google.com, pub-3521758178363208, DIRECT, f08c47fec0942fa0 AUTOentusiastas Classic (2008-2014)
A voz de Émerson Fittipaldi na versão dublada


A sequência de “Carros”, “Carros 2”, estreia nesta quinta-feira (24.6) em todo o Brasil. O primeiro, de 2006, tornou-se um must para todo entusiasta de automóveis e corridas, apesar de ser um desenho animado. É muito mais para adulto do que para crianças, embora estas o curtam muito também.

“Carros 2” é dirigido por John Lasseter, que dirigiu “Carros” e também “Toy Story, Vida de Inseto” e “Toy Story 2”. Além de diretor, ele também é chefe de criação do Pixar Animation Studios e Walt Disney Animation Studios, o principal consultor criativo da Walt Disney Imagineering.

Como no primeiro desenho da série, a autenticidade é garantida. Por exemplo, os boxes são baseados nos do Autódromo do Bahrain. Os carros de corrida são de enorme variedade e as pistas mostradas apresentam elementos técnicos que interagem com as diferentes características de cada tipo de carro, criando assim um campo equilibrado.
Carburador duplo de Passat TS

Na velha linha de um assunto puxar outro, todos que já mexeram ou mexem com carburador enfrentaram problemas, uns mais, outros menos graves. Mas o fato é que durante uma grande parte da história do automóvel ele imperou absoluto e aprendemos a conviver - bem - com ele.

Quando o Passat TS surgiu em 1976, com carburador duplo, impressionou pela fome de andar. Na época era empolgante acelerá-lo. Eu era concessionário Volkswagen e, como fizera no lançamento do Passat dois anos antes, coloquei um TS para ser experimentado pelo clientes.- mas nada de "Venha fazer um test-drive", bem entendido...
Foto: Duda Bairros


Estou estarrecido. Começa hoje começa a Copa Petrobras de Marcas. Basta uma olhada no regulamento para ver claramente que órgão dirigente máximo do automobilismo no país, a Confederação Brasileira de Automobilismo, perdeu o pouco que tinha de vergonha na cara. Não satisfeita com a Stock Car de mentira, na qual as "marcas" são meras bolhas de plástico que vestem mecânicas absolutamente iguais, agora repete a dose com a Copa Petrobras de Marcas. Pensa que o carro da foto é um Astra? Enganou-se, caro leitor.

Tudo é padronizado, ou seja, igual, de chassi a carroceria, de motor - argentino! - a discos e pastilhas de freio. Até o conjunto câmbio-diferencial vem de fora.




Carburador é uma coisa seriamente ultrapassada, um anacronismo em extinção. Tenho que confessar já de cara que os abandonei completamente, e até quando penso em comprar motos, onde carburadores ainda são comuns, já descarto de cara as carburadas. A injeção eletrônica é algo tão bom que não há como não idolatrá-la, principalmente se você, como eu, passou a adolescência e boa parte da vida adulta em meio a épicas batalhas com aquelas traquitanas cheias de furos, válvulas, canetas, dutos, tubos, mangueiras, gasolina, borboletas, boias, alavancas, molas e outros mil componentes estranhos que nem consigo nomear, e perdeu todas elas. Um carburador não é ajustado nunca à perfeição; apenas o ajustador se cansa e aprende a conviver com ele assim mesmo, no melhor que pode fazer. É o pesadelo do perfeccionista.

Essas camicletas incrivelmente complexas e ineficientes atendiam por uma série de nomes estapafúrdios que deslizavam pela ponta de nossas línguas feito evangelho da boca do padre: Brosol 2E, 3E, Solex 40, TLDZ miniprogressivo, Weber 34, Motorcraft bijet, Stromberg-SU de Dojinho.... sem falar naquele que é o nêmeses dos donos de Dodge e Opala 250-S, o temível dispositivo evaporador de gasolina que atende pelo nome de DFV 446. O DFV era famoso por uma série de piadas, como aquela que dizia que jogava mais gasolina para fora do que para dentro do motor. Meu primeiro carro era um Opala 1980 com um 250-S, em que o DFV teimava em travar a bóia da cuba a cada buraco ou irregularidade mais forte, me obrigando a abrir o capô, tirar o panelão do filtro, e destravar a jaca com um martelinho. Não era o fim do mundo, mas extremamente desagradável se você ia a um casamento e estava de fraque, e com uma arrependida namorada, que certamente naquele momento imaginava o porquê de ter escolhido aquele idiota anacrônico e carburado em detrimento ao Mauricinho e seu reluzente e injetado Gol GTI. Outro dia recebi a foto abaixo, apenas com o título: "Os Portões do Inferno". Rolei de rir...



Mas ainda assim, apesar de hoje particularmente preferir me manter a uma distância segura deles, carburadores tem algo de especial. Alguns deles são positivamente afrodisíacos automotivos, coisas tão legais que não podemos deixar de admirar. Principalmente quando funcionam direitinho... Sempre que vejo um motor alimentado por carburador com marcha lenta estável, baixa e suave, e um funcionamento sem buracos ou engasgos em todas as rotações, não consigo deixar de admirar o dono da jaca. Ou acordar do sonho.

Sendo assim, e não sem ajuda de amigos, preparei a listinha embaixo, dos 10 mais legais carburadores já criados. Na verdade, em alguns casos, nomeei um esquema de carburadores em certo motor, porque, sabe-se lá porque, alguns carburadores são irrelevantes sozinhos, mas ficam sensacionais em grupos de dois, três ou quatro, alimentando um particular motor.