google.com, pub-3521758178363208, DIRECT, f08c47fec0942fa0 AUTOentusiastas Classic (2008-2014)

Poucos se lembram que na infância do carro a álcool, em 1977, era preciso uma autorização para reabastecer com o então novo combustível. Ela consistia do selo acima, que era aplicado no vidro do vigia e era fornecido pelo Conselho Nacional do Petróleo, daí as iniciais CNP. O órgão não existe mais, havendo em seu lugar a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis, cuja sigla é ANP.

A ANP é uma autarquia vinculada ao Ministério de Minas e Energia e foi criada em 14 de janeiro de 1998 por meio do Decreto n° 2.455. É responsável pela execução da política nacional para o setor energético do petróleo, gás natural e biocombustíveis, de acordo com a Lei do Petróleo (Lei no 9.478/1997).

Vale lembrar que na época o carro a álcool ainda não havia chegado -- só surgiria dois anos mais tarde -- e quem resolvesse utilizar o álcool-combustível precisava antes mandar converter o motor numa oficina credenciada, geralmente uma retífica de motores, que era quem aplicava o selo no veículo depois de pronto.

Os resultados dessa conversões não eram nada animadores e ajudaram a estigmatizar o carro a álcool.
BS



Um dos carros-conceito mais bonitos de todos os tempos é o Alfa Carabo, de 1968.

Criação de Marcello Gandini, do Studio Bertone, foi o primeiro carro a incorporar as portas com abertura do tipo tesoura, que seriam vistas em produção apenas em 1973, no Lamborghini Countach, também desenhado por esse mestre. Gandini estava realmente com a inspiração em alta quando realizou essa obra-prima. Notem o formato do emblema com o nome Carabo, refletindo a forma do carro e a abertura das portas. O formato externo, com capô e para-brisa quase no mesmo ângulo, foi usado também no Countach, com leve modificação.

O motor é um V-8 de 2 litros com 4 válvulas por cilindro, debitando 230 cv a 8.800 rpm e torque máximo de 18,6 mkgf a 7.000 rpm, que permitia aceleração da imobilidade aos 100 km/h em 6,5 segundos e velocidade máxima de 250 km/h.

Uma característica marcante é a altura de apenas 990 mm, bem como uma massa reduzidíssima de apenas 1.000 kg.

Reza a história que o nome do carro foi inspirado pela abertura das portas, que lembra as asas de um besouro europeu chamado carabo. A pintura escolhida lembra bastante esse inseto.

O único exemplar desse conceito se encontra no museu da fábrica.
JJ

Acho que quase todos os motores modernos de alta performance usam bielas fraturadas. Todo mundo fala mas nem todos sabem o que é e quais as vantagens. Vamos a uma breve explicação.

As bielas comuns são forjadas em duas partes. Então as superfícies de contato da biela e da capa são usinadas e recebem dois pinos localizadores para garantir a montagem perfeita.

As fraturadas são forjadas numa peça única e depois são fraturadas separando-se a biela da capa. Com isso cria-se uma superfície de encaixe perfeito entre biela e capa correspondente eliminando-se a necessidade dos pinos e diminuindo sua massa.

Na ilustração abaixo, da Honda, além de fraturada, a biela da direita usa uma liga mais resistente que proporciona maior resistência à fadiga com uma seção mais estreita e considerável redução de massa. No exemplo, a resistência à fadiga aumenta em 50% e a redução de massa é de 13% devido à seção menor e à eliminação dos pinos. Assim se reduz a massa em rotação e se ocupa um espaço menorm contribuindo para que o motor seja mais eficiente e compacto.


Dados referentes ao motor 1.8 do Honda Civic


Estava olhando o livro "70's cars, vintage auto ads", da Taschen, e encontrei uma propaganda bem curiosa.

No final dos anos 60 e começo dos 70 as mulheres estavam no auge de sua emancipação. Interessante como os marketeiros incorporaram o movimento.

Quem diria que um anúncio do Challenger de 1970 teria como slogan "O carro esporte que sabe como tratar uma moça"? O texto ainda dizia que as pessoas chegariam a achar que o carro fora desenhado por uma mulher, destaca a combinação de cores do carpete, a praticidade, a segurança das maçanetas embutidas, e motores econômicos. Com isso estou achando que o Challenger é na verdade um pequeno pônei de estimação. Agora estou na dúvida de reviso o meu post anterior "Pony ou muscle, tanto faz".

O texto termina com uma frase muito apropriada para o dia de hoje, Dia Internacional da Mulher: "Se o Challenger foi desenhado por um homem, eu aposto que antes ele falou com uma mulher". Então o cara faz um carro para homens, mas acha que as mulheres tem que gostar dele para vender mais, e então faz uma propaganda para convencer a mulheres ou ajudar os homens a justificar sua escolha.

Daí destaco dois pensamentos.

Primeiro, os homens vivem em função da mulher, mesmo que a maioria não admita. Então vamos celebrar esse dia importante.

Segundo, apesar de eu ter formação em marketing, eu acho que os marketeiros "forçam muito a barra". E o pior é que a maioria dos consumidores entra na onda deles.

Veja o anúncio escaneado do livro. Vou garimpar mais alguns para outros posts.