google.com, pub-3521758178363208, DIRECT, f08c47fec0942fa0 AUTOentusiastas Classic (2008-2014)


São Paulo, capital, 0h30, início de madrugada desta segunda-feira. Meu colega da revista Carro, Vinicius Montoia, com um Chery Celer de teste, trafegava pela marginal do rio Tietê, próximo à nova Ponte Estaiada, quando o veículo recebeu uma pedrada, com se vê na foto. O local foi o mesmo de uma manifestação na sexta-feira última. Tentativa de assalto, obviamente. Nas imediações fica a Favela do Gato.

Ele logo se dirigiu a um comando policial na Ponte das Bandeiras, onde os policiais lhe informaram ser o quarto caso naquela noite.

No último dia 29, a jovem Isabella Pavani Castilho Cruz, de 18 anos, foi baleada na cabeça após seu carro ter sido levemente abalroado na traseira, na Via Dutra, e ela ter parado no acostamento. Do carro causador saíram bandidos, que cometeram o crime. Isabella veio a falecer dois dias depois.

Estamos numa autêntica guerra civil e parece que ninguém, governos dos três níveis de administração principalmente, se dá conta disso.

Solução, só uma: supressão dos direitos constitucionais por um determinado período, como foi feito na Itália na Operação Mãos Limpas na década 1990, e execução após rito sumário, partindo do pressuposto que quem tem orifício anal, tem medo. Constituição Federal não serve em tempo de guerra.

Se alguém tiver outra solução, que diga.

BS



Em nosso país, automóvel com a indicação “1.0” ou ”1000”, Mil”, tem conceito diverso, dependendo exatamente da época e do perfil do consumidor. Se próximo à politicamente correta e curiosa fase dita Melhor Idade, lembrar-se-á, a expressão foi ouvida pioneiramente em 1959, quando a Vemag, fabricante nacional autorizada a produzir alemães Auto Union DKW, anunciou com orgulho nova motorização 1000 em seus produtos, pequena station wagon chamada Universal e após camioneta; sedã, depois Belcar, Vemaguet e jipe 4x4, logo batizado Candango. Letreiro aposto nos pára-lamas dianteiros e na tampa do porta-malas, bem como plaqueta esmaltada no cabeçote, indicava a novidade. Era aumento de cilindrada, no início 900 cm³, motor construtivamente diferenciado, com 13,3% mais em torque e 15,7% em potência — 8,5 m·kgf e 44 cv DIN.



A configuração mantinha o racional ciclo de dois tempos, em automóveis, exclusividade no país — haviam-nos para Lambrettas, Vespas, bicicletas motorizadas e afins. Na prática, aumentar de 900 para 1.000 cm³ incrementava velocidade máxima, aceleração e capacidade de subida, no caso tudo implementado por reduzir coroa & pinhão dois anos depois, de 4,72:1 para 5,14:1.

Poucos anos após, meio da década, para pós-garotões hoje com mínimos 65 aniversários, 'Motor 1000' nos Renault Gordini e nos Willys Interlagos indicava disposição em acelerar, correr, velocidade — e pouca duração. Nos Willys Interlagos, designação brasileira do francês Alpine A-108, esportivo com carroceria em compósito de fibra de vidro, e base mecânica Gordini, era opção de fábrica. Feito quase por encomenda, disponível com três motorizações: 845 cm³ e 53 hp; 904 cm³ e 56 hp, e o pico 1.000 cm³ e 70 hp (potências brutas SAE), em mexidas intervenções artesanais a partir do motor original com 845 cm³ e 40 hp realizadas na área onde se mesclava a produção dos Interlagos e a equipe de competições.
 
Os Willys Interlagos berlineta só corriam com motor 1000
Fotos: autor


Por ocasião do lançamento do C4 Lounge no dia 13 de agosto, em Mendoza, na Argentina, o Bob fez a avaliação da versão Exclusive com motor 2-L aspirado. Este post vem a complementá-lo, pois agora, para teste “no uso”, temos a versão Exclusive com o nosso já conhecido motor THP 165. Para conhecer melhor o carro, portanto, vale ler o post do Bob.

