google.com, pub-3521758178363208, DIRECT, f08c47fec0942fa0 AUTOentusiastas Classic (2008-2014)






Primeiramente, peço desculpas aos leitores pela grande extensão do post, mas não é possível contar quase trinta anos de história em poucas linhas. E o Uno merece uma homenagem à altura do que significou para a indústria brasileira.

Estamos em 2014. Muita gente com certeza não lembrará, mas este ano marca o aniversário de 30 anos do lançamento da “botinha ortopédica”, o Fiat Uno. Ele quase conseguiu estar vivo para comemorar seu aniversário: Sua produção parou em dezembro, faltando apenas 9 meses para seus trinta anos.

O Uno é figurinha conhecidíssima de todos nós. Eu arriscaria dizer que é o Fusca da geração que nasceu de 1980 para cá. Da mesma forma como todos nós nascidos entre 1950 e 1980 temos histórias com o Fusca, todos os nascidos de 1980 para cá têm suas histórias com o Uno. Foi um dos carros mais longevos do nosso mercado, só sendo batido pela veterana Kombi, que também se despediu no ano passado, tendo quase igualado os 30 anos de produção do Fusca no Brasil (1959-1986 e 1993-1996). Para todo canto na rua que se olhe, vê se um Uno.

O Uno começou a nascer em 1979, quando foi encomendado a Giugiaro um carro pequeno de luxo para substituir o Autobianchi A112. Giugiaro então criou com um carro muito espaçoso para as suas dimensões externas. Porém, por causa de mudanças dentro do grupo Fiat, acabou sendo o substituto do Fiat 127, que no Brasil conhecemos por 147. Foi lançado no mercado italiano em março de 1983, 12 anos após o lançamento de seu antecessor, o 127.

Lançamento do Uno no Cabo Canaveral
 
Mais rápido no Bahrein, Massa mostra otimismo contido






 
Felipe Massa, o mais rápido da pré-temporada (Foto Williams)

Motores Mercedes confirmaram potência e resistência enquanto a Ferrari aparece como maior rival do exército alemão. Mundial de F-1 começa dia 16 na Austrália e Porsche vaza foto do modelo 919 de Endurance

Verdade que a imagem que mostra as forças da temporada 2014 da F-1 só ficará nítida após duas ou três etapas, isto é, depois que os novos carros superarem o primeiro grande teste no circuito de Melbourne, o calor e a umidade da Malásia e, novamente, o clima seco que caracteriza a pista árabe onde domingo terminou a terceira e última sessão de testes para este ano. Mesmo assim não é demais enxergar que Felipe Massa tem nas mãos um carro capaz de colocá-lo como protagonista de um campeonato onde Nico Rosberg e Lewis Hamilton despontam como favoritos, a Ferrari surge como força a ser olhada com respeito enquanto Force Índia e McLaren podem surpreender.
Durante as três sessões de testes pré-temporada — uma em Jerez, Espanha, e duas no Bahrein —, o brasileiro esteve sempre entre os mais rápidos e os que mais treinaram. Com base no desempenho que obteve em seis dos 12 dias que a F-1 usou para testar os novos carros de 2014, Massa mostrou que tem condições de conseguir bons resultados na temporada que inicia no circuito de Albert Park, em Melbourne, na semana que vem:

Em 22 de outubro passado foi publicado aqui no Ae a primeira parte de uma pretensa "saga" trópico-bávara que ilustrará o leitor, você, sobre as entranhas de minha garagem. Falo do texto sobre a BMW 320i ano 1986, o (já clássico, acho) modelo E30. Agradeço os 76 favoráveis comentários de então e agora, pedindo desculpas pelo atraso de mais de quatro meses na postagem, submeterei vocês a mais um capítulo, tratando da BMW 328i Touring, a 2ª a chegar ao meu lar.


Imponente


Segunda História: BMW 328i Touring

Gosto de cachorro, tenho dois. Se pudesse teria dez, doze. Quando passo diante de um pet shop quero “salvar” todos os filhotes. Mas naquele final de 2005, durante uma chuva do cão típica do mês de dezembro em São Paulo, o destino me levou a uma avenida na zona norte, coalhada de lojas de carros. Elas têm um efeito pet shop sobre mim — quero salvar todos os carros sem dono também. Com o canto do olho vi algo "abanando o rabo", de raça, preto, brilhando, com o deselegante VENDE-SE escrito com cal no parabrisa. Apurei a visão e identifiquei: um BMW (que pedigree, hein?) Touring, ou seja, carroceria “perua” em português paulistano.

Gosto de peruas (as de lata). Tive várias Fiat Elba e uma Marea Weekend, das primeiras. O rosnado do motor 5 cilindros em linha era libidinoso, promotor de ultrapassagens gloriosas no vai e vem dos finais de semana ao litoral. Vendida sem muita razão, deixou um vácuo de desempenho não preenchido pelo pacato sucessor, um Doblò.


Totalmente lisa

Volto ao “VENDE-SE” do tal dezembro: não consegui seguir meu caminho e o retorno fácil me levou em minutos ao BMW. Gostei da placa: 3, com três zeros na frente. Gostei de outro número aplicado na tampa da mala, 328, indicando o motor mais forte dos seis cilindros da marca de Munique para aquele modelo, codinome E36, também possível de ser achada em versão 323 e 325.

Interior em estado perfeito

Carro de avenida?

Nem todos os automóveis nasceram para desfilar na avenida. Claro que quase todos ficam muito bem no asfalto e tem suas melhores características trazidas à tona quando suas quatro rodas encontram-se com o solo em ruas, estradas e avenidas.

As cidades têm o seu tecido urbano desenhado para acomodar os carros, vida moderna e carros nas ruas são conceitos simbióticos. Por que então tentar usar os automóveis de outra maneira? Quem teve a idéia de tirar os carros da avenida?

Entramos então em um território diferente, onde o automóvel não tem função de levar alguém ao trabalho ou à escola. Em vez de ir buscar as compras no supermercado, neste ambiente os carros são apenas o instrumento para ir buscar aventura.

Retiremo-lo da avenida e vamos então para o fora-de-estrada, para encontrar aventura e emoção próximo à natureza.

Longe do asfalto