google.com, pub-3521758178363208, DIRECT, f08c47fec0942fa0 AUTOentusiastas Classic (2008-2014)

Um motorzinho de 2 cilindros e 0,624 L, com 35,5 cv e 4,9 kgf.m, feito de alumínio, movido a gasolina e acoplado a uma transmissão de 4 marchas ligada a rodinhas de 12 polegadas, bem que poderia descrever alguma scooter.

Na verdade trata-se do Tata Nano. E seus principais concorrentes não são nem scooters. As centenas de milhares de pessoas que comprarão o carro mais barato do mundo vão deixar de andar a cavalo, de bicicleta e, na melhor das situações, de ciclomotores.

Hoje aconteceu o lançamento oficial do "novo carro do povo". Nós brasileiros achamos que temos problemas sociais e ficamos discutindo se a Fiat deveria ou não manter o Uno Mille em produção. Enquanto isso a Tata pretende dar um grande passo para a motorização da Índia oferecendo um meio de transporte mais seguro e confortável para toda a família, a um preço acessível. O Nano acomoda 4 passageiros com um bom espaço interno


Considerando o completo caos que vemos no trânsito das grandes cidades indianas (pelos diversos filminhos que brotam nos nossos e-mails) fico imaginando os problemas que as autoridades de tráfego terão quando todos os indianos que nunca dirigiram um carro antes estiverem "soltos" no mundo. A partir de 2010, quando a fábrica estiver operando na capacidade total, serão 350.000 pãezinhos por ano. Só para se ter uma idéia do que esse volume representa, em 2008 a VW vendeu por volta de 280.000 Gols.

Desde o ano passado, quando o Nano foi apresentado, o site da Tata já recebeu mais de 30 milhões de acessos (vou fazer propaganda do blog lá). Os primeiros 100.000 só poderão ser comprados através de uma reserva que para ser feita necessita que o interessado deixe um sinal de 2999 rupias, equivalente a 133 reais. As reservas poderão ser feitas em abril de 2009. Encerrado o período de reservas, a distribuição dessas primeiras 100.000 unidades será feita a partir de julho, por sorteio, dada a grande demanda esperada. Ai se fosse no Brasil... Mesmo sendo um carrinho quase que de brinquedo, aposto que muitos brasileiros se bateriam e pagariam ágio só para ter a novidade.

O preço do Nano básico é de aproximadamente 4.500 reais. A esse preço deve-se adicionar frete, impostos e tributos para o registro. Porém, até hoje, nunca ninguém falou quanto esses extras representam.




Algumas curiosidades:

- A versão básica pesa 600 kg e atinge velocidade máxima de 105 km/h.

- O consumo de combustível declarado é de 23,6 km/l em teste de acordo com norma indiana.

- O tanque de combustível tem capacidade para 15 litros, o que proporciona uma autonomia máxima ao redor de 350 km.

- Os pneus dianteiros são 135/70 R12 enquanto os traseiros são mais largos, 155/70 R12, para melhorar a estabilidade. No modelo básico não há nem calotas.

- O estepe, que segue a medida menor, fica no compartimento dianteiro, de pé. Nesse compartimento não há espaço para bagagem.

- O compartimento de bagagem é bem pequeno, pois o motor fica lá atrás (a capacidade não foi especificada) e a tampa traseira não abre, para reduzir os custos. Porém o banco traseiro rebate para frente aumentando significativamente o volume disponível. Não duvido ver em breve uma foto de um Nano carregando um bezerro ou filhote de elefante.

- O banco do passageiro não tem ajuste longitudinal e pelas fotos imagino que também não reclina. Na versão básica não existem encostos de cabeça no banco traseiro.

- Os freios dianteiros e traseiros são a tambor. Suspensão dianteira McPherson e traseira por braços semi-arrastados.

O mais impressionante é que um carro com essas características tem muito mais futuro que os modelos Jaguar e Land Rover, marcas compradas pela Tata em 2008.


Chamada de forma meio óbvia de "overseas highway", a US1 ou FL5 liga os arredores de Miami a Key West, uma ilha a cerca de 90 milhas de Cuba. Sinceramente, sem grandes atrações para quem não esteja interessado em passeios de barco e mergulho, vale pelo inusitado do visual e a impressão que só os Estados Unidos gastariam tanto dinheiro em uma obra como esta pra ligar essas pequenas ilhotas ao extremo sul de seu território.

A história é mais extensa, claro, essa via elevada começou como via férrea até ser abalada por um furacão em 1935. A reconstrução converteu-a em estrada. E depois um novo furacão levou à construção das porções novas dessa via em 1982. Em vários trechos a estrada velha continua lá, paralela à nova, servindo de pier de pesca. Partes foram usadas em filmes e é fácil se recordar do blockbuster "True Lies", onde mísseis destroem espetacularmente partes da rodovia desativada. Curiosidade: em Portugal, esse filme teve o título traduzido para "A Verdade de Mentira".