Suas potências máximas pouco diferem — 151 cv para o 2-L aspirado e 165 cv para o 1,6-L turbo —, porém o que difere bastante é o modo como essas potências são entregues. O torque máximo de 21,7 m·kgf do aspirado 2-L (com álcool) é um pico que vem a 4.000 rpm, enquanto que os 24,5 m·kgf do THP é um patamar que vai de 1.400 a 4.000 rpm. Sendo assim, já que potência é, basicamente, torque x rpm, vê-se que o THP em baixo giro já nos disponibiliza potência muito maior que o 2-L aspirado oferece na mesma rotação. Um pequeno exemplo: com o THP 165 subi toda a Rodovia dos Imigrantes — subida da Serra do Mar — em velocidade variando entre 100 e 110 km/h (velocímetro) e em 6ª marcha; com o giro ao redor de 2.400~2.500 rpm. O excelente câmbio automático Aisin deixou o câmbio, o tempo todo, em 6ª marcha, ele entendendo que não havia necessidade de reduzir para 5ª ou mesmo 4ª marcha, pois as suaves solicitações para retomadas que eu fazia não requeriam redução, já que para isso o motor já estava produzindo potência de sobra. Caso eu acelerasse fundo, aí sim, imediatamente viriam as reduções, mas indo tranqüilo com pouco tráfego, madrugada, subimos numa tacada só e em 6ª.

Sedã bom de viajar

Fotos: NetCarShow.com, BMW

A M5 E34 e seus antecessores

"Nós sempre nos tratávamos como bons companheiros. Era como a gente dizia sobre um cara: você vai gostar dele. Ele é legal. É um bom companheiro. Ele é um de nós. Sacou? Éramos bons amigos. Mafiosos.
Mas o Jimmy nunca poderia entrar realmente para a máfia, porque tinha sangue irlandês. E no meu caso, nada importava que minha mãe era siciliana. Para se tornar realmente um membro da máfia, você tem que ser 100 por cento italiano. Entrar para a máfia, porém, é a maior honra que a gente podia ter. Isso significa que você faz parte de uma família, um grupo. Significa que ninguém pode mexer com você, e que você pode mexer com qualquer um, desde que ele também não fosse um membro, lógico. É como uma licença para roubar. Uma licença para fazer qualquer coisa. E até onde o Jimmy se importava, se o Tommy entrasse, todos nós estávamos entrando. Nós agora teríamos um de nós como um membro.”

Esta semana não podia deixar de lembrar desse trecho acima, dito pelo protagonista do filme de Scorcese “Os Bons Companheiros”, de 1990. Henry Hill, o personagem interpretado por Ray Liotta, nos explica o por que era tão importante que seu melhor amigo, o violento Tommy DeVitto (Joe Pesci) ter oficialmente entrado na Mafia nova-iorquina como membro. Para ele e o mentor de ambos (Jimmy Conway, interpretado por Robert de Niro), era impossível por uma série de motivos, mas somente o fato do companheiro receber a honra os deixava felizes e realizados. Era como de, de alguma forma, sendo a amigo tão próximo promovido, eles também o fossem.



E esta semana algo parecido aconteceu comigo. Primeiro um bom amigo foi finalmente promovido em uma empresa em que trabalhei; é o primeiro entre os quatro que entraram juntos quase vinte anos atrás a receber uma promoção. Já me senti bem pacas por ele, mas isto foi apenas um prelúdio do que estava por vir. Afinal de contas uma banal promoção não me empurraria de volta ao teclado para lhes escrever algo, queridos leitores, não com a incrivelmente complicada vida que arrumei para mim. Não, o que me fez sentir exatamente igual a este cara aí do início foi algo muito mais legal...

Sabe como é, vai ter gente que vai ler este post e falar: só por isso? Vai achar muito barulho por nada, tenho certeza. Mas fazer o que, eu me senti assim, e só porque um amigo comprou um carro.

Não qualquer carro, lógico. É na verdade um daqueles que se convencionou chamar de supercarro, aqueles que conseguem transcender a mera qualidade de transporte para, desde novo, se transformar em algo especial. Um daqueles carros cujo desempenho e comportamento são tão memoráveis que fazem os profissionais abandonarem a fria análise e adotarem um lirismo e paixão normalmente reservados a formas mais tradicionais de literatura. Um BMW M5 1990.