google.com, pub-3521758178363208, DIRECT, f08c47fec0942fa0 AUTOentusiastas Classic (2008-2014)
John Cobb no Napier-Railton.

Construído ao redor de um motor aeronáutico de 24 litros e 12 cilindros, o Napier-Railton é fruto do engenheiro Reid A. Railton, a pedido do inglês John Cobb, que já estava cansado de apanhar do Bentley com compressor mecânico de Tim Birkin, nas corridas de Brooklands. Cobb usava um Delage construído em 1923 e já havia sido o recordista dessa pista, com quase 130 mph (208 km/h) de média. Só os nomes mencionados no parágrafo acima provocam umas 3 horas de pesquisa e leitura na internet para quem tiver tempo e curiosidade. E podem acreditar que as histórias e os carros são incríveis.

O engenheiro trabalhou com o Napier Lion, originalmente com 509 cv a 2.200 rpm, e extraiu mais um pouco de potência, atingindo algo próximo de 600 cv. O câmbio tinha apenas 3 marchas, e foi projetado e construído apenas para esse carro. Suspensão tinha eixos rígidos e molas em feixe na traseira, duas molas de lâmina única na frente. A carroceria, para compensar um pouco essa massa toda de chassis e suspensão, era de alúmínio, mesmo assim chegando a 2.049 kg. Essa massa aparentemente muito alta para um carro de corrida não era visto à época como real problema em Brooklands, pois se tratava de um circuito de alta velocidade.

Para estrear em agosto de 1933, a Dunlop teve que resolver rapidamente os problemas de destruição dos pneus usados em testes, e conseguiu. O carro venceu na estréia e correu também em outros lugares famosos, como Bonneville Salt Flats e Montlhery. Detém o recorde de Brooklands até hoje, com 230,79 km/h, pois a pista deixou de ser usada em 1939. John Cobb faleceu no Lago Ness, na Escócia, tentando bater um recorde de velocidade em água, em 1952.

Hoje o Napier-Railton está no Museu de Brooklands, local a ser visitado por todo entusiasta de corridas. Para coroar uma restauração iniciada após 1990 pelo museu, esta máquina única foi mostrada em movimento no Goodwood Festival of Speed de 2007, dirigida por Rowan Atkinson, o Mr. Bean, figura sempre presente em eventos automobilísticos de tradição na Grã-Bretanha, dono de um McLaren F1, entre outras maravilhas, e nada otário, como faz crer seu personagem.


Rowan Atkinson, o popular Mr. Bean.




A foto acima foi tirada há poucos dias e representa bem a minha indignação com algumas modificações que são feitas sem o menor critério técnico.

Esta "pickup", feita a partir de uma Caravan de primeira geração, até que aparenta ter sido bem adaptada. Tem um acabamento relativamente bem cuidado e possui até uma capota marítima feita sob medida. Mas isto é apenas aparência.

Carros conversíveis originais de fábrica precisam de reforços consideráveis sob o assoalho para recuperar a rigidez estrutural original, perdida com a remoção do teto que servia de "amarração". E mesmo sendo uma modificação original com alto custo, nem sempre esse objetivo é totalmente alcançado.

Há um conceito para muitos que o carro de uso no dia-a-dia tem que ser simples, prático, eficiente e, por que não dizer, comum. Pessoas com melhores condições financeiras, que podem ter mais de um carro, geralmente pensam assim, um carro para uso diário e outro, mais especial, para passeios de fim de semana e viagens.

Nestes casos, o carro para uso diário não deveria ser um carro pelo qual o proprietário tenha um afeto especial, que não dê muita atenção para pequenos riscos e batidas de porta, pois este é apenas um meio de transporte.

Não consigo pensar assim, muito pelo contrário. Se este é o carro em que você vai passar teoricamente a maior parte do tempo, deve ser sim de seu agrado. Não vejo motivo para o seu carro de dia-a-dia ser algo totalmente sem graça, que o proprietário não tenha um cuidado especial com o carro.

Alguns andam diariamente com carros diferenciados para os padrões brasileiros, como um BMW mais antigo, como um 540 do final dos anos 90, que hoje em dia está bem mais acessível e é bem interessante, ou um Subaru WRX mais recente, uma excelente opção de custo/benefício/diversão. São alternativas para quem quer curtir todo o momento em que se está em um automóvel.

Mesmo com carros ditos comuns podemos ser cuidadosos e apreciar melhor o tempo nele. Cuido do meu Palio como eu cuidaria de um Mercedes, pois eu o escolhi para ser meu carro diário, logo para mim ele tem que ser o mais agradável possível e tenho que me sentir bem com ele, não apenas “um meio de transporte”.

Não digo que todos nós devemos vender nossos carros e comprar importados de dez anos que estão baratos no mercado porque são mais legais. Digo apenas que podemos tratar bem e nos sentir bem com o carro comum, seja um Palio, um Gol, Corsa, Audi ou BMW. Carros não são apenas meios de transporte, há algo de especial neles.


A Daimler está apresentando no Salão de Genebra o "smart fortwo BRABUS electric drive".

Isso mesmo! Um dos mais famosos preparadores de carros Mercedes de alta performance ajudou a preparar um pequenino e ecológico meio de transporte fashion para grandes centros urbanos do Primeiro Mundo.

Deixa o MAO saber disso! A BRABUS morreu, ele vai dizer.

O modelinho da foto, que funciona com bateria de íon de lítio, tem alguns adereços para aumentar o bem-estar, na verdade a vaidade, dos seus donos como pintura verde exclusiva e capota branca combinando com o interior, faróis com LED, suspensão esportiva e rodas BRABUS.

É, acho que não tem mais jeito. Com ou sem reservas de petróleo chegou a hora do carro avançar. Seja por questões ambientais, sociais (moda), práticas (falta de espaço nos centros urbanos), ou simplesmente porque mudou muito pouco desde sua invenção. Sinal dos tempos.

O Bill Egan terminaria dizendo que o automóvel morreu (A morte do automóvel).

No caso de alguém quiser saber mais sobre a Brabus, aqui está o link para o site americano: BRABUS.