google.com, pub-3521758178363208, DIRECT, f08c47fec0942fa0 AUTOentusiastas Classic (2008-2014)
foto:copa2014.org.br


As dificuldades que enfrentamos todos os dias, a todos os instantes em que nos deslocamos com nossos carros, são algo de profundidade filosófica.

Não é possível que o cidadão que possui ou apenas utiliza um carro deva ter tantas dificuldades. Não há motivo para tanta maldade.

Deve ser uma maldição que provém do termo "automóvel de passeio". Algo tão absurdo como chamar um participante do Big Brother de "herói".


Escrever sobre a história da situação precária da Intermeccanica no Salão de Frankfurt de 1969 me fez lembrar de uma situação parecida envolvendo outra empresa italiana e um milionário americano, no Salão de Turim em 1952. É outra história fantástica, que me dá a oportunidade de falar um pouco também da recém-falecida Bristol inglesa.

Stanley Harold “Wacky” Arnolt II (ao lado) é um estereótipo tão perfeito do milionário americano do pós-guerra que parece ter sido inventado. Ex-jogador de futebol americano no segundo grau, e portanto alto e corpulento, Wacky ficou rico muito rapidamente durante a Segunda Guerra Mundial. No pós-guerra, como muitos americanos da classe mais alta, se apaixonou pelos carros esporte que invadiam aquele país. Em 1950, Arnolt monta em Chicago uma empresa, a SH Arnolt, Inc., para importar carros ingleses.


A lenda que conta como Arnolt começou a empresa, contada por Mike McCarthy na Classic and Sportscar inglesa de maio de 1990, é emblemática da personalidade de Wacky Arnolt:
Fotos: autor

O Bob já avaliou o Citroën Aircross aqui no AUTOentusiastas e eu, por um lapso, não o havia lido. Foi bom não ter lido, porque agora, após uma semana com o carro, li, e assim reforcei minhas impressões.

Não discordo em nada do que o Bob disse, e já que ele dissecou perfeitamente o Aircross, só me resta citar algumas coisas.


Um texto de Bird Clemente, especial para o AE


Minha memória das fases da minha carreira: 1ª- Obsessão para ser um corredor de automóvel; 2ª - Me achar imortal e arriscar até o último fio de cabelo; 3ª - Ter que matar um leão por dia; e 4ª - Finalmente confesso que foi natural para mim, e deve ser para outros, o cansaço de se arriscar tanto.

Quando eu pensei que já havia parado, fui incentivado e acompanhado pelo meu irmão Nilson na aspiração de participar da 24 Horas de Interlagos de 1970,  no 16 de maio, o que topei, mas cobrei de mim mesmo, com anuência do meu irmão, que dispuséssemos do melhor carro, que não me envolvesse naquele sacrifício do cotidiano da minha vida, no reflexo da história Davi contra Golias.

E que também, para sair da rotina, queria trocar de macacão, tomar um banho e jantar bem, como nunca, no meio da corrida.