google.com, pub-3521758178363208, DIRECT, f08c47fec0942fa0 AUTOentusiastas Classic (2008-2014)
Foto: ThinkStockPhotos.com



A situação é típica e aconteceu hoje com um grande amigo meu: Ele há algum tempo percebeu que a vida útil de seus pneus dianteiros havia chegado ao fim. Informou-se sobre as medidas de pneus utilizadas no carro dele (no caso, um Santana), até ligou para mim pedindo indicação de marcas e modelos de pneu (já com alguns preços que ele havia pesquisado) e, após decidir dentre as diversas opções qual a mais adequada, foi a uma loja de pneus.

Chegou lá já sabendo o que queria: Dois pneus 195/60R14 da marca que ele havia escolhido. Já sabia o preço, havia ligado antes. Carro no elevador, serviço pré-aprovado, coisa simples. Retiram as rodas, desmontam os pneus antigos e aí vem a notícia: "Seu carro não vai dar alinhamento, ele está com a suspensão ruim, está comendo pneu por dentro. Do jeito que está, não pega alinhamento".

Ele olha os pneus e vê que realmente o lado interno está um pouco mais desgastado que o externo. O mecânico completa: "Suas buchas estão com folga, isso está fazendo comer pneu assim". Ele manda trocar as buchas e aí vem outra notícia: Não trocam só as buchas, trocam apenas as "bandejas" (nome popular, o termo correto é "braço de suspensão") completas, com buchas e pivôs.




Era uma tarde de um fim de semana e eu passeava pedalando minha bicicleta. Isso faz tempo. Era no tempo em que para andar de bike era só montar nela e sair pedalando. Não tinha esse lance de ficar se equipando como se fosse para uma expedição a Marte, colocando capacete estrambólico, luvas anti-esfregação, óculos anti-raios-ultravioletas-assassinos-e-cancerígenospracacete e bermudinhas elásticas coladas na pele e com um bojo nos fundilhos que parece que o cara se descarregou ali mesmo.

Passear de bicicleta era simplesmente passear de bicicleta. Isso lá pelo início dos anos 70, anos mais coloridos e despreocupados.

E colorida e despreocupada estava a frente do Pandoro naquela tarde com um monte de carros bacanas dos bacanas. O mais bacana deles era o Jaguar E-type do Juca Chaves.

Muito já se escreveu sobre potência e economia de combustível nos automóveis, mas como ela realmente é avaliada é um daqueles conhecimentos mágicos, herméticos, escritos naqueles livros sagrados que só os iniciados na magia da engenharia conhecem, e para os incultos está sempre oculto pela névoa do mistério.

A verdade, no entanto, é que potência e economia de combustível são assuntos bem detalhados, mas não tão difíceis assim de se entender.

Porém, antes de entendermos como avaliar a potência e principalmente o consumo dos motores, vou apresentar um conceito muito importante sobre o comportamento dos motores: a pressão média efetiva.

Num motor de ciclo Otto, a mistura é inicialmente comprimida e rapidamente queimada, gerando um pico de pressão. Conforme o pistão desce e absorve energia térmica da queima, os gases no interior da câmara se expandem e perdem pressão e temperatura. Ao longo deste curso-motor, uma certa quantidade de energia é transformada de térmica para mecânica. Repetido ciclicamente o curso do pistão, a quantidade de energia mecânica aproveitada por unidade de tempo é a potência produzida pelo motor.
Foto: Automotive.com


Hot rod definitivamente não é a minha praia. Até entendo o espírito hot rod, garotos americanos pegando seus Fords da década de 1930 e modificando seus V-8 flatheads para se divertirem muito nas ruas ou em provas de arrancada. Ironicamente, fui convidado pela Chrysler para andar no Plymouth Prowler na Califórnia, isso em 1996 quando editor técnico e de testes da revista Autoesporte. Ainda bem que fui convidado.

A Chrysler dizia, com razão, que era o primeiro hot rod de fábrica da história. E por ser de fábrica, o Prowler encerrava engenharia de ponta.

Sob a aparência de um hot rod estava um verdadeiro carro esporte. Motor V-6 de 3,5 litros 24-vávulas  dianteiro de 214 cv a 5.850 rpm,  30,6 mkgf a 3.100 rpm. e transeixo traseiro. Todo o trem rodante era de alumínio, suspensão independente por triângulos superpostos na dianteira e multibraço atrás. Até os discos de freio traseiros e o cardã eram de alumínio!