google.com, pub-3521758178363208, DIRECT, f08c47fec0942fa0 AUTOentusiastas Classic (2008-2014)

Normalmente o leitor busca uma mídia para obter informações e normalmente o jornalista se vira para fornecê-las ao leitor.

Bom, isso é o normal.

Mas acontece que o assunto em questão não se encaixa no que considero sensatez; tento achar uma explicação que me ilumine e não consigo. Então, humildemente, só me resta aproveitar o privilégio do espaço e passar a perguntar ao leitor.

Afinal, está evidente que o AE é lido por gente que manja de carro e tem a cachola no lugar. Tenho aprendido muito com o leitor. Sempre tem um especialista nisso ou naquilo. Ótimo!

Vai aí a pergunta:

Por que raios os fabricantes importam só modelos com uma só especificação? Além do mais, sempre é a especificação mais cara. Por exemplo: a GMB resolveu que só importaria o Camaro V-8 com câmbio automático.



Foi lançada recentemente a versão de duas portas do novo Uno, com o objetivo de completar a gama com uma opção mais barata do carrinho. Infelizmente as opções de duas portas ficam restritas aos carros mais baratos, salvo raras exceções.

Quem é mais jovem talvez não saiba, mas até meados dos anos 80 a preferência dos consumidores era pelos modelos de duas portas. Mesmo carros maiores, como o Monza e o Santana, eram oferecidos nessas versões, com grandes volumes de vendas. O Santana de 1991 foi lançado inicialmente na versão duas portas, o Tempra também teve seu cupê, mas a essa altura as pessoas já queriam a praticidade dos modelos de quatro portas. Mesmo assim, a GM lançou o Astra em 1998 com somente duas portas, e nem por isso foi fracasso.

Foto: O Estado de S. Paulo/Felipe Vieira/velocidadesul.com


Morte de piloto, ou morte cerebral neste triste caso do Gustavo Sondermann numa prova da Copa Montana neste domingo, sempre choca. Principalmente quem é do meio. Mas me chocou também ver as fotos do carro depois do acidente, pois na minha inocência, fruto da plena vi\vência no automobilismo, eu acreditava que a Copa Montana consistia de uma categoria de picapes Montana, fabricadas pela General Motors do Brasil e preparadas para pista como os carros de turismo. Jamais me passou pela cabeça tratar-se de uma categoria de esporte-protótipos fechados com motor V-8 5,7-litros e tração traseira com uma casca plástica de picape Montana por cima.

Aí fui procurar saber mais do carro no Google e um dos links era chevrolet.com.br. Um site da fábrica! Quer dizer então que a General Motors do Brasil patrocina, empresta seu nome a  uma mentira? O campeonato se chama Copa Chevrolet Montana! Será que estou ficando louco? Ou velho?
Foto: politicojove.arteblog.com.br


Dólar tocando 1,60 reais, inflação ainda contida, 6,5% anual, mas mesmo assim o preço do etanol disparou, como mostra a tabela de preços de um posto, etanol comum a R$ 2,19. Não faz muito tempo andava a R$ 1,40 e a gasolina comum, R$ 2,40. Esses preços eram quase um padrão na região sudeste exceto o Rio de Janeiro. O calculador de escolha de combustível FlexCalc, produto idealizado por mim e pelo André Dantas, tinha R$ 2,10 como limite do preço do etanol. Achamos na época (2008) que era até demais, não precisaria tanto. Pois os próximos a serem produzidos terão de ter a escala de preço do "nosso" combustível modificada. Ridículo.

FlexCalc adquirido por cliente. No final da escala verde, no disco interno, em cima, o preço do etanol, R$ 2,10

Os produtores de etanol estão cometendo ato de extorsão, inequívoco abuso do poder econômico. Os que estão do lado deles alegam valer a imutável lei da oferta e da procura. Se o etanol anda escasso, o preço tem que subir. Só que subir 50 por cento em cerca de seis meses, dentro do atual quadro da economia, para mim tem nome: extorsão.