google.com, pub-3521758178363208, DIRECT, f08c47fec0942fa0 AUTOentusiastas Classic (2008-2014)
Esse papo todo de Panamera que rola por aqui me lembrou de algo que escrevi algum tempo atrás:

http://www2.uol.com.br/bestcars/colunas/e125.htm

Não é a primeira vez que a Porsche quer fazer um carro para 4/5 pessoas. A primeira tentativa foi um 356 de entreeixos aumentado, ainda nos anos 50. Depois, iniciou o projeto que viria a se tornar o 911, imaginado inicialmente como um carro para 4 pessoas (de verdade, adultas, não crianças), mas que acabou sendo um 2+2. Finalmente houve o 989, explicado acima. O Panamera, então, tem que ser entendido como a realização de uma idéia que vem amadurecendo há praticamente 50 anos.

Ainda não consegui decidir minha opinião sobre ele. Como o Cayenne, obviamente deve ser um carro fantástico em análise puramente objetiva, mas não sei não. Ainda tenho dificuldade em aceitar Porsches refrigerados a água e gostava mesmo é do 356.

Call me old-fashioned, mas se pelo menos a empresa de Stuttgart-Zuffenhausen fizesse ainda somente carros esporte, como fez por 54 anos, e como ainda faz a Ferrari, eu talvez aceitasse a refrigeração líquida...

Mas, vamos esperar. O Panamera é diferente, e isso me atrai. Se a Porsche me emprestar um para experimentar, talvez mude de idéia!

MAO



Com o término da categoria conhecida como FIA Grupo 5 e suas subdivisões no começo dos anos 1980, o Grupo C entrou como a categoria principal do Campeonato Mundial de Endurance. Ao longo dos anos, passando por diversos nomes (Mundial de Endurance, Mundial de Esporte-Protótipo e Mundial de Carros Esporte), o campeonato era uma das grandes atrações do automobilismo mundial, dividindo público e atenção da mídia com a Fórmula 1 e o Mundial de Rali.

Ao meu ver, foram os anos mais marcantes do Endurance mundial. Não estavam mais presentes o charme e glamour das décadas passadas, mas tecnicamente foi uma era de grandes avanços. O campeonato era um verdadeiro multimarcas, com equipes oficiais de fábricas do mundo todo. Jaguares V-12, Porsches flat-6 e Mercedes V-8 turboalimentados, os Mazdas Wankel, Toyotas, Nissans e Aston Martins, e os últimos anos representativos no automobilismo da Lancia e da lendária equipe Martini Racing. Nomes como Jan Lammers, Martin Brundle, Michael Schumacher, Hans J. Stuck, Derek Bell, Klaus Ludwig, Eddie Cheever, Henri Pescarolo, Jochen Mass, Jean-Louis Schlesser e nosso Raul Boesel, campeão da temporada de 1987 pela equipe Jaguar.

Não eram meros carros de corrida, eram máquinas de alta precisão com monstruosos motores de 800, 900 e até 1.000 cv. Foram os últimos anos do verdadeiro efeito-asa e de velocidades superiores a 400 km/h. Disputas acirradas até a última curva após horas e horas de corrida não eram cenas raras, e raramente havia favoritos.

Mas, como em outras categorias, os avanços marcaram sua morte no começo dos anos 1990. As preocupações com segurança estavam cada dia mais imponentes, o que decretou seu fim, após anos de acidentes fatais envolvendo pilotos, mecânicos e oficiais de pista. Não era mais aceitável que tais carros atingissem tamanha velocidade. Juntamente com o Grupo B de Rali, o fim do Grupo C marcou o fim da era da insanidade construtiva, da disputa de desenvolvimento por mais potência e maiores velocidades, e uma variedade de carros participantes com equivalentes chances de vitória. Uma triste perda, sem dúvida.






Vídeo com as duas voltas iniciais da 24 Horas de Le Mans de 1990, prova vencida com dobradinha da equipe Jaguar. 

MB


Fonte: Automotive News
Carro do ano. Vencedor: Hyundai Genesis

DETROIT -- Um júri formado por 50 dos maiores jornalistas do ramo automobilístico americano elegeu hoje o Hyundai Genesis "Carro do Ano" nos Estados Unidos. Este ano foi a primeira vez que dois veículos equipados com motores a diesel, Jetta TDI e Mercedes ML320 Bluetec, fizeram parte dos finalistas e além disso, foi a primeira vez que um veículo coreano, o Genesis, compareceu à lista dos finalistas.

Nem americanos, nem alemães, nem japoneses. Chegou a hora dos sul-coreanos. Há dez anos atrás quem arriscaria dizer que os americanos chegariam a este ponto?

Os primeiros Hyundai Pony que vi nos Estados Unidos, em 1989, me davam a impressão de que estavam sendo vendidos carros que haviam batido e feito funilaria. Cheguei a entrar numa concessionária e perguntar se a porta de saída da fábrica era mais estreita do que a largura do carro. As laterais apresentavam ondulações na chapa, decorrentes de falta de estiramento suficiente. Coisa horrorosa !!!

Podem ter certeza que os chineses irão pelo mesmo caminho, só que em tempo mais curto. Quem já viu o Effa ficou espantado com a qualidade, ou melhor, a falta de qualidade com que são fabricados. Em menos de cinco anos estarão fabricando Effas e Cherrys de alta qualidade.

Isso é que me deixa indignado. Tínhamos tudo para chegar lá, só que perdemos o bonde. Jamais tivemos uma indústria automobilística genuinamente brasileira de grande volume de produção.

Rezo todos os dias aos santos protetores dos bons automóveis para que os executivos das "nossas" indústrias não permitam a importação dos funcionários americanos excedentes de lá, que geralmente trazem em sua bagagens sua ineficiente metodologia de trabalho e sua arrogância com os devidos os erros que os levaram à agonia de hoje.


Já falamos um pouco sobre o Panamera aqui no blog em outros 2 posts: Panamera, no thanks e Está com tempo? veja o hotsite.

Mas não resisti em falar de novo quando me dei conta que a VW já quase teve o seu Panamera, o Concept D, de 1999, que se tornara o Phaeton. A semelhança é notória. Acabei de lembrar que esse Concept D esteve no Brasil no Salão de 2002, se não me engano

O design do Panamera é no mínimo controverso. Muitos admiram a preservação da identidade da Porsche (na verdade do 911), enquanto outros gostariam de ver alguma coisa nova. Estou nesse segundo grupo, uma vez que achei o Panamera um dos carros mais sem graça dos últimos tempos. Porém essa não é minha opinião definitiva. Aprendi na prática que não se deve julgar a aparência de um modelo apenas por fotos (a menos que seja um Doblò ou um Pontiac Aztek...)

Confesso que ao assistir o vídeo abaixo e ver a explicação do que representa um design Porsche, comecei a me interessar um pouco mais pelo carro. O vídeo explica quais os elementos de design que o tornam um Porsche e mostra alguns exemplos de como o design integra a funcionalidade (como o aerofólio traseiro retrátil). O Panamera também manteve a chave de ignição do lado esquerdo e o conta-giros ao centro do painel, duas marcas registradas da marca.