamente no país que se diz o mais democrático do mundo...Muito estranho. Se o país,  representado pelo Barack Obama (foto), pagasse pelo combustível, o desse grátis para o cidadão, vá lá, ainda se entenderia. Mas quem paga é o consumidor.
A imposição ora é em nome da dependência excessiva (60%) do petróleo árabe, ora é em nome da histeria carbônica/aquecimento global. Na verdade, começou por um e prossegue pelo outro. O importante é a desculpa, não o fato. Impor é a palavra de ordem.
Democracia, para quem não sabe, é vocábulo formado pelo grego demos e cratos, povo e poder, poder do povo. Só que nesse caso o poder do povo parece que é só para eleger....
Já tivemos algo parecido aqui, em 1984. O Ministério das Minas e Energia determinou que todos os automóveis ficassem 5% mais econômicos, no que chamou Programa de Economia de Combustível (Peco). O consumo médio era calculado de modo ponderado, 55% consumo urbano e 45%, rodoviário, e não a média aritimética dos dois. Por exemplo, 8 km/l cidade e 12 km/l estrada não é média 10 km/l, mas (0,55 x 8 + 0,45 x 12) = 9,8 km/l. Toda a indústria teve que se sujeitar a fazer carros 5% mais econômicos segundo esse critério. Teve que gastar dinheiro nisso e quem arcou com  preju é dispensável dizer. O Fusca 1600, por exemplo, teve o diferencial alongado de 4,12:1 para 3,88:1, 5,8%. Como resultado, ficou chocho.
Mesmo abuso é o imposto de gastador (gas guzzler tax) nos EUA, pago no momento da compra, para carros cujo consumo médio (cálculo ponderado igual ao do Peco) seja maior que 9,6 km/l (22,5 milhas por galão). Trata-se de inequívoca bitributação, já que lá também se paga imposto na gasolina comprada.
O imposto de gastador vai de US$ 1.000 para carros que consomem entre 21,5 (9,1 km/l) e 22,5 mpg a US$ 7.700 para os que fazem menos que 5,3 km/l. Coisa de doido, é como se -- de novo -- o governo pagasse pela gasolina que o carro gastador do cidadão consome.
Exija mas pague. Ou não pague e não exija.
BS
A foto de várias unidades do Opel Insignia perua, ou station wagon, em um pátio da GM em Oshawa, no Canadá, coloca um fio de esperança para o mercado brasileiro.

foto: Autoblog

Nos Estados Unidos, uma perua é algo raro de ser visto, e a GM está acordando para esse fato, e vai começar a vender o Insignia perua como uma variante do Buick Regal, um carro que tem recebido avaliações ótimas por parte da imprensa automobilística.
Isso me deixa feliz, pois a direção da empresa, que procura incansavelmente por novos produtos para recuperar sua participação no mercado, encontrou mais um bom carro para vender na América do Norte. O efeito dessa decisão pode ser difundido para outros países, e aí o Brasil entra com um modelo que poderia vender muito bem.
Claro que aqui a realidade é outra, bem mais pobre e não menos complicada do que a General Motors vem enfrentando no norte do continente, mas eu sou otimista, e explico.
Muitos anos atrás, a GM, pela sua única marca no Brasil, a Chevrolet, acostumou mal o consumidor de peruas.
Tivemos Caravan, Marajó, Suprema e Corsa Wagon, quatro modelos memoráveis, cada um com diferenças enormes, mas sempre atendendo quem gostava dos carros de base, mas com mais espaço para bagagem e mais versatilidade.

Depois disso, descambou-se totalmente para os monovolumes, Meriva e Zafira, seguindo uma tendência de carros com melhor aproveitamento de espaço, já que se pode crescer a carroceria para cima, fazendo os assentos dos bancos serem mais altos em relação ao assoalho e trazendo as pernas a uma posição mais próxima a que resulta quando nos acomodamos em uma cadeira. Além disso, uma propalada melhor visibilidade, pegando em cheio uma boa parcela do público feminino, que é o mais apoiador dos carros onde se senta mais alto que nos sedãs e hatches normais.
Essa característica de permitir uma dita maior segurança pela visibilidade ampliada, deveria ser a prioridade nesse tipo de carro, mas quem já dirigiu esses modelos com a janelinha entre o para-brisa e o vidro da porta, sabe que há um problema enorme de segurança, e não estamos falando apenas de GM, nesse caso. Basta dirigir um Meriva por pouco tempo em cidade, ou mesmo em estrada com muitas curvas, e se nota que a visibilidade para a esquerda, no "canto" é muito prejudicada.
Há alguns anos foi feita uma pesquisa na Europa, classificando os carros de grande produção no quesito visibilidade, e o Meriva foi o pior de todos, justamente por essa característica. No Zafira a situação é melhor, pois a janelinha acaba antes do meio da altura do vidro da porta.
Dessa forma, quem precisa de bom espaço para carga e quer um Chevrolet, não consegue ter uma perua, e parte para os dois modelos comentados.
Mas a GM tem um carro pronto, que só não é vendido aqui sabe-se lá por quê.
A pequena Corsa Wagon, desenvolvida no Brasil há alguns anos, baseada no Corsa hatch e sedan, agora chamada de Classic, ainda é produzida na Argentina com motor 1,4-litro, o mesmo do Corsa brasileiro, e muito superior em potência ao antigo 1,6 que foi usado aqui em nosso mercado.
No meu raciocínio, basta colocar o motor flexível em combustível do Classic na perua, e passar a vendê-la aqui na terra das maravilhas. Ou até mesmo o 1,4 dos Corsa, para aumentar o apelo do carro no mercado, com a opção de dois motores.
Por que será que a GM não pode atender a uma boa parcela de compradores que adorariam ter esse modelo de volta?
JJ

