
O principal, senão único, problema do Honda Fit, a fábrica acabou com ele: aproveitando a primeira evolução, recalibrou a suspensão, imagino que só cargas dos amortecedores (pelo menos é no que eu mexeria), que eram altas demais. Com isso, mais as alterações dimensionais e grande aumento de potência no motor 1,4-litro (1,339 litro, na verdade), o compacto japonês deu um bom salto.
Passei uns dias com um LXL de câmbio manual, que se mostrou um agradável e eficiente veículo familiar. Aliás, eficiência é lugar-comum nos Hondas, que exibem uma engenharia e uma fabricação de respeito. Tem sido assim desde que conheci o primeiro Honda, um Accord 1991, ainda durante meu tempo na revista Oficina Mecânica.
O novo Fit, lançado durante o último Salão do Automóvel de São Paulo, está maior em todas as dimensões, inclusive bitolas e, no caso do LXL, 34 kg mais pesado (1.080 kg). O volume do compartimento de bagagem cresceu bem, de 353 para bons 384 litros.
janeiro 31, 2009

Finalmente o Gurgel descansou.
O livro sobre sua vida, "Gurgel, um brasileiro de fibra", mostra sua incansável luta em busca do carro nacional, seu grande sonho. É um combustível para todos nós não desistirmos dos nossos sonhos. Nunca.
Já comentei sobre o livro no post: Gurgel
Aproveitei também para postar um wallpaper da única foto que tenho de um Gurgel, um modelo bem à frente do seu tempo, o Motomachine. Esse carro faz parte da coleção do Fabio Steinbruch.
janeiro 31, 2009

Faleceu nesta sexta-feira, aos 82 anos, João Augusto Conrado do Amaral Gurgel, após longa enfermidade. Ele contraíra o Mal de Alzheimer em 1997.
Foi, sem dúvida, uma das personalidades mais marcantes do Brasil por seu bravo empreendedorismo na indústria automobilística e por sua posição contrária ao Proálcool.
Seu sonho era o de muitos brasileiros, o de termos uma marca nacional de veículo de grande produção. Uma fábrica de automóveis brasileira, na acepção da palavra, não os "transplantes" que consituem nosso parque industrial-automobilístico atual.
Sua fábrica em Rio Claro, no interior de São Paulo, inaugurada em maio de 1975, era motivo de orgulho para a nação e, principalmente, para ele. Mas em 1994 o sonho acabou, quando a Gurgel teve a falência decretada.
De nada adiantaram as tentativas de obter ajuda do governo para salvar a empresa -- o que acabou de ocorrer nos Estados Unidos, o bail-out à General Motors e à Chrysler -- que seria de apenas 100 milhões de reais. Acabou.
Foi o fim do sonho do grande brasileiro que ontem nos deixou.
À esposa Carolina e seus filhos Fernando, Maria Cecília e Cristina, as condolências do AUTOentuasiastas.
Descanse em paz, Gurgel.
janeiro 31, 2009