IMPRESSÕES: QUANDO O IGUAL É DIFERENTE

Lembrei do texto acima logo após ler as impressões do Bob sobre o Corolla 2012. Com todo respeito que tenho ao amigo e à sua valorosa opinião, faço questão absoluta de discordar. Para mim, "Corolla" e "carro de corrida" são coisas divergentes, antagônicas, dois extremos opostos de retas paralelas especiais, que não se cruzam nem mesmo no infinito.

Ainda dentro desse conceito, um grande amigo costumava dizer que eu nunca veria um Corsa e um Charger R/T na mesma rua: era tudo uma questão de auto-preservação do universo. Nas palavras dele, o Corsa era a definição do anticarro, de tal forma que a simples aproximação do Mopar seria capaz de gerar uma reação em cadeia capaz de causar uma catástrofe que acabaria com tudo. Restaria apenas o vácuo e nada mais.

Bobagens à parte, é noite de sexta, calorzinho gostoso, hora de dar uma volta na rua. De Corolla. Fico pensando nas impressões do Calmon e do Bob e lembro de uma lição muito importante de outro grande amigo, que certa vez disse: "Bitu, nada no mundo consegue ser mais diferente do que dois motores iguais. Ou mesmo dois carros iguais."

Nada mais próximo da verdade: cheguei a ter em minha garagem três carros iguais, mesmo fabricante, mesmo modelo e mesma motorização, até o ano de fabricação era rigorosamente o mesmo. E eram carros de personalidades completamente distintas, ainda que absolutamente iguais do ponto de vista técnico.

Tiro o Corolla da garagem, GLi, modelo 2010. A direção é leve, sempre leve, não há comunicação alguma nas manobras de estacionamento, de tal forma que só consigo me lembrar de duas coisas piores: timão de veleiro e direção hidráulica de Galaxie/LTD/Landau. Tenho a impressão de estar utilizando um joystick em formato de volante, desses que a molecada compra para jogar Gran Turismo e outros afins.

Dobro a esquina, primeiro semáforo: os freios são a pior parte do carro. Não sinto um pedal, sinto um botão sem modulação alguma, como se funcionasse na base do "Liga/Desliga". É impossível frear com suavidade quando se fica muito tempo longe do carro: ou você aprende a conviver com isso ou compra um colar cervical dos bons.

O motor responde rápido. Mas essa rapidez é um artifício da calibração, que deixa o pedal extremamente sensível no primeiro 1/5 de acionamento do pedal: o Corolla responde como V-8, mas quando você pisa fundo não vem o resto do motorzão que você acha que tem. O som do motor é baixo, parece uma enceradeira: não reverbera, não ecoa, não encanta, não diz nada de nada. É João Gilberto para quem aprecia Isabel Pantoja.

Quanto ao comportamento dinâmico, realmente pouco importa como você quer fazer a curva, o carro simplesmente vai dar conta do recado. Tanto faz se você tangenciar, fechar, abrir, apontar ou mesmo entrar e sair da curva todo torto, ele é capaz de tolerar muita bobagem, mas sempre fará isso à maneira dele, com três ou quatro rodas no chão.

Há ali um filtro terrível que faz o dono pensar "eu sei que ele faz, mas não sei como faz". Realmente não há balanço algum, nem longitudinal, nem transversal, nada, tudo realmente muito firme, aliado a um monobloco rígido como peroba, mas sem a vivacidade de um Civic ou Focus. Mas nem em sonho, é tudo muito insosso, de tal forma que chego à conclusão de que o Corolla logo deixará de ser um automóvel: é a transição para os híbridos/elétricos, fazendo dele mais um eletrodomésico.

Como meio de transporte, ótimo. Como automóvel, está muito abaixo de qualquer expectativa entusiasta. Pelo menos esse aqui...

Tudo isso me fez pensar seriamente: preciso passar uns dias com um Corolla 2012 para ver se estou diante de um caso típico de carros iguais, mas diferentes. Não acho possível uma transformação tão radical assim, ainda mais considerando o histórico conservador da Toyota. Alguma coisa não "casa" e logo vou descobrir o que é.

Curioso para saber de qual carro fala o texto de abertura? Leia a revista Car and Driver, dezembro de 1988. Eu sinto absolutamente a mesma coisa quando estou ao volante desses caixotes sobre rodas (desde que em bom estado de conservação), resultado da genialidade do meu "xará" alemão, Philipp Schmidt.