Toda traquitana relacionada ao automóvel, mas que não é peça ou automóvel em si, é chamada pelo nome geral de automobilia.
Tenho alguns amigos cujas casas são totalmente decoradas com essas traquitanas, e as mais populares são sem dúvida nenhuma as miniaturas. Ao contrário da maioria, porém, eu não tenho quase nenhuma delas. Minha casa é quase completamente limpa de motivos automobilísticos, e mesmo as minhas 3.000 revistas e mais não sei quantos livros estão em duas estantes discretas, e você só percebe que são sobre carros olhando de perto.
Mas tem duas coisinhas que eu acho muito legais, e que queria dividir com vocês. A primeira, é esta latinha aqui embaixo
Trata-se de um lubrificante que veio em um comando de válvulas Iskenderian que comprei novo em 2001, mas foi fabricado em 1980, e portanto era uma legítima peça “New Old Stock”, uma das coisas mais cool que você pode por num carro antigo, ainda mais se for uma peça de preparação, e ainda mais ainda se for um comando de válvulas “de corrida” da Isky. Esta latinha veio dentro da caixa dele, uma peça criada para motor Chevrolet seis em linha 230-250 cid (pol³ de cilindrada) com 260/260 graus de duração “advertised”, e simétrico portanto, como todo Isky devia ser. Eu e meu mecânico velhinho montamos este comando em meu Opala 74 numa tarde modorrenta, num domingo qualquer em dezembro de 2002. Não usei o resto da lata nas válvulas e balancins, como reverso da lata pede (abaixo), porque não achei necessário.
Não sei se ainda existe essa latinha, mas duvido. E sei que deve existir um milhão dessas latas nos lixões americanos, mas eu guardei a minha como um tesouro. Só quem já montou um comando Isky antigo tem uma latinha assim, não é vendido ao público, como está escrito bem a vista nela. É uma lembrança constante de que eu realizei um sonho infantil.

Eu cresci durante os anos 70 e 80 (quando nada era importado, lembrem-se) andando em Opalas de meu pai, e lendo a revista Hot Rod americana. Para mim, um comando Iskenderian sempre foi algo tão inatingível quanto um Santo Graal, e já ter comprado um e usado em um velho Opala, é um sonho realizado. O mecânico se riu todo naquele domingo de 2002, me vendo tratar aquela reles peça de carro como algo sagrado e único, e de todos os meus gemidos de prazer ao descobrir adesivos, intruções técnicas e a latinha, lá dentro da caixa. Essa latinha pequenininha fica sempre em minha mesa de trabalho, e olhá-la longamente ainda me dá um prazer inexplicável, e me faz lembrar o prazer que tive naquele dia modorrento.
O meu segundo item de automobilia mais adorado (abaixo) representa, ao contrário da latinha, um sonho ainda a realizar. Trata-se de um punhado de sal.
Mas ah... este sal é também sagrado. É um presente que o meus amigos Belli e Egan me trouxeram do lugar mais cultuado pelos seguidores da religião da velocidade: Bonneville Salt Flats. Eu sou vidrado por este lugar, e pela semana de velocidade que lá ocorre todo ano há mais de 50 anos. Um dia, ainda pisarei neste solo sagrado, e ainda vou dirigir um carro lá.
Mas por enquanto, essa pequena amostra já me conforta o coração, e faz uma coisa que parecia quase irreal e inalcançável, um pouquinho mais fisicamente real e próxima.
MAO
P.S.: o quadro do Ferrari Enzo em Bonneville foi pintado pela minha esposa a partir de uma foto da revista Road & Track. Outro item de automobilia que me esqueci de comentar...