google.com, pub-3521758178363208, DIRECT, f08c47fec0942fa0 AUTOentusiastas Classic (2008-2014)
No aniversário do nosso querido Fusca, impossível não lembrar da Kombi, também cinquentenária aqui em nosso país. A questão é que o Fusca saiu de linha, a Kombi não. Não acho que a frota de vans tenha que se resumir às européias a diesel, com preço beirando os 100 mil reais. Mas será que não dá para fazer uma vanzinha despojada mas moderninha, e que custe entre 40 e 50 mil? Não acho legal, em pleno 2009, saber que muita, mas muita gente mesmo ainda anda de Kombi. Se pelo menos a nossa fosse essa da foto...

Vejam só como entusiastas se conectam.

Hoje, Dia Nacional do Fusca, acompanhei uma caravana de Fuscas da Mille Duke Serviços Automotivos até o Shopping Metrópole em São Bernardo do Campo para o encontro promovido pelo Fusca Club do Brasil. Fui como entusiasta e fotógrafo oficial da caravana, uma dupla diversão.

Chegando lá, o Luiz, dono da Mille Duke e de vários Fuscas, entre eles um preto ano 1953 Ragtop 3 dobras que será restaurado, me disse que daria uma envenenada de época no besouro instalando um compressor Judson.

Aí começam as conexões. Sinceramente eu não conhecia um compressor Judson até dias atrás, quando o Bob Sharp me explicou numa discussão exatamente sobre veneno de época. Nesse momento eu contei isso ao Luiz e ele logo se interessou. O papo continuou, falei sobre o Bob e me lembrei do Alexander Gromow.

O Alexander Gromow é o maior historiador sobre Fusca do Brasil e autor dos livros "Eu Amo Fusca" e compilador da coletânea de "causos" "Eu Amo Fusca II". Comentei com o Luiz que eu tenho esse segundo livro autografado pelo Gromow e pelo próprio Bob, que escreveu o prefácio.

Agorinha, ao abrir os e-mails do blog, entrou um e-mail do próprio Gromow, que foi convidado pelo Bob a conhecer o AUTOentusiastas.

Achei tudo isso curioso. Minha ideia original era comentar sobre o encontro de hoje e sobre os 50 anos da fabricação do primeiro Fusca no Brasil. Mas achei melhor convidá-los a ler a coluna do próprio Gromow, que faz um excelente relato sobre o início da produção do carro mais popular de todos os tempos.

Um pequeno trecho da coluna do Gromow:

"Realmente, o início da fabricação do Fusca nacional foi tudo menos algo glamuroso, foi na verdade uma tarefa de heróis anônimos, enfrentando dificuldades inimagináveis nos dias de hoje, sem esmorecer, abrindo o caminho para uma gloriosa trajetória de um carro que, afirmo, ainda é necessário para países do terceiro e quarto mundo."

Kit do compressor Judson que será instalado no Fusca da foto acima
Paulo Keller

Já que o AG andou falando de Detroit Diesel 2T, posto este link com um videozinho muito legal, um experiente motorista trocando marchas (não-sincronizadas!) num caminhão com esse motor. Aumentem o som!


Li os posts anteriores e reparei em alguns comentários, um dizendo que temos carros "esporte" que andam menos que os "normais", outro lembrando dos esportivos da década de 80 e, ainda, o magnífico post do MAO sobre o Chevette.

De fato, hoje só temos esportivos de adesivo (O que é um Punto Sporting?) ou então algumas versões de alto desempenho, mas caríssimas, casos do Golf turbo e do Civic Si, entre outros.

Já tivemos uns esportivinhos legais e o que mais me chamava a atenção era que, naquela época, a engenharia da fábrica metia a mão. A grande maioria das versões esportivas tinham, no mínimo, motor com comando e carburação mais fortes, câmbio com escalonamento mais próximo, com 5a. "real", quando o padrão da época era 4+E, rodas maiores e pneus mais largos e de perfil mais baixo, suspensões mais firmes e freios mais fortes. Pena que sempre, sem exceções, esses carros eram os topos de linha e também custavam bem mais que os outros, o que forçava o entusiasta a partir para o Gol CL mexido em vez de pegar logo um GT/GTS.

Verdade também que mesmo esses pseudoesportivos de hoje são mais rápidos do que boa parte dos esportivos anos 80, graças a motores mais eficientes. Um Palio R, mesmo usando motor igual ao do Idea e caixa com mesmo escalonamento do resto da linha, com certeza anda mais que um Uno R de 20 anos atrás.

Por isso é que sempre peço para Papai Noel o "carro entusiasta". Na minha concepção, claro. Que seria o seguinte: a gente escolhe um carro e monta ele mais entusiasmante, usando basicamente peças de prateleira. GM 1,4 Econo.flex (mais de 100 cv com álcool) num Celta Life 2-portas, caixa com primeira bem longa e as outras o mais próximas possível, rodas 14, 185/60, discos de freio de algum irmão maior e um acertinho decente de suspensão. Clio hatch 2-portas com 1,6 16V, caixa escalonada para desempenho, rodas de aço 14, painel com conta-giros (o básico não tem). Se desse, um mapa de injeção um pouco mais "agressivo". Dá para escrever um monte só imaginando possíveis combinações. Na minha cabeça, tudo barato e fácil do fabricante fazer. Carros de 30 mil reais que muitos entusiastas gostariam de ter. Pelo menos eu. Viu, Papai Noel?