Bom, o que tem de interessante para o entusiasta por automóveis? O mais puro "American way of life", sair de Miami de carro conversível (pode até ser um new Beetle, mas existem opções bem mais interessantes), passar por parte do Parque Everglades (cuidado com piqueniques, é aquele dos jacarés) e seguir pela Overseas Highway até Key West. Sempre de capota aberta, cabelos ao vento, usando todos os cup holders que quiser, sem pressa.

Definitivamente NÃO é o meu estilo de viagem. Mas é preciso fazê-la, experimentar, nem que seja para ter o direito de criticar...

MM

...conta-giros, o grande instrumento à esquerda, de grafismo tipicamente Volkswagen. O que se vê é, na verdade, o quadro de instrumentos do VW Tiguan HyMotion, um estudo de carro elétrico da fábrica alemã com geração de energia elétrica por célula, ou pilha, a hidrogênio. O "mula" utilizado é o utilitário esporte compacto da marca e o "conta-giros" é a leitura de potência desenvolvida pelo motor elétrico de 100 kW, ou 136 cv.

O objetivo final da pesquisa é viabilizar o carro que não emite nenhum poluente. Tudo o que sai do escapamento deste VW é a água resultante do processo de geração de energia elétrica pela pilha.

A VW brasileira convidou a imprensa para conhecer e dirigir o Tiguan HyMotion – "Hy" de hydrogen – sexta-feira última no kartódromo de Aldeia da Serra, na Grande São Paulo. Diante dos olhos está um veículo de passageiros de interior absolutamente normal, inclusive com o compartimento de bagagem de 505 litros totalmente desimpedido. Nada leva a crer que não seja um modelo de produção, a julgar pelo bom aspecto de todos os sistemas instalados no veículo.

O HyMotion pesa 1.870 kg, apenas 248 kg mais que o Tiguan 2.0 TSI. Acelera de 0 a 100 km/h em 14 segundos e atinge 140 km/h. Consome 1,4 kg de hidrogênio a cada 100 quilômetros e com o reservatório cheio a uma pressão de 700 bars, que resulta em 3,2 kg do gás, pode rodar 230 km. O hidrogênio utilizado é o H5, 99,999% puro.

O conjunto de 420 pilhas – que produz corrente elétrica a uma tensão de 350 volts – e motor elétrico ficam no cofre dianteiro e uma bateria de íons de lítio (o mesmo tipo das usadas nos computadores portáteis) está localizada sob o assoalho do compartimento de bagagem. A bateria serve para tirar o veículo da imobilidade nos momentos iniciais enquanto as pilhas não produzem energia e é constantemente recarregada quando o veículo está rodando sem aceleração, num processo de regeneração de energia.

Embora elétrico, o HyMotion produz ruídos ao rodar, como o da bomba de ar para alimentar as células para a reação com o hidrogênio, e a bomba hidráulica para prover pressão para os sistemas hidráulicos dos freios e da assistência direção. Chega a ser mais ruído mais forte do que o de um carro potente quando os ventiladores elétricos do sistema de arrefecimento do motor estão funcionando. Há também um nítido som de engrenagem, que proveniente da caixa de redução do motor elétrico. Mas é bom lembrar que é um modelo de estudo, não um carro de produção vendido no mercado.

Dirigi-lo é como estar num carro de motor a combustão, o comportamento de rodagem é igual. Ao acelerar, o ponteiro do dinamômetro vai indicando a potência desenvolvida. Foi mesmo uma experiência interessante.

O Tiguan HyMotion foi construído no Centro Tecnológico da Volkswagen em Isenbuttel, uma pequena cidade a apenas 15 quilômetros da fábrica de Wolfsburg. O centro ocupa área de 38.000 m² e foi criado em 2001, com investimentos ultrapassam a marca de 20 milhões de euros.

Quanto custaria um Tiguan HyMotion para venda ao público? "Não temos a menor ideia, isso fica para depois", disse o engenheiro Kai Homman, da VW do Brasil, durante a apresentação do interessante modelo de pilha a combustível. Daqui a 10 anos talvez ele possa dizer o preço.
(Atualizado pelo autor em 30.03.09 às 17h00. Alteração do termo "célula" para "pilha", o correto.)

Já está virando rotina para a Audi vencer as corridas de estreia de seus novos carros. Foi assim com o R8 e o R10 também.

O novo R15, agora equipado com um novo V10 TDI diesel de 5,5 litros, mais potente, econômico e menos poluente que o V12 do R10, não deu chance para a equipe Peugeot na primeira corrida do ano da American Le Mans Series.

Além do novo motor, o R15 estreia outras novas tecnologias, como o sistema elétrico alimentado por bateria de íons de lítio, mais leve e eficiente, e a utilização de faróis de LEDs, tecnologia que os carros de produção logo receberão. Sem falar nas inovações de aerodinâmica, como a asa traseira suspensa.


Com a vitória, o R15 já começa o ano como o favorito à vitória em Le Mans no meio do ano, mantendo a tradição da Audi.


Video onboard no R15 nas 12 Horas de Sebring 2009