google.com, pub-3521758178363208, DIRECT, f08c47fec0942fa0 AUTOentusiastas Classic (2008-2014)



Se vamos falar de Green Cars, vamos falar também de híbridos, que como todos sabem são os carros europeus com motor americano!

Só valem com motores efetivamente fabricados nos EUA e o carro, na Europa. Isso exclui Simca Chambord (carro francês com motor Ford flathead, mas tudo feito na França), Morgan e outros com o V-8 Rover (que é na verdade Buick).

Exclui também várias gerações de Holdens V-8, porque era feito na Austrália, apesar de ser um dos melhores híbridos.

Comecei esta lista achando que ia terminar ela com o ACE-Harley, mas apesar de toda a pinta de inglês, o carro é feito nos EUA!

1) Iso Grifo A3L:
Capolavoro de Bertone por fora, De Dion com freios inboard atrás e um V-8 de Corvette. Eu gosto de todos os Iso, mas este...Só não consigo me decidir entre o leve small-block e o violento (mas menos equilibrado) sete litri (big block 427 pol³), que chegava a 300 km/h.

2) Monteverdi Hai:
Hemi 426 no meio do bicho. Na verdade, debaixo do cotovelo do motorista, praticamente. As vibrações devem causar efeito afrodisíaco...Fabricado na Suíça, por parentes do Belli.

3) Jensen Interceptor/FF:
Debaixo do capô, Chrysler big block. Esse inglês tem talvez o nome mais legal já colocado um carro. E o FF era um carro antes de seu tempo, com ABS mecânico (Dunlop Maxaret) e tração total permanente, sistema Ferguson, em 1966.

4) AC Shelby Cobra:
O mais famoso híbrido. Carrinho esporte inglês que costumava ter 2 litros, mas que acabou com sete.

5) De Tomaso Mangusta:
Para os fãs de motor Ford. Dizem que o Pantera é melhor, mas o Mangusta é mais bonito e 30 vezes mais cool.

6) Facel Vega Excellence:
Escolhi o 4-portas entre os Facel por mostrar que não só de carro esporte vivem os híbridos. E vive la France!!!

7) Opel Diplomat:
Carro de luxo alemão com 327 de Corvette. How COOL is that?

8) Bristol 412:
Feio pacas, mas um carro único e de personalidade forte, na lista em homenagem ao meu ídolo LJK Setright. E com o small-block Mopar turbinado, rápido como poucos.

9) Iso Grifo A3C/Bizzarrini GT Strada:
O motor está tão recuado em sua posição central-dianteira que para se trocar velas se abre uma janela no PAINEL DE INSTRUMENTOS. Giotto Bizzarrini, pai do Ferrari 250 GTO, considera esse sua obra-prima.

10) Jensen Tourer, 1930's:
Tão baixo e belo como um Alvis Speed 20 contemporâneo, mas graças ao V-8 Ford flathead, mais veloz e mais barato.

Monteverdi Hai
MAO

Não bastasse a Honda abandonar a F-1, como citado pelo Bob Sharp, agora a Audi também vai deixar de ter equipe oficial na American Le Mans Series.

O R10 será aposentado e aparentemente não será vendido para equipes particulares, como foi o seu antecessor, o R8. Para o próximo ano, a Audi apenas participará da prova de abertura da ALMS para estrear (com vitória?) o novo modelo, o R15, e depois apenas correrá na 24 Horas de Le Mans.

Com isso, a Audi apenas terá equipe oficial no DTM, com o A4, e no GT3 Europeu, com o novo R8 LMS.
O MAO foi falar logo do Buick Grand National, um carro que está entre meus preferidos. Mas conseguir um não é tarefa fácil, aqui nunca vi um rodando e mesmo no ebay não se acha esses carros a preços baixos. Nesse caso, quando me ofereceram um carro nacional que, guardadas as devidas proporções, tem um pouco a ver com o Buick turbo, não pensei duas vezes. Arrumei um carnezinho e coloquei mais um carrinho na garagem.

O Uno Turbo foi em sua época o protótipo do baixinho abusado, que não leva desaforo pra casa. Não era o mais veloz nem o mais rápido, mas se você estivesse num Omega 3.0, num Tempra Stile ou mesmo num BMW 325i e provocasse um, ia se assustar com o carrinho, irmão mais forte e bom de briga do popular mais barato. O valente motorzinho 1,4-litro com turbocompressor rendia 118 cv e, num carro de pouco mais de 900 kg, era a certeza de poder andar junto de carros maiores e mais potentes.

Durou pouco, três anos-modelos, mas não três anos inteiros de produção. Restam poucos em bom estado, pois a maioria foi usado e abusado. E ainda que carros mais rápidos e melhores de "handling" tenham surgido depois dele, acho que nenhum (nacional, pelo menos) representa o que ele representou em sua época.


Que notícia mais desagradável e sobretudo triste não termos mais a Honda na F-1, conforme anunciado anteontem. Eu podia esperar que um fabricante-concorrente europeu o fizesse em razão da crise sistêmica que estamos vivendo, jamais um asiático. Muito menos a Honda.
Há menos de um mês o Milton Belli falou da Honda na F-1 neste blog e as lembranças do filme Grand Prix logo vieram-me à mente. Na história, a marca Honda era Yamura e seu todo-poderoso chefe, Yzo Yamura, magistralmente interpretado por Toshiro Mifune (1920-1997). Mas o fato é que guardo pela Honda uma profunda admiração e essa decisão de sair da F-1 me deixou muito triste.
Cinco fatos explicam essa minha admiração.