google.com, pub-3521758178363208, DIRECT, f08c47fec0942fa0 AUTOentusiastas Classic (2008-2014)
Eu pensava exatamente como o Bob. Vejam o post dele de ontem: o melhor carro é o novo, zero-km, até que, cerca de quatro anos atrás, por força do trabalho, passei cinco meses com carros alugados.

Pessoal, nada pode trazer maior tranquilidade. Carro de locadora vem com seguro e IPVA pago. Em caso de acidente, basta um B.O. e a locadora já lhe entrega outro carro. Lavar? Não precisa. Pneu murcho ou furado? Troque, coloque no porta-malas e passe na garagem da empresa, eles trocam o carro para você, para que não se perca tempo com o conserto do pneu.

Para somar a todas essas maravilhas de não se perder tempo com coisas fúteis, ainda há a vantagem de poder trocar de marca e modelo caso a locadora seja de bom tamanho e tenha frota
variada. Usei um Fiesta, modelo antigo, já com mais de 20 mil km rodados. Após duas semanas, troquei esse modelo por um Palio com a configuração de pneus "canela fina em mulher gorda", e ele balançava nas retas como um cachaceiro às 3 da manhã. Voltei lá no dia seguinte e pedi para trocar pelo velhinho, e fui prontamente atendido. Que maravilha de carro, o alugado.

Clio, com ótimo motor mas bancos e comandos de vidros horríveis: uns três dias de avaliação, tentativa de entortar minha coluna para se adaptar a um banco primitivo, treinamento de tato no escuro para abrir ou fechar vidros, e a paciência deu o alerta: devolve essa tranqueira! Voltei à locadora e mudei de modelo.

Gol, que coisa! banco horroroso, alavanca de mudanças muito para trás, cotoveladas no encosto do banco na segunda e quarta marchas, ventilação sofrível, apesar de todos os modelos que usei terem ar-condicionado, e vamos lá: usei alguns dias e voltamos às meninas do balcão para trocar de carro. E minha esposa já me dizendo: você não pode ser assim, chato. indo lá toda hora só para ver as moças! Não querida, os carros são mais tortos do que eu, preciso encontrar um que se adapte a mim, pois não posso parar de trabalhar para fazer plásticas e cirurgias ortopédicas.

E voltava sempre ao Fiesta velhinho, com assento de banco muito alto e sem regulagem, mas um doce de carrinho. Comandos no lugar, com forças de acionamento corretas, design antigo-clássico-britânico, meu preferido.

Muito bom mesmo descobrir que, melhor que carro novo, é o carro alugado.
JJ


O piloto do carro, Sady Bordin Filho, gentilmente atendeu ao nosso pedido e acabou de nos enviar fotos do carro com o qual se sagrou Campeão Brasileiro de rali de 1984 e deu o título de Construtores à General Motors do Brasil. Coloquei outra foto do carro no post do MAO em http://autoentusiastas.blogspot.com/2009/02/10-melhores-e-raros-chevettes-de-4.html
As fotos foram digitalizadas de um exemplar da revista Motor 3 de janeiro de 1985.
BS

A cada dia que passa, o trânsito nas grandes cidades parece sempre aumentar. Muitas vezes congestionamentos de vários quilômetros surgem e desaparecem, e quando isto ocorre geralmente não há motivo aparente para tal.

Passo diariamente por uma das rodovias que ligam São Paulo ao interior, e todos os dias há trânsito sem explicação aparente. Sempre suspeitei da incompetência alheia em dirigir em rodovias, e agora tenho um argumento científico ao meu favor. Eu havia recebido este vídeo faz um tempo mas nunca mais o achei, até agora.

Um estudo da Universidade de Nagoya (Japão) provou que não é preciso de nada especial para gerar um congestionamento, apenas pessoas dirigindo seus carros. Em uma pista circular fechada, diversos carros deveriam seguir em velocidade constante de 30 km/h, e em pouco tempo, com a variação de velocidade de um carro para outro, o chamado "efeito de onda de choque" ocorre e voilà, congestionamento formado. É a prova de que a culpa de grande parte dos congestionamentos é da incapacidade de dirigir corretamente, mantendo uma distância constante do carro à frente, e isso aparentemente é um problema mundial. Vejam o vídeo do experimento japonês abaixo e tirem suas próprias conclusões.

Muito se discute sobre idade de carro, se o que vale mais a pena é um 0-km ou um “seminovo” e que se perde menos dinheiro com esse último. Que um carro velhinho bem conservado pode dar tanto prazer de dirigir quanto um mais novo custando um décimo ou menos de um novo.

A minha opinião é que nada se compara um carro zero. A ponto de afirmar que a melhor marca de carro é zero-quilômetro. Motivos, vários.

Tem-se certeza de que nunca bateu ou de que jamais caiu num buraco de mau jeito. Nunca foi submetido a maus tratos, a um uso fora do que qual foi previsto, nunca trafegou com excesso de carga. Luvas de engate de marchas e respectivos dentes nunca se chocaram e a embreagem nunca foi mal utilizada.

Saber que o carro nunca bateu é motivo de grande tranquilidade, não é preciso examiná-lo com lupa, ao contrário de quando se compra um usado. Nem se o dono anterior deixou de fazer alguma manutenção ou colocou óleo errado no cárter. Ou como estão mangueiras e correias. E bateria. E os bancos, que são firmes em fixação e cuja densidade da espuma está correta. Até os cintos são perfeitos.

Mas há outro aspecto tão importante ou mais do que tudo o que foi dito acima: estrutura da carroceria e suspensão.

Toda carroceria – seja um monobloco ou conjunto chassi-carroceria – torce e flexiona quando o veículo anda, em grau maior ou menor dependendo de onde e como trafega. Evidentemente ela vai “cansando” com o passar dos quilômetros e isso ocasiona desde ruídos de toda ordem a rodas que já não ficam mais na posição prevista no projeto. Pode até ser que no alinhador esses ângulos sejam ajustados, mas ao rodar eles se alteram e o carro já não é mais o mesmo.

Na suspensão, as molas vão cedendo com o tempo e suas características se alteram, resultando em altura de rodagem menor que a prevista e maior tendência de a suspensão dar batente. Muito importante também, buchas de borracha, tão importantes no isolamento das imperfeições do piso, vão se alterando, endurecendo, e o que foi previsto nessa parte foge da especificação original. E sempre aparece alguma folga anormal em algum elemento.

Pneus, não é preciso se preocupar com eles por um bom tempo, além do fato de pneus de linha de montagem serem sempre melhores que os de reposição (apesar de se dever ficar atento a pneus chineses que algumas marcas estão utilizando na produção).

Quanto ao visual nem há o que falar, o mesmo valendo para o conjunto de odores internos.

Não há nada que se compare a um zero-quilômetro. É um prazer que custa um pouco mais, mas vale a pena.
BS