FB

32 comentários :

  1. Felipe, fecho com você em gênero, número e grau. Com todo o respeito ao Bob, acho que ainda existem muitos carros ruins, acho inaceitável um Agile com plataforma do Corsa A europeu 1982, não arriscaria meus cobres em um chinês de primeira geração, e muito menos imagino um Corolla - state of the art em termos de econobox - como um carro autoentusiástico. Adicionalmente, me incomodo com os parcos 120 cv do New Jetta, com a antiquada suspensão traseira do Bravo, com os obesos 1500 kg do Peugeot 408, com os inflacionados 56 paus por um carro de acabamento porco como o Ecosport... Enfim, a idade está me deixando um chato!

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  2. Felipe,

    Muito bem escrito e interessante seu texto!!! Essas diferenças entre carros aparentemente iguais, que só percebemos quando experimentamos outros modelos iguais ao nosso, é verdadeira surpresa: vai da sorte de na hora de comprar o carro pegar uma unidade que se destaca e não uma medíocre. Claro que são diferenças sutis, um cronômetro não as acusaria em evidência, mas quem tem sensibilidade ao volante percebe um jeito de andar e do motor responder diferente. Quando andar no Corolla 2012 nos conte como foi, a disparidade de tudo que já li sobre Corolla na avaliação do Bob é gritante! Quanto ao texto no início da matéria, nunca imagine tratar-se do VW Fox, fiquei surpreso, ainda mais vindo de uma avaliação estrangeira! Abraço

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  3. "VW é o melhor carro do mundo!"
    (Chuck Norris)

    "O motor AP é o melhor do universo!"
    (APzeiro)

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  4. Todos
    Avisei, não avisei? Acho que não sou doido e não estou senil, e acho também que ainda dirijo alguma coisa... Quando eu pegar o GLi manual de seis marchas com pneus 205/55R16 vou voltar à SP-036. Será ainda mais divertido. Enquanto isso, quem achar que Corolla é carro de tiozão, de velho, é melhor mudar seus conceitos...

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  5. Pra mim, se o "tio Bob" falou, tá falado!

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  7. Rodrigo Abreu26/03/11 19:59

    Sou comerciante de veículos, e nessa semana comprei um Voyage 90, CL com motor CHT. Verdinho metálico, bem claro, muito alinhado, manual do proprietário mas precisando de um trato. Que carro gostoso de dirigir!! Nao sei como explicar, mas ele te conquista ao volante com sua simplicade e eficiência!! Ele é leve, ágil, tem ainda aquele "cheirinho" de Voyage que lembra a minha infância. Vai ficar lindo em quinze dias!!

    Andei no Corolla e no New Civic, mas foi só no segundo que senti esse "algo inexplicável" que cria um sorriso disfarçado de satisfação, quase inconsciente, que sinto no Voyaginho 90... é o meu escolhido...

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  8. Felipe, a visão que eu tenho do Corolla converge quase totalmente com a sua. Só discordo um pouco na questão do "pode fazer o que quiser que ele tolera". Tolera sim, até um certo ponto. Acima dos 140-150km/h (ok, quase nenhum dono de Corolla chega lá e se chegar não vai fazer curva assim) ele apresentava comportamentos perigosos que exigiam muita sensibilidade para evitar tragédias, afinal como o carro não se comunica você precisa descobrir sozinho o que o carro quer fazer antes que ele faça.

    Como eu escrevi no post do Bob, estou impressionado com a transformação do carro.

    Na verdade eu estou extremamente curioso para experimentar um Corolla novo desses. Nunca tive motivos para duvidar das avaliações do Bob, justamente por isso estou com vontade de provar o carro novo para também poder mudar meus conceitos.

    Será que a Toyota trocou a plantação de xuxu nos fundos da fábrica por uma de pimentas?

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  9. Necessito urgentemente achar um desses VW Fox GL para andar, nos modelos nacionais dele NUNCA encontrei esse volume todo de qualidades que os gringos acharam principalmente o espaço para "over-six-footers" nem para "full-size adults"... Bancos diferentes, talvez? Não sei. Quase credito os elogios ao excesso de Jack Daniels.

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  10. A linha Gol antiga tinha uma certa aura que a Volks fez questão que se perdesse com o tempo. Não sei porquê, mas os Quadrados, mesmo com todos os seus problemas, eram carros diferentes, que até hoje mostram como algo barato pode ser mais que um meio de transporte.
    E o melhor é pensar que os nossos usavam uma calibragem mais firme da suspensão e, mesmo com o velho 2E7 no lugar da CIS (nem sei se essa injeção era mesmo uma vantagem) ainda era mais forte e tinha melhor desempenho que o modelo de exportação, asfixiado para não ter desempenho próximo ao do Golf GTI da época.

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  11. Também fiquei surpreso em ler que o Fox (nosso antigo Voyage, não a medonha "bota ortopédica" atual...) passou tão boa impressão no teste, um carro comum, sem pretensão alguma de ser desejável. Daí se vê que não é preciso muito para se ter um bom carro.

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  12. É engraçado isso mesmo, de pessoas diferentes terem opiniões totalmente diferentes sobre o mesmo carro... e não necessáriamente um dos dois está errado! Aliás, como a avaliação de um veículo é totalmente subjetiva (não considero ficha técnica como parte de avaliação) é perfeitamente normal que cada um tenha a sua opinião sobre algo, e que pra cada um essa opinião seja uma verdade que ninguém lhe tira. Ainda bem!

    Experimentei o Agile mês passado e gostei muito do que senti. É um carro espaçoso, ligado com o motorista, compacto, ágil (talvez daí o nome)... enfim, um carro agradável. O BCWS tem mania de analizar carros pela ficha-técnica, o que eu despreso. E daí que o Agile não tem sub-chassi, estabilisador ou sua plataforma é a do Corsa 94 (como se plataforma fosse algo físico, estrutural e não somente um modo de indentificar internamente, na fábrica, uma construção)? O que importa é o resultado. Prova maior é analizar a ficha-técnica de uma Saveiro CL "quadrada" 1996 (carro mais gostoso de dirigir da minha vida) com a ficha teoricamente suprerior de um Palio/Siena/Strada, etc.
    Como era boa essa Saveirinha!!

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  13. Olavo Fontoura26/03/11 22:10

    Guilherme,

    Se essa Saveiro foi o melhor carro da sua vida e era assim tão espetacular, porque você vendeu ela???

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  14. "...O som do motor é baixo, parece uma enceradeira: não reverbera, não ecoa, não encanta, não diz nada de nada. É João Gilberto para quem aprecia Isabel Pantoja...."
    lembrei do meu new focus duratec... nao fala comigo. so em 5000rpm.. mas a conversa fica tensa ne!
    preciso mudar isso, abri um dialogo com esse cara.
    Alias, alguem tem alguma sugestao para esse carro e um local q o faca aqui no Rio? pretendo colocar um escapamento no estilo dos BMWs..

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  15. depois de ler os dois artigos e todos os comentários, só posso dizer o quanto fico impressionado em como os brasileiros se contentam com tão pouco...

    Por quê o corolla, carro basicão nos EUA, Reino Unido, barato no Chile, México, etc, aqui é carro "de luxo" e ainda comparado com "carro de corrida"?

    De que poderíamos chamar um Lotus Exige? Nave espacial? Pois o abismo que o separa do Corolla deve ter um adjetivo à altura. O exemplo é pra mostrar que o corolla é um bom carro, por sinal a Lotus usa a base mecânica da toyota no seu carro, mas vejam como são máquinas totalmente distintas. O Corolla é bom pra te levar ao trabalho, a faculdade, um passeio ao interior, etc. Mas daí a ser um carro de entusiastas e de corrida????

    O brasileiro se contenta a pagar preço de Abu Dabi em carro de terceiro mundo, acostuma-se ainda a andar em carros antiquados e sem segurança ativa e passiva descente, contando que o carro seja "completo" com AR, VE, TE, DH, MP3 e RL. Pagamos preço de Camaro em "Monza com cara de Astra europeu recauchutado chamado de Vectra" e não podemos falar mal, pois existem os fãs da marca e felizes proprietários.

    Acho que é isso que nos sobrou mesmo, fazer fã clube do celta e chamar Corolla de carro de corrida, pois é só até aí que chega o nosso dinheiro. Se morar no Brasil tem os seus defeitos, esse é o maior deles, somos um povo que se contenta com muito pouco.

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  16. Leonardo, se a gente nao pagar o preco de abu dabi, vamos compra que carro?
    É isso que vendem, é isso que cobram e é isso que tempos que comprar!
    Nossa realidade é essa..

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  17. Brasileiro que reconhece o que temos de bom e aceita o que temos de ruim26/03/11 23:44

    Leonardo, concordo contigo em tudo o que você falou.

    Mas vamos fazer o quê? Sentar a bunda em casa e falar "não vou mais comprar carro porque é caro!". Qual a opção? Andar de Monza velho em sinal de rebeldia?

    É cruel mas a realidade do país é essa e temos que basear nossas opiniões nela. Rebelar-se e odiar tudo o que nos cerca nada mais é do que um caminho sem volta para a infelicidade.

    O melhor que temos a fazer é trabalhar bastante, fazer dinheiro honestamente para tentar atingir níveis de consumo melhores, mesmo que isso signifique pagar caríssimo por um Corolla zero. Afinal, por pior que seja o Corolla ele é melhor que um Monza velho.

    Eu já estive lá fora e inclusive tive a opção de morar no exterior ganhando bem em Euros mas optei por continuar pagando caro por Corollas no Brasil tendo a contrapartida de ver sol o ano inteiro, ter vizinhos que me dão bom dia, amigos que gostam de mim apenas por amizade e o prazer de encontrar pessoas bem humoradas na rua.

    OBS: Monzeiros, por favor, aceitem o teor da mensagem. O veículo que vocês tanto amam foi usado apenas como exemplo. Grato!

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  19. Olavo Fontoura,
    Não vendi a Saveiro porque não era minha. Se fosse talvez tivesse vendido, mesmo assim. Quem vendeu, vendeu porque teve uma doença grave na família e precisou de dinheiro para salvar uma vida.

    Espero ter ajudado, abraço.

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  20. Rapazeada.... Concordem ou não com o teor dos post´s dos colunistas ou com os comentários pertinentes feitos por nossos pares, tenho percebido uma certa acidez desmedida por parte de alguns. Crítica, ironia e sarcasmo, fazem parte de qualquer ponto de vista, mas daí ao deboche, desrespeito e afins, há um abismo... Vamos nos respeitar! Desarmemo o espírito... Opinião, gosto, preferência, cada um tem a sua... mas vamos maneirar... Afinal, somos autoentusiastas... e não um bando de intolerantes.

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  21. Opiniões = plural.
    Respeitar não necessariamente significa concordar.
    Seria mais prudente expressar a opinião própria sobre o assunto e se abster de criticar a posição alheia.
    Mais educado e respeito com o democrático,educado, competente e experiente Bob.

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  22. De qualquer modo, deve ser mais interessante levar um Corolla desses ao limite do que levar um Voyage. Até concordo que o Voyage é mais barulhentinho, mais comunicativo e menos estável, além do que é mais leve, mas pô, não há como contestar: O Corolla tem um motor muito tecnológico e que rende bastante pelo tamanho, além de ter pneus melhores, sem falar na suspensão. Imaginem o que daria mudar o sistema de exaustão de um Corolla, tirando restrição e silenciadores, remapeando a injeção e alterando a suspensão para um comportamento bastante esportivo...Coitadinho do Voyage (Fox aliás, blá blá blá...). E se a Toyota entrasse no WRC com o Auris (Corolla hatch) ou o normal mesmo? Ela teria chance de ganhar de Ford Fiestas e Citröens...aí todo mundo ia idolatrar o Corolla como fazem com o Impreza, mas...se esqueçem que antes de ser o famigerado Impreza, era um carro de Tiozão!

    Renan Veronezzi

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  23. Renan Veronezzi
    Corolla e Civic eram concorrentes diretos do Fox nos USA.

    Compare as geracoes da decada de 1980 com as de 2012 e vc vai entender.

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  24. Guilherme;

    Concordo em genero numero e grau com a Saveiro quadrada! Foi o meu melhor carro (embora a minha fosse a 1997 com injeção eletronica). E antes de o Olavo Fontoura perguntar, de maneira sarcastica porque eu vendi a minha falecida CJP-1350 (soube que o dono posterior deu perda total no carro), me antecipo: Vendi porque precisei acudir um ente querido em questão de saude! Senão, provavelmente estaria com ela na garagem até hoje e uns 250 mil km nas costas.

    Com relação ao Corolla, acho muito discutivel certos pré-julgamentos. 10 Anos atrás dirigi um Honda Civic Automático de um amigo, motor 1,7L (não me lembro quantos cv). Quando vi a especificação do motor, achei que o carro seria um lixo de dirigir, mas tive que rever conceitos quando peguei e apertei o pedal direito do danado do carro. Infinitamente superior ao Vectra que meu pai tinha na época, motor 2,2L e 16 valvulas, 141cv e tudo mais.

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  25. Tem opiniões que divergem, já vi várias pessoas elogiando o comportamento do celta, e eu sinceramente estou pra dirigir carro que tenha tendencia mais sobreestercante que o carrinho.

    Catastrophic understeer, diria o Geremy Clarkson.

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  26. O Leonardo tem sua razão!

    Se os consumidores fossem conscientes e não trocassem seus carros sem necessidade, as vendas cairiam, puxando o preço para baixo. Lei da oferta e procura. Veja a Megane Grantour quanta diferença de preço, ou o Vectra que custava 85 paus no lançamento (um amigo pagou isso!!!!!) e quanto custam agora.

    Quantos aqui não conhecem alguém que está com um carro seminovo bacana e sem problemas, mas o troca porque o vizinho trocou o dele, ou pq a mulher enjoou, ou pq começou a dar problema (tem de trocar pastilha, vela, amortecedor)ou pq mudou de cargo e o carro não combina com a nova posição?

    São estes que se enfiam em carnês homéricos, quando uma uma revisão relativamente barata resolveria o problema,
    Mas essa revisão não arruma o problema de baixa estima ou auto afirmação dessas pessoas.

    Enquanto existirem trouxas que pagam 55 mil por "compactos premium" ou 45 por Corsas 94, as indústrias não irão baixar preços ou oferecer coisa melhor para nós.

    Financiamento (juros) é antecipação de prazer como disse um professor meu do MBA há muitos anos...

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  27. Bitu, sei que não é o foco... mas ao dirigir o Picasso do meu cunhado, reparei que ele respondia muito rápido ao pedal direito... mas quando se aplicava o Pedal to the metal, ele não tinha aquela disposição toda... é apenas uma calibragem malandra do acelerador eletrônico. Bom saber. Obrigado.

    Os VW's quadrados possuem uma aura, são carros fantásticos. Sou fã demais.

    abraço.
    GiovanniF

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  28. Que bom saber que a turma ainda admira os volks quadrados das décadas passadas...
    Eu ainda tenho o meu golzinho 95 "quadradão",original, 160 mil quilômetros, inteirinho, que tirei zero e jamais venderei, por preço algum.
    De vez em quando, eu o tiro da garagem e dou umas belas voltas pela mesma estradinha citada pelo Bob ( moro em Joanópolis)
    Que delícia...leve, firme, confiável em todos os sentidos.
    Se tudo der certo...daqui a 14 anos vou meter uma plaquinha preta nele. No meu bom e velho Jocoso prateado, companheiro corajoso de tantas aventuras!

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  29. Com certeza, os dois autores dos tópicos, são mais do que credenciados para emitir opiniões precisas sobre os carros em questão (2010 e 2012);

    Seria interessante até um comparativo de gerações dos carros!

    MFFinesse

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  30. Não entendo muito de mercado americano, mas ouvi falar que, naquele fim da década de 80, o algoz do do VW Fox, também conhecido como Voyage, foi o Hyundai Excel. Hoje a Hyundai está muito melhor que a VW nos Estados Unidos.

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  31. E desde quando norte americano sabe o que é ser autoEntusiasta ou comprar carro?

    São todas banheiras automáticas ou utilitários esportivos desengonçados e beberrões.

    Eles não são referência para nada!

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  32. O VW Fox (Voyage) de exportação tinha 1.500 itens diferentes do nosso para atender às exigências do mercado americano, começando pela injeção eletrônica de combustível. Isso nos anos 80, onde aqui no Brasil podíamos escolher outras cores que não preto-prata, padronagens de interior e motorização, o que ilustra bem a citação que o brasileiro é pouco exigente. Enquanto o consumidor continuar pagando 55 mil num carrinho como o Fit (ótimo, não questiono aqui a qualidade), e 45 mil num CorsAgile 1994 será assim, a não ser que os chineses (coreanos de 10 anos atrás) acendam a luz amarela nas montadoras nacionais...